História Ruby - Capítulo 5


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Capítulo 5 - 05


 Minghao encara Yiyoung com serenidade, algo que ele não está sentindo por dentro. É por causa dessas e várias outras histórias que o empresário quer sair de tudo isso.

 Yiyoung pediu dinheiro emprestado ao diabo para cirurgia da sua mãe, que era algo com bastante urgência. Contudo antes mesmo dela efetuar o pagamento sua mãe faleceu. Ela foi devolver o dinheiro ao diabo, mas ele disse que ela continuaria devendo, pois já estava acumulando os juros. Ela cansada foi tirar satisfação e o seu rosto marcado foi o resultado. 

— Eu faço qualquer coisa senhor Xu se me ajudar com essa dívida! — Dava para ouvir o temor em sua voz, mas Minghao continua em silêncio. 

— Com o que eu trabalho não dá para juntar o dinheiro, principalmente por eles me darem só 10% de comissão. Sendo que a buceta é minha! Não são eles que têm que aturar esses homens nojentos e agressivos para ter uma merreca no final do mês! Eu confesso que no começo eu não pensei direito, eu só queria fazer a cirurgia da minha mãe. Mas o que eles estão fazendo é um abuso, eu devolvi a merda do dinheiro!
 
— Realmente a parte administrativa daquele local está deplorável.  

— Eu falei para as meninas para fazermos uma motim, uma greve ou sei lá, sabe? Porque não é do cu deles que mantém aquele lugar em pé e se todas parassem eles iriam sentir. Porém as garotas parecem ter medo. Eu só sei que vou acabar arrancando um pau de alguém de lá. Anota o que eu estou dizendo! Eles vão pagar pelo o que fizeram com o meu lindo rosto! 

— Eu não dúvido! — respondeu Minghao, rindo das palavras da garota.
 
— Mas o senhor vai poder me ajudar?
 
— Sim. 

— Sério? — perguntou Yiyoung, com os olhos arregalados e se levantando da cadeira. 

— Sim, Yiyoung. Não se preocupe. Eles estão agindo como se eu estivesse saído. Eles realmente querem me ver irritado. 

— Muito obrigada senhor Xu! Eu nem sei como lhe agradecer! Como eu poderia lhe agradecer? 

— Apenas saiba que está me devendo um favor. Agora eu vou fazer uma ligação.

— Certo! — ela confirmou com um sorriso nos lábios, caminhado para direção da porta.

— Ah, e pode pedir para empregada algo para comer. Eu seja que você deve estar com fome. Eles são uma merda para dar comida para os funcionário — disse Minghao, pegando o seu celular em cima da mesa.

 Ela sorriu em resposta por recordar do quão Minghao lhe conhece tão bem. 

 Hansol revira na cama e acorda escutando o seu celular tocando em cima da mesa de cabeceira. Ele olha para o lado e vê que Minghao não está mais na cama. Ele pega o seu celular vendo que é sua mãe que está ligando.
 
— Alô? 

— Que história é essa de você não ter assinado o contrato com SeungCheol? Eu não posso nem ficar no Japão em paz, garoto!

 Hansol revirou os olhos e se contendo de não bufar, pois ela ouviria. 

— Eu consegui um emprego como modelo, mesmo. Ele está tendo um bom rendimento — explicou Hansol, com toda educação que ainda lhe resta. 

 Como sempre sua mãe lhe julgando e tentando roteirizar cada um dos seus passos. 

— Não interessa! Você precisa assinar o contrato! — afirmou sua mãe, em um tom de irritação. 

— Por que? Eu estou tendo dinheiro do mesmo jeito! E não faz diferença de onde está vindo. 

 Hansol já tinha se acostumado com a ideia de não participar de nada disso. Ele jurava que sua mãe não iria ligar, principalmente por ela não se importar de onde ou como vem o dinheiro, o importante é que venha. 

— É, mas você vai ficar recebendo dinheiro até quando com esse trabalho? Hansol, com SeungCheol é certo! Ele sabe da nossa situação, é uma parceria. E é uma ótima forma de tapar o buraco daquele empresário que você não conseguiu nada. 

  E com a fala de sua mãe o seu raciocínio se vê obrigado a ligar certos pontos. A senhora Chwe alguns meses mesmo sabendo que o seu filho não tinha talento para o ramo ela insistiu com todas as suas forças para que Hansol seduzisse o empresário, que inclusive é mesma forma em que ela está agindo nesse exato momento por causa de SeungCheol. Não se pode esquecer, que, tanto Minghao e SeungCheol parecem ter um passado, digamos, turbulento e isso acarreta na rivalidade deles. Mas…

— …Então o que Xu Minghao tem em comum com SeungCheol para você dizer isso? — perguntou Hansol, deixando os seus pensamentos saírem pela sua boca. 

— O que? — perguntou a senhora Chwe, extremamente confusa. 

— O que ambos têm que a senhora quer tanto? 

 Hansol lembra nitidamente como se tivesse ocorrido alguns minutos atrás a tamanha insistência de sua mãe. 

 “Você é o tipo dele, anjinho! Com tudo que a mamãe lhe ensinou logo, logo ele estará aos seus pés. Esses garotos jovens cheios de hormônios perdem a razão facilmente (...) Ele vale ouro, Hansol! Nossa família está dependendo disso!” 


 Hansol achava até então que era dinheiro, afinal era isso que eles sempre faziam. Mas agora Hansol está achando que é outra coisa. Algo que ele ainda não sabe.


Ah, anjinho… Não se preocupe com essas partes burocráticas. Apenas faça o que eu digo! 


 Se Hansol pudesse lhe ver, iria ver o quão ela está surpresa com a sua pergunta. 


 Mas ele está se sentindo inseguro com isso. Ele sabe que deveria confiar em sua mãe, pois as mães fazem de tudo para proteger os seus filhos. Era isso que ele via nos comerciais de produtos de maternidade. Contudo ele ainda não conseguia confiar, mesmo ele achando que deveria. O que poderia fazer se ele desconfia até de si mesmo? Como jogar um jogo sem saber as regras? Tem algo de errado, e é isso que sua mente está berrando. 


 Entretanto mesmo que seja errado, o que ele faz também não seja nada correto perante as condutas sociais. Quem seria ele de julgar se é errado ou não? E também, sua família precisa disso, mesmo que ele não queira. Porque ele nunca teve o poder do querer. Pelo menos era isso que ele achava até a última conversa que ele teve com Jr. 


— Não! — exclamou Hansol, mesmo com o coração apertado, manteve sua voz firme. 


— Não o que?   


— Se a senhora não me der motivos para fazer o que foi pedido, eu não farei! 


— Hansol, você não está entendendo… Você precisa fechar o contrato com SeungCheol! Você não pode simplesmente fazer o que quer! Que rebeldia é essa agora? — perguntou a senhora Chwe, rugindo entre os dentes. 


— Então me explica os motivos! 


 Hansol só quer a verdade, ele quer os motivos, ele quer saber o que tem em jogo!


— Garoto, pare de birra e faça o que estou mandando agora! 


— Eu não vou fechar contrato com ninguém sem saber o que está acontecendo e se a senhora quer tanto o contrato feche a senhora! — respondeu Hansol, transparecendo sua irritação, mas tentava manter sua voz baixa por não querer chamar a atenção. 


— Se eu fosse um garotinho ao qual o SeungCheol está querendo eu fecharia! 


— E está querendo para que? — tentou Hansol, perguntar mais uma vez. 


— BASTA! SE VOCÊ NÃO FOR POR BEM, VAI POR MAL! 


 Hansol arregala os olhos totalmente assustado pelo volume da fala de sua mãe, mas apesar do medo ele não iria se render. 


— Vamos ver então! — respondeu Hansol, desligando na cara de sua mãe. 


 Hansol bufa, deixando o celular em cima da cama e passando suas mãos pelos fios do seu cabelo por puro nervosismo. Ele pode negar para todos, mas não consegue negar para si que está com medo. Ele nunca ouviu sua mãe gritar nesse tom consigo. Ele sente que não vai vir nada de bom a seguir, e, ele precisa saber o tipo de terreno que ele vai ser obrigado a pisar. 


 Seu coração apertou em suplico em lembrar da conversa que teve ontem com o empresário. Minghao não quer que SeungCheol fiquei próximo de si, e ele também, mas no final sua mãe sempre consegue fazer o que quiser da vida de Hansol. E mesmo ele sem saber como, ele quer acabar com isso! Ele quer a independência dele, o direito de escolha.  


 Ele levanta, coçando os olhos e sai do quarto. Chegando na sala ele se depara com Yiyoung com a metade do rosto da altura da bochecha até o queixo com um corte profundo comendo uns bolinhos de arroz. Ele fica encarando em silêncio sem saber o que dizer ou fazer. O que aconteceu? Por que ela está aqui? Era isso que Hansol se perguntava. 


— Boa tarde! — disse Yiyoung, sorrindo e curvando o seu rosto para o mais novo. 


— Boa tarde — respondeu Hansol, se curvando também.


— Pelo visto o senhor Xu conseguiu o brinquedinho de volta. Enfim, não se preocupe que não vim para trazer confusão. 


 Yiyoung não precisava pensar muito para concluir que Hansol saiu da festa de ontem por algo que SeungCheol disse, e esse algo tem a ver com ela e Minghao. Mas na verdade Hansol nem chegou pensar em nada disso nesse exato momento, e sim do que aconteceu com a garota para está com um corte dessa proporção. 


Brinquedo? Eu não sou brinquedo dele! — afirmou Hansol, um tanto desconfortável. Esse termo não é nada ingerido por si. 


— Não? Se o senhor Xu souber que está dizendo isso provavelmente terá uma punição… — disse Yiyoung, pausadamente, como se quisesse colocar medo no garoto. 


— Eu realmente não sou brinquedo dele! — reafirmou Hansol, com mais convicção. 


— Certo, se você diz… — Yiyoung deu uma pequena pausa para engolir o bolinho e continuou. — Então se você não é o brinquedo dele você pode fazer o que quiser, certo? — ela perguntou mordendo levemente os seus lábios analisando Hansol da cabeça aos pés. 


— Sim — respondeu Hansol, lentamente enquanto vê ela se aproximando de si. 


— Você é muito gostoso, sabia? — perguntou Yiyoung, encarando fixamente os olhos do mais novo. 


 Ele um tanto surpreso sente suas bochechas queimarem de imediato. Ele não conseguia ter uma reação. 


— Sei… sim! — respondeu Hansol, pausadamente de nervosismo e sentindo o rosto da mais velha perto da sua orelha. 


— Se você tiver saudades de ter uma mommy já sabe que pode me chamar — sussurrou Yiyoung, na orelha do mais novo tirando o seu cartão de visita e deixando no bolso do pijama alheio. 


— Como é que…? —  perguntou Hansol, virando para o lado com os olhos surpresos. Não poderia simplesmente alguém jogar uma informação dessa do nada. 


 Não é a primeira vez que ele está em um relacionamento escondido, na verdade é a segunda vez. A primeira foi na época do seu último ano do colegial. Era uma mulher de meia idade, dona de uma loja de livros, foi lá que ele a lhe conheceu. Hansol não gostava dela ou algo do tipo, na verdade ele se viu em uma oportunidade de experimentar tudo que sua mãe lhe ensinou, Hansol queria treinar. Afinal, o que poderia acontecer de mal?


 Foi um relacionamento rápido e vazio. Não importava o quanto ela lhe mimasse, Hansol só conseguia cada vez mais ver que seu sentimento de culpa só aumentando. Ele gostava do que ela lhe proporcionava, mas a  culpa era sempre maior. Ele gostava dela como pessoa, e não para algo amoroso. 


 Quando ele se viu em situação que não dava mais para suportar a culpa, ele deu um fim no relacionamento. Hansol não consegue esquecer a forma em que deixou aquela mulher, ela ficou arrasada. Foi ali que ele viu que toda sua verdade, que na verdade, era uma dolorosa mentira. Foi andando nas ruas para sua casa daquele dia que ele partiu um coração, que, ele não queria fazer mais nada disto. Ele sabia que não saberia lidar com tudo isto. Mas sua família precisava, e assim ele virou a ovelha negra. 


— Ah, não é difícil de perceber. 


 Yiyoung lida com mentiras e traições todos os dias, se torna até algo padrão em seus olhos e cheios de características. Não é difícil para ela ver quem é quem. 


 Hansol ainda pasmo não escutou o que Yiyoung escutou, os passos de Minghao. Ela se afastou de forma brusca e mudando sua postura. 


— Mas não se preocupe, eu estou cuidando direito para que não fique cicatriz — disse Yiyoung, mudando de assunto. 


— Seja lá o que for, se cuide. O mundo está muito perigoso — respondeu Hansol, entrando no assunto dela ao ver Minghao olhando para ambos. Ele como sempre um ótimo mentiroso. Hansol não queria uma confusão ali. 


— Senhor Xu, sabe o que ele acabou de me dizer? — perguntou Yiyoung, em uma tentativa de incluir o mais velho na conversa e Hansol encara tudo um pouco confuso. 


 Minghao não respondeu, mas Yiyoung sabia que poderia prosseguir. 


— Ele disse que não é o seu brinquedo!
 
— E não sou mesmo! — respondeu Hansol, cruzando os braços. O mais novo quer saber da onde começou esse assunto que ele é um brinquedo. 


 Minghao como sempre não responde nada. Parece que o empresário gosta de deixar as pessoas apreensivas com o seu silêncio. Ele chega perto do mais novo mergulhando os seus dedos no couro cabeludo alheio na nuca fazendo movimentos circulares. Os olhos de Hansol piscam lentamente, sentido um arrepio por todo o seu corpo e os seus braços se descruzando lentamente.


— Ele não precisa — respondeu Minghao, olhando para o estado do mais novo acanhado com um simples toque e doce. 


 Yiyoung tenta disfarçar o seu olhar de desejo para que Minghao não perceba. Hansol é o seu tipo favorito. Ela queria experimentar o garoto nem que seja uma vez.  


— Ok, então… Eu vou indo, não estou afim de atrapalhar! Senhor Xu. Obrigada por tudo! — disse Yiyoung recebendo um aceno de Minghao. Ela anda até saída. 


 Assim que Yiyoung virou o corredor Hansol sentiu um leve aperto onde está a fonte de suas vibrações. Ele mordeu os seus lábios olhando para mais velho. Minghao puxa o mais novo contra si deslizando sua outra mão livre nas bochechas alheias. 


— Como que você está se sentindo? — perguntou Minghao, calmante e com os olhos observando cada expressão do mais novo. Ele não gostava de perder nada, principalmente por uma expressão falar mais do que as palavras.


— Estou melhor — respondeu Hansol, com a voz mais baixa do que normalmente diria, mas tudo com o empresário ficava longe de ser normal. Minghao despertava os seus mais absurdos sentimentos. 


— Já comeu? — perguntou Minghao, recebendo a resposta em negação por parte do mais novo. 


— Certo. Antes de você comer, eu quero te perguntar mais uma coisa — avisou Minghao, olhando os seus próprios dedos se deslizando lentamente pela pele do mais novo. 


 O que deixa Hansol mais apreensivo. 


— Você gosta de mulheres? 


— Como? — perguntou Hansol, surpreso e completou — Por que quer saber disso? 


 Minghao ficou em silêncio por alguns segundos, algo que deixava Hansol ainda mais apreensivo sem saber exatamente os motivos. Se Minghao não tivesse tão próximo de si, ele já teria achado a resposta em poucos segundos, mas com Minghao nessa distância sua mente fica em branco. O empresário puxa o garoto mais para si sentindo o seu corpo se roçando todinho no corpo alheio ao mesmo tempo em que ele encaixa o seu rosto no vão do pescoço e sentindo os seus lábios encostando naquela pele quentinha. 


— Porque quero saber se estou sendo mais ou menos idiota por estar sentindo ciúmes de você — respondeu o empresário, chupando o local lentamente e sorrir após ver sua marca tão bem colorada. 


 Hansol surpreso com a declaração encosta ambas de suas mãos nos ombros do mais velho para que de alguma forma ele parasse os seus movimentos que sempre cortam os seus raciocínios. 


— Mas você não precisa se sentir assim! — disse Hansol, como se fosse algo óbvio e encarando os olhos do mais velho seriamente.  


 Por acaso Minghao é idiota em não saber o estado que deixa Hansol para achar que simplesmente na primeira oportunidade que surgir ele vai sem olhar para trás? Era isso que Hansol se perguntava.


 Pois até ontem o mais novo estava todo inseguro e querendo acabar com isto tudo pelo fato do seu coração ficar inutilmente acelerado, dos seus desejos cada vez mais intenso… Minghao lhe deixava em total bagunça! Esta questão não deveria nem ter passado na cabeça do empresário. 


— É, eu não fui menos ou mais, eu fui muito idiota! — comentou Minghao, olhando para o rostinho do mais novo que já mostrava a sua resposta. 


 Por isto que o empresário gosta de pensar nas coisas com calma, ele não quer agir por impulsividade. Mas Hansol trazia esse lado que ele odeia. 


— Porém você não respondeu a minha pergunta. 


 Hansol já deu para perceber que o tom de Minghao mudou de ciúmes para curiosidade e isso fez o mais novo rir.


— E faz diferença? — perguntou Hansol, mordendo levemente os seus lábios e inclinado o seu rosto calmante para lado. Ação que fez o empresário achar extremamente fofo. 


— Não — respondeu Minghao, com um sorriso travesso nos lábios, se inclinado para alcançar aquela boquinha que parece está lhe convidando.

 Hansol passou o dia todo deitado na cama do empresário vendo série na televisão e pensando nos seus problemas. Minghao disse que ele deveria ficar de repouso e Hansol como um bom preguiçoso aceitou sem questionar.  O mais novo não queria sair daqueles lençóis que está impregnado com o cheiro que o viciou tanto. Ele não queria sair daquele quarto para lidar com seus problemas. 

 Hansol sente os seus olhos ficando pesados. Ele está extremamente sonolento. Ele sente a cama afundar lentamente e um braço rodear sua cintura. Ele olha para cima e vê o empresário que está com os fios do seu cabelo úmido. 

— Está sentindo alguma coisa? Você está tão caidinho — perguntou Minghao, olhando para todo aquele rostinho. 

 Hansol está aceitando a dolorosa verdade de que irá correr e correr, mas por fim morrerá na praia. Sua mãe lhe disse que ele irá assinar o contrato por bem ou por mal e ele não duvida da capacidade de sua mãe quando o assunto é conseguir o que ela quer. Ele só queria achar uma lâmpada mágica e pedir para sumir de tudo isso. Ele já está cansado!

— Eu só estou sonolento — respondeu Hansol, fechando os olhos por sentir os dedos do empresário acariciando os fios do seu cabelo. 

 Minghao deixou bem claro que quer Hansol e ele gosta de fazer um trabalho bem feito. Ele sabe que o mais novo gosta das coisas beirando aos extremos, como os vários tapas que recebe na hora do sexo, deixando o corpo todo marcado em suas mais variáveis formas e cores até dos beijos mais doces, abraços mais confortáveis e palavras açucaradas. É tudo em overdose por fim! 

 Os seus dedos se afundando nos macios fios, vendo os olhos do mais novo se fechando extasiado. E lá estava Minghao mentindo para si que o seu ato está sendo feito porque o mais novo gosta e não por motivo de Hansol despertar o seu lado mais carinhoso. Não, o empresário calculista não pode perder o seu posto! 

— Minghao, você me disse que iria me contar sobre você e SeungCheol. Me conta — pediu Hansol, encarando os olhos do mais velho. 

 Se ele não vai saber pela boca de sua mãe, ele terá que saber pela boca do empresário. 

 Minghao se mexe um pouco desconfortável e respira fundo. Todos do seu convívio pessoal sabiam dessas informações e ele quer que Hansol esteja ciente, mesmo que, essas informações possa espantar o garoto. A um risco! 

— Certo, vem cá! — chamou Minghao, para deitar em seu peito. 

 Hansol deita no peito do mais velho, sentindo os dedos de Minghao no local em que ele gosta tanto. Hansol encara os olhos de Minghao que está transparecendo sua preocupação. 

— O meu avô fundou a empresa de jóias para encobrir um negócio que estava sobre risco de descobrimento. Porque afinal, da onde vinha tanto dinheiro? Esse dinheiro vinha de prostituição. Ele traficava garotas chinesas para a Coreia do Sul. A família Xu é a chefe do submundo, principalmente por ela ter sido a primeira no ramo. Tirando a minha família têm mais duas organizações a do oeste que administrada pela família Kim e a do leste que é administrada pelo diabo, que é onde SeungCheol trabalha. O emprego dele de agente de modelo é só fachada. Mas voltando. O oeste e o leste sempre ficam brigando para ter mais território, mas o que impede a guerra deles é minha família, pelo fato de ter mais poder. No final a palavra é da família Xu, é a minha palavra. Quando o meu pai morreu eu fiquei com todo esse poder, mas sinceramente nunca quis honrar com o legado da família — Minghao deu uma pausa rindo de sua fala e continuou. —  Eu estou trabalhando nesses dois anos para conseguir ter um rendimento suficiente da empresa para se desvincular com esse sub negócio, eu consegui e eles estão raiva de mim. Porque em princípio eles acharam que eu iria dar poder para algum dos lados, mas eles que lutem. Eu não ligo!  

— Então SeungCheol está com raiva de você por não ter dado o poder para o diabo?  — perguntou Hansol, pensativo. 

— Também. Nós nunca se damos bem. Eu já agredi ele, porque aquele puto tinha enganado uma garota que era modelo. Ele gosta de se aproveitar da falta financeira dos outros — respondeu Minghao, carregando o seu ódio em cada palavra dita. 

 Hansol apesar de estar olhando para o mais velho, o seu olhar está longe. Ele está pensando em todas as informações ditas. Ele que nunca imaginaria uma história assim rondar o empresário Xu Minghao, mas na sua vida não é nada lhe surpreende. Ele foi criado para dar golpes em empresários, ele não se sente com moral para julgar nada em sua vida. 

 Mas o que ele está se perguntando agora em suas suposições é que com certeza sua mãe sabe dessa história e o que ela quer com isto? 

— E o que esse poder dá exatamente? — perguntou Hansol, engolindo seco. 

— Poder sobre todo o submundo e claro, dinheiro, muito dinheiro! 

 Então era isso que a mãe de Hansol quer? Todo esse dinheiro? E estava usando o seu filho para entrar neste negócio? 

— Vai correr de mim? — perguntou Minghao, acariciando o rosto do mais novo. Hansol de uma forma imediata sente o seu coração acelerar. Por que Minghao tinha que mexer tanto com si? 

— Não — respondeu Hansol, vendo uma das sobrancelhas de Minghao arquear surpreso. — Por que eu iria correr? Você não tem culpa da herança que teve de sua família. E  ainda por cima está fazendo de tudo para sair disto. 

  Minghao senta na cama, fazendo o mais novo fazer o mesmo. Suas mãos vão para cada lado do rosto de Hansol. Ele estava esperando quase todas as reações, porém a única que ele não esperava foi a que ele recebeu. 

— E você não precisa se preocupar, ok? Você não vai ter nenhum contato com aquela gente, eu não admito isso! — disse Minghao, firmemente. 

 E foi ali que Hansol se segurou firmemente naquelas palavras que pelo menos naquele momento acreditasse nelas. Porque se depender de sua mãe Hansol vai entrar nesse jogo de qualquer jeito. 

 Ficou três dias o celular de Hansol descarregado e ele nem tinha percebido. Principalmente, por Hansol estava dando atenção ao empresário que se deu uma folga nesses dias para ficar com o mais novo. As nuvens em que Hansol estava flutuando se dissolveram em chuva assim que o seu celular ligou. Tinha três ligações — uma da sua irmã e duas de sua mãe — e três mensagens de sua mãe.  A primeira pergunta aonde eles estava, a segunda lhe xingou e a terceira avisou que era para Hansol voltar para casa urgente. 

 Sua mãe estava em casa e iria fazer assinar o contrato. Mesmo que ele não quisesse ir, ele falou para Minghao que precisava voltar para à casa e o empresário apenas confirmou sem questionar. 

 Em seu caminho ele mentalizava que não importasse o que acontecer, ele não poderia assinar o contrato, mesmo que uma arma esteja apontada para sua cabeça. 

 Ele fecha a porta da sua casa que ele chega até estranha o ambiente, por estar dias fora. Hansol estava esperando que sua mãe estivesse na sala lhe esperando com uma faca, mas ele está escutando barulhos do quarto dela. 

 Hansol anda até o quarto de sua mãe se deparando com ela colocando as coisas em sua mala de forma apressada. 

— Mãe? — perguntou Hansol, assustado com a cena. 

 Ela para seus movimentos e olha para o filho seriamente. 

— Aonde você estava, garoto? Sua irmã foi presa! 

— Como é que é? — perguntou Hansol, com os olhos arregalados. 

  



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