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História RUA 127 (noart) - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Capítulo 6: Garota


NOAH URREA HIDALGO

Depois que me levantei para olhar o que era aquela gritaria me deparei com um cena bem intrigante: uma garota estava tentando se soltar de um cara que estava a segurando, certamente tentando roubar ela.

Então comecei a correr para poder ajudar a coitada, gritei para o cara soltar a garota, isso fez com que ele se assustasse e a garota aprovetasse o momento para lhe dar um belo de um chute certeiro entre as pernas do cara. E que chute!

Ao chegar perto deles o ladrão já estava no chão se espremendo de dor pela ajoelhada nas bolas, e quando cheguei perto da garota tive a brilhante ideia de pergunta a ela se estava bem. Mas que ideia burra essa a minha, era melhor eu ter ficado deitado em meu colchão de papelão, porque essa garota é de dá os nervos, por ser muito mal-agradecida, mimada, patricinha e convencida. Será que ainda preciso dizer mais alguma coisa para você entender o quanto ela é insuportável??? Acho que não. Mas o que ela tem de irritante tem de beleza, principalmente quando ficou irritada ou envergonhada, mas mesmo assim não deixa de ser chata.

Após ter me pedido para eu levá-la para casa, começamos a andar pelas as ruas e como eu já não estava mais aguentando aquele silêncio decidi puxar assunto.

- Então garota, como é que você não sabe para aonde fica sua casa??-pergunto e caminhado agora ao lado dela.

- E que eu nunca andei por essa parte de Los angeles, só sabia que eu estava na rua 127, porque sempre vejo nos jornais que essa rua há vários assaltos, homicídios e que também a várias gangues, mas eu não faço mínima ideia qual é o caminho de lá para minha casa.

- E porque você não pediu um táxi, em vez de pedi ajuda para um completo estranho?? Porque acho que se você pedisse um táxi, ele com certeza saberia aonde é e também você chegaria bem mais rápido.

- Você acha mesmo que eu estaria pedindo sua ajuda se eu tivesse escolha de pegar um táxi- fala ignorante em seguida respirando fundo- E que eu não tinha dinheiro pagar o táxi- explica tendo ser gentil.

- Mas como você chegou na rua 127 sozinha e sem dinheiro??- pergunto outra vez.

- E que eu estava comemorando meu aniversário com meu irmão e minhas amiga num boate perto da rua 127, só que eu acabei adormecendo de tão bêbada que estava em um sofá da boate foi quando um segurança me acordou dizendo que eles estavam fechando e percebi que minhas amigas e meu irmão não estavam mais lá e eu não tinha levado meu celular para a boate e meu dinheiro eu deixei dentro do carro, então a única coisa que eu poderia fazer era andar pelas ruas esperando que eu soubesse por onde ir ou encontrar alguém para me ajudar. Foi assim que acabei parando na rua 127 e você já sabe o resto- ela explica e no final dando um risinho.

- Quer dizer que ontem foi seu aniversário??

- Sim, ontem foi meu aniversário, mas como você pode ver acabou nesse desastre.- fala cabisbaixa.

- Mas porque você diz isso? Você acabou me conhecendo no final e pode ter certeza que não há presente melhor que esse- falo rindo tentando suavizar a conversa.

- Muito convencido você.

- Não mais que você tendo certeza que eu te ajudaria.

- E o que você achar que está fazendo agora, cabeção??- pergunta me dando um impurrãozinho de lado.

- Eu estou sendo um cavalheiro, nunca que eu deixaria um dama mimada como você andar por essas ruas perigosas sozinha- digo convencido- Mas sério você tem muita sorte por ter sido eu- falo com um olhar sério para ela.

- Garoto deixar de ser convencido- fala rindo me dando outro impurão de lado com mais força.

- Sério, você tem sorte, porque há muita pessaos com más intenções por aí- falo olhando fixamente para aqueles olhos azuis como o céu que me obeservavão minuciosamente enquanto eu falava.

- O que me faria pensar que você não é uma dessas pessoas?- pergunta ainda mantendo o contato visual.

- Bem eu não sei, mas eu acho pelo fato de eu está te ajudando já é alguma coisa- respondo-a ofendido- Mas o que te faria pensar que eu sou essas pessoas?

- Eu tambem não sei, cabeção- diz quebrando o contato visual, olhando para frente e faço o mesmo.

- Olha nós já estamos bem perto da sua rua- falo-a avisando- Quando chergamos lá você vai me dizer aonde é sua casa para que eu te deixe porta.

- Você não precisa me deixar na porta, cabeção, só por você já ter me levado para minha rua já está de bom grado.

- Claro que eu vou deixar você na sua porta, só vou embora quando ter certeza que você já está segura dentro de casa.

- Eu acho que eu sei me cuidar muito bem.

- Percebi-digo sarcástico- Você sabe que agora está me devendo um favor, né garota?

- Porque eu estaria te devendo um favor?

- Oras, porque eu te ajudei a chegar em casa.- falo o óbvio.

- Convencido- ela fala me dando um impurão de lado.

- Mal-agradecida- eu faço o mesmo.

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Chegando na rua Amantinas, ela vai me conduzindo para sua casa. Quando paramos em frente a sua casa observo o quanto aquela propriedade era enorme, enquanto ela pedia para o porteiro abrir o portão e quando ela está prestes a entrar eu seguro o seu braço.

- O que foi dessa vez?-pergunta impaciente.

- Se lembre que você está me devendo um favor- digo olhando fundo para aqueles olhos brilhantes em razão áquela noite iluminada.

- Ata, também se lembre que eu nunca mais vou te ver, garoto.

- Você não pode prever o futuro, lindinha- digo tocando em seu nariz e me aproximando dela olhando para sua boca carnuda.

- Claro que não, mas farei de tudo para isso não aconteça- ela fala provocativa.

- Tenho certeza que você não pode controlar tudo- digo já sentindo sua respiração se mistura com a minha.

- Não, eu não posso controlar tudo, mas farei o possível- ela fala sussurando no meu ouvido me fazendo arrepiar até os pés- Até nunca mais, manezão - fala se distanciando de mim fingindo que nada acabou de acontecer e eu faço o mesmo que ela, mesmo não querendo.

- Então você não vai mesmo me dizer nenhum obrigado?- pergunto na mesma hora que ela atravessa o portão.

-Não- ela fala e o portão se fecha bem na minha cara, mas que garota mal educada.

*****************************************

Comecei a andar pelas ruas voltando para a rua 127 para poder finalmente descansar uma pouco, quando de repente me lembro que não sei o nome dela e nem ao menos perguntei.

- Porra!-falo alto pensando no tamanho da minha burrice.

Eu tenho que descobrir o nome dessa patricinha, só não sei como, mas apenas espero que a sorte bata na minha porta.



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