História Ruin Of Hogwarts - Capítulo 7


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Categorias Harry Potter, The Originals
Personagens Alvo Dumbledore, Antíoco Peverell, Bellatrix Lestrange, Blásio Zabini, Cedrico Diggory, Cho Chang, Córmaco Mclaggen, Cornélio Fudge, Dama Cinzenta, Dino Thomas, Dolores Umbridge, Draco Malfoy, Elijah Mikaelson, Ernesto Macmillan, Esther Mikaelson, Fenrir Greyback, Fílio Flitwick, Finn Mikaelson, Fred Weasley, Freya Mikaelson, Gellert Grindelwald, Gina Weasley, Godric Gryffindor, Gregory Goyle, Gui Weasley, Harry Potter, Hayley Marshall, Helena Ravenclaw, Helga Hufflepuff, Henrik Mikaelson, Hermione Granger, Hope Mikaelson, Horácio Slughorn, Ignoto Peverell, Jorge Weasley, Klaus Mikaelson, Kol Mikaelson, Lílian Evans, Lord Voldemort, Lucius Malfoy, Luna Lovegood, Minerva Mcgonagall, Molly Weasley, Mundungo Fletcher, Murta Que Geme, Narcissa Black Malfoy, Neville Longbottom, Newton Scamander, Pansy Parkinson, Pedro Pettigrew, Remo Lupin, Ronald Weasley, Rowena Ravenclaw, Rúbeo Hagrid, Salazar Slytherin, Severo Snape, Sirius Black, Tiago Potter, Tom Riddle Jr., Vincent Crabbe
Tags Crossover
Visualizações 41
Palavras 2.500
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Theory Of Defense


Fanfic / Fanfiction Ruin Of Hogwarts - Capítulo 7 - Theory Of Defense

Após a aula de Poções com o insuportável Severo Snape, a aula de Adivinhação foi bem tranquila, apesar da professora Trelawney dizer a Harry que algo ruim aconteceria com ele nos próximos dias. Sibila Trelawney era uma mulher magra e alta, que usava pesados chales e brilhantes correntes de contas, e sua sala tinha um cheiro enjoativo e muito forte.

Ao entrarmos na sala de Defesa Contra As Artes Das Trevas, a mesma mulher que interrompeu Dumbledore na noite anterior estava sentada na cadeira atrás da mesa e observava cada um de nós entrar e sentar nas fileiras designadas para cada casa presente. Novamente eu me sentei ao lado de Katherine e coloquei minha varinha sobre a mesa. Depois que todos entraram e se sentaram ela se levantou.

— Bem, boa tarde — ela disse e todos os alunas responderam em um baixo uníssono. — Tsc, tsc. Não poderia ser assim, agora, poderia? Eu gostaria que vocês respondessem "boa tarde, professora Umbridge." Agora repitam, por favor. Boa tarde, turma.

— Boa tarde, professora Umbridge — ecoou pela sala.

Eu a encarei incrédula. Quem essa mulher pensava que era? Pelo visto eu teria um longo, longo processo para lidar com essa aula em especial.

— Agora sim — disse docemente. — Não foi tão difícil, foi? Agora varinhas guardadas e penas na mão, por favor.

Varinhas guardadas? Sério? Ela estava achando que os alunos fariam feitiços como? Com o poder da mente? Que eu saiba, eu sou a única aqui capaz disso. Ela sorriu brevemente e se virou para pegar a pequena bolsa, também de cor rosa, da qual retirou sua própria varinha. Ao ter a varinha em mãos, ela caminhou até o quadro negro e com um leve toque do objeto mágico as seguintes palavras apareceram:

"Defesa Contra As Artes Das Trevas, Um Retorno aos Princípios Básicos".

— Agora, seus ensinamentos nesta matéria têm sido constantemente interrompidos, não é? — disse ela se virando para a classe. — A constante mudança de professores, muitos dos quais parecem não ter seguido nada do currículo aprovado pelo Ministério, fez vocês estarem infelizmente muito abaixo do nível que esperamos de vocês esse ano de N. O. M. s. Vocês ficaram felizes em saber, entretanto, que esses problemas agora serão retificados. Nós vamos, esse ano, estar seguindo um curso de defesa mágica bem estruturado, teoricamente centrado e aprovado pelo Ministério. Copiem isso que segue, por favor.

Quando ela tocou o quadro negro novamente, a primeira mensagem foi substituída.

"Propósito do curso

- Entendimento dos princípios básicos da Magia defensiva;

- Aprender a reconhecer situações onde a magia defensiva pode ser legalmente utilizada;

- Colocando o uso da magia defensiva em um contexto para uso prático."

— Todos tem uma cópia de Teoria da Defesa Mágica, de Wilbert Slinkhard? — ela perguntou após perceber que todos já haviam copiado.

A classe murmurou em consentimento, mas sem muita emoção.

— Acho que teremos que tentar novamente — disse. — Quando eu fizer uma pergunta, gostaria que respondessem "Sim, professora Umbridge". Então, todos tem uma cópia? — tornou a perguntar.

— Sim, professora Umbridge.

A classe disse, mas eu me mantive em silêncio. Desde que ela perguntara do livro a minha mente vagou para uma cidade nos Estados Unidos, onde o melhor "professor" que eu tive se encontrava agora. Bill Skarsgard, era professor de Biologia na Mystic Falls High, e na minha opinião o melhor professor da escola. Mesmo com o antigo professor de História sendo o Alaric, e um dos melhores, Bill ganhava de lavada. Sem falar que ele é extremamente lindo e mais outras coisas que eu prefiro não comentar.

Após alguns segundos e passos secos e pesados se tornarem mais altos, eu pude sair de meu breve transe e notei que ela se encontrava parada em minha frente.

— Algum problema, querida? — perguntou a mulher, que de perto lembrava um sapo.

Eu a encarei por alguns segundos, mas decidi que era melhor recuar e agir como Dumbledore esperava que eu agisse. Eu não poderia quebrar o pescoço dela no dia de aula na frente de toda uma turma de alunos com quinze anos.

— Não, senhora professora. Eu só me distrai.

Ela assentiu levemente e retornou a sua mesa.

— Ótimo. Gostaria que vocês abrissem e lessem a página cinco, capítulo um, Básico Para Iniciantes. Não será preciso falar.

Dito isso, ela se sentou e começou a fazer as próprias anotações. Eu abri a porcaria do livro de capa vermelha em minha frente e comecei a ler, ou fingir que lia. Eu não acredito que uma das melhores aulas de Hogwarts se tornou isso. Parece que eu estava tendo outra aula de História da Magia, mas três vezes mais insuportável. Por mais que eu me esforçasse, eu percebi que não estava com vontade nenhuma de ler aquele livro, e pra ser sincera, eu não estava com vontade de estar nem aqui. Me lembre novamente, por que eu preciso fazer aulas contra as Trevas, se meus irmãos e eu fomos e somos grandes causadores do mal? O quão irônico isso soa? Eu já podia imaginar a cara de Kol se um dia soubesse. Ele tiraria sarro de mim por anos.

Desisti de tentar ler as palavras, que eu tinha certeza que já havia lido mais de três vezes nos últimos dois minutos, e abaixei a minha cabeça. Eu me arrependi imensamente de ter deixado meu celular no quarto. Seria um salva-vidas agora. Eu colocaria os fones e me perderia escutando a maravilhosa voz de Alex Turner cantando as músicas do Arctic Monkeys.

— Você deseja saber algo sobre o capítulo, querida? — a voz forçadamente melodiosa me trouxe de volta.

Ao olhar pela sala eu vi que uma garota de cabelos castanhos bem cheios tinha a mão erguida.

— Não sobre o capítulo, não — respondeu a garota.

— Bom, agora nós estamos lendo — disse Umbridge. — Se você tem outras dúvidas nós podemos lidar com isso no final da aula.

— Eu tenho uma dúvida sobre os propósitos do curso.

A professora pareceu se questionar se realmente responderia a garota.

— E seu nome é?

— Hermione Granger — disse a garota.

— Bom, srta. Granger, eu acho que os propósitos do curso estão bem claros se você os ler cautelosamente — declarou a mulher vestida de rosa.

— Bem, eu não acho isso — retrucou a garota asperamente. — Não há nada ali escrito sobre feitiços defensivos.

E de repente a aula pareceu ficar mais interessante. A sala de repente ficará mais quieta que antes e vários alunos, inclusive eu, encaramos o quadro novamente lendo os três tópicos que estavam ali.

— Usar feitiços defensivos? — indagou a professora. A garota assentiu vigorosamente. —Porque não vejo nenhuma situação que seja necessário usar feitiços em minha aula. Você certamente não estaria esperando ser atacada durante a aula, srta. Granger.

— Nós não vamos usar magia? — perguntou em um tom elevado de voz, o mesmo garoto que rira do que eu disse a Snape.

— Estudantes levantam suas mãos quando desejam falar em minha aula, Sr...? — ele ignorou completamente a pergunta do rapaz.

— Weasley — disse ele ao levantar a mão.

Dolores virou de costas com um sorriso estampado no rosto, ela não pode ver que Harry e Hermione levantaram as mãos.

— Alguma outra coisa que queria saber, srta. Granger? — disse ao se virar.

— Sim. Claramente todo o objetivo de Defesa Contra As Artes Das Trevas é praticar feitiços defensivos — constatou a garota em tom óbvio.

— Você é uma expert educacional treinada do Ministério, srta. Granger? — disse a professora com o tom agora mais defensivo.

— Não, mas... — as palavras da garota foram interrompidas.

— Então temo que você não esteja capacitada para discutir "todo objetivo" de qualquer curso. Bruxos mais velhos e espertos que você aconselharam nosso novo programa de estudos. Vocês estarão aprendendo sobre feitiços defensivos de uma maneira livre de riscos — disse a professora satisfeita com a expressão de desistência da mais jovem.

— Que uso tem isso? — a voz de Harry se sobressaltara. — Se formos atacados, não vai ser em...

— Mão, senhor Potter — a voz de Umbridge atingira um tom mais agudo.

Ao levantar a mão Harry foi claramente ignorado pela professora.

— E o senhor é? — ela perguntou à um rapaz de pele escura que levantara a mão.

— Dino Thomas —disse.

— Bem, sr. Thomas?

— Bom, é como Harry disse, não é? Se formos atacados não vai ser em um ambiente livre de riscos — ao terminar a frase, o rosto dela agora começou a alcançar um tom mais rosado.

— Bom, sr. Thomas, eu devo repetir. O senhor espera ser atacado na minha aula? — disse a mulher por quem a minha antipatia crescia a cada segundo.

— Não, mas...

— Eu não desejo questionar a forma com que as coisas estão correndo nesta escola, mas vocês têm sido expostos a bruxos muito irresponsáveis nesta matéria. Para não mencionar — começou e um sorriso de escárnio rasgou-lhe os lábios —, raças extremamente perigosas.

— Se você está falando do professor Lupin — retrucou o rapaz, com raiva. — ele foi o melhor que nós...

— Não, sr. Thomas. Como eu ia dizendo, vocês foram introduzidos a feitiços que foram complexos, inapropriados para a sua idade e potencialmente letais. Vocês foram levados por meio a acreditar que poderiam ser atacados a cada dia...

— Mas é para isso que essas aulas servem, não? Para que possamos aprender a lidar e saber revidar caso aconteça — eu disse e ela me ignorou. Idiota.

A mesma garota tornou a falar, mas Umbridge que andava imponentemente pela sala repreendeu a garota por não ter levantado a mão.

E nisso ela começou a falar de um outro professor, creio que o anterior, sobre como ele apresentou à turma Maldições Imperdoáveis. E o rapaz de pele escura continuará a falar com a professora de forma, um pouco mais autoritária agora. Eu decidi me desligar do que acontecia.

A mulher era uma vadia arrogante que se acha a dona da verdade. O que me trouxe de volta ao ambiente e a discussão foi a voz de Harry.

— E que bem a teoria pode fazer no mundo real? — O rapaz tinha o punho erguido.

— Isso é a escola, sr. Potter, não o mundo real — disse a professora andando cada vez com mais imponência dentro da sala.

— Então não devemos estar preparados para o que está nos esperando lá fora? — retrucou Harry.

— Não há nada lá fora — impaciente, a professora disse.

— Ah, é? — Harry a questionou sem hesitar.

— O que poderia atacar criancinhas, sr. Potter? — o sorriso de escárnio agora tomava grande parte de sua face.

— Não sei, talvez Lorde Voldemort.

A menção do nome do bruxo teve diversas reações ao redor da classe, e todas pareciam transapassar a mesma coisa: medo.

— Ele não está errado. Se nós temos uma aula onde o intuito é que aprendamos a nos defender, qual é o sentido de ficarmos sentados lendo sem usar a porcaria de uma varinha? — disse atraindo a atenção dela toda para mim quando notei que ela estava próxima demais do rapaz.

— Eu já disse que para falar em minha aula é necessário que sua mão esteja levantada — disse.

— Eu acho que você está com medo, não porque é regida pelo Ministério, mas sim porque você sabe que se cada um de nós soubermos o suficiente para nos defendermos, pode acontecer muitas coisas contra seu amado Ministério em um futuro próximo — ela se aproximou de minha mesa.

— Eu não me lembro de ter lhe dado permissão para falar — ela disse e se abaixou presunçosamente diante de mim.

— Que bom, porque eu também não me lembro de ter pedido — sorri cinicamente e ela num romper inesperado bateu as pequenas mãos gordas na madeira maciça da mesa.

— E você quem seria? — Dolores perguntou, e ao ver pelo tom de sua pele, aquilo não sairia barato.

— Marianna Villegas — disse.

— Bom, Srta. Villegas, você pode fazer companhia ao Sr. Potter na detenção.

— Detenção por estarmos dizendo a verdade? — disse Harry tendo novamente a atenção da mais velha sobre si.

— Não é verdade, sr. Potter. Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado não retornou. Você está mentindo.

— Não é mentira — tentou o rapaz novamente. — Eu o vi. Eu lutei com ele.

— Você é hipócrita, Dolores. Defende um Ministro e Ministério que vai ser a primeira coisa a cair quando ele realmente se mostrar — a minha voz saiu um quarto mais alta do que eu esperava.

— DETENÇÃO! PARA OS DOIS.

— Então de acordo com você, Cedrico Diggory caiu morto no chão sem mais nem menos — disse Harry ao notar que a mulher ainda continuava a tentar argumentar.

— Cedrico Diggory foi assassinado, e você ainda quer contra-argumentar — respondi a ignorando.

— A morte do sr. Diggory foi um trágico acidente — disse a professora tentando se acalmar.

— Trágico acidente é a sua ignorância e incompetência — rebati e ela veio até a minha mesa com a varinha apontada para meu rosto.

Desta vez nem uma mosca que voasse por ali ousaria fazer barulho. A ponta da varinha curta tocava a minha bochecha direita e ela tinha os olhos fixos nos meus. Eu não me movi, mas também não desviei o olhar. Ela começou a forçar a ponta do objeto contra a minha pele e quando ela tentou fazer mais uma vez, eu fiz um leve tremor de vermelho cruzar os meus olhos e pequenas veias apareceram embaixo dos mesmos. Não foi possível todos verem, mas eu tenho certeza absoluta de que Dolores vira o suficiente e se assustou, porque no segundo seguinte ela rapidamente tirou a varinha de perto de mim e se afastou.

— Srta. Villegas e sr. Potter, detenção. Na minha sala às cinco da tarde. Sem atrasos — disse a mulher. — Menos dez pontos para Corvinal e Grifinória.

Depois das últimas aulas que eu tive, eu juntei as minhas coisas e fui para a sala da coisa que eu chamo de professora. Ao entrar na mesma, Harry já se encontrava sentado.

— Você não me deu tinta — disse o rapaz de cabelos rebeldes.

— Você não vai precisar — ela disse e se virou para mim. — Srta. Villegas, sente-se ao lado do senhor Potter, por favor e pode pegar uma das penas e um pedaço de pergaminho. Eu não desejo ouvir a voz de nenhum dos dois.

Depois de me ajeitar de forma "confortável", eu percebi que ela ainda não tinha me dito o que escrever.

— Desculpe, professora, mas o que eu devo escrever? — perguntei e ela se virou para a janela.

— Escreva a frase: "eu não devo apoiar mentirosos" — e com isso o silêncio se fez presente novamente.


Notas Finais


See ya next week, folks


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