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História Ruína - Jungkook - Capítulo 10


Escrita por: junggukier

Notas do Autor


Aproveitem o capítulo ♡

Capítulo 10 - Sonho


A lua quarto crescente segue da lua nova, e é especifica para ações e tomadas de atitudes. Sendo assim, cada um deve por em pratica suas reflexões durante a lua nova e aprender a dicernir o real do ilusório.

Mas naquele dia de lua crescente, Elizabeth já não sabia mais o que era real e o que era ilusão dos seus sonhos. Uma vez que, aquele sonho já perpetuava suas noites constantemente.

Eu tenho o que você quer.

O problema daquela fala que surgia sempre da escuridão, é que de fato ela realmente tinha o que Elizabeth queria – embora não soubesse o dono da voz –.

Ela tinha explicações, e tinha Jungkook, refém.

Os cenários eram diferentes, cada vez mudava de lugar. Um galpão, um armazém abandonado, uma casa em chamas, a floresta, o lago. Mas o fim era sempre o mesmo.

Antes, era só um sonho vago que se repetia vez ou outra, agora, era só dormir que as cenas perturbadoras vinham.

Por vezes acordava no meio da noite com falta de ar e suando frio, tremendo e com medo. Por vezes precisou se acalmar sozinha para não acordar sua tia. O sonho estava se tornando intenso, fazendo-a não saber distingui-lo da realidade, e com isso Elizabeth estava se reduzindo ao regresso, sentindo medo constantemente.

Como todas as outras vezes, Jungkook ainda estava amarrado à uma cadeira, e Elizabeth obrigava seu corpo a despertar, pois ela não suportava mais ver Jungkook morrer em seu sonho.

Como todas as outras vezes, Elizabeth não conseguia salvá-lo.

Suas noites já não eram mais tão prazerosas, não acordava de bom humor, seu rosto expunha suas olheiras e seu corpo já não aceitava comida tão bem.

Allina insistia em suas mensagens que Elizabeth dissesse o motivo de tanta reclusão, e presumia que ela e Jungkook tivessem brigado.

Ele, por sua vez, lhe mandava mensagens e fazia ligações algumas vezes ao dia. Mas Elizabeth simplesmente não se sentia bem para atendê-lo. Então o ignorou, por nove dias. E em nenhum desses dias ele não ousou ir até a casa de Elizabeth. Não que ela esperasse que ele o fizesse, afinal, era ela quem estava o ignorando. Mas Elizabeth sentia falta dele, do beijo, do toque, do abraço protetor.

Rosa mostrava-se preocupada, assim como Allina que estava mais próxima a Elizabeth do que Jay. Os dois não se falavam muito bem a dias.

– Coma pelo menos um pouco, você está beirando a desnutrição. – Rosa empurrava uma tigela de angu com ovos recém preparada para a mais nova, esta que ignorava totalmente.

– Que exagero.

Naquela noite Elizabeth estava pior. Não saira do quarto sequer uma vez, seu corpo tinha súbitos de tremedeira e a visão ficava turva. Não atendeu ligações de Jungkook nem de Allina novamente, muito menos conversou com sua tia que insistiu em saber o que está acontecendo.

Às oito e meia da noite, desceu para a cozinha para tomar água e logo voltaria para seu quarto onde passaria um bom tempo, como nos últimos dias, se não fosse por Rosa lhe prendendo e tentando obrigá-la a comer.

– O que deu em você? – Rosa insistiu.

– Quero ficar sozinha.

– Você e Jungkook terminaram?

– Você adoraria, né. – Elizabeth finalmente olhou nos olhos da tia e sorriu sem humor.

– Eu quero o seu bem, só precisa me dizer o que está acontecendo. Por favor, converse comigo. – Rosa puxou uma das cadeiras envolta da mesa e fez sinal para que Liz fizesse o mesmo.

– Eu não quero conversar.

Elizabeth não estava mais confiando em Rosa. Passara a suspeitar dela e qualquer passo que ela dava. Nas últimas semanas, sua tia saia durante a noite e voltava horas depois, falava ao telefone sussurrando. Elizabeth sabia que ela estava escondendo algo, mas não fazia ideia do que era.

– Foi o Jungkook?

– Esqueça Jungkook, que inferno. Eu não quero conversar, pode respeitar isso? Por que ninguém me ouve? Vocês estão sempre querendo fazer escolhas por mim, me dizendo o que eu devo ou não fazer, usando como desculpa que querem o meu melhor. – Elizabeth gesticulava e gritava para Rosa, que estava com os olhos arregalados. – Eu preciso de um tempo longe de todos vocês, estão me cansando.

– Se acalme.

– Sei que pensa que eu sou um caso perdido, uma problemática. Eu juro que não queria ser assim, eu não queria te dar tanto trabalho, mas eu simplesmente não tenho para onde ir. – Elizabeth sentia sua cabeça latejar de dor e seus olhos lacrimejarem. – Então, tia, eu não quero conversar, pois eu sei que você vai querer impor sua autoridade e me fazer pensar que eu estou errada, que eu devo mudar. Vai me pedir para ir a igreja, vai rezar por mim e vai me dizer que Deus vai iluminar meu caminho. Você se engana, Rosa, quando acha que Deus ainda olha pra mim.

– Céus, Elizabeth, o que deu em você? Não diga isso. – Rosa se levantou e caminhou em direção a sobrinha.

– Eu só quero ficar sozinha, por favor. – Falou com a voz embargada.

– Oh, minha querida. – A mais velha envolveu a outra num abraço apertado e afagou seus cabelos, aquilo fôra o estopim para Elizabeth se desmanchar em lágrimas.

– Eu não sei o que há de errado comigo. – disse em meio aos soluços.

No fundo, ela queria contar sobre seu sonho, queria poder colocar pra fora sua angústia. Mas não confiava em sua tia para isso.

Mais tarde, depois de convercer sua tia de que ela não queria comer, subiu para seu quarto onde ficou vasculhando seu celular. Vez ou outra relia as mensagens preocupadas dos amigos e de Jungkook, mas não tinha cabeça para responder nenhuma delas. Seu corpo estava cansado, sentia seus olhos pesarem, mas não poderia dormir. Sabia que se o fizesse, aquele sonho lhe atormentaria de novo.

Caminhou pelo quarto em círculos, olhava pela janela, deitava na cama. Elizabeth estava inquieta, cansada e preocupada. Não dormia há quase 30 horas, seu corpo precisava de um descanso.

Seu celular em cima da cama começou a tocar incessantemente, a ligação caia e logo voltava a tomar de novo. Elizabeth ponderou por um instante, fitando o celular, em seguida o alcançou e viu no visor que era Jungkook a ligar. Por fim, ela atendeu a ligação e levou o celular ao ouvido.

– Oi. – Falou baixo.

– Caramba, Elizabeth, o que aconteceu? Por que tá me ignorando?

– Desculpa, eu não tô muito bem.

– Jura? Podia ter me avisado. Eu te liguei tantas vezes, mandei mensagem, você nem deu sinal de vida. Tem noção de como eu fiquei preocupado?

– Eu sei, desculpa. – Elizabeth dizia ao telefone sem muito ânimo, com a voz fraca e a cabeça abaixada fitando o chão.

– Tudo bem, eu só quero te ver. Pode vir aqui fora?

– Você tá aqui? – A mais nova caminhou até a janela, olhando para fora e vendo o corvette estacionado do outro lado da rua. Seu coração se agitou e ela saiu do quarto apressada.

– Rápido, não tenho muito tempo.

– Tem algum compromisso? – Elizabeth pisava descalço no chão frio da sala indo em direção a porta da saída.

A chamada foi desligada e Elizabeth olhou para o telefone confusa, colocando-o em seguida sobre a estante. Pôs a mão na maçaneta da porta e abriu, sentindo o vento frio bater forte contra seu corpo pequeno, mas não fôra isso que a fez arrepiar.

Jungkook tinha seus pés e mãos atados por uma corda grossa, que o amarrava junto a uma cadeira velha. Sua boca era coberta por um pedaço de pano vermelho, seus olhos derramavam lágrimas que se misturavam ao suor escorrendo por todo seu rosto, e a ferida em sua testa sangrava e ardia. Junkook estava com o tronco desnudo, usando apenas uma bermuda rasgada suja de sangue. Ele suspirava sofrego, sua expressão era de pura dor e cansaço. Jungkook murmurava, mas Elizabeth não conseguia entender o que ele queria.

– Não pode ser... – Ela fechou os olhos forte. – De novo não. – Elizabeth chorava e tremia.

A menor sentiu uma mão fria tocar seu ombro e um corpo se aproximar o seu, encostando em suas costas.

– Você chegou tarde... mais uma vez. – A voz disse.

Elizabeth se virou mas não encontrou nada além da escuridão da sala. Voltou a olhar para Jungkook, que agora estava de pé, desamarrado e com um revolver flutuando apontado para sua cabeça.

– Jungkook!

Elizabeth colocou os pés para fora para alcançar Jungkook ao mesmo tempo que o revolver foi pressionado contra a tempora cheia de sangue. Jungkook arregalou os olhos e balançou a cabeça para os lados, indicando que se ela desse mais um passo, a arma iria disparar.

– Acorda. – Choramingou e fechou os olhos novamente. – Por favor, acorda.

– Acorda! – Seu corpo era sacudido na mesma intensidade em que tremia, sua garganta estava seca e sua cabeça queimava em dor. – Lizzy, acorda.

Elizabeth despertou se sentou rapidamente na cama, sentindo seus olhos arderem e sua visão ficar embaçada. Estava suando frio, suas mãos tremiam e sua respiração estava irregular. Olhou para o lado e viu o corpo másculo de Jungkook próximo ao seu, sua expressão assustada e preocupada, enquanto sua mão massageava suas costas.

Ainda era noite, a janela do quarto estava aberta e o vento fazia a cortina balançar forte. Era possível ver a lua, e essa iluminava fracamente o quarto escuro.

– Ei. – Junkook chamou. – Tudo bem, foi só um pesadelo, respira fundo. – Elizabeth olhou para Jungkook que respirava fundo, a induzindo a fazer o mesmo.

Elizabeth olhou para Jungkook uma ultima vez antes de abraçá-lo forte, sentia seu corpo grande e quente lhe envolver fazendo-a soluçar, num choro silencioso. Estava com medo.

– Por que fez isso?

– Eu não sei. – Sua voz estava embargada.

– Por que você fez isso? – Jungkook começou a tossir atraindo a atenção da outra, que ainda o abraçava.

– Jungkook... o que voc-

Jungkook começou a engasgar, afastando Elizabeth. A menor olhou para o outro que expelia sangue pela boca, ela olhou para suas mãos, estava suja de sangue e segurava uma faca. Arregalou os olhos e olhou para a barriga de Jungkook, que estava perfurada, e manchava a camisa branca de sangue.

– Não, não, não!

Ela jogou a faca para longe e saiu da cama desesperada, fitando o corpo de Jungkook desfalecendo e caindo na cama, sem vida.

– NÃO! – Gritou em desespero, a medida que chorava incessantemente. –  Eu quero acordar, eu quero acordar.

– Elizabeth! – Sentiu sua face ser estapeada e abriu os olhos, assustada.

Estava em seu quarto, deitada em sua cama e tendo sua tia sentada próxima de si. Olhou ao redor, não tinha sinal de faca, nada de sangue e nem Jungkook.

– Me desculpe pelo tapa, querida. Você estava gritando e eu não conseguia te acordar. – Rosa puxava o corpo magro de Liz para se sentar, esta que ainda se encontrava em choque.

– É real? – Perguntou mais para si mesma. – Eu estou acordada?

– Claro que sim. – Rosa franziu o cenho, afagando o cabelo da sobrinha enquanto segurava sua mão. – Querida, eu estou preocupada com você, é a segunda vez nessa semana. Na semana passada você acordou assim também. Sempre grita no meio da noite, suas mãos tremem, você não anda comendo direito. Eu preciso saber o que está acontecendo pra eu poder te ajudar.

– Eu só... tenho tido o mesmo sonho. – Elizabeth estava de cabeça baixa mexendo nos dedos das mãos, segurando o choro. – Sempre com o Jungkook.

Rosa suspirou e comprimiu os lábios, Elizabeth olhou para sua tia, já se arrependendo de ter dito isso, pois sabia que era a deixa para Rosa começar com aquele assunto novamente.

– Você não acha que vocês precisam dar um tempo? Você anda muito estressada ultimamente. Seus amigos perguntam de você e eu não sei o que dizer.

– Não estou assim por causa dele. – Protestou.

– Liz, eu só acho que você está muito apegada a ele, isso pode te fazer mal. Olha, por que não conversa com seus amigos e vocês não fazem uma viagem? Você pode se distrair, relaxar.

– Não vou me separar dele, se é isso que quer.

– Não estou pedindo para se separar, só dar um tempo.

– Chega. – Elizabeth se levantou da cama. – Já conversamos sobre isso. Eu juro que não entendo essa pira que você tem com Jungkook, mas seja o que for não é problema meu, você só tá perdendo seu tempo se acha que vai conseguir me afastar dele. Nada que você disser vai mudar o que eu sinto por ele. Agora, se me der licença. – Elizabeth caminhou até a porta do seu quarto e gesticulou para que Rosa saísse.

– Tudo bem. – A mais velha se levantou da cama e caminhou até a porta, suspirou fundo antes de finalizar: – Eu vou sair agora, desça para comer, eu deixei comida pronta na geladeira.

– Tá.

Elizabeth quis questionar para onde sua tia iria tão tarde, mas ainda estava grogue pelo sonho e preferiu não prolongar todo aquele diálogo exaustivo.

Ao final, seu sonho tinha sido um retrato dos seus dias, exceto o fato de estar ignorando todo mundo. Alcançou seu celular e respondeu algumas mensagens de Allina e Jay, por fim, mandou uma para Jungkook o chamando para ir até sua casa. Não tinha nenhuma pretensão de contar-lhe sobre os sonhos, mas queria ter certeza de que estava bem e vivo.

Naquela noite de lua crescente, as ruas da vila estavam úmidas pela garoa fria que se estenderia pela madrugada, embora muito fria, Rosa ainda sentia seu corpo queimar em ansiedade e preocupação. Ela dirigia devagar para poder ter mais tempo e colocar sua cabeça no lugar, seus pensamentos em ordem. O que diria dessa vez? Qual desculpa usaria para explicar o porquê de seu plano estar falhando.

Elizabeth nunca fôra uma menina fácil de manipular, mas seu trabalho, dessa vez, estava sendo mais complicado. A mais nova estava irredutível a ceder, e se Rosa não conseguisse o que ele queria, estaria correndo um grande risco de ter sua vida exposta.

No final das contas, o problema de Rosa nunca tinha sido com Jungkook, e sim o que poderia acontecer caso Elizabeth continuasse com ele.

O carro velho estacionou próximo ao meio-fio da casa abandonada, suspirou fundo e desligou o motor, saindo pra fora e indo até a porta de madeira e dando duas batidas. Rosa passou as mãos na calça para secar o suor, estava deveras nervosa.

A porta abriu e ela adentrou ao local úmido, que fedia a mofo. As paredes brancas eram cobertas por musgo e o teto tinha manchas de infiltração, a lâmpada fraca piscava, falhando. Rosa tinha pavor daquele lugar.

– Está atrasada. – Jay sentava em uma poltrona atrás de uma mesa, segurava um copo com licor e olhava para a mais velha sem esboçar qualquer reação.

– Desculpe.

– Qual foi nosso progresso?

Nenhum.

– Bem, eu estou tentando, mas ela continua insistindo nisso. – A voz da mais velha era baixa, demonstrando seu nervosismo.

– Tsc. – Jayson respirou fundo e deu um ultimo gole no liquido adocicado, antes de bater o copo com força na mesa. – Isso está indo muito, muito longe. Nunca demoramos tanto como agora.

– Ela está apaixonada por ele, por isso está sendo complicado.

Jay sentiu seu sangue ferver e se levantou bruscamente, caminhou a passos largos até Rosa, agarrando seus ombros e a empurrando até bater as costas contra a parede com brutalidade.

– Se disser isso mais uma vez, arranco sua língua fora. – Seu tom era baixo e rouco, fazendo a mais velha se arrepiar. – Lembre-se, você estará perdida se eu resolver abrir minha boca, então não me provoque. Seja mais rápida, ágil.

– O que quer que eu faça?

– Sei lá, inventa. – Jay se afastou da outra e voltou a caminhar de volta para a poltrona. – Você é ótima mentindo e escondendo as coisas. Faça ela desistir desse romance idiota, qualquer coisa, eu quero ela longe dele.

Em casa, Elizabeth estava abraçada a Jumgkook, ambos em sua cama. O mais velho tinha lhe convencido a comer e prometeu lhe dar uma caixa com cereais recheados com chocolate, era seu favorito.

Em dias, ela estava se sentindo bem e podia respirar aliviada. Era sempre assim quando estava com ele, e podiam ficar horas juntos, sem falar nada, só a presença dele já lhe bastava.

– Tenho uma noticia para te dar. – O mais velho disse enquanto fazia carinho no braço da outra, que deitava em seu peito. – Consegui alugar um quarto para nós dois num hotel perto de Montrose.

– Mesmo? – Elizabeth sorriu.

– Uhum. Mas só daqui três semanas. O aniversário de Lola está perto então minha mãe quer minha ajuda para organizar algumas coisas.

– Por mim tá ótimo.

– Eu vou até Moline na próxima sexta para comprar algumas coisas de decoração, quer ir comigo?

Liz se sentou na cama e olhou para Jungkook, com um sorriso grande no rosto, o mais velho lhe sorriu de volta.

– Você ainda pergunta?

– Posso te apresentar à alguns amigos também. – A mais nova subiu em cima do outro, sentando sobre seu quadril.

– Eu adoraria. – Passou suas mãos pelo peitoral coberto por uma camisa preta, indo até o pescoço.

Jungkook a puxou para perto, colando o corpo dela ao seu, levou suas mãos até a cintura alheia e apertou. Elizabeth findou a distancia e o beijou tímida.

– Embora eu quisesse muito ficar assim com você – Jungkook dizia entre o beijo. –, eu vou precisar ir agora.

– Não. – Elizabeth sussurrou e desceu seus lábios para o pescoço alheio.

– Anjo...

– Hm... – Jungkook sentia a menor mover sua bunda, sensual e lentamente.

– Liz? – Os dois congelaram e Elizabeth arregalou os olhos.

– Shhh! – Elizabeth silabou para o outro.

– Eu sei que Jungkook está aí dentro.

Liz fechou os olhos e deitou a cabeça no ombro do outro, que bufou. Lembrou que seu carro estava estacionado na frente da casa.

– Abre essa porta.

Não tinha muito o que fazer, a mais nova se deu por vencida e caminhou até a porta, esperando Jungkook se sentar na cama para poder abrir a porta.

Rosa estava com os braços cruzados do outro lado, alternando seu olhar para a sobrinha e Jungkook, que tinha os lábios comprimidos, totalmente sem jeito.

– Achei que já tivéssemos conversado sobre isso. – A mais velha disse seria.

– Você precisa parar de me tratar como criança. – Elizabeth revidou.

– Então pare de agir como tal.

– Tudo bem, eu já estava de saída. – Jungkook se pronunciou e se levantou da cama, indo em direção a porta.

– Você não precisa.

– Precisa sim. – Rosa se alterou. – Eu não o quero mais aqui.

– Tia!

– E quero que respeite isso. Jungkook, tenho grande respeito pela sua família, mas eu espero que você seja compreensivo e não se aproxime mais da minha sobrinha.

Elizabeth olhava para a tia incrédula, enquanto Jungkook permanecia inexpressivo.

– Eu deixei passar algumas vezes, apesar de eu já ter deixado claro para Elizabeth que não o aprovava, então eu achei que você fosse inteligente o suficiente para saber que não é bem-vindo aqui. – Rosa permanecia seria, embora por dentro sentia seu estômago embrulhar.

Elizabeth estava estupefata, não podia imaginar que sua tia fosse tão grosseira daquela forma.

– Você pode ir.

– Não! Ele fica. – Elizabeth agarrou o braço do maior quando este fez menção de sair do quarto.

– Ele vai, Elizabeth. Não passe por cima da minha ordem.

– Pro inferno com essa ordem. Você não tem o direito de fazer isso comigo.

– Tenho e estou fazendo. Jungkook, por favor.

O moreno nada disse, apenas saiu do quarto e foi embora. As duas permaneciam se encarando na porta do quarto, enquanto Elizabeth tentava assimilar o que tinha acontecido. Não podia acreditar que sua tia fizera aquilo sem ao menos uma explicação.

– Por que? – Perguntou num fio de voz.

– Eu sei o que é melhor pra você.

– Você não sabe de merda nenhuma. – Gritou.

– Querida-

– Eu odeio o que está fazendo comigo. – Ditou por fim e bateu a porta do quarto, trancando.

Elizabeth via suas mãos tremerem e seu coração estava acelerado. Sentia vontade de chorar, raiva e chateação.

Alcançou o celular na cama e digitou o número de Jungkook com dificuldade, sua visão embaçada pelas lagrimas. Entrou em desespero quando viu Jungkook recusando sua terceira ligação.

Não podia cogitar que ele terminasse tudo e se afastasse dela, pois se ele o fizesse, ela nunca mais olharia para sua tia. Seu coração se apertou e Elizabeth deitou na cama, abraçando o travesseiro e chorando baixinho.


Notas Finais


Até o próximo :)


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