História Rude Boy (Imagine Jungkook) - Capítulo 14


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, IU, Red Velvet
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook)
Tags Bts, Colegial, Imagine, Jungkook, Romance
Visualizações 134
Palavras 3.543
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Esporte, Festa, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Cheguei meus amores com mais um capítulo de Rude Boy!! Bom, esse capítulo ta meio água com açúcar né, mas é preciso.
Enfim, não vou me demorar muito aqui.
Boa leitura e perdoem qualquer erro!

obs: leiam as notas finais <3

Capítulo 14 - Sentimentos


Fanfic / Fanfiction Rude Boy (Imagine Jungkook) - Capítulo 14 - Sentimentos

"Você é tão frio quanto a lua crescente, quando tento te abraçar calorosamente, você vai derretendo. Dentro de você é muito mais simples, eu tenho certeza que vou provar o gosto doce." 

 A brisa que atravessa o corredor faz meu poros se dilatarem em um arrepio suave, a iluminação soturna deixa que, apenas metade de nossos corpos sejam iluminados e minha mente faz uma transgressão premeditada dos erros que cometi no passado para atualmente me encontrar assim, imensamente perdida a cada passo. A sensação não é boa, ainda mais pra mim que sempre gostei de estar no controle, era o que mantinha minha mente sã, e então de repente o meu castelo de areia é derrubado por uma enchente, e tudo que resta, são os resquícios enlameados do que aquilo já foi um dia. Eu não me denominava controladora, mas naquele instante, eu percebi que sim, eu tinha receio e total pânico de ver as coisas saindo dos trilhos que planejei.

"Teria algum problema eu estar gostando da garota que o meu melhor amigo está interessado?"

Sua voz retumba em minha mente em loops infinitos, as palavras perdendo-se no meio do caos que me cerca. Meu Deus, o que eu faço?

- V-você tá falando de mim? - Aponto bobamente para meu peito.

Qualquer garota em meu lugar estaria surtando agora, estamos falando de Park Jimin, e todas querem Park Jimin. Mas eu nunca quis.

- É... Você. - Fala baixo, aos poucos suas bochechas ganhando o tom rosado. Eu precisaria de um momento de reflexão onde me deitaria em minha cama e pensaria no que responder naquele momento, mas não havia tempo para aquilo. Ele estava ali, agora, esperando por algo que eu não fazia ideia.

- Você... Tá gostando mesmo de mim? - Sussurro por algum motivo, vejo-o passar a mão nos fios alarajandos os levando para trás e ele parece nervoso.

- Sol, você tá me deixando constrangido.

- Oh...Ah, eu... Desculpa, é que é meio inesperado, sabe? - Coço a bochecha com a ponta do mindinho em um tique de apreensão e sinto que aos poucos estou corando também. - Na verdade, é muito inesperado. Wow, eu não sei o que dizer.

Ele sorri, ainda que suas bochechas e olhar inseguro digam o quanto está envergonhado também. E é exatamente quando abre a boca para falar algo que Yoongi irrompe o silêncio, ele caminha tão sucinto e leve que sequer percebemos.

- Jimin, tá na hora de irmos.

Me endireito porque o jeito que o esverdeado fala denota um mau humor cortante. Seu olhar cai de mim para Jimin e não diz mais nada. O alaranjado pigarreia e eles se entreolham conversando com o olhar. Uma tensão sobrepuja a nós três e novamente aquela sensação de que estou fazendo algo errado me apossa.

- Certo, eu... Te vejo depois Sol. - Assinto com um sorriso fraco e o vejo partir rapidamente encarando o chão.

E então somos eu, e Yoongi. E eu não sabia que sua presença era tão forte até aquele momento, não tínhamos muita convivência, mas ele era o irmão da minha melhor amiga e eu vivia em sua casa, vê-lo pelos corredores era algo que já tinha me acostumado, mas naquele momento em que vergonhosamente encaro seus olhos pequenos, reparo que ele pode ser bem intimidador quando quer.

E ele queria muito, naquele instante.

- O-o que foi? - Indago a meia voz, seu semblante  fleumático é um poema.

- O que você está fazendo Solar, é perigoso. - Dita, e apesar do timbre calmo, não há tom de passividade em nenhum dos seus trejeitos, o modo julgador que estou sendo encarada é perturbador.

- Do que você está falando? - Consigo perguntar sem vacilar, não tenho a real noção do que ele quer dizer. Yoongi sorri discreto, sagaz, como uma pessoa muito experiente, em apenas um curvar de lábios. Cruza os braços atrás das costas e murmura:

- Brincar com o coração de um homem nunca acaba bem pra nenhum dos envolvidos. Sei que você não é disso, mas eu não quero ver nenhum dos meus amigos machucados por causa de uma garota.

Empertigo, a dissonância me some e meu suspiro sai entrecortado. Yoongi estava falando de Jimin ou Jungkook?

Teria ele descoberto o meu plano? Porque se fosse isso, eu poderia dar adeus a qualquer resquício de paz e correr para o mais longe possível. Não podia ser.

- Depois não diga que eu não avisei. -Completa, e assim como Jimin ele se vai, mas a severidade de suas palavras ainda me deixam sem reação por bons minutos. É como se ele soubesse de algo, algo que eu não faço ideia do que seja.

- Por que você não me falou que tinha uns amigos tão gatos? - A voz animada de Gabbe me tira do transe que, sequer notei ter entrado. E eu pisco ligeiramente voltando-me pra si.

- Hã? Eu... Eu não tenho muita intimidade com eles. O Yoongi é irmão da Yeri, então... Só nos conhecemos por causa dela. E o Jimin... Bem, ele é amigo do Jungkook. Nos conhecemos por causa dele.

- Falando em Jimin, não pense que não percebi o jeito que ele estava te olhando. - Arqueia uma sobrancelha bem feita, os olhos castanhos cerrados em minha direção. Ótimo. - O que tá rolando?

- Ele disse que gosta de mim. Assim mesmo como eu disse.

-What? -Sua interjeição é de espanto. - Que mel é esse que você tem que eu tô precisando urgente! - Riu, como se aquilo fosse maravilhoso.

- Não queira estar no meu lugar. É muito... Complicado. - Passo a mão nos meus fios quase exasperada. A ficha parecendo cair naquele momento. Puta merda, o Jimin gostava de mim.

- Você sente algo por ele? O Jimin. - Pergunta, agora mais séria, percebendo que tudo que não estou naquele momento é feliz com aquela situação.

- Ele é legal, simpático, com ele as coisas são... Fáceis, sabe? Me trata bem, e e tão doce que deixa qualquer pessoa ao redor confortável com a presença dele. E bom, ele é bonito né? Atraente, não tem como não reparar.

-É, ele é. - Concordou com um meio sorriso. - E o Jungkook? Ele é bem bonitão também.

Inevitavelmente a menção de seu nome remexe algo em meu interior, faz com que relembre da cena de mais cedo, dos lábios macios, as mãos possessivas, o fulgor com que me beijara. Era impossível esquecer um beijo daqueles.

- Bom... O Jungkook é intenso, é meticuluso, eu não sei explicar sinceramente.

Gosta dele. - Gabbe diz simples, como se não fosse nada demais.

- N-não é assim.

- Você pode não ter admitido pra si mesma ainda Sol, mas eu sei que em algum lugar ai dentro você sabe.

- Sem chance. - Rebato no mesmo instante. Eu posso ter admitido que aquela atração de antes ainda estava ali, mas era só isso. Atração. Gostar de Jungkook seria pedir pra ser machucada, e eu definitivamente não podia chegar a esse nível.

 Sentimentos machucam, independente de quem seja a pessoa pela qual você esteja gostando. Promessas foram feitas para serem quebradas e nada foi feito pra durar eternamente. Por isso, eu nunca havia passado de beijos com alguém, um envolvimento básico, e mesmo assim ainda corria o risco de me ver machucada. Um exemplo disso era Seokjin, que me usara apenas para esconder a própria sexualidade. Eu não o culpava por ter medo, mas mentir, me usar assim foi cruel.

Eu não acredito no amor, essa é a verdade. Depois que aquele que chamei de pai abandonara minha mãe e eu, mesmo jurando amor enterno, tudo não fizera mais sentindo. As pessoas mentem, mentem o tempo todo. O amor é uma mentira.

E gostar estava longe de algo que eu queria pra mim, não mesmo.

- Não vou te forçar a dizer nada Sol. Mas uma hora ou outra você vai ter de admitir, nem que seja pra si mesma.

••

Sozinha em meu quarto era o momento que eu precisava pra pensar. Depois de mamãe chegar e trazer pizza pra jantarmos, eu fui a primeira a me retirar alegando cansaço, mas só precisava de tempo. Meu momento de desespero tinha passado ao menos pela metade, e agora chegava a fase de divagação.

Eu tinha de encarar algumas coisas.

De repente meus pensamentos agora estavam girando em torno de dois nomes : Jimin e Jungkook.

O primeiro acabara de complicar a minha vida em tantos sentidos. Eu sinceramente não sabia o que fazer, se é que tinha algo pra fazer.

E Jungkook? Estava mesmo interessado por mim? Não podia ser. Ele sempre deixou claro que não se sentia atraído por mim, na verdade ele sempre brincava com isso, me deixava confusa. Mas então, por que me beijou? Por que disse que queria me beijar? Faz parte do seu jogo? Não há outra explicação, estamos falando de Jeon Jungkook que não faz NADA sem uma justificativa cruel por trás. E a pior e mais humilhante parte disso é que eu gostei do seu beijo e me sinto tão idiota por isso.

Bati em minha própria testa com a mão, inconformada com as vontades do meu corpo. Só são hormônios adolescentes, eu tinha de me acostumar. Ainda era a droga de uma adolescente.

O toque diferente de um celular irrompe minha linha de raciocínio e eu franzo o cenho, procurando com os olhos de onde vinha o barulho. Me agachei até a mochila jogada no chão e abri o zíper, tirando os cadernos e bolinhas de papel que eu deixava lá dentro, o modelo é iPhone e só ai me recordo que o deixei ali dentro pra devolver ao dono, mas depois do acontecimento de mais cedo acabei esquecendo. O impressionante é que ainda tinha bateria mesmo já estando de bateria fraca quando o coloquei ali. Observo um número não adicionado aos contatos ligar, e me pergunto se devo atender ou não.

Seria incoveniente, não é? E totalmente falta de educação, não faria isso. Deixei tocar até cair, mas o maldito número continuou ligando e quando vi já tinha o aparelho contra o ouvido. A curiosidade me matando

Jeon Jungkook, eu posso saber onde você se meteu que não veio trabalhar por 4 dias? Você acha que eu tenho cara de palhaço? Eu não ligo se você tá passando por dificuldades como da última vez! Resolva seus problemas e venha trabalhar! Eu só não te demito porque você é o melhor dessa droga. Mas você vai trabalhar o dobro pra cobrir os dias que você faltou, está me ouvindo? - Wow.

- Err... Oi, aqui não é o Jungkook. Desculpa, ele esqueceu o celular comigo.

Há uma pausa trágica na ligação e só sei que ela não foi desligada, pois ouço a respiração pesada atrás da linha.

Quem é?

- É a ______. Eu sou uma colega de escola dele.

- Hm. Só diga que o Hope quer falar com ele. Ele vai saber quem é.

- Certo. - E a ligação foi encerrada. Mas eu permaneci perplexa.

Jungkook trabalhava?

Era extremamente proibido, sendo uma das regras obrigatórias da escola que, nenhum aluno pudesse trabalhar enquanto estudasse, para que não atrapalhasse seu desempenho escolar. Em caso de o aluno ser flagrado em serviço era sem discussão expulso da escola.

Jungkook como líder do grêmio estudantil sabia bem dessa regra e mesmo assim estava a quebrando em sigilo.

Minha mente trabalha com fervor, ele chegar machucado na minha casa, tinha a ver com os tais problemas que o Hope dissera? 4 dias faltando no serviço quer dizer que era mais sério do que pensei. Saber disso me dera a sensação esquisita de que eu realmente não o conhecia de verdade.

Mas balanço a cabeça como se para espantar o turbilhão de pensamentos que me invadem a mente. Não é da minha conta, não é problema meu. Fingiria que nunca tinha ouvido aquilo, é isso.

Queria dizer que dormi bem, que, apenas coloquei minha cabeça no travesseiro e dormi como um anjo, mas seria mentira. Depois daquela ligação uma inquietação insuportável deixou meu corpo elétrico. E fiquei me revirando entre os lençóis a madrugada inteira, inevitavelmente minha cabeça a mil. Acordei antes do horário de me arrumar pra ir pra escola, sequer notando o momento em que cochilei. Aproveitei o tempo de sobra pra tomar um banho demorado, lavar cada parte do meu corpo, e depilar os pêlos que cresciam com uma facilidade absurda. Vesti o uniforme, penteei os cabelos e os sequei pra que não pegasse resfriado, os prendi em um rabo de cavalo alto. Passei minha típica maquiagem leve, porque estava fora de cogitação chegar no colégio de cara limpa e arrumei minha mochila, colocando o celular de Jungkook de volta ali. O devolveria hoje.

Encontrei mamãe na cozinha preparando o café, já tambem arrumada para ir trabalhar.

- Bom dia. - Beijo sua bochecha como de costume e ela sorri, me encarando por baixo dos cílios espessos.

- Bom dia, meu amor. Caiu da cama, foi?

- Acordei mais cedo que o alarme. É um milagre. - Comento, concordando consigo, e sorrimos.

- Gabbe disse que seus amigos vieram ontem aqui. Eu fico muito feliz de saber que você está se enturmando de novo. - Deixa as panquecas sobre o prato e despeja o suco no copo, no nosso típico café da manhã ocidental que não deixamos pra trás.

- É. Eu... Tô melhorando. - Me sento à mesa.

- Não precisa ter medo de novos sentimentos e novas pessoas na sua vida, sim? Nós erramos e acertamos, é assim que é vida. - Assinto, guardando seu conselho.

- Pode deixar.

Conversamos por mais 20 minutos, antes de eu ir pra escola e enfrentar a tediosa aula de física. Yeri dorme na cadeira ao meu lado sem qualquer medo e eu apenas prendo o riso com os pequenos roncos que ela solta em pequenos intervalos. E assim as aulas decorrem vagamente até a última. A que me dá mais frio na barriga.

A tensão na sala dança é tão afiada quanto uma faca, mas eu tento não focar nisso, e apenas no que realmente interessa. Porque não estou ali pra dar atenção a besteiras.

- O tema desse ano meus caros alunos, é amor.- A professora sorri, os olhos buscando cada um de nós. A surpresa é palpável, tanto que os cochichos dos alunos só aumentam. - Vou ajudar vocês a montarem uma coreografia, vocês podem vir me consultar. Mas teremos um casal principal. Que vão ser escolhidos de acordo com o desempenho de vocês, e tem recompensa por isso. Então, se esforcem bastante. 

Assenti, ainda que travada e sentindo o olhar de Jungkook em minhas costas enquanto Jimin estava do meu lado.

A verdade é que eu queria correr. Assim que cheguei na sala, o alaranjado veio conversar comigo, felizmente o assunto gostar não veio a tona, e eu tentei não ficar tensa em sua presença. Saber que alguém gosta de você é estranho. Desde então, sinto o olhar de Jungkook queimar, o que me deixa desconcentrada.

- Me ajuda a me alongar? - Jimin pediu, e eu apenas assenti, ainda que temerosa. Meu Deus o que eu tô fazendo da minha vida? Segurei seus pulsos atrás das costas quando ele se virou e tentei ignorar o chiado incrédulo que ouvi lá atrás. - Você parece desconfortável. - Comenta, soltando um gemido dolorido logo após forçar mais o corpo pra frente.

- Hm... É só que, faz tempo que eu não danço, é um pouco difícil pra mim. - Seus músculos das omoplatas se tensionam com o enrijecimento, e é uma visão muito bonita.

- Entendo. - Se vira de volta e começa a alongar as pernas, decido fazer o mesmo, e por mais que minha flexibilidade seja boa, fazer aquilo depois de tanto tempo é doloroso. - Mas tenta fingir que não tem ninguém aqui, eu faço isso quando vou me apresentar.

- Vou fazer isso. - Sorrio verdadeiramente.

A professora nos colocou em um tipo de treinamento, tínhamos 2 dias pra ensaiar a coreografia de In My Feelings do Drake, como no desafio, e de acordo com o que tivesse mais "swag e carisma" seriam selecionados pra ficar na linha de frente e a partir destes seriam escolhidos os protagonistas. O treino em si não foi um terror como pensei, na verdade, Jimin tinha feito tanta graça que, eu esqueci da minha vergonha e consegui me soltar mais. Ainda que, estivesse longe do nível que tinha antigamente. Dança era a única coisa que me deixava confiante, onde eu libertava a melhor parte de mim, e eu tinha esquecido de como me sentia quando dançava.

Assim que o ensaio acabou, eu peguei minha mochila e fui pra o vestiário com o resto das meninas.

- Você dança muito bem, Sol. Com certeza vai ser uma das escolhidas pra ficar na frente! - GoWon elogiou e eu acabei sorrindo envergonhada.

- Obrigada, você também dança muito bem. - E era realmente verdade. Na verdade o pessoal da dança era muito talentoso, era difícil escolher quem era melhor ali.

Tirei a roupa de treino e tomei um banho refrescante pra tirar o suor do corpo, vestindo meu uniforme em seguida e me despedindo das poucas meninas que ainda estavam no vestiário.

E sorri depois de muito tempo, porque me sentia leve e bem comigo mesma. Parte da tensão que sempre sobrepôs minhas costas tinha sido tirada, e isso era tão revigorante que, tinha vontade de sair saltitando por ai.

Então, eu vi Jungkook.

Saia do vestiário masculino, e foi impossível não notar o torso forte ainda que magro desnudo, a bermuda que vestia deixava a barra da box vermelha charmosamente à mostra, e ele tinha a camisa jogada desleixadamente nas costas largas e percebi, com afinco, como ele possuía uma curva atraente na cintura fina.

Bagunçava o próprio cabelo pra tirar a umidade do pós banho, e eu suspirei, tomando enfim coragem.

- Jungkook. - Ele para no mesmo instante, vira o corpo em minha direção e sua expressão se torna taciturna assim que me fita. Faço um esforço pra não secar seu abdômen nu, porque meus olhos realmente pareciam atraídos pelo que viam. - Podemos conversar? - Paro a dois passos de distância e seus impenetráveis olhos negros estão inquietos.

- Sobre o quê? - Seguro a mochila com uma mão e tiro de lá seu celular o estendendo. - Pensei que tivesse perdido. - Comenta mais para si mesmo, os fios molhados estão em total desordem e mesmo assim o desgraçado ainda é bonito.

- Você deixou na minha casa, saiu com tanta pressa que esqueceu. - Deixo claro a minha acidez e o vejo arquear uma das sobrancelhas. Atraente. Minha mente traiçoeira faz questão de frisar. - Eu ainda espero inclusive uma explicação.

Ele cruza os braços sobre o peito e seu olhar oscila de mim para um ponto em meu busto. Seus braços parecem duas vezes maiores com o movimento. Observa-me em silêncio por um tempo e umedece os lábios rosados com a ponta da língua.

- Eu acho melhor você esquecer isso _____. - Fala, mas parece totalmente disperso e seu olhar cai pra meu busto novamente. - Você está fazendo de propósito? - Indaga, e quando seus olhos voltam a me encarar percebo a sombra sedutora que o cerca. Chega a ser animalesco.

Franzo o cenho e sigo a direção que ele olhara antes e prendo um grito na garganta quando percebo que deixei pelo menos dois botões mais abertos que o aconselhado e meu sutiã estava nitidamente aparecendo.

Que mico!

- S-Seu tarado! Porque você tava olhando??? Imbecil!

- Que culpa eu tenho se você ama tentar me seduzir? - Termino de fechar os botões com as bochechas quentes e o encaro de lado, com seu típico sorriso faceiro.

- Ah mas... Aish! Era só o que me faltava! Não fuja do assunto! - Rebato e abraço minha mochila de frente ao corpo quando me viro de volta para si.

- Não tô fugindo. O que você quer?

- Dá pra você se vestir? Eu sei que você adora se exibir, mas é desconfortável falar com alguém quase pelado.

Ele ri, mas por incrível que pareça e para o bem da minha sanidade veste a bendita camisa. Reparei que ele parece manso, apesar de ter me fuzilado durante toda a aula.

- Não sou eu que estava me exibindo agora a pouco. - Provoca e eu reviro os olhos impaciente e envergonhada.

- Tá, mas ainda quero a minha explicação.

- Hm, ok. - Assente quase obediente.

Me espanto.

- Ok?! Você tá mesmo concordando comigo?

- Tô. - Sorri simples, achando graça da minha expressão incrédula. - Mas tenho uma condição.

- Ah, sempre tem. Sabia que ai tinha coisa. -Resmungo. Ele prende o lábio em um sorriso maroto, quase infantil.

- Quero que vá a um lugar comigo amanhã.

- Que lugar?

- Surpresa. - Cantarola.

- Aish... Garoto... Eu tô de castigo. - Lembro.

Ele sorri, mas diferente do seu riso anterior este não possui nenhuma conotação de inocência, se achega como um verdadeiro predador atrás da sua presa e toca meu queixo com o indicador.

Prendo a respiração, em total tensão e encaro suas duas íris castanhas que intercalam entre as minhas. O cheiro de sabonete e pós banho toma o ambiente quando solto o fôlego devagar e sua presença inunda o ambiente de tal forma que não é possível se notar outra coisa.

- Ninguém precisa saber Sol. Esse vai ser o nosso segredo.




Notas Finais


Galero, a tia Ste vai ficar meio ocupada essa semana, por conta da minha mãe ir fazer cirurgia e eu ter que cuidar dela meio que vou ficar sem tempo e provavelmente o próximo capítulo não saia no prazo. E como ele vai ser longo eu vou precisar de tempo. Maaaaas, vou tentar atualizar na próxima semana, as atualizações vão desregular um pouco, pq eu vou postar assim que terminar capítulo, então pode sair um novo a qualquer hora!!
E eu tô muuuuuuuuuito feliz porque passamos dos 100 comentários, eu amo muito vocês! Obrigada por isso! Prometo dar sempre meu melhor ❤
E não deixem de comentar, amo ler os comentários de vcs, até mais 💕
xx


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