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História Rubí - Pedras Preciosas II - Capítulo 6


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Notas do Autor


Capítulo novo!
Espero que gostem!

Capítulo 6 - Capítulo seis - Renner


Fanfic / Fanfiction Rubí - Pedras Preciosas II - Capítulo 6 - Capítulo seis - Renner

      Deixo Rubí em casa.

     Ela ficou calada o caminho todo, mas eu entendo. Entendo que o seu pai seja um merda e que deve ter sido difícil ter crescido sem um pai. Mas ele devia ao menos fingir que não estava interessado no dinheiro da minha família. Acho que se não tivesse dito o meu sobrenome, ele teria dito coisas piores para ela.

     Meu objetivo era seguir Rubí e irritá-la um pouco com o meu plano, mas eu fiquei preocupado quando vi ela chorando. E também ouvi algumas coisas que ele disse para ela. Quando eu for pai, eu não quero ser como esses homens imundos que não sabem cuidar dos filhos e que os abandonam. Eu quero ser como o meu pai ou melhor. Sendo eles adotados ou biológicos, eu faria de tudo por eles.

    Seguro a mão de Rubí, mas ela não me afasta. Isso só prova que está realmente abalada. Infelizmente, eu não posso fazer isso passar. A sensação de vê-la desse jeito não me agrada. Sinto uma coisa estranha.

    — Quer que eu ligue para Sofia? — Pergunto.

    Rubí olha para mim, completamente perdida. — Não, por favor! Não diga a ninguém. Promete que vai ser um segredo só nosso.

     — Eu prometo!

     — Obrigada.

     — Está melhor? Quer falar sobre isso? — Pergunto.

     — O que há para dizer? Que ele não gosta de mim? Porquê eu sou tão burra? Porquê procurei ele?

     — Você não é burra. Apenas, é filha. Você ama o seu pai.

     — Acho que não quero mais sentir isso por ele. — Limpa as lágrimas.

     — Eu entendo. Deve ser difícil.

     — É muito difícil. Você não imagina. Minhas irmãs estão bem, mas... eu não consigo. Eu praticamente nasci nessa família. Eu fui adotada com um ano de idade e...

    Faço um esforço para abraçá-la dentro do carro. — Pode chorar. Você precisa desabafar para se sentir melhor.

    — Eu nunca tive um pai de verdade, Renner! Um pai que me ama e se preocupa. Eu nem sei se realmente tenho um pai biológico. Se eu fui parar num orfanato com apenas alguns meses de vida, eu acho que não tinha um pai. Ou ele não me quis também. Eu não sei.

    — A vida foi injusta com você. Mas também ela te deu Sofia. Você acha que poderia ter uma mãe melhor do que ela? E suas irmãs? Às vezes, você precisa se importar apenas com quem se importa com você. Ficar feliz com o que você tem. — Acaricio o seu rosto e limpo suas lágrimas. — Há quem não tem ninguém. Você precisa apenas querer tudo o que tem.

     — Tipo, tudo o que eu tenho é tudo o que eu quero? — Ela sorri. Um sorriso tão lindo que me faz sorrir também. Nesse momento, eu sinto um desejo desconhecido de querer possuir sua boca. Gostaria de ser o motivo do seu sorriso sempre. Ela é tão linda e especial. Ela é perfeita.

    — Isso mesmo!

    — Afinal, você não é só idiota.

    — Eu sou licenciado em gestão, Rubí. Eu só não sou tão sério como as pessoas esperam que eu seja. — Me afasto dela.

    — Obrigada por tudo que fez hoje por mim.

    — Não precisa agradecer.

    Ela desce do carro e fecha a porta, depois acena para mim, mesmo que não me veja. Baixo os vidros e aceno para ela também. Ela sorri e entra em casa. Espero que ela entre para poder ir embora.

    Fico no meu quarto pensando no que aconteceu hoje. Rubí estava péssima. Gostaria de saber se Marcus sabe tudo sobre ela. Devia perguntar sobre Philippe, mas não para ela e sim para Sofia. Preciso ser subtil para que não desconfie de nada. Ou podia perguntar para Esmeralda.

    Saio do meu quarto e entro no de Peter. Ele olha para mim como se fosse me matar. Ele está falando com alguém, com certeza deve ser sua querida namorada.

    — Eu também te amo. Depois ligo para você, Renner está aqui. — Ele desliga. — O que você quer, garoto?

    — Preciso do número da sua namorada.

    Ele ri. — Porquê você quer o número da minha namorada? Está louco?

    — É um assunto delicado. Eu prometi a Rubí que não iria contar. E quero que Rubí seja o meu assunto secreto, está bem?

    — Está bem. Código de irmãos.

    — Eu quero entender algumas coisas para ajudar ela.

    — E acha que a minha namorada tem a resposta?

    — Ela é a irmã mais velha da Rubí.

    — Eu posso ajudar.

    — Está bem. Pode perguntar sobre o pai dela? Tenta obter qualquer informação sobre ele.

    — Eu sei algumas coisas. Esmeralda me contou que ele foi embora há doze anos. Ele não pagava a escola, não dava alimentação, e que Rubí ficou muito abalada com a ida dele.

    — Mais alguma coisa?

    — Disse que ele só queria filhos do seu sangue. Ela não me disse tudo sobre ele. Ajudou?

    — Bastante. Muito obrigado.

    Ele sorri. — Agora senta aqui.

   Faço o que ele diz. — Espero que seja sobre o meu primeiro dia de trabalho e não sobre Rubí.

    — Pode ser sobre os dois?

    — O que você quer saber?

    — Quero saber se você precisa de ajuda.

    — Eu estou bem.

    — Tem a certeza? Conhecendo você muito bem, eu diria que isso é muito sério. Você já devia ter desistido.

    — Nem passou uma semana ainda. Eu não sou tão fraco.

    — Seu namoro com Elisabeth não durou quase nada.

    — Porque ela nunca gostou de mim.

    — Porque você é mais esperto do que eu e percebeu isso rápido.

    — Não. É completamente diferente. Você estava apaixonado, Peter. Eu não. Eu nunca me apaixonei.

    Ele sorri. — Não acredito que coloquei você no colo.

    Rio e soco seu ombro. — Você adora me lembrar disso. Porquê você não é como o Nicholas?

    — Porque Nicholas é frio. Quem não o conhece diria frio e calculista.

    — Acho que você é o Tales normal.

    — E onde fica o Harris nessa história?

    Levanto. — Você devia falar com ele, porque ele está tudo menos feliz com esse casamento.

    — Você me ouve mais do que aqueles dois. Acredite.

    Sorrio. — É porque você me pegou no colo.

    — Eu também peguei Harris no colo.

    — Diga isso a ele. — Saio do seu quarto e vou para o meu.

    Decido ligar para Rubí só para saber como ela está. Ela teve um dia complicado, então não acho justo brincar nesse momento. Ela atende no segundo toque.

    — Alô!

    — É o Renner. Como você está?

    — Eu estou melhor. Como conseguiu o meu número?

    — Tenho os meus meios.

    — Ligou apenas para saber se estou bem?

    — Sim. Não sou tão cruel como você pensa. Eu também tenho sentimentos. Eu me preocupo.

     — Não precisa se preocupar. Eu estou bem.

     — Ainda bem. Eu apenas tinha que me certificar disso.

     — Obrigada! Quer dizer, obrigada pelo que fez. Mas Marcus não precisa saber o que aconteceu.

     — Ele sabe?

     — Saber sobre o quê? Sobre o meu pai?

     — Sim.

     — Não. Ele só sabe que ele me abandonou. Não conta para ele.

     — É o nosso segredo, lembra?

     — É um segredo. Não fala assim!

     Rio. — Como você quiser, cerejinha.

     — Também não me chama assim. Você não pode ser normal por um dia?

     — Não consigo. Fazer um bolo conta como pessoa normal?

     Ela ri e adoro o som da sua risada. Quero fazer isso de novo. — Você fazendo um bolo? Querido, eu sou a rainha dos bolos.

     — Eu duvido!

     — Porquê? Acha que faz bolos melhor que eu? — Pergunta rindo mais uma vez.

     — Os macacos nascem das árvores?

     — Você é doido?

     — Eu posso apenas provar que você não é a rainha dos bolos, cerejinha.

     — Isso é porque nunca provou um bolo meu.

     — Está me desafiando?

     — Com certeza que estou. Quero ver você fazer melhor.

     — Uma competição de bolos? Está bem. Vamos ver se você realmente é a rainha dos bolos.

     — Sim, vamos ver.

     — Estou ansioso para ver você perder. — Digo.

     — E eu estou ansiosa para ver você perder.

     — Veremos!

     Ela ri. — Eu nem consigo imaginar você fazendo um bolo.

     — Porquê?

     — Porque você é você!

     — Você ficaria surpreendida com as coisas que eu posso fazer.

     — Tenho a certeza que ficaria.

     — Então, adeus! — Digo.

     — Adeus! — Desligo sorrindo. Não sei porquê estou sorrindo, mas também não consigo parar de sorrir. É estranho, mas também é muito bom.

    Deito na minha cama lembrando de quando eu a abracei, quando tive ela nos meus braços. A sensação foi tão boa. Agora eu entendo porquê Marcus gosta de abraçá-la. Rubí é especial, ela é divertida, é inteligente, tem um brilho divino, um sorriso lindo, tem muita coisa. Mais uma vez, eu acho que Marcus tem muita sorte.

    Ele pode beijá-la, abraçá-la, fazer tudo o que quiser porque ele é namorado dela. Eu não posso porque não sou nada dela. Mas isso tudo é uma merda. Eu gostaria de conhecer ela desse jeito antes dela começar a namorar com Marcus. É uma pena. Ainda assim, eu ainda acho que ela gosta de mim. Não quero estar errado.

    Meu primeiro dia de trabalho, mas estou apenas como assistente de Peter, o que é injusto, mas eu entendo. Tenho que fazer um estágio, só espero que seja pequeno porque eu sou filho do dono. Peter vai me ensinar tudo o que sabe para eu começar de uma vez.

    Falando em dono, meu pai ficou muito feliz quando soube que eu iria começar a trabalhar. Eles regressam hoje e já imagino quantos abraços eu vou receber por causa disso. Em algum momento, eu tinha que começar a me mexer.

    É a primeira vez que uso um terno, mas gosto do jeito que me fica. Pareço um homem sério e responsável. Tenho que tirar uma foto para mostrar para Rubí. Ela vai ver que eu posso ser um homem diferente do que aquele que ela está acostumada.

    Pego no celular e entrego para Nicholas, enquanto Peter saiu para almoçar com Esmeralda e ainda não regressou. Nicholas olha para mim do seu jeito assustador.

    — Você está falando sério?

    — Estou. — Sento na cadeira do Peter. — Só algumas fotos.

    Ele suspira. — Está bem. Só porque estou tentando ser bom por duas horas. — Ele tira uma foto.

    Afasto a cadeira para longe da mesa, faço uma pose sério de CEO sentado, fazendo Nicholas rir bastante.

    — Eu não consigo imaginar você desse jeito. — Ele tira a foto.

    — Agora sem olhar para a câmara.

    Ele tira mais uma vez, depois me entrega o celular. — Estamos trabalhando, não brincando de modelo.

    — Você é muito sem graça.

    — Eu sei. — Ele sai do escritório do Peter.

    Vejo as minhas fotos e escolho a melhor. A última foto é a melhor. Eu pareço um homem de negócios, um verdadeiro CEO. Ela não pode dizer que tudo isso é uma mentira. Além disso, Peter pode confirmar tudo. Minha futura sogra também.

    Sorrio ao lembrar da nossa conversa de ontem. Agora eu já entendi e já sei o que fazer. Tivemos uma boa conversa, sem deixar ela irritada. Pareciamos dois amigos. Ou duas pessoas que estão a dois passos de namorar. Então, essa é a minha nova estratégia e não deixar ela irritada. Anotado!

    Harris entra no escritório, pensando que Peter está aqui. — Onde está o Peter?

    — Provavelmente deve estar com Esmeralda. — Digo sem olhar para ele.

    — Imagino.

    — E como estão as coisas com Maise?

    — Quer mesmo saber? — Ele fecha a porta. — Eu estou me esforçando para gostar dela do jeito que merece.

    — Eu sei que sim. Mas o amor não pode ser forçado. — Digo lembrando do que Peter me disse. — Peter sabe muito sobre isso. Ele tem me ajudado.

    — Ajudado com o quê? Quer dizer, com quem?

    — O meu assunto secreto.

    — Rubí? Você gosta dela?

    — Não tenho resposta para essa pergunta.

    — Espero que tenha mais sorte do que eu.

    — O seu problema é muito simples. A solução está na sua frente e você não vê. — Digo. — Cancele o casamento e diga que não sente nada.

    Ele ri sem humor. — Acha que é fácil? Ela é minha noiva, ela gosta de mim de verdade, não quero que ela sofra. Eu apenas acho que um dia, eu vou corresponder o seu amor. Ela não merece passar por uma desilusão como essa. Eu não quero fazer isso.

    — Não devia ter pedido ela em casamento. Eu não sou muito bom nisso, mas não faria o que você fez. Você não gosta dela e vai casar com ela. E se você se apaixonar por outra no casamento? O que você vai fazer? Vai trair? Eu não consigo ver você fazendo isso porque você é o irmão mais certinho e bom da família.

    — Eu prefiro não falar mais sobre isso. — Ele joga uma pasta de documentos na mesa do Peter. — Diga para Peter analisar isso.

    — Está bem. Continue com os seus problemas. — Digo. — Pelo menos, eu consegui ajudar o Peter.

    — Vai trabalhar, Renner!

    Peter entra no escritório sorrindo e com os lábios um pouco vermelhos. Harris se retira e eu volto a minha atenção no celular. Estou mesmo lindo nessa foto.

     — O que acabou de acontecer?

     — Harris não está feliz com o casamento. Você já sabe. O costume.

    — Ele se recusa a deixar Maise. Mas tem de haver alguma solução.

    — Ele é teimoso. — Digo, postando a minha foto nos status. — E sua boca está cheia de batom.

    Ele limpa com o seu lenço. — E o que você está fazendo? Vamos trabalhar!

    Suspiro, aborrecido. — Você é tão chato!

    — É o meu papel como irmão mais velho.

    Recebo notificações.

    Rubí aceitou o meu pedido de amizade e começou a me seguir no Instagram.



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