História R's Bizarre Adventure Parte 2: Rainbow's Dictatorship - Capítulo 7


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Seinen, Shounen, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esse capítulo foi muito corrido, o de amanhã será mais, opa, isso era para ser segredo, bem, boa leitura!

Capítulo 7 - Rainbow in the Dark


 31 de Agosto de 1969 foi o dia que marcou o final do governo Costa e Silva, por conta de uma trombose cerebral, o presidente foi substituído por uma junta militar composta pelos ministros do exército: o General Aurélio de Lira Tavares, do exército; o Brigadeiro Márcio Melo, da aeronáutica; e o Almirante Augusto Rademaker, da marinha.


Escritório da Coronel, Quartel do Batalhão Secreto, Gama/DP:

A coronel e o capitão não esperavam encontrar Ritchie, que havia sido pego em cheio com a revelação:


Ritchie: Como assim? O presidente foi afastado?

Lt. Murray: Tenente, acho que não deveríamos estar aqui.

Cap. Bongiovi: Ritchie, não surte assim!

Cel. Gaga: Exato, não se preocupe, ele passa bem.

Ritchie: Mas o que houve?

Cel. Gaga: Ele sofreu um episódio de trombose cerebral.

Ritchie: E quem foi o guerrilheiro que fez isso?

Cap. Bongiovi: Por que não se senta para ouvir, tenente Luna? Você está nervoso demais aí de pé.

Ritchie: Tudo bem...

Cel. Gaga: Você também, Murray, mas ao entrar feche a porta.


Lt. Murray entrou, fechou a porta e sentou-se numa das cadeiras junto de Ritchie, conforme mandado, após isso a Coronel começou:


Cel. Gaga: Como eu disse, temos pistas de ter sido um guerrilheiro a fazer isso.

Ritchie: E quem foi o idiota?

Cel. Gaga: Tudo aponta para Carlos Marighella.

Cap. Bongiovi: Carlos Marighella?

Ritchie: Esse cara não é da tal ALN?

Lt. Murray: Sim, Ação Libertadora Nacional, eles procuram criar um regime socialista como em Cuba.

Cap. Bongiovi: Mas a gente não devia deixar isso na mão do DOPS?

Cel. Gaga: Sim, porém o Marighella não é só um guerrilheiro qualquer, ele não é o inimigo público nº 1 a toa, afinal, ele também é um vampiro!

Ritchie: Como assim? Como todo mundo que é comunista aqui é vampiro?

Lt. Murray: Hoje em dia, qualquer um com contatos na União Soviética, China, Cuba ou qualquer país socialista é um vampiro.

Cap. Bongiovi: E como vamos capturá-lo?

Cel. Gaga: Calma, eu tenho um amigo.


Alameda Casa Branca, Centro, São Paulo/SP, 4 de Novembro de 1969, 19h00:

Uma equipe do DOPS, coordenada pelo delegado Sérgio Fleury, se encontravam na rua discutindo o plano que marcaria uma vitória ao regime militar, o cerco a Marighella:


Del. Fleury: Retomando, eu vou ficar naquele automóvel e vocês se esconderam na caminhonete, estamos entendidos?


Os agentes do DOPS confirmaram, entre eles, a investigadora Estela Borges Morato e o Delegado Rubens Tucunduva:


Estela: Sim, senhor.

Del. Rubens: Sim, senhor.

Cel. Gaga: E nós, Fleury? O que fazemos?


O delegado olhou para trás e viu a Coronel Gaga, o Capitão Bongiovi e os Tenentes Luna e Murray, o coordenador da emboscada reclamou:


Del. Fleury: Vocês realmente vieram? Isso é um trabalho do DOPS, não do exército!

Cel. Gaga: Fique sabendo que estamos atrás do Marighella faz tempo, só precisávamos da autorização do presidente para pegá-lo, e parece que com o novo não temos tanta burocracia para isso.

Del. Fleury: Autorização do presidente? Certo, tudo bem, mas vocês ficarão fora do nosso plano!

Estela: Quem são eles delegado?

Ritchie: Quem é ele, Coronel?

Del. Fleury: Ela sempre aparece as minhas missões dão errado, e consegue completá-las sozinha e com esse batalhão bizarro.

Cel. Gaga: Este é o Delegado Sérgio Fleury, não é ninguém importante, só um simples delegado.

Del. Fleury: Como assim um simples delegado?

Cap. Bongiovi: De qualquer jeito, qual é o plano original para não interferirmos?

Del. Rubens: Devo contar?

Del. Fleury: Faça como quiser.

Del. Rubens: Nós capturamos frades dominicanos simpatizantes da ALN, amigos do Marighella, dois deles estão dentro daquele fusca nessa rua, os Freis Ivo e Fernando, quando o Carlos aparecer, prendemos ele.

Ritchie: Então é só ficarmos escondidos na saída da rua para não atrapalhar, então vem comigo Murray, você não pode se esconder como eu.

Cap. Bongiovi: Boa ideia, como não vamos participar, vamos servir no plano B.

Estela: Plano B? Nós tínhamos um plano B?

Del. Fleury: Eu não tenho ideia do que eles estão falando.


Uma hora depois:

Carlos Marighella entrou na alameda pelo lugar em que Ritchie e Murray estavam “escondidos”, mas os militares passaram despercebidos pelo guerrilheiro, o tenente da máquina fotográfica perguntou:


Lt. Murray: Como você fez isso?

Ritchie: Eu aumentei a emissividade das nossas fardas para que absorvessem toda a luz visível, ficando na cor preta.

Lt. Murray: Você aprendeu isso naqueles três meses fora?

Ritchie: Não só isso, mas sim.


Enquanto isso, Marighella viu Frei Fernando no Fusca junto do Frei Ivo no fusca, foi até lá e entrou e foi para os bancos de trás, deixando a porta aberta, após isso, ele perguntou:


Marighella: Como vão, confrades?

Frei Ivo: Perdoe-nos, Carlos.

Frei Fernando: Desculpe por isso.


Os dois freis saíram do carro e deitaram-se no chão, Marighella ficou com uma cara de surpresa e logo entendeu:


Marighella: É uma armadilha!


Nesse momento, todos do DOPS saíram da caminhonete e o Delegado Fleury do automóvel com as armas apontadas, o coordenador gritou para o guerrilheiro dando voz de prisão:


Del. Fleury: Saia do carro de mãos para o alto, Carlos Marighella, você está preso!

Marighella: Só saio daqui morto!


Marighella tirou uma pistola do bolso, de onde havia um pente extra e duas cápsulas de cianureto, e começou a atirar, um dos tiros acertou em cheio na testa de Estela, que se viu caindo lentamente no campo do tiroteio que se iniciara enquanto memórias da vida dela passavam como num flash mesclando-se com a imagem do delegado Rubens sendo atingido ao lado, de repente, a visão foi se escurecendo até desmaiar.

Ao final do embate, restava apenas o corpo de Marighella no carro, pensando na provável morte do inimigo, alvejado em vários pontos do corpo, o DOPS baixou as armas, mas o que ninguém esperava foi a risada de Carlos, que se levantou e disse:


Marighella: Não é a primeira vez que eu sou baleado e continuo vivo, pensavam que dessa seria diferente?


Então Marighella pegou no volante do fusca e pisou no acelerador antes que os policiais voltassem a atirar, ao chegar no final da rua ele virou para a esquerda e sumiu da visão dos policiais, que reclamaram:


Del. Fleury: Eu não acredito! O plano era perfeito!

Del. Rubens: E ainda acertaram minha perna!

Cel. Gaga: Será que agora podemos agir?

Del. Fleury: E o que farão?

Cel. Gaga: Deixem meus subalternos fazerem o trabalho deles.

Del. Rubens: Senhor, ela estava de farda o tempo todo?


Ao virar a rua não deu 2 segundos sem Marighella avistar o Capitão Bongiovi, que pedia carona com o polegar levantado e mão fechada, o guerrilheiro disse:


Marighella: Eu não vou dar carona para ele.


Marighella continuou em frente, mas novamente se deparou com Heitor, desta vez com a palma aberta, Carlos estranhou:


Marighella: Mas ele estava lá atrás!


Marighella pisou fundo e, novamente, viu Bongiovi pedindo carona, mas dessa vez, ele fazia o sinal de uma arma com o dedo médio apontado para o Carlos, que parou, desceu do carro e gritou com o capitão:


Marighella: Escuta aqui, seu idiota! Eu não tenho condições para parar para qualquer idiota que vejo pedindo carona!

Cap. Bongiovi: Tá, mas não é comigo que você tem que tirar satisfação.

Marighella: É com quem então?

Cap. Bongiovi: É você que tem que se ver com ele.


Heitor apontou para a sombra de um homem segurando algo nas mãos entre as pernas, ao retornar a emissividade normal a farda militar voltou as tonalidades normais e o nome de Tenente Luna brilhava na chapa de identificação pendurada no pescoço, Marighella olhou estranho e perguntou:


Marighella: E quem é você, tenente?

Lt. Luna: Eu sou amigo daquele que você tentou matar!

Marighella: Seja específico, eu matei milhares!

Lt. Luna: Eu sou Ritchie Luna e Artur da Costa e Silva era meu amigo!

Marighella: Ora, tenente, mas que curioso, quem disse que eu fiz qualquer coisa a um velho que nem circular sangue consegue?

Lt. Luna: Fácil, a trombose pode ter como causa, diversos fatores: pré-disposição genética, circulação sanguínea lenta, mudanças na composição do sangue, etc. É extremamente ser por genética, um militar geralmente não tem problemas relacionados a falta de exercícios, logo, circulação lenta não é problema.

Cap. Bongiovi: Resumindo, o sangue dele mudou de composição.

Lt. Luna: Sabendo disso, pedi para que me mandassem para servir de guarda-costas do ex-presidente, portanto pude ir aos exames de sangue dele e entender não só como você o envenenou, mas também algo muito importante nessa briga.

Marighella: O quê?

Lt. Luna: A habilidade do seu stand, ele consegue controlar uma substância chamada de óxido de deutério.

Marighella: E o que é óxido de deutério?

Lt. Luna: Nada mais, nada menos que água, só que com um nêutron em cada átomo de hidrogênio, aparentemente, você tem contatos com uma empresa terceirizada de Brasília que vende galões de água lá na área da praça dos três poderes, e, especificamente, vende água deuterada ao palácio do Alvorada, o que fez com que, nesses anos de governo, Costa e Silva fosse envenenado aos poucos.

Marighella: Nossa! Você descobriu tudo sozinho?

Lt. Luna: Não, a Cel. Gaga sabia disso desde o princípio, sem ela, não impediríamos você de fazer o mesmo ao novo presidente. Agora que recitei seus crimes, você terá de se render, ou...

Marighella: Ou o quê?

Lt. Luna: Ou você servirá de teste para minha mais nova arma!


Continua...


Notas Finais


Que capítulo, hein? Como eu disse, se tudo der certo, sai capítulo amanhã, isso vai me desgastar bastante, mas de boas. Agora, eu notei que os capítulos com lutas pegam mais views que outros, então fiquem felizes, pois o próximo será porradaria pura!


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