História Ruínas do Tempo - Capítulo 19


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Dumbledore, Andromeda Tonks, Bellatrix Lestrange, Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Lord Voldemort, Lucius Malfoy, Luna Lovegood, Narcissa Black Malfoy, Nymphadora Tonks, Personagens Originais, Regulus Black, Remo Lupin, Rodolfo Lestrange, Ronald Weasley, Severo Snape, Sirius Black, Tom Riddle Jr.
Tags Hermione Granger, Severus Snape, Sevione, Snamione, Snanger
Visualizações 40
Palavras 1.902
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Literatura Feminina, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoas!
Depois de quase 10 dias fazendo rascunhos, pensando, criando teorias loucas com a IsaTigresa e escrevendo este capítulo com a Evelyn Snape... eis que, finalmente, surgiu o capítulo 19! O que eu posso dizer é que, se vocês ainda não odeiam o Lucius Malfoy, a partir de agora, podem começar a querer comer o fígado dele. Além disso, já aviso que alguns vão considerar o capítulo pesado, pelos fatos e o linguajar. Essa é a primeira parte de uma série de acontecimentos que levarão a uma virada na estória.
Espero que gostem e comentem!
Beijocas,
Miss Snape

PS: façam o mesmo exercício de imaginação que se utilizam quando tem foto da Helen McCrory aqui, ou seja, finjam que o Jason Isaacs é tão loiro quanto o Lucius!!!

Capítulo 19 - Capítulo 19


Fanfic / Fanfiction Ruínas do Tempo - Capítulo 19 - Capítulo 19

Foram dias de pesquisas intermináveis, de planos mentalmente traçados e continuas revisões de como seria executado cada passo. Não havia qualquer possibilidade de alguma coisa dar errado, tudo sairia como o planejado. Lucius decidira que, irrevogavelmente, aquele era o dia em que teria Narcissa de volta. Aguardou ansioso pela madrugada, aproveitaria que faltavam muito pouco para a comemoração de Ano Novo e, a maioria se encontrava envolvida nos preparativos para notar qualquer barulho ou movimentação estranha. Vendo que o relógio anunciava 1h da manhã de 29 de dezembro de 1988, ele Aparatou da sua residência e Desaparatou em frente à casa a qual procurara por meses. Era ali que Druella e Cygnus Black estavam morando, desde que uma filha fora presa e, a outra, desaparecera após a prisão do marido.

Ali permaneceu alguns instantes, analisando as probabilidades para que nada atrapalhasse os seus propósitos. Seu objetivo inicial era torturar os dois para que, com isso, revelassem qual era o paradeiro da bruxa loira e, consequentemente, tirar dela a guarda de Draco e Luna. Era fácil colocar o Ministério ao seu favor, apenas fazendo algumas alegações referentes à fuga de Sirius e a impossibilidade de que Bellatrix tivesse direito de entregar a filha para a irmã. Depois de inúmeras tentativas fracassadas de quebrar as barreiras e proteções, conseguiu uma brecha para adentrar no ambiente. Sentia raiva por terem dificultado o seu acesso e, acreditava que, aquilo demonstrava que os ex-futuros sogros presumiam que, uma hora ou outra, ele tentaria o que quer que seja para ter o que queria.

Entrou a passos lentos com a varinha em riste, investigando se alguém acordara ou existia uma armadilha que denunciasse a sua presença ali. Contudo, o que encontrou foi um completo silêncio pelos corredores iluminados pela luz da lua. Ao chegar no quarto, observou que o casal dormia profundamente e se sentiam seguros na tranquilidade do seu lar.

- Isso está saindo melhor do que eu imaginava – pensou, abrindo um sorriso maquiavélico, ao mesmo tempo em que, olhava para os dois.

Apontando a varinha em direção à cama, lançou o Incarcerous, fazendo com que grossas cordas surgirem para amarrar os dois e evitar qualquer risco de que pudessem se defender. Seus olhos cinzas brilharam de excitação ao vê-los se debatendo, tentando desesperadamente se libertar... sabiam o que Lucius queria e que ultrapassaria todos os limites para lograr o que almejava. O bruxo de cabelos loiros não demorou para iniciar a primeira sessão de tortura sob a maldição Cruciatus, provocando aos Black uma dor excruciante. Cada gemido exprimia a crueldade penetrante, a atrocidade martirizando e aflitiva que estavam sendo submetidos. Aquele sofrimento durara por cerca de cinco minutos ininterruptos que pareceram uma eternidade.

- Gostaram? Aposto que sim! Me digam, seus dois velhos imbecis e traidores, aonde a puta da Narcissa foi?! Onde aquela vadia se escondeu? – se aproximou os encarando com um ar totalmente psicótico.

- Nós não vamos dar qualquer informação, Malfoy! – Cygnus esbravejou, mesmo que sentisse a sua garganta arder, sem apresentar qualquer sinal de medo. Olhava para o mais jovem com verdadeiro ódio e se arrependia da ocasião em que entregara a mão da sua filha em casamento àquele torpe.

- Se mostra muito corajoso, seu velho porco! Estou dando a chance de que me falem, de bom grado, onde a cadela foi parar... já que possuem, ainda, uma memória boa o suficiente para atinar que Narcissa me pertence – chegando perto do mais velho, recebeu uma cusparada no rosto, se enraivecendo profundamente. Após dar vários socos no bruxo, o deixando quase inconsciente, se virou limpando a face com a manga do casaco. Vendo que Druella o fitava com medo, prosseguiu, dando um tapa para que Cygnus recobrasse os sentidos e o escutasse:

- Mal consegue se mover, é fraco e quer me afrontar... aposto que, a sua esposa, será bem mais colaborativa comigo. Me recordo que ela nunca foi muito favorável ao fato de que a filha casou com aquele anormal do Sirius – a estudava friamente, no decurso das suas afirmações.

- Lucius, deixe que a Cissa siga com a vida dela. Vocês dois nunca se deram bem... – a bruxa argumentava buscando que ele recobrasse o juízo e visse o absurdo de tudo aquilo. Entretanto, sua tentativa de acalmá-lo falhara terrivelmente.

- Percebo que errei no meu julgamento. Todavia, veja que extraordinário... as suas filhas são umas prostitutas, mentirosas e sonsas, porque são uma réplica da vagabunda que é a mãe! – disse a segurando pelos cabelos, violentamente, arrancando alguns chumaços antes de bater a cabeça dela no criado-mudo. Apesar da dor que se espalhava junto com o sangue, buscou prosseguir com as suas ponderações.

- Me ouça, Lucius... a Cissa decidiu seguir em frente, porque você não quis o seu próprio filho e desfez o noivado quando descobriu que ela engravidara. Esqueça a minha filha! Você é um homem jovem, bonito e rico, não precisa chegar a este ponto... – antes que concluísse, aquelas palavras o enfureceram, o levando a desferir um soco contra a boca de Druella. Como experimentava o ódio crescente nas suas veias, motivado pela negação de ambos em lhe dar o que queria, recomeçou a se empenhar em transformar em ainda mais perturbadoras as sessões seguintes de Cruciatus. Intercalava entre um e outro, queria que amargassem sob jugo da vingança e da ira.

- Atente, sua imunda! Esse será o último aviso que eu vou dar, entendeu? Me entregue a Narcissa... eu a terei por bem ou por mal. A diferença é que, se eu descobrir sozinho a localização dela, pode ficar convicta de que eu vou deixar aquela puta aleijada depois de encontrá-la – repetiu a agressão, mais algumas vezes, diante do silêncio da bruxa. Ao notar que se encontrava desacorda, soltou uma gargalhada alta que foi interrompida por Cygnus que gritava:

- Nunca mais você vai se aproximar da minha filha, canalha! Nos mate se quiser... porém, nunca diremos qualquer coisa - via que em hipótese alguma eles revelariam o paradeiro. Isso o motivava a tornar os seus atos ainda mais hediondos. Já pensava que estava sendo muito brando na tortura... devia ser implacável e tirânico para arrancar a verdade.

- É mesmo? Observe o que eu vou fazer com a sua esposa, então – sem esperar qualquer resposta, Lucius apontou a varinha em direção ao peito dela e falou Enervate. Assim que viu que a consciência fora recobrada, repetiu o Cruciatus, aumentando a potência do feitiço e o tempo de cada rodada. Druella se debatia gritando e chorando de dor...

- Narcissa vale tanto assim? Curioso... sempre achei que fosse só uma vagabunda que vocês venderam, ao meu pai, para que casasse comigo. Até onde eu bem me lembro, ele pagou uma boa quantia para que eu tivesse uma Black como prostituta de luxo. Como é que o grande Abraxas dizia? Ah sim... “filho ela será a sua mulher troféu, desfile e veja a inveja nos olhos de todos” – riu e, em meio as gargalhadas ensandecidas, seguiu proferindo frases ofensivas:

- Para a minha sorte, ganhei umas noites gratuitas com a Bellatrix... só faltou a Andrômeda para que eu tivesse fodido com o prostíbulo inteiro.

- Não diga nada, Cygnus – sussurrou com um fio de voz. Ao ver que a esposa estava quase morrendo, entregou o endereço da filha. No entanto, não revelou que, para entrar na casa, apenas com o sangue dos Black ou acompanhado por um. O que atrasaria os planos de Lucius, significativamente, e proporcionaria um tempo precioso para que ela fosse avisada do que ocorrera. A ideia foi em vão... ao ver que alcançou o que queria, os olhos cinzas tomaram uma coloração grafite e insana, fazendo com que o seu dono falasse com um grande sorriso no rosto:

- Avada Kedavra – Druella caiu morta ao lado do marido, que se desesperou.

- Eu disse o que desejava saber. Porque fez isso? – questionou com as lágrimas caindo por um misto de dor e raiva.

- Vou te contar um segredo, velho ridículo... eu vou matar um por um aqueles filhotes de cachorro e deixar a sua filhinha em um estado deplorável. Narcissa nunca mais vai esquecer quem é o dono dela – respondeu com o olhar fixo nele, antes de dizer:

- Vou fazer um grande favor... lembrará de tudo o que aconteceu aqui. Mas, não quem foi o responsável! Não terá uma noite em que não sonhe com os gritos da sua mulher ou pense que a sua filha não voltará a andar tão cedo.

 

Ao amanhecer, Andrômeda chegou à casa dos pais para avisar que eles tinham recebido a autorização do Ministério para visitar Bellatrix em Azkaban e ver as condições que se encontrava. Entrando na sala, achou estranho todo aquele silêncio e o fato das janelas seguirem fechadas. Ainda mais inexplicável eram os gritos de lamento e choro dos elfos que ecoavam no corredor. Nunca soube ou viu os pais torturarem os empregados ou coisa parecida que acarretasse em todo aquele sofrimento. Seguindo os ruídos, entrou no quarto e se deparou com toda a cena... o pai sujo de sangue, respirando com dificuldade e, a mãe, morta.

Ainda em estado de choque, ordenou que alguns elfos saíssem para avisar Regulus, Severus e Remus... apenas os três poderiam auxiliar naquele momento. Sobretudo, porque desconfiava do envolvimento de Lucius em tudo aquilo e percebia a urgência de alertar a irmã do perigo que a rondava. Quando os homens chegaram, por mais forte que ela sempre se mostrara, desabou em um choro que atestava toda a mágoa e o ressentimento de não ter feito nada para ajuda-los. Se questionava qual a serventia de tantos poderes quando, aqueles que mais amava, não tiveram sequer uma chance de defesa? Assim permaneceu por algum tempo, como se estivesse entorpecida pela dor. Sem perceber ou ter noção do que ocorria a sua volta, só reparou na movimentação na residência, quando o primo apareceu acompanhado por alguns medibruxos e curandeiros do Saint Mungus. Aquele grupo estava lá para atestar o falecimento de Druella e transportar Cygnus para o hospital, para que recebesse um tratamento adequado aos ferimentos espalhados pelo corpo.

Não demorou muito para que Alastor Moody surgisse com alguns aurores para investigar e encontrar o culpado. O que ouvira dos presentes era a desconfiança, quase certeira, de que Lucius mandara ou ele mesmo fizera aquela atrocidade. Porém, pouco podiam fazer, dada a influência que o mesmo possuía junto ao Ministro da Magia. Indignada com a ausência de provas que colocassem aquele crápula na prisão, saiu da casa e Desaparatou na frente da residência de Narcissa... na verdade, por mais que quisesse relatar tudo, estava tão perdida que só pensava em receber um abraço.

Mal vira a irmã, que a olhava assustada, contou detalhadamente o que sucedera com os pais. Ambas se abraçaram compartilhando o desespero e a tristeza que sentiam. Palavras não precisavam ser ditas... Sirius estava atônito com tudo o que escutara, indo em direção as duas apertando elas em seus braços. Era a única coisa que podia fazer, naquele instante, para ajudar. Por dentro, a sua vontade era a de sair dali e caçar Lucius até o inferno para que se arrependesse do dia em que nasceu. Porém, se via de mãos e pés atados. Como foragido, qualquer passo mal dado ou se fosse visto, o levaria,  imediatamente, para ser entregue aos dementadores. Isso proporcionaria ao outro um caminho livre e ele não conseguiria protegê-la daquele assassino.


Notas Finais


Entonces, o que acharam? Considero a opinião de vocês super importante!
Comentem, façam críticas, elogiem, critiquem, se manifestem, me mandem beijos ou flores acompanhadas de bombons... enfim, digam o que estão pensando e criem teorias sobre o que virá!!!!!


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