1. Spirit Fanfics >
  2. RUA 127 (noart) >
  3. Capítulo 11: Momentos

História RUA 127 (noart) - Capítulo 11


Escrita por:


Capítulo 11 - Capítulo 11: Momentos


SINA DEINERT BEAUCHAMP


O meu dia hoje não está sendo um dos melhores, depois de descobrir que aquele garoto insuportável iria morar aqui em casa eu ainda tiver um discussão com meu irmão, porque simplismente o cabeça dura não queria ouvir minhas desculpas e começou a me chamar de intrometida e de mimada e de outras merdas lá, então fui para o jardim para poder refletir e como eu não posso ter um momento de paz, Noah veio falar comigo e ainda insinuou que eu estaria discriminando ele.

Eu já deveria estar acostumada com as pessoas me julgando, mas o que mais me doeu foi ouvir meu irmão falar aquilo sobre mim, eu pensava que ele mais que ninguém me entendia mesmo a gente não sendo tão próximos e ainda por cima tive que ouvir um garoto chato me julgar. Posso até estar sendo um pouco dramática, mas fiquei farta de ser julgada tanto ontem.

Após sair furiosa do jardim, fui para a sala de jantar que lá encontei alguns dos amigos de Noah e a Heyoon conversando.

- Sisi vem cá, acabei de descobrir algo fantástico- Heyoon me chamava me tirando dos meus pensamentos.

- Oi Yoon, oi pessual-eu falei cumprimentando eles- O que você descobriu Yoon??

- Você sabe que antes dá sua família virem para Los Angeles eu e minha mãe éramos moradoras de rua, né ??-Yoon me pergunta.

- Sim, eu sei.

- E você também sabe que na rua que eu morava tinha alguns amigos lá e que depois que eu e minha mãe vimos morar com a sua familia acabei perdendo o contatos com eles, certo?

- Sim Yoon, mas dá para parar de enrolar?

- Amiga você está com um mal humor hoje viu, que só Jesus na causa.

- Vai logo, Heyoon!-falo.

- Está bem, e como eu tinha dito antes eu tinha alguns amigos nessa rua e agora eu acabei de descobrir que Any-Yoon dá um pausa na fala apontando para a morena cacheada- Ela era uma das minhas amiguinhas, legal né?


-Nossa Heyoon muito legal mesmo, principalmente porque você sempre quis saber como eles estavam- falo tentando parecer entusiasmada, mas acabo falhando, já que ainda estou pensando sobre os acontecidos com o meu irmão.

- Amiga,você está bem?- Heyoon pergunta baixinho no meu ouvido.

- Eu acho que não- falo e dou uma pequena pausa-Será que depois do jantar eu posso passar lá no seu quarto para a gente conversa?

- Claro que pode-ela fala me abracando de lado e alisando meus cabelos.

Depois eu e ela fomos juntas com o pessual para a mesa e me sentei entre a Heyoon e uma garota de olhos puxados, que infelizmente esqueci seu nome e do resto do outros, tirando obviamente o de Noah.

- Seu nome é Sina, certo?- a garota me pergunta.

- Sim, e o seu é...- espero ela me complete.

- Hina, nossa sério você é muito bonita- falou impressionada.

- Obrigada, você também é...- eu ia falando, mas parei no momento que vi Noah entrar dentro da sala de jantar cabisbaixo e depois se sentando entre duas garotas que uma perguntou algo para ele que fez com que ele olhasse para mim por um tempo e depois olhasse para o chão assentindo.

- Ele está estranho mesmo- Hina fala.

- Quem?-eu pergunto confusa transferindo o olhar para ela.

- O Noah, ele nunca é de ficar calado, sempre é falando ou ordenando algo.

- E porque ele ordenaria algo?

- Ahh você ainda não sabe- ela fala baixinho percebendo que falou o que não devia- Sina, eu acho melhor eu ficar calada.

- Ahhh não Hina, por favor me diz.

- Desculpa Sina, eu não sei se eu posso, se ninguém ainda não te falou nada é porque ou estão esperando o memento certo ou alguém para te contar- ela fala tentando se explicar.

- Tudo bem- falo triste.

- Me desculpa, Sina, mas é que eu não sei se eu devo.

- Tá tudo bem, Hina.

- Eu sei que eu não posso te falar isso, mas se precisar de ajudar ou se quiser saber alguma coisa é só me chamar.

- Obrigada Hina- falo sorrindo para ela.

O jantar foi bem calmo, de vez em quando eu pegava Noah olhando para mim com um olhar triste e eu retribuia com um olhar furioso.

Meu irmão e meu pai não tiveram nem a delicadeza de aparecer no jantar com os hóspedes, e sinceramente eu achei bom meu irmão não ter aparecido, assim eu não teria que olhar na cara dele, já meu pai...eu já estou acostumada com ausência dele não só no jantar como nos dias todos.

*****************************************

Neste exato momento eu estou no quarto da Heyoon, me desabafando, ela disse para mim não se importa com o que o Josh disse e que certamente ele estaria com a cabeça quente e descontou tudo em cima mim e que ele não faria isso se não estivesse estressado com algo, e como já estava tarde decidi não contar a ela sobre Noah ser o garoto que havia me ajudado e que ele havia insinuado que eu estaria o discriminando ele só amanhã.

Ao sai do quarto de Heyoon eu estava com tanto sono que quando eu estava subindo as escadas acabei esbarrando com alguém que fez com que eu caisse e ralasse meu joelho.

- Droga, droga, droga- eu falei olhando meu joelho ralado que sangrava.

- Está doendo muito?- Noah me perguntou preocupado agachando do meu lado.

- Sim, está doendo muito.

- O negócio está feio mesmo- ele falou olhando para o meu joelho- Vem deixa eu te ajudar.

- Não, eu não quero sua ajudar- falo tentando me levantar, mas não deu em nada já que Noah me segurou e me colocou em seu colo.


- Nossa garoto, eu já disse que eu não quero sua ajuda, então dá para você me soltar- falo furiosa.

- Não, não dá, você quase que não conseguia se levantar e imagine andar, então pare de ser orgulhosa e me deixar te ajudar- ele fala perdendo a paciência.

- Eu só irei deixar você me ajudar porque você tem razão- falo me rendendo e então ele me leva em direção a cozinha e me coloca sentada em cima da bancada.

- Sabe aonde fica o kit de primeiros socorros?- ele me pergunta.

- Em cima da geladeira- falo e ele vai até a geladeira, pegando o kit.

- Eu vou limpar a ferida, então isso pode arder um pouco- ele falava colocando um produto no algodão.

- Mais do que já está doendo!? Eu acho que é impossível- falei e ele deu os ombros e depois passou algodão molhado na ferida que fez com que eu gritasse de dor.

- Aí! Tá doendo muito, para por favor-falei já chorando de tanta dor.

- Eu te disse que iria doer, mas você é muito orgulhosa para acreditar em mim, e não, eu não posso parar, eu tenho que limpar a ferida.- ele falava ainda passando o algodão no meu joelho.

- Eu te odeio, garoto- falei rosnando.

- Eu sei....hmm...pronto...eu já terminei de limpar agora e só colocar um curativo- ele falou e pegou uma caixinha de curativos.

- Me dá, deixa que eu coloco- falo tomando a caixinha de sua mão.

- Com todo prazer, madame.

- Sério você tem que presta atenção por onde anda se não vai acabar machucando outras pessoas também.

- Você fala como se a culpa fosse só minha.

- E ela é só sua.

- Então se era só eu que não estava prestando atenção, por que você não desviou??

- Ora...porque....hmm....porque...-eu enrolava tentando busca uma desculpa.

- Aha!! Você nem sequer tem uma desculpa- ele falou.

- Vê se me erra, garoto.

- É tão bom quando eu tenho razão.

- Você deve achar mesmo bom, já que esses momentos são quase escassos.

- Como você tem certeza disso se você nem me conhece?

- Eu não preciso te conhecer para saber, é muito simples é só olhar para você para saber disso.

- Ahhh é mesmo, então me fala o que você sabe sobre mim só de olhar- falou se aproximando de mim.

- Que você é um garoto intrometido, metido, chato, ingnorante, irritante, descarado e inconveniente- eu falava olhando para os meus dedos que a cada insulto que falava eu levantava um- Nossa eu nunca fiz algo tão facil como isso- falei me gabando e olhei para Noah que estava muito próximo de mim.

- Você está dê parabéns, mas só faltou lindo e irresistível.

- Na verdade não, eu acho que eu me esqueci mesmo foi de convencido.- falei rindo olhando diretamente para os olhos verde esmeralda do companheiro a minha frente.

- Me desculpa mesmo, eu não queria ter insinuado aquilo sobre você- ele falou cabisbaixo, mas percebi pelo seu olhar que ele havia sido sincero.

- Também sinto muito por você ter insinuado aquilo.

- Eu não sei o que deu em mim por pensar que você estaria me discriminando...na verdade eu sei sim...-ele falou quando eu o interrompi.

- Claro que sabe, ninguém pensa um negócio desse sobre alguém sem ao menos ter um motivo óbvio.

- Eu tenho, só que eu não sei se devo contar já que você certamente não sabe por algum motivo.

- Que desculpa mais esparramada essa sua, garoto.

- Quer saber foda-se, eu vou te contar.

- Então me diz, isso se é que ela existe-falo zombando.

- E que em toda minha vida eu sempre fui discriminado pelo o que eu e meus amigos fazemos, e sim eu não tiro a razão dessas pessoas, mas é que elas nem sabe os nossos motivos e sempre que fazemos na maioria são com nossos inimigos e não com pessoas inocentes.

- E o que você e seus amigos fazem?

- Nós roubamos, eu e meus amigos somos moradores de rua e fazemos parte de uma gangue, na qual eu a comando.

- Aahhh, então vocês são fazem parte do trabalho sujo do meu pai.

- Calma, seu pai é o dono da gangue Flames?

- Sim, gênio.

- Então eu acho que eu não deveria ter contado isso para você.

- Mas por quê?

- Porque certamente seu pai queria falar isso para você pessoalmente.-ele fala pensativo nas consequências que ele possivelmente terá.

- Tá, eu te desculpo e também vou fingir que você não me contou nada.

- Sério Sina, muito obrigada mesmo- falou enquanto me supreendia com um abraço supresa.

- Ahhh me desculpa- ele falou se separando de mim olhando fixamente para meus olhos e para minha boca que agora se encontrava entreaberta
e não sei porque eu estava fazendo aquilo e tem mais, as batidas do meu coração e a minha respiração estavam desreguladas, eu não conseguia controlar e isso era algo que só havia acontecido comigo uma vez, com o idiota do Aron Stevens.

- Eu acho melhor isso não acontecer novamente - falo desviando meu olhar dos olhos do garoto para o chão da cozinha.

- E não vai- falou com dificuldade, tentando se recuperar do nosso segundo momento esquisito.

- Eu acho que eu já consigo andar - falei saindo de cima do balcão e andando um pouco- Então eu acho que eu vou indo me deitar.

- Eu também vou... quer dizer eu só vou tomar um copo d'água e depois subo.

- Então tá...Boa noite, Garoto!

-Boa noite, Garota!

Depois que eu já estava deitada na minha cama pronta para durmi fiquei pensando no momento estranho que eu tive com o garoto pela segunda vez e me perguntando o por que desses momentos, será que eu estava sentindo alguma coisa pelo Noah?
Não, não, não, não pode ser, eu já experimentei esse tipo de sentimento, e não gostei nada do resultado final.
Então não, eu não posso está sentindo nada pelo Noah, mesmo que fosse um pequena atração, eu não posso e nem quero sentir nada por ele, porque já tive meu coração machucado demais por um cara que jogou toda a minha confiança pelo ralo. Portanto,eu posso dizer que o Noah Urrea é um perigo ao meu psicólogo.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...