História Ruby24 - Imagine Suho - Capítulo 11


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Lay, Personagens Originais, Sehun, Suho
Tags Ação, Exo, Imagine, Romance, Suho
Visualizações 76
Palavras 1.572
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Demorei um pouquinho mas tá aqui. Vou tentar não deixar vocês esperando semanas, e fazer atualizações mais próximas umas das outras.

Capítulo sujeito à edições.

Capítulo 11 - Desculpas


༺۵༻ Capítulo onze – Desculpas.

Aquela fora a pior noite de sono que eu poderia ter na vida. É claro que aquela posição aconchegante e quentinha entre os braços de Junmyeon ajudava, mas dormir no chão de uma cabana empoeirada, toda machucada depois de sair de um acidente de carro não era o melhor tipo de tratamento relaxante. Creio que tanto ele como eu dormimos pouco; pregávamos os olhos de vez em quando e acordávamos em um pulo, assustados.

Quando os primeiros raios de sol começaram a clarear o dia, nós finalmente nos afastamos. Era possível notar que estávamos constrangidos, especialmente Junmyeon que mantinha as aparências de quem me odiava. Acredito que ter cedido tão fácil deva tê-lo deixado envergonhado. Mas é claro que não houve nada de mais naquilo. Não era como se as coisas entre nós ficassem completamente diferentes agora.

— Eu vou sair e encontrar algum telefone público. — Junmyeon enunciou — Prometo voltar logo. Não saia da cabana pra nada e se esconda se ver alguma coisa suspeita.

— Não está sentindo frio? — perguntei lhe estendendo o casaco que ele me emprestara anteriormente.

— Posso agüentar agora. Não se preocupe. — notei que ele desviou o olhar e pigarreou, provavelmente lembrou-se de novo da noite passada e constrangeu-se.

Antes de sair pela porta, parou subitamente, apontou o dedo em sinal de que ia dizer alguma coisa e voltou-se para mim, no entanto, pensou melhor e resolveu seguir seu caminho em silêncio.

Voltei para dentro e me encolhi em um canto. Minha barriga roncava de fome e eu ainda sentia meu corpo doer. Junmyeon bem que poderia encontrar alguma maneira de falar com a equipe logo.

Entediada, puxei a corrente do colar e comecei a fitá-lo.

— Se você é tão importante assim, por que veio parar justo em minhas mãos? — pensei.

Seul. Dias atrás.

Sentado solitário sobre a mesa de um café no centro da cidade, aquele velho senhor absorvia tranquilamente a luz do sol, enquanto saboreava seu macchiato.

Ele estava atento a todos os minuciosos detalhes presentes no ambiente. Aos pássaros, ao som do transito, à luz solar que o aquecia naquele início de manhã. Gostava de apreciar os poucos minutos de paz que ele tinha no dia antes que pudesse voltar ao trabalho, onde seu chefe o atazanaria pelo resto da manhã e tarde. Por falar em chefe, estendeu o braço e olhou para o Rolex que ostentava em seu pulso. Parece que seu precioso momento relaxante havia chegado ao fim. Apanhou sua pasta na cadeira ao lado, pagou a conta e levantou-se ajeitando a gravata.

Ele detinha um cargo importante no banco Nam-Gi, ganhava dinheiro suficiente para sustentar três famílias com estilo de vida refinado, mas optava pela vida solitária. Apesar de já se fazer anos depois do dia que tomou essa importante decisão. Ele era conhecido por ser um homem gentil e simpático. Sempre tratava bem seus subordinados e era bastante receptivo. Sem dúvidas um dos profissionais mais respeitados do local. É claro que ele estava ciente de seus pecados, e que, seu passado jamais poderia ser perdoado, no entanto, nada além de seu prestigioso emprego havia sobrado.

Logo que entrou, percebeu que o local ainda estava pouco movimentado. Deu graças por ver que Namgi ainda não havia chegado e correu para sua sala na intenção de evitar encontrar com o CEO.

Sem mais importunios, sentou-se em sua mesa rotineiramente, cumprimentou o secretário simpático e deu uma corriqueira folheada no jornal. Sentiu as mãos tremerem no momento em que botou os olhos no rosto estampado naquele papel.

— N-Não pode ser... — tocou o rosto na foto com o indicador e o acariciou de leve — Ela é... Ela é exatamente igual a... Não, não pode ser. Essa semelhança...

— Algum problema senhor? — indagou seu secretário exibindo apenas a cabeça ao lado da porta.

— N-Não é nada. — forçou um sorriso.

Logo, ele desceu os olhos sobre o pescoço da figura presente na foto, e então, outro choque. Se essa era realmente ela, por que diabos essa maldição estaria em pendurada em seu pescoço?

Suho POV

Após uma noite extremamente mal dormida, eu finalmente me separei dela, mesmo que eu ainda sentisse todo o meu corpo tremer e fortes dores devido ao capotamento do carro. Minha cabeça latejava e meus sentidos não estavam afiados como de costume. Percebi que ____ também não estava em sua melhor forma desde que sobrevivemos ao acidente.

Além de desconfortável, esta fora uma noite tremendamente constrangedora. Eu, como um tolo, não perdia oportunidades para ressaltar meu descontentamento para com ela, e no primeiro deslize, acabei me mostrando alguém fragilizado e dependente.

Só consigo sentir menos preocupada quando você está por perto.

Essa frase tem martelado minha cabeça desde o momento em que saiu da boca dela. É claro que ela se sentiria traumatizada com uma reviravolta como essa e sabia que tudo que ela fez até hoje era algo previsível. Talvez eu estivesse começando a me sentir culpado de tratá-la como trato.

Lembrei de quando Chen veio correndo avisar a equipe que este poderia ser nosso maior trabalho e de como retruquei ter de ficar na cola de uma garotinha 24 horas durante vários dias, entretanto, aquele era um valor exorbitante demais para uma companhia quase falida recusar.

Andei por pelo menos mais uma hora até encontrar uma pequena casa de campo. Tentei ser o mais discreto possível e pedi simpático ao casal de idosos que vivia ali se eu poderia usar algum telefone. Dei graças pela gentileza dos dois que não hesitaram em me ajudar, ambos na desculpa de eu parecer muito com seu filho mais velho.

Logo que notifiquei os rapazes do ocorrido, despedi-me e corri para voltar à cabana em que passamos a noite. Já era arriscado deixar ____ sozinha, se eu demorasse mais poderia ser ainda pior. Quando voltei, a vi sentada no canto abraçando os joelhos de modo inocente. O rosto estava um pouco roxo devido aos pequenos cortes do acidente e o pescoço ainda estava sujo de sangue proveniente de algum corte na cabeça. Senti um pequeno aperto no coração ao vê-la daquela forma, pior foi notar um esboço de sorriso em seu rosto ao ver que eu finalmente tinha chegado.

Talvez eu devesse ter tomado mais cuidado com ela...

É claro que apesar do tipo de trabalho que eu levava, eu não era nenhum insensível e tinha conhecimento de que talvez eu não tenha levado em conta o quanto tudo isso poderia ser estressante para ela, até para mim chegou a ser um caso crítico.

— Conseguiu falar com eles? — ela perguntou se aproximando de mim.

— Sim, Chen disse que não vai demorar. — respondi — Yixing também está vindo. — olhei para ela por mais alguns instantes — Não aconteceu nada enquanto estive fora, certo?

— Nada. — respondeu girando a cabeça de um lado para o outro. Até que era fofo.

Me arrepiai quando percebi no que estava pensando. Talvez minha cabeça tenha ido longe demais agora.

— O que foi? — ela indagou.

— Ah, nada.

____ POV

Logo que Junmyeon voltou, não demorou muito para que Chen e Yixing aparecessem na porta da cabana, carregados de casacos e toucas. Tivemos uma checagem rápida antes de nos dirigirmos até onde os carros estavam.

Junmyeon, mesmo estando em condições não muito boas, insistiu em dirigir um dos carros e estranhamente me fez ir com ele. Eu não estava com lembranças muito boas da ultima vez que essa cena aconteceu, mas preferi confiar nele.

Não poderia sentir satisfação maior ao sentir a maciez dos bancos do carro e o calor do aquecedor do veículo. Por alguns segundos fitei Junmyeon e pude ter certeza que ele também estava aliviado por aquele momento.

No caminho, como de costume, estávamos silenciosos. Quando estava quase pregando os olhos para recuperar o sono perdido, ouvi ele murmurar alguma coisa.

— O que foi? — respondi coçando os olhos.

— Obrigado. — ele falou mais alto.

— Pelo que? — indaguei despreocupada enquanto esticava os braços para me espreguiçar.

— Por ter me ajudado ontem. Tanto no carro, como... Como depois. Você sabe. — agradeceu ainda com sua expressão concentrada na estrada.

Sorri discretamente. Era estranho ouvi-lo agradecendo a mim, mas ao menos aquecia mais meu coração saber que ele havia reconhecido minhas ações.

— E também... — ele continuou a falar, para minha surpresa, fazendo com que minha atenção se voltasse a ele — Me desculpe por ter sido tão rude todo esse tempo. Apesar do que eu disse, somos acostumados com todo tipo de trabalho, mas nunca tivemos que manter tanto contato com... Você sabe. O cliente. Eu acabei julgando que seria um trabalho estressante e irritante e não fui completamente profissional.

Eu o olhei por alguns segundos. Ok. Eu realmente não esperava um pedido de desculpas tão rápido assim de maneira nenhuma. Quanto ao fato de ele ter julgado o trabalho estressante e incômodo, ele não estava errado. Tecnicamente não tem sido nada fácil para eles me protegerem e o próprio Chen disse que esse é um dos trabalhos mais difíceis que ele já se envolveu.

— Eu realmente não sei o que tem dentro desse chip. — Junmyeon enunciou olhando de relance para mim, pela primeira vez, com um pequeno sorriso — Mas não se preocupe, vamos cuidar de você direito agora e garantir que você não morra por causa de algo tão bobo. Não ao menos antes de saber o que é que tem aí.

Continuei olhando para ele e senti meu peito se aquecer ainda mais e como uma criança, eu confiei em cada uma de suas palavras. 


Notas Finais


E aí? O que acharam? Suho Finalmente vai deixar de ser crianço e vai ser mais gentil conosco! Yay. Ando tendo bastante ideias ultimamente, provavelmente não demoro com novas atualizações. Espero que tenham gostado! Beijinhos.


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