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História Rubro como rosas. - Capítulo 1


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Notas do Autor


Hey, yo ! É, eu disse que não ia sumir, eu só preciso parar de deixar as coisas pra depois. Francamente, quando eu vou tomar juízo ?

Bem, essa é curtinha, eu queria fazê-la até o limite, mas seria enrolação e isso não combinaria com a ideia que eu tinha aqui. Esse é um desafio que o @Subject17 me propôs. E olha, primeiramente obrigado a ele, segundamente...

Eu sou tão ingênuo que sequer sei se fiz isso certo, então, desculpe qualquer erro. Espero que esteja dentro das diretrizes, e sinto pelo atraso.

Sem mais enrolar aqui, obrigado por ler e fiquem com a história.

Capítulo 1 - Capítulo único.


Fanfic / Fanfiction Rubro como rosas. - Capítulo 1 - Capítulo único.

Sabe, eu sempre achei a natureza algo muito belo, gostava de pensar que era diferente por esta razão. Me divertia tanto ao passar algum tempo isolada em um campo aberto, onde teria uma bela vista das montanhas que rodeavam aquela região. Descansar sob a brisa de uma árvore, enquanto observava as nuvens lentamente fazerem seu percurso, organizar meus pensamentos e no final da tarde adormecer. Era divertido. 


Quando me via por satisfeito, vinha a acordar com os sons dos grilos ou com alguma coruja fazendo seu característico barulho. Mas, de longe o que eu mais admirava naquela grande paisagem, era a incrível e diversificada paleta de cores que o jardim tinha. Com todas aquelas flores, margaridas, rosas, girassóis que pareciam mágicos, ao menos ao ver de uma doce e inocente criança, na qual sequer fazia algum esforço para encontrar a razão de existir uma flor que sempre girava em direção ao sol. 


Desde que conseguia me lembrar, aquela imensa coleção de cores se fazia presente em minha vida, contudo de longe o que mais me deixava intrigada eram as rosas. Elas me geraram a minha primeira experiência amorosa, onde gentilmente as dei há um garoto que gostava, entretanto receio que o rapaz não estivesse preparado para um relacionamento, assim como eu não estava. Sempre fui de passar longe dos tradicionais meios, por algum motivo se tornou uma norma, fugindo de estereótipos, apesar de tudo. Durante muito tempo estive só, apenas minha presença e como companhia a floresta que tinha após o bosque. 


Aquelas flores de coloração rosada eram as mais lindas e delicadas que já havia visto, até mesmo suas derivações conseguiam ser únicas, mas nenhuma chegava aos pés da original. Ao menos, eu insistia em deixar aquilo guiar meu pensamentos. Poderia parecer estranho, mas gostava de pensar que em todo momento de minha vida, ao menos os importantes e decisivos, havia uma rosa que pudesse transmitir através de sua cor o estado da minha pessoa. E naquele dia não era diferente. 


Sem dúvidas em minha atual condição, seria a rosa vermelha. Rubra e delicada ao mesmo tempo, tratando de afastar os desavisados com seus pontiagudos espinhos, e deixar que os próximos admirem sua beleza de longe. Mas não se engane, isso não é uma metáfora para dizer que na verdade, eu sou esta planta. Muito pelo contrário, acho que neste cenário eu seria a pessoa que se cortou, que teve seus dedos perfurados pela autodefesa daquela beldade que se residia na natureza.


De maneira irônica, a única coisa que eu conseguia ver naquele momento era a coisa que mais admirava. A visão embaçada dava conta do recado, por pouco. Instintivamente meus lábios se contraem, em um pequeno sorriso. Inutilmente venho a tentar alcançá-la contudo, me vejo sem forças. O líquido rubro já se espalhava aos montes pelo chão, consequência de toda a minha fraqueza. Me deixo rir enquanto já perdia quaisquer resquícios de energia. 


Aos poucos meus sentidos se vão, primeiro o paladar, depois meu tato e naquele momento eu lamentei, pois jamais conseguiria tocá-las uma última vez, acho que finalmente pararia de criar cicatrizes em minhas próprias mãos, sem tardar já não conseguia mais captar o cheiro de sangue naquele local, e então, lamentei por nunca mais poder sentir o maravilhoso odor de minhas preciosas flores. Todo aquele barulho caótico de passos e gargalhadas se esvaiu, havia perdido a audição, jamais seria capaz de acordar com aquela linda sonoridade, nunca mais ouviria o cantar dos pássaros ou a linda melodia do vento. 


E por última, a mais dolorosa se foi, eu já não era mais capaz de observar aquele lindo e preciso mundo, mas de alguma forma eu sabia que, ela ainda estava ali, contudo, de maneira alguma adiantaria tentar pegá-la,  antes de tudo perder sua cor, antes de me entregar as feridas e adormecer no escuro de minha própria solidão, uma fina lágrima sucumbiu a tristeza em meu coração. 


E então, em meio a tudo aquela linda rosa veio em minha mente. Eu não era ela, muito pelo contrário, era a pessoa que havia se cortado com seus graciosos espinhos. 


Notas Finais


Eh... Então ? O que achou ? Antes de tudo, se analisar bem, já tava na cara desde o início, vai... Tentei deixar de uma maneira que não entregasse totalmente, e ao mesmo tempo com uma carta de despedida. Espero ter te entretido um pouco, e feito você refletir sobre algo, bem... Adoraria saber o que você achou, comenta aí, por favor.

E uma vez mais obrigado @Subject17 por me convidar, foi realmente muito divertido. Uma vez mais, desculpe qualquer erro.

Te mais, se cuidem, certo ?


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