História Ruin - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Ashley Benson, Candice Swanepoel, Dominic Sherwood, Hailey Rhode Baldwin, Justin Bieber, Selena Gomez
Personagens Candice Swanepoel, Justin Bieber, Selena Gomez
Tags Jelena, Justin Bieber, Selena Gomez
Visualizações 106
Palavras 2.648
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!💞

Capítulo 1 - Costumávamos ser inseparáveis.


Fanfic / Fanfiction Ruin - Capítulo 1 - Costumávamos ser inseparáveis.

Flórida, Jacksonville, EUA

08h35min AM 

Selena Gomez POV 

Merda. Isso é bem triste. Eu estou péssima. Ergo a blusa, deixando a mostra minha barriga. Eu nunca estive tão magra antes. A visão é horrível de se observar, é o que Kaya, minha irmã, constata. Abaixo a blusa de uma vez, voltando para debaixo do edredom, onde a garota de cabelos castanhos claros estava. Ela beijou minha testa e deitou sua cabeça em meu peito.

Eu ouvi dizer que o tempo cura tudo. Não é o que condiz com minha experiência. Com o tempo, eu apenas percebi às vezes em que fui uma tola por eles. Eu só desejo ir para algum lugar onde eu não conheça ninguém e que ninguém me conheça também. Que ninguém olhe para mim e me reconheça como a garota que perdeu o namorado de anos para a melhor amiga. Eu queria que olhassem para mim e me vissem como uma garota normal. Não a que tem um coração partido. Eu odeio tudo que está acontecendo. Odeio tudo que eles fizeram comigo e ainda fazem. Odeio o fato deles terem brincado com os meus sentimentos da forma mais horrível que se pode fazer com alguém. Ninguém os ama como eu amo. Nunca traí, nunca menti e nunca coloquei ninguém acima deles.

Os meus dias ficam um pouco mais solitários. Noites ficam um pouco mais frias. O coração bate um pouco mais lento.

Eu soube que quando ele corre, corre para ela. Ele sempre correu para mim. Onde será que ele se esconde quando ela não é o suficiente para que sobreviva a noite? Nunca ficarei no meio de seus altos e baixos, pois sei que se ele não estiver comigo, sempre estará sozinho.

Eu julgava que o conhecia, quando apenas o amava. 

Acredito que consideração é o MÍNIMO que podemos ter com uma pessoa nos deixou entrar e conhecer um pouco do universo dela. Bem, assim acredito eu.

Ele sempre foi o que eu desejei. Foi por ele que eu esperei por tanto tempo. Vê-lo todos os dias estava aumentando meu desejo por ele. Foi com ele que eu imavinei viver, foi com ele que eu planejei estar sempre, de hoje até os próximos anos da minha vida. Mas, infelizmente algo estragou tudo, ele estragou tudo. Ele cuidou do meu coração, colou ele com toda delicadeza, deu todo amor e carinho, para no final de tudo jogar meu coração de um precipício, mais uma vez estou chorando pela sua ausência, será que fui gola em fazer planos? Acho que fiz apenas o que meu coração desejou, pensei por mim e por ele. Será que ele pensou em mim? Será que foram apenas sonhos de querer sempre acordar ao seu lado? Eu sonhei isso tudo sozinha. Posso dizer-lhe de coração aberto, esse ainda é o meu desejo, mas infelizmente não foi o dele. 

Às vezes, a vida te mostra da forma mais dolorosa, que algumas pessoas não foram feitas para fazerem parte da sua vida. 

E o que restou de nós? Uma combinação de lembranças do que fomos e dos que poderíamos ter sido. 

Eu percebi que já não era mais tão meu, no instante em que passei na esquina e senti ele seu perfume peculiar, no momento da depsida quando larguei sua mão, as poucosz apertando forte as pontas dos dedos, como se estivesse deixando contigo  melhor parte de mim, talvez estivesse deixando mesmo. Naquele lugar novo que conheci, e pensei o quanto você gostar de estar ali também. Até mesmo nas minhas loucuras caseiras, quando conto a Kaya, ao gato, ao peixinho do aquário e a parede do meu quarto, o quanto ele me fazia bem. 

Mas ela usa mini-saias, eu uso camisetas. Ela era líder de torcida e eu ficava na arquibancada, sonhando com o dia em que ele iria acordar e descobrir que o que ele tanto procurava esteve aqui o tempo todo. Se ele visse que sou eu quem entende ele e estive aqui o tempo todo, então por que ele não vê? O seu lugar é comigo. E só comigo. Mas sou sensata o suficiente para perceber quando não sou mais necessária. E eu não sou mais. Oro para o dia em que eu possa me livrar dessa febre doentia que sinto por ele. É intoxicante. 

Ele disse que me amava. Eu disse que o amava também. O que aconteceu com isso? Todas as suas promessas e todos os planos que tínhamos. Continuo a me perguntar o que aconteceu com isso. Bom, se foi.

O amor vai lembrar.

O amor vai lembrar.

O amor vai lembrar.

O amor vai lembrar.

O amor vai lembrar.

É o que eu tenho repetido para mim mesma nos últimos tempos, mas sei que antes de amá-lo, preciso amar-me muito mais.

As viagens que sonhávamos em fazer.

As tachinhas deixadas no mapa, está tudo dentro de uma caixa no porão, esperando para irem para a lixeira. É tudo o que posso fazer por um nós que não existe mais. Quando tudo o que tinha não era nada, ela estava me tomando o nada também. E eu deixei ir. Ele já não me amava mais. Agora, ela é a única garota aos seus olhos. A sua garota.

Seguimos em frente tentando esquecer.     Costumávamos ser inseparáveis.

Eu costumava pensar que eu era insubstituível. Nós iluminamos o mundo todo antes de explodi-lo. E eu ainda não sei como nós estragamos tudo. Como foi que todo o amor que sentimos um pelo outro foi capaz de acabar simplesmente. 

Nunca espere nada de ninguém, nunca espere nada de ninguém. Era isso que eu repetia todas as vezes ao acordar. E então ele chegou com seu sorriso perfeitamente idiota, derrubou minhas paredes, fez com que eu caísse por ele, e, então, tudo estava em ruínas.

 

— Você não pode ficar assim. – minha irmã mais nova profere, baixo, eu concordo com ela, mas não sei como melhorar.

— Ele poderia ter me amado, sabe? Eu o amei, acho que da melhor forma que se pode amar alguém que não é seu. – sussurro, mantendo minha atenção fixamente na parede branca do meu quarto.

— Nunca, em hipótese alguma, se culpe por aquilo que não dependia de você. – o que ela diz-me está certo, agora sei disso, mas antes, antes eu achava que estava ao meu alcance, que eu poderia ter impedido, que eu poderia ter feito eles cair na real e perceberem que aquilo me matou e ainda tem me matado de forma lenta e dolorosa. – Você merece alguém que te ame a cada batida de seu coração, que ame cada pedacinho seu, principalmente e inclusive sua falhas.  

Eu procurava ser tão boa para ele, chegava a passar por cima de coisas que eu achava que eram essenciais e boas só para vê-lo feliz. E nunca, nunca era o suficiente. Quer dizer, não foi. Eu ficava o olhando paralisada. Tenho quase certeza que minhas pupilas ficavam a ponto de explodir dentro de meus olhos. Ele pedia para eu parar, corava como se tivesse toda uma multidão como os olhos fixos em ti, mas era só eu, eu e todo meu amor gigante e gritante que enxergava cada pedacinho de seu rosto como o mais delicado, frágil e precioso. Eu mal podia desviar minha atenção.

Sabe quando você encontra algo e sente que nunca mais vai encontrar igual, em nada e nem em ninguém? Eu não podia parar, não podia perder nada, nenhum detalhe sequer.

Agora eu perdi, e às vezes sinto como se cada dia fosse um dia perdido, simplesmente por não poder o olhar. E eu senti pena. Foi isso. Pena. A pior coisa que se pode sentir por alguém. Por mim mesma.

Mas eu fiquei quietinha, o esperando, rezando para que visse que amor maior que o meu não tem. E agora estou assim, meio morta por dentro.

Odeio estar loucamente apaixonada por ele, odeio quando ele dá aquele sorriso maravilhoso e acaba comigo ou quando ele passa a mão pelos cabelos incontáveis vezes em apenas um único minuto e me deixa louca. Odeio como os joelhos dele são perfeitos, odeio como ele lambe os lábios antes de falar, odeio o som da risada dele, odeio a aparência dele enquanto ele dorme, odeio ouvir músicas que me lembram ele. Odeio como ele me faz sentir agora: como se ainda pudesse existir um “nós”, quando na verdade, nós não existimos mais faz tempo, como se meu mundo estivesse preso ao dele e de alguma forma qualquer coisa que ele faça não me faz deixar de gostar dele. Odeio quando ele cochicha em meus ouvidos e me faz arrepiar, odeio o jeito dele, odeio quando ele pisca para mim como se estivesse me chamando quando na verdade não está. Odeio sonhar com ele e toda a vez que acordar desejar do fundo do coração que ele esteja comigo todos os dias; odeio quando ele me abraça e meu coração começa a bater cada vez mais rápido e mais forte; odeio quando ele me beija e faz meu corpo todo estremecer; odeio como a boca dele fica depois de uma risada. Odeio olhar nos olhos dele e não saber o que eles querem me dizer e odeio ver todos os filmes simplesmente por saber que sempre, todo o sempre irei lembrar dele. Dizem que para esquecer alguém que você goste muito, você precisa transformá-lo em literatura. Sendo assim, escreverei livros minha vida toda e mesmo assim não conseguirei me livrar dele.

— Talvez seja melhor seguir em frente, em vez de se agarrar em coisas que não podemos mudar. – silenciosamente, eu concordo em ela. As coisas nunca voltaram a ser como eram antes. Prefiro assim. Eu era uma idiota. Ainda sou. – Acorda, toma um café, penteia esse cabelo e saiba que você não precisa de mais ninguém para ser feliz. O mundo é seu.

Eu olho para seus olhos castanhos esverdeados. Eles estão transbordando em lágrimas. Eu choro também. Posso ver em seu olhar o quanto ela me ama e não quer eu eu morra tentando me recuperar. Estou em ruínas e sei, sei em meu interior que ela odeia essa versão de mim. Dramática. Triste. Acabada. É tudo que me tornei. 

Mas eu ainda me lembro do sorriso dele. Amo todos eles, inevitavelmente, ainda está impregnado por toda minha mente, do mais charmoso até o mais misterioso, do mais cínico até o mais romântico. Eu amo tuas expressões, tuas fases, os teus charmes discretos e os teus sorrisos encantadores. Eu amo a delicadeza de seu toque, o mistério de seus olhos, o desejo lacrado de tua boca, os teus pelos dos braços eriçados. Eu amo a calma que tua voz me passa. É de uma calmaria só. Ele é meu calmante. Não há coquetéis de remédios no mundo que substitua o remédio da tua voz, dos teus olhos, do teu toque. Da tua presença. E… eu amo isso, infelizmente. De alguma forma, ele é o meu prazer involuntário. Venho tentando dar um fim nisso.

Eu achei que quando passasse o tempo, eu achei que quando eu finalmente o visse tão livre, tão forte e tão indiferente, eu achei que quando eu sentisse o fim, que achei que passaria. Não passa nunca, mas quase passa todos os dias.

Eu oro para amanhã ser um dia bom. Vou tentar me querer bem, mas nesse exato momento estou me permitindo encostar a cabeça no travesseiro e sentir sua falta.   

— Caso ninguém tenha lhe dito hoje, você é bonita, você é amada, você é necessária, você é forte e você é o suficiente. E nada vale a pena se você não está feliz. – a calmaria em sua voz parece vir de outro planeta. E ela vem baixa, muito baixa, sorte que a casa está em um completo silêncio.

— Peço desculpas pela intensidade. Tudo para mim é multiplicado por cem, dos amores as dores.

— Sei bem disso. Oito ou oitenta, certo? – ela brinca. Kaya me conhece muito, muito bem.

Mas é que eu me conheço também, entende? Nunca vou ao final de nada, porque sou medrosa, sou egoísta e maluca. Se eu perder, não consigo dizer que dói, que aquilo foi importante. Não sei remar, falar de forma clara, mas tento, não consigo abraçar sem que me peçam isso. Eu sou fraca. Vejo as pessoas indo embora e aceno de volta. Mesmo que eu chore, eu nunca digo. E quando eu o conheci, eu pensei: nem os céus podem me ajudar agora.

Tudo ao meu redor está tão vazio e triste que até a lockscreen do meu telefone é sobre tristeza: “você já desejou a felicidade? Se felicidade é apenas algo momentâneo, quer dizer que a tristeza também é, certo? Então, por que a minha não passa? Até nos momentos que quase chego a sentir tal felicidade, em segundos, tudo se torna triste de novo. Eu não sei evitar.”

É um inferno o que eu estou vivendo.

Estou começando a me convencer que não existo. Eu sou o espaço entre o que eu gostaria de ser e o que os outros fizeram de mim. E eu lamento. Lamento por ter sido fraca, por não ter lutado por tudo que eu acreditava e ainda acredito. Lamento por não ter sido auto suficiente para perceber antes que não preciso de quem não queira estar comigo.  

O problema é que queremos que as pessoas entendam como estamos nos sentindo, mas a verdade é que nem nós mesmos sabemos. O problema é que existem pessoas que se importam, mas não acreditamos em nenhuma delas. É uma espécie de paradoxo. Fugimos na intenção de que alguém nos procure e peça para ficar. Não dizemos, mas queremos que percebam. É confuso, é complicado. O problema é sermos humanos, o problema é que temos sentimentos.

E eu ouvi por aí que amar não significa aceitar as porcarias que as pessoas despejam na gente. É. Isso está certo.

Sinceramente, eu os desejo amor. Que dure. Que cure. Que alegre. Que seja. Também os desejo um relacionamento bonito. Que compense. Que valha. Que marque. Que seja. E, no futuro, também desejo uma família estável. Que cresça. Que some. Que esteja. Que seja. E, por último, também desejo uma boa memória. E que ela o lembre todos os dias que comigo poderia ter sido muito melhor. E seria.

— Você não precisa passar por isso sozinha. – ela diz, enrolando uma mecha de meu cabelo em seu dedo. – Eu estou aqui e quero dizer para você ser uma boa pessoa, mas não perca seu tempo provando isso para ninguém. Você é aquilo que ninguém vê. Uma coleção de histórias, estórias, memórias, dores, delícias, pecados, bondades, tragédias, sucessos, sentimentos e pensamentos. Se definir é se limitar. Você é um parêntese em aberto, enquanto sua eternidade durar.

— Eu queria que o tempo passasse rapidamente, sabe? Tipo, que nós piscassemos e já tivesse se passado dois ou três anos. Mas não é assim. As dores ainda estão aqui, fazendo o que fazem de melhor: doendo.

É claro que ninguém nunca vai ser como a gente espera. É claro que precisamos fechar um olho, fingir que não ouvimos determinadas coisas, deixar passar batido outras tantas. Mas eu nunca fui de entender as coisas erradas, mas quando eu percebi o que estava acontecendo, quis enganar a mim mesma, dizendo que estava errado, que eles nunca me magoariam daquela forma. Eu me dei mal pra caralho. E eu soube que o amor não some só porque você declara que vai seguir em frente.

Eu queria fugir. Queria fugir para o fim do mundo, onde ninguém lembraria de mim, onde eu pudesse estar afastada de todos, mas me veio uma reflexão: não dá para fugir de si mesmo.

Bom, chega de melodrama, já foi o suficiente. Querem saber porquê disso tudo, certo? Eu também quero contar. Certo, sente-se, acomode-se, vou te contar como minha melhor amiga e meu namorado me traíram.


Notas Finais


🌸Hello, bebês!🌸

Sei que estou há um tempinho sem atualizar minhas outras fanfics, mas eu gostaria muito que você vissem está aqui, que é meu mais novo chodozinho.
Tive a ideia para fazê-la depois depois de ouvir Ruin, do Shawn que eu realmente amo mesmo. Não tenho dias previstos para postar, mas é provável que eu poste nas sextas-feiras.
No próximo capítulo eu ponho as fotos dos personagens, ok?

Beijos!


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