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História Ruby - Capítulo 9


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Capítulo 9 - 09


Você tem certeza? 

 Minghao não se esforça para esconder o seu sentimento  perante o que está acontecendo. Mesmo que Hansol esteja a poucos passos da sala de interrogatório, Minghao queria impedir. Isso iria machucar Hansol, mesmo que o empresário compreendesse as razões do menor. 

— Está tudo bem! — respondeu Hansol, encarando aqueles olhos que transparecem que tudo que queria fazer era lhe pegar e fugir dali. 

 Hansol aperta a mão de Minghao que está sobre os seus ombros calmamente para que de alguma forma lhe acalmasse. Por fim ele se afasta e entra na sala. 

 Sua mãe está sentada com suas mãos algemadas sobre a mesa. Mesmo pelo seu estado deplorável, pela sua maquiagem estar praticamente derretida em seu rosto, ela mantém sua cabeça erguida encarando o seu filho com cautela. Hansol senta na cadeira ficando ao lado oposto da mesa sem conseguir esconder o seu olhar assustado.

— Mãe, o que aconteceu? Como a senhora veio parar aqui? 

 A voz de Hansol destacava que ele estava aguentado o seu choro empurrado por goela abaixo. 

— Oh filho, foi o seu pai. Aquele maldito! 

 A postura da senhora Chwe mudou completamente. De uma postura ameaçadora caiu para a vulnerabilidade. 

— Papai? Como? — perguntou Hansol, com os olhos arregalados. 
 
 Hansol quer saber como tudo isso de fato aconteceu. Quem foi realmente o errado nessa história? 

— Aquele maldito está vivo. Voltou do inferno para infernizar a todos nós! Ele quer se vingar! 

— Por que? 

— Oras, porque eu tentei matá-lo! Mas isso não importa! Você fechou o contrato com SeungCheol? Fale com ele para me tirar daqui! — ela disse com um sorriso nos lábios. 
 
Hansol engoliu seco e o seu olhar se desviou para o lado. Isso não era bom! 

— É… Eu não fechei o contrato. 

— Como? — ela perguntou com os seus olhos arregalados queimando como brasa. 
 
 O humor da senhora Chwe mudou novamente. E não era só os seus olhos, todo o seu corpo estava sendo tomado pelo ódio. O contrato era a sua esperança de sair disso tudo. 

— Olha só: você vai sair daqui, vai assinar o contrato com SeungCheol para ser a putinha dele e vai me pedir para tirar daqui. Entendeu? 

 A senhora Chwe rangeu pelos dentes sentindo sua mão coçar. Se não tivesse algemada já teria batido na cara de seu filho. 

— Então o contrato é isso? É para ser de SeungCheol? 

— Isso! 

— Eu não acredito. O que a senhora ganharia com isso? 

— Uma porcentagem. Apenas isso. 

— Uma porcentagem de quê? Seria a mesma coisa que o senhor Xu tinha? O que ambos tem que a senhora quer tanto? 
 
— Isso já não é assunto seu. Apenas faça o que eu digo e chega de perguntas! 

— A senhora não está em um posicionamento de exigir algo — disse Hansol, sentindo como se o seu veneno tivesse escorrido. 

 Isso foi demais para senhora Chwe, ela não está mais com tempo para esse tipo de discussão e ela não queria falar os seus motivos. Sua respiração já estava em pura euforia por tamanho nervosismo. 

— BASTA! Quem você pensa que é para falar assim comigo? Você é uma decepção, garoto! Um inútil! Sua irmã tinha que trabalhar em dobro por sua incompetência. Você acha que a culpa dela ter sido presa foi minha, mas na verdade foi sua. Porque se você fizesse sua parte ela nunca teria conhecido aquele homem!

 Hansol abaixou o seu rosto por vergonha e para impedir que sua progenitora visse suas lágrimas escorrendo pelo o seu rosto. A imagem de sua irmã passava pela sua cabeça de forma repetida lhe torturando gradativamente. Ela tem razão, a culpa é minha! 

— E quando finalmente poderia ser útil para conseguir uma porcentagem com o diabo você fica agindo como uma criança mimada...

 Diabo? Claro, claro! A resposta estava na cara! 

 O que Minghao e SeungCheol têm em comum é que ambos são do submundo. Ela queria usar Hansol como ponte para conseguir entrar nos negócios de prostituição. Minghao disse que é muito dinheiro. Primeiro ela fez com que Hansol se aproximasse de Minghao, já que, ele é o herdeiro que tem mais poder. Dava para ver que sua insistência não era comum, porque se fosse com qualquer outra pessoa ela já tinha desistido. Qualquer pessoa menos SeungCheol. Ele trabalha diretamente com o diabo. Ela ofereceu Hansol de modelo para usá-lo como ponte para conseguir a confiança de SeungCheol e depois do diabo. Mas Hansol não conseguiu ser essa ponte, então como ela conseguiu? A resposta também está na cara! Quando Hansol questionou do porquê ela não assinar, ela disse que se fosse o garoto que ele estaria interessado, assinaria. E o interessante, é que o próprio SeungCheol disse para Hansol assim que viu que o mais novo está apaixonado por Minghao. Era vingança, e o próprio tinha oferecido no mesmo dia que daria tudo a Hansol caso o mais novo fosse dele. Então foi isso! Ela conseguiria as porcentagens com o diabo e em troca Hansol ficaria sobre posse de SeungCheol para alimentar o ego de uma rivalidade com Minghao e fazer Hansol pagar sua língua por ter rejeitado.

—… Não tendo a capacidade de transar com alguém! 

 Ela continuava falando, mas Hansol não estava ouvindo, pois o seu cérebro estava ocupado em seu próprio raciocínio. Ele levanta o rosto enxugando suas lágrimas com um sorriso nos lábios. Ações que fizeram sua mãe se calar e olhar para o filho cheia de dúvidas. 

— Obrigado pela sua atenção! Já tenho tudo o que preciso! — disse Hansol, levantando da cadeira com o sorriso de lado balançando um gravador. 
 
 Na hora que ela olha para o gravador na mão de Hansol, o seu rosto é tomado pelo terror. 

— Hansol… 
 
 Ela iria dizer algo, mas Hansol lhe interrompeu com sua mão livre na maçaneta. 

— Só para constar eu transei sim com o senhor Xu, e muito por sinal — Hansol deixou uma piscadela e saiu da sala.

 A senhora Chwe encara chocada a porta já fechada. Ela não conseguia acreditar que toda a vulnerabilidade que ela tinha visto era mentira. Tudo para tirar respostas de sua boca. Esse era o plano que o senhor Chwe tinha pedido para Hansol. 

 O mais novo olha para o seu pai que está sentado ao lado de Minghao,  mas antes dele se levantar, Hansol joga o gravador em cima de seu pai com toda sua ignorância e sai disparado para fora da delegacia.

 Minghao anda rapidamente para alcançar os seus passos, mas Hansol já tinha entrado dentro do carro com o motorista do empresário. O que Hansol vai fazer? Minghao se perguntou para si mesmo. 
 
 Ele pega o seu celular abrindo o localizador vendo onde o carro está indo em alta velocidade. 

Esse caminho… Hansol não seria capaz de ir até lá. Ou iria? 

 Assim que o carro parou Minghao teve sua resposta e ele ligou para outro motorista lhe buscar. 

 Minghao sai do carro ficando em frente a Green Eyes e em seu caminhar o empresário se pergunta se deveria se arrepender de ter dando tanta autonomia para Hansol perante suas coisas. Já que o seu motorista obedeceu o mais novo. 

 O empresário entra na boate em seus passos pelo caminho que ele conhecia bem. Os guardas não estavam na porta da sala do chefe,  a sala nem sequer estava fechada e o seu motivo está bem na sua frente.  

 Hansol está em cima de SeungCheol no chão dando soco atrás de soco e enquanto o diabo assiste com o seu olhar indecifrável sentado com suas mãos apoiadas na mesa. 

— Senhor Xu, que bom que chegou. Controle o seu brinquedo! — disse o diabo, com o seu olhar fixo aos de Minghao. 

— Ele não é o meu brinquedo! 

— Não? — perguntou o diabo, com um sorriso perverso nos lábios. 
 
 Porque se Hansol não é um brinquedo de Minghao, ele também não é sua propriedade, sendo assim poderia agir como quiser.

— Não, mas isso não quer dizer que não seja meu — disse Minghao, seriamente. 

— Bem, então a responsabilidade também é sua. Veja o meu escritório. E essa criança ainda quebrou um braço do meu guarda e está estrangulando SeungCheol nesse momento. Isso é pedir para morrer! — disse o diabo, tranquilamente. Mas não deixava de ser uma voz assustadora. 

 Mesmo com tamanho do poder de Minghao o diabo não poderia deixar sua honra ser levada de tal modo inconsequente. E mesmo que as mãos de Hansol estejam apertando o pescoço de SeungCheol, ele está prestando a atenção na conversa. 
 
 Hansol está sentindo os nervos à flor da pele. Ele queria ter xingado sua mãe com todas as ofensas possíveis, mas ele não podia por causa do plano. Contudo, Hansol não é do tipo controlado, por isso ele não se aguentou de vir até SeungCheol e acabar de vez com sua raça. Ele não está se importando com as consequências ou com que está lidando. O mais novo está cansado de ser um peão nesse maldito tabuleiro. De acharem que podem lhe usar da forma que queiram e que ele calado irá obedecer. Ele queria ouvir da boca de SeungCheol se todo seu raciocínio era real e SeungCheol admitiu.

 Mesmo que ele não se importe, invadir um local que nem sequer conhece foi imaturo e próprio Hansol sabe disso. Mas sua raiva, somente sua raiva quando toma conta do seu corpo vira protagonista de seus atos brutais. 

— Matá-lo? Está querendo me fazer rir? Acho que Hansol bateu na sua cabeça para está dizendo tamanha tolice  — disse Minghao, seriamente colocando as mãos no bolso. 

 Dava para sentir que o ambiente que já estava pesado se tornou algo insuportável. Minghao está carregando um olhar a qual Hansol nunca tinha visto e que o menor admite está assustado. É um olhar de assassino, como se a qualquer momento Minghao fosse agarrar no colarinho do diabo. Mas apesar do seu olhar assustador sua aura está tranquila e fria como se soubesse cada passado do seu inimigo, pronto para dar o bote. 

 O diabo não lhe respondeu nada, apenas deixou que Minghao terminasse sua fala.

 —  Você não seria louco! Além do mais, ele parece ser alguém que precisa ser protegido? Invadiu a sua segurança apenas para acertar as contas com seu funcionário  — disse Minghao, apontando para Hansol. Ele não queria que tivessem medo de tocar em Hansol por causa de si. Ele queria que tivessem medo de Hansol apenas por ser Hansol. — Isso é para você ver um pouco do estrago que ele pode fazer. Mas caso você achar que não é suficiente lembre-se que ele está sob minha proteção. Não aja como se eu tivesse saindo e mesmo que eu tivesse saído, eu tenho o poder dessa merda toda! Vocês gostando ou não. A vida de cada um de vocês estão nas minhas mãos. Então não achem que podem fazer e dizer o que querem. 

 Assim que Minghao terminou sua fala, o diabo deixou suas risadas tomarem conta de si. 

— Qual é a graça? — perguntou Minghao, seriamente. 

— Você é sortudo mesmo, garoto! É a segunda pessoa com poder que me ameaça por sua causa — disse o diabo, diminuído suas gargalhadas. 

Segunda? — sussurrou Hansol, se perguntou. 

 — Eu entendo… Bem, me mande a conta dos prejuízos. Vamos, Hansol? Eu não quero pagar um hospital para esse aí. Passar bem, Jeonghan

 Hansol olha para Minghao e logo após para SeungCheol e larga o pescoço do rapaz. Mesmo que Hansol queira bater até chegar no estado de inconsciência ele resolveu obedecer o empresário. SeungCheol puxa o ar com força, virando o seu rosto para o lado torcido sem parar em seu próprio engasgo. 

 O caminho foi silencioso e torturante. Minghao falava nada e isso deixava Hansol apreensivo de querer saber a opinião exata do empresário sobre. E nesse momento sua raiva foi trocada pelo medo. O medo de não saber o que se passa na cabeça de Minghao. 

 — Nunca mais faça isso! — exclamou Minghao passando pomada nos punhos de Hansol. 

 O mais novo foi tão violento com SeungCheol que acabou refletindo em si mesmo. Sua pele está praticamente em carne viva e não se pode esquecer do soco no estômago e no olho esquerdo que ele levou. Hansol não estava sentindo as dores nesses locais por causa da adrenalina, mas com Minghao passando a pomada em cada local ele está lembrando de cada uma delas. 

 Minghao está com sua expressão que transparece sua irritação. A imprudência de Hansol passou dos limites e isto poderia custar sua vida. E só de Minghao pensar em perder Hansol é demasiado doloroso para si. 

 O mais novo sabia que não adiantava pedir mais desculpas que a feição do empresário não iria mudar. Hansol sabe que está errado antes mesmo de ter feito tudo aquilo, desde quando estava na delegacia e ouviu a sua vozinha interior clamando para alimentar sua raiva. Mas só foi agora que Hansol sentiu de fato o peso de sua ação. 

 — Minghao

 Hansol lhe chamou, mas Minghao não lhe respondeu. Apenas continuou passando a pomada em uma área de suas costas. Hansol nem se lembra de como machucou ali, mas agora estava sentindo a dor. 

— Quem será a primeira pessoa que ameaçou o diabo?  — perguntou Hansol, pois ele viu que Minghao sabia de quem o diabo estava falando.

 Minghao suspirou e parou os seus movimentos.

— Você não faz ideia? 

— Não — respondeu Hansol, tentando forçar sua mente a procura de alguma pessoa.

 Mesmo Minghao esteja ácido ele sorriu pela falta de atenção que Hansol tem e sentou ao seu lado na cama. O mais novo é muito bom em sacar as coisas, ligar os pontos. Porém ele não é um bom observador. Geralmente o que ele observa não é o que parece e por fim ele alimenta alguma de suas paranóias. 

— Jeonghan estava falando de Jr. 

— Jr? — perguntou Hansol, assustado e com os olhos arregalados. 

— Sim. Jr tem contato com muitas pessoas. A fama dele você já conhece. Ele é um mercenário, mas não de dinheiro e sim de segredos. 

 O olhar de Hansol transmitiu sua dúvida. Ele não sabia dessa parte, mas não perguntou nada,  porque ele sabia que Minghao acabaria dizendo.

— Porque ele tem segredos das pessoas do submundo e da elite ninguém passa por ele. E obviamente isso traria revolta, sendo assim ele sempre disse não adiantaria tentar matá-lo, pois se não todos os segredos seriam vazados mesmo com ele morto. Mas ano passado a equipe do diabo tentou matar Jr, além de ter falhado, Jr por vingança liberou os segredos de todos os capangas do diabo na época. Foi uma confusão. Sabe, Jr tem muita história é tudo muito complexo. Porém o que você pode ter certeza é que ele tem muito poder, mais do que eu inclusive. Então se você está sobre a proteção dele é algo que ninguém desobedece. Até eu levei ameaça — disse Minghao, sorrindo ao lembrar da abordagem de Jr. 

— Como assim? 

— Nos conhecemos de longa data. Ele sabia que sua mãe estava te usando para conseguir dinheiro de mim. Ele estava na sua casa inclusive, pelo o que eu entendi. Bem, eu não sei como ele soube que eu estava fazendo negócios com o seu pai. Quando eu entrei na minha sala ele estava lá como um fantasma. Eu não sei como ele consegue sair e entrar nos lugares sem ser visto, parece fantasma. Ele me perguntou se eu sabia do plano e se eu sabia, por que eu estava continuando com aquilo? Eu fui sincero dizendo que queria saber até onde você iria. Com isso ele me disse que você estava sendo forçado e que você estava sendo sincero comigo em relação a todo esse sentimento e me disse que se eu te machucasse que ele iria contar para elite que sou filho herdeiro do submundo. Como se eu fosse capaz de mágoa o meu neném — disse Minghao, acariciando a bochecha do mais novo e Hansol escutava atentamente sem dizer uma palavra. 

— Eu agradeço muito ele por ter me dito tudo aquilo, pois foi as palavras dele que me fez enxergar o que você realmente é e não o que dizem. Eu te amo tanto, Hansol! Não se coloca em perigo assim, Jeonghan poderia ter matado você! SeungCheol é o queridinho dele — Minghao não esconde sua preocupação. Na verdade ele não vê mais sentido em esconder os seus sentimentos do mais novo. 

 Hansol estava sentindo que o seu coração sair pela boca. Ele está paralisado, enquanto sente o hálito do empresário no seu rosto. 

— Repete. — suspirou Hansol, baixinho e colocando suas mãos o peito do mais velho. 

— Eu te amo, neném! Eu te amo muito! — sussurrou Minghao, encostando os seus lábios nos lábios alheios.

Três meses depois…

 O barulho dos cacos de vidro rugia por conta do choque de outras louças que se tornaria, pela força bruta, em mais cacos de vidro. Minghao está sentado no sofá vendo Hansol quebrando suas louças. 

 A mãe de Hansol foi condenada semana passada graça a gravação. Gravação que Hansol parou de gravar assim que ela admitiu ter — tentado — matar marido. Porque não seria nada bom se Minghao entrasse nessa história. 

 Só que a mãe de Hansol presa o seu pai irá voltar para os EUA e ele queria levar os filhos junto. Mas diferente de So, Hansol não gostou nada da ideia e o resultado são as louças de Minghao quebradas. O empresário não parece nem um pouco estressado. Ele prefere que sua casa esteja quebrada do que Hansol beber até passar mal. O temperamento de Hansol tem que ir para algum lugar. 

— EU AINDA NÃO ACREDITO QUE VOCÊ CONCORDOU COM ELE! — exclamou Hansol, revoltado quebrado dois copos. 

— Hansol, seria bom para você. Principalmente por seu pai estar querendo que vocês tenham um acompanhamento psicológico.Vocês precisam disso! E no ocidente esse assunto é tratado com mais ternura — disse Minghao, calmamente. 

 Hansol entendia completamente, mas ele iria para o outro lado do mundo. 

— Eu não quero ir para o outro lado do mundo, eu quero ficar aqui com você! — disse Hansol, cruzando os braços, olhando para o chão e sussurrou — a não ser que você não me ame mais. 

 Não adiantou Hansol ter sussurrado, pois Minghao ouviu. O empresário se levanta do sofá caminhando até o mais novo. 

— Não diga besteira. Eu só quero o melhor para você — disse Minghao,  encostado o seu corpo junto com o do mais novo.

 Hansol não consegue aguentar sua própria birra, pois quando surge a oportunidade dele provar que está bravo e se afastar do mais velho, o menor faz completamente oposto. Ele entrelaça os seus braços em volta de Minghao deitando sua cabeça no peitoral alheio. 

— Podemos fazer assim: você vai com o seu pai e eu tiro férias para ficar com você lá. Quando terminar minhas férias você volta comigo e volta também para faculdade. Você ficou tão estressado com a ideia de ir para os EUA, que esqueceu da parte que o seu pai está exigindo que termine a faculdade — sussurrou Minghao, acariciando os fios do cabelo do mais novo. 

— Você está dando muita atenção no que ele fala — resmungou Hansol, apertando mais o empresário para si.

— Porque ele tem razão. Quando ele falar algo sem nexo irei discordar. Simples assim. 

 Hansol não tinha o que argumentar, o mais velho tem razão. Ele levanta o rosto para encarar o mais velho. 

— Eu estava quase me esquecendo — disse Minghao, se afastando um pouco pegando algo dentro bolso uma caixinha de veludo e colocando na mão de Hansol. 

— Lembra dele? — perguntou Minghao, assim que Hansol abriu a caixinha cheio de curiosidade.

Claro que Hansol lembrava. É um pulseira dourada com pequenas pedras de rubi em volta. Foi a pulseira que ele tirou foto para a campanha das jóias da empresa de Minghao.  

— Sim… — respondeu Hansol, pensativo. 

— É seu! — disse Minghao, vendo os olhos de Hansol se arregalar. 

— Sério? 

— Sim. Me permite? — perguntou Minghao e o mais novo acenou em confirmação sentido os seus olhos se encherem d'água. 

 Hansol olha para pulseira com os seus sentimentos todos aflorados, sentindo suas finas lágrimas deslizarem pelo seu rosto. 

— Minghao… Eu te amo! 

 Hansol sente suas bochechas queimarem, fazendo com que ele desvie o olhar para baixo. Minghao sorri, deixando um selinho na testa do mais novo. 

— Eu também te amo, neném! 



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