História Rule Number Nine - Capítulo 2


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Categorias Stranger Things
Personagens Eleven (Onze), Mike Wheeler, Personagens Originais, Will Byers
Tags Fillie, Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown, Nillie, Noah Schnapp, Thekissingbooth
Visualizações 43
Palavras 3.304
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Então, aqui estou eu. Sei que deveria estar postando capítulo de A Garota dos Meus Sonhos, mas esse aqui estava pronto então o completei.
Resolvi que essa fic não iria ser mais um shortfic, então resolvi tranformá-la em um ten short.
E quem terminou a primeira fase de Canadian Idiot aos prantos? Essa girl aqui.
Mas isso não vem ao caso, então apenas aproveitem o chapter kkkkk (parei!).
Beijos da Safira Margarida❤

Capítulo 2 - Just Enter My Game


Sexta de manhã, 15 de setembro de 2017.

E no capítulo anterior de Os Fracassos da Minha Vida. Brincadeira. Mas pensava se pudesse criar uma série, seria com esse nome. Esse título definia toda a minha vida, e é bem legal.

A luz entrou pelas persianas, ofuscando minha visão. Odiava o fato dessa janela ser ao lado da minha cama, pois quando amanhecia, o Sol batia diretamente no meu rosto. E todos sabem que ninguém acorda de bom humor, e os que acordam são pessoas que realmente estão de bem com a vida.

Primeiro motivo pro meu dia ser péssimo!

Depois de um banho bem relaxante, corri para meu guarda-roupas. A farda da escola estava estendida e cheirosa. Ser a filha mais velha era bom, e principalmente porque podia fazer as coisas por mim mesma. Tecnicamente Noah estava se arrumando para irmos, e nos encontrariamos na porta de sua casa.

A escola que estudavamos foi criada por volta de mil novecentos e poucos, e o diretor quis preservar a decência do lugar, por isso ainda usávamos uniforme. Era uma idiotice!

Bom, como minha vida sempre foi ótima, prendi a respiração quando ouvi um barulhinho reconhecível.

Raaaaaaasg!

Paralisei com o pé entrando na perna da calça. Isso não podia estar acontecendo! A semana toda essa calça estava suportando, e também sabia que ela estava com um pequeno rasgo quase imperceptível. Mas que agora estava enorme.

Não podia entrar na escola com a calça rasgada, mostrando quase todo meu bumbum, mesmo que a mochila escondesse. E também lembrei que a calça reserva estava na lavanderia. Resmunguei um “merda!” baixinho, jogando a calça no chão. Já tinha acordado com um humor ótimo, e ainda tinha isso pra melhorar meu dia.

– Oh não! – resmunguei, tirando o cabide e analisando a peça em minhas mãos.

Era uma saia. Bom, eu a usei quando tinha 14 anos, e agora ela estava lá, apenas existindo. Era uma saia azul curtíssima, e, já que a peça era muito indecente, considerei a hipótese de faltar na escola. Mas percebi que isso ia acabar com meu histórico perfeito, e poderia acabar com minhas chances na universidade. Bom, considerando que faltava um ano pra isso.

Aquela saia deixava a mostra quase toda as minhas pernas, e a polpa do meu bumbum, e isso queria dizer que minha calcinha também. Mas não podia fazer nada. Era isso, ou acabar com meu histórico.

– Que diabo é isso? – Ava, minha irmã mais nova, perguntou, boquiaberta. E metade do seu cereal caiu da colher, sujando a mesa.

– Ava Flo Eliza Brown! – minha mãe a repreendeu. – Filha, o que aconteceu? – perguntou-me.

Peguei minha tigela de cereal com uma mão e com a outra puxei a saia para baixo, tentando esconder o que tanto mostrava.

– Minha calça rasgou. A semana inteira estava rasgada, mas eu meio que esqueci de costurar... – Balancei a cabeça, logo depois lançando um olhar hostil para Ava quando ouvi seu assobio.

– E a reserva? – meu pai me perguntou, olhando-me de cima à baixo.

– A reserva está na lavanderia.

– E a reserva da reserva?

– Essa é a reserva da reserva! – respondi, gemendo.

Houve um silêncio enorme naquela cozinha. Sei que no fundo Ava queria rir de mim, porém sabia que minha mãe iria brigar. Mas também se ela começasse a rir seria muita crueldade. Já não bastava ter que ir com aquela peça indecente, também teria que ser motivo de chacota da minha irmã caçula? Ah, já não era humilhação demais?

Nem tinha terminado de comer quando ouvi a buzina estridente do carro de Noah. Dei um beijo nos meus pais, com exceção de Ava, pois nela dei um tapinha em sua cabeça. Talvez tenha me xingado, pois logo ouvi a voz de mamãe em tom de bronca. Corri até a entrada da casa, puxando a saia pra baixo. Quando Noah me viu, suas sobrancelhas se ergueram e seu queixo caiu.

– Nem fala nada! – falei entredentes, entrando no carro.

– O que aconteceu com sua calça? – perguntou ele, ignorando meu aviso.

– Rasgou, pois esqueci de costurar.

– E a calça reserva?

– Tá na lavanderia – respondi.

– E a reserva da reserva?

– Essa é a reserva da reserva! – falei com um sorriso.

Noah sorriu. O bom dele era que ele sempre sabia quando parar, pois conhecia meus limites. Não era aquelas pessoas enxeridas que vasculhavam tudo da vida alheia. Algumas pessoas achavam nossa relação esquisita, pois sempre estávamos juntos. Porém, ele era minha única companhia, então o queria muito ao lado. Também porque gostávamos das mesmas coisas, e também porque ele era uma ótima pessoa; era bom ter alguém tão alto astral.

Quando Noah estacionou o carro, sai, sem me importar. Aquele lugar estava bem cheio, mesmo que ainda faltasse uma hora para entrarmos. Sempre era assim na Hawkins School, pois todos queria aproveitar os minutos com os amigos. Alguém assobiou, mas não dei atenção suficiente para isso.

– Millie, você tem que entender que desde do ano passado seu corpo mudou um pouco – disse Noah, sussurrando. – Todos estão olhando para você.

Olhei ao redor, balançando a cabeça em discordância. A verdade era que todos estavam olhando mesmo pra mim. Os assobios eram mesmo pra mim, os olhares estavam marcados no meu corpo. Não no meu rosto, no meu corpo. Especificamenteno meu traseiro. Odiei aquilo! Sempre odiei ser o centro das atenções.

Tentei fingir que não estava afetada com aquilo, então abaixei a cabeça, tentando me concentrar nos meus passos. Até que alguém deu um tapa na minha bunda. Paralisei, e me virei para trás, furiosa.

Era um dos jogadores de futebol americano, colega de Finn – já que ele também jogava no time –, Romeo. Ele estava sorrindo, como se aquilo fosse brincadeira, mas pra mim não!

– Você deu um tapa na minha bunda? – perguntei, cerrando os dentes.

Romeo deu um tapa no braço do seu amigo, como se estivesse zoando da minha cara. Idiota!

– Talvez.

– Cresça, Romeo!

Romeo riu, segurando meu pulso e me puxando em sua direção. Provavelmente estava achando que estava gostando daquilo, mas eu tive uma ideia diferente. Puxei o braço para trás e o encarei com uma expressão irritada.

– Ei, pare com isso! – esbravejou Noah, que parecia estar alheio aquela situação.

– Me obrigue – rebateu Romeo, abrindo os braços para desafiá-lo.

Então assim o soquei.

Bom, tentei – pois alguém segurou meu punho antes de eu acertá-lo em cheio no nariz de Romeo.

Quando pisquei, vi Romeo jogado no chão, tentando se levantar. A pessoa que estava acabando com sua raça parecia não ter dó. Romeo estava lá, pegando um soco atrás do outro. Só conseguia encarar a cena, e até tentei gritar, mas não sabia quem era.

Até que a pessoa virou o rosto um pouco para eu poder encará-lo. Era Finn. Tinha que ser ele.

Por que não o reconheci antes? Porque ele estava usando gorro, então não vi seus cachos.

Briga! Briga! Briga! – todos começaram a gritar, apoiando aquela cena horrorosa.

Olhei para Noah, espantada. Ele também estava junto com o pessoal, comandando a torcida. Eu não conseguia acreditar que ele estava apoiando aquela... aquela violência desenfreada. Olhei ao redor, procurando alguém para me ajudar a desapartar aquela briga, mas não havia ninguém, pois todos estavam rendidos a animação.

Até que alguém se meteu no meio de nós. Era o diretor Prescon. Ele puxou Finn pela gola da camisa, e foi assim que aquilo acabou. Romeo também foi puxado para cima, e foi assim que percebi seu estado. Bom, não estava tão feio assim... Apenas com o lábio cortado, o supercilio também e o nariz sangrando. Ah, e também tinha um corte na bochecha. Bom, pelo menos Finn não o deixou desacordado, não é?

– O que significa isso? – quis saber o diretor.

– É só um enorme mal-entendido – disse a ele. – Sério.

O diretor ainda segurava ambos pelo braço, certificando-se que não haveria mais pancadaria ali. Notei que o punho de Finn estava sangrando, mas também notei sua carranca imensa. Bom, admito que fiquei assustada.

– Todos podem ir pra sala agora! Não quero mais ninguém aqui! – gritou o diretor Prescon, e todos se dispersaram rapidamente. – Finn Wolfhard, Romeo Beckham, quero vocês dois na minha sala agora. Você também, Millie.

Fiquei boquiaberta. – O que foi que eu fiz?

– Nada. Mas eu gostaria de dar uma palavrinha com você.

Okay, eu nunca tinha estado na sala de espera da diretoria, mas não diria que era um dos melhores lugar do mundo. O clima era tenso, principalmente se tinha Finn ao meu lado. Cheguei uns minutos antes dele, porém não trocamos uma palavra. Ele estava alheio a mim, vendo algo no celular. Ou talvez fingia ver algo no celular apenas para não ter que ter desprazer de falar comigo.

– Obrigada, Finn – falei, encarando minhas mãos. – Mas não precisava ter feito aquilo, pois eu ia socá-lo.

Finn largou o celular, olhando para mim.

– Ninguém pode tratar uma garota assim. Principalmente se essa garota for você.

– Bem, obrigada. Mas você não deveria ter interferido. Deixava que eu o socasse.

– É, ia ser uma bela de uma porrada.

Rimos. Pelo menos a situação não estava do jeito que pensei. Eu só não entendia como Finn conseguia mudar de humor tão facilmente, e isso me assustava. Mas ele era tão lindo que nem conseguia reparar por muito tempo nesse defeito.

– E também – continuou ele – era como se eles tivessem desrespeitando alguém da minha família. Você é como uma irmã mais nova pra mim. E isso é bem nojento.

Meu coração parou de bater acelerado e murchou. Ser chamada de irmã mais nova pelo seu crush era muita humilhação. E ainda dizer que tem nojo? Por favor, alguém poderia me dar um balde para eu por na cabeça? 

– Ah, sim – falei, concordando com a cabeça. – Claro.

Finn deixou o celular sobre a perna e assentiu também, e depois balançou a cabeça como se tentasse clarear as ideias.

Tentei manter a expressão neutra, mesmo que meu coração estivesse estilhaçado.

– Você acha que vai ficar muito encrencado? – perguntei, fingindo examinar minhas unhas.

– Não. Nunca fico encrencado. Especialmente quando descobrirem que estava defendendo sua honra – emendou com um sorriso torto.

– Haha, muito engraçado – devolvi, revirando os olhos. – Estava falando sério.

Finn balançou a cabeça negativamente.

– Eu nunca começo as brigas, apenas as termino.

Nem deveria terminar, pensei. Nunca apoiei esse tipo de violência desenfreada, achava um horror. Mas se era a forma de Finn ganhar respeito, quem era eu pra julgar. Cada um com sua opinião.

A porta foi aberta de vez, nos assustando. Bom, mas só eu dei um pulo na cadeira, pois Finn nem se mexeu. Romeo saiu da sala, me encarando, mas fiz pouca causa. O diretor vinha logo atrás, parecia estar calmo, então considerei que não iria me dar mal. Ele me chamou com o dedo, e, mesmo que eu soubesse que tudo ia ficar bem, meu estômago revirou.

Se a sala de espera era tensa, a sala do diretor era muito pior. Parecia que estava cercada de lobos. O olhar que Prescon me lançava era indescritível, pois não sabia se estaria ferrada, ou tudo ia passar a diante .

– Senhorita Brown...

– Por favor, não me expulse. Eu amo essa escola – choraminguei.

– Senhoria Brown...

– Deus, fez até um calor aqui. – Comecei a me abanar com a blusa. – Acho que vou vomitar. O que vou dizer aos meus pais? Não posso...

– Senhorita Brown! – ele disse, calmamente.

– O quê? – falei, desesperada.

A essa altura já estava pra desmaiar, considerando a hipótese que aquela sala fazia um calor imenso, e isso não ajudava em porcaria nenhuma. Saber que poderia pegar uma suspensão me deixava extremamente nervosa, e o olhar do diretor sobre mim admito também que me deixava apenas pior.

– Não vou te expulsar, senhorita Brown. Está apenas com o uniforme inapropriado.

Senti as bochechas queimarem. Tinha acabado de fazer a ceninha mais dramática de toda minha vida, e também havia percebido que tinha passado vergonha. Maldição!

– Detenção amanhã – disse ele, assinando em um papel e me entregando logo depois.

Nem o quis ler, pois sabia o que dizia. Com certeza falava para eu ir pra sala 345 com o professor Luis Garret. Poderia estar até mais feliz por não estar tão encrencada, mas ainda sim era assustador. Nunca tinha ido a detenção, pois era uma aluna exemplar. Bom, mas como dizem: “Existe uma primeira vez pra tudo.” Só esperava que não fosse do jeito que se mostrava nos meus pesadelos.

– Detenção? – perguntou o Noah, arrastando sua bandeja e pegando uma maçã.

Fiz uma careta, balançando a cabeça quando a merendeira me ofereceu uma coisa estranha e alaranjada. Sei lá o que podia ser aquilo. Poderia ter até uma intoxicação alimentar.

– É – respondi, ajeitando a maçã na bandeja e depois colocando uma mecha do cabelo atrás da orelha. – Com o professor Garret.

– Aquele professor que a mulher deu um pé na bunda e o trocou por um ex bancário velho e gagá?

Rimos e assenti. Noah foi pra outro canto, pois tinha que organizar um trabalho de física com seus amigos, e eu me sentei em uma mesa no meio do refeitório, sozinha. Sinceramente, odiava toda a atenção que estava recebendo naquele dia. As pessoas achavam que não podia ouvir seus sussurros, falando que eu havia sido salva por Finn. Bando de hipócritas! Tinha certeza que a metade nem sabia meu nome.

E olha que eu já nem estava mais usando aquela saia.

Me assustei quando uma bandeja foi posta a minha frente, e subi meu olhar para a garota que sentara na minha frente. Era Aly, uma garota que fazia algumas aulas comigo. Tinha os cabelos pretos e curtos e um sorriso extremamente amigável. Estranhei o fato dela está ali comigo, pois quase nem nos falávamos.

– Você é a Millie, né?

Eu ainda a encarava embasbacada. Aly era meio que popular, mas não era esnobe como a maioria das garotas daqui. Era um amor.

Não que eu não fosse popular, mas não era como algumas garotas aqui. Tinha vários amigos, mas Noah era o meu melhor.

Vamos, Millie! Fala alguma coisa!

– Oi, Aly. – Sorri. – Você não deveria estar com a Olivia e a Katrina?

Ela fez um biquinho, e percebi que a maneira que falei deu a entender que ela fosse indesejada ali.

– Quer dizer, por que veio se sentar comigo? – corrigi.

– Eu só achei extremamente horrível a maneira que o Romeo te tratou, e pensei que você deveria estar triste depois daquilo tudo. – De repente, um sorriso brilhou em seus lábios. – Mas fiquei mais aliviada que o Finn deu um jeito nisso. Que ele defendeu a sua honra.

Aí que me dei conta que Aly não estava preocupada comigo, era apenas mais uma das várias garotas que babavam por Finn. E defender a minha honra? Da onde ela havia tirado aquilo? Eu sabia muito bem me virar sozinha! Não acreditava que Finn tinha mesmo achado que estava “defendendo a minha honra”. Aquele babaca viciado em violência!

– Entendi. – Larguei minha maçã sobre a mesa para encarar Aly firmemente. – O único motivo de você se aproximar de mim, é por causa de Finn.

Quando ia me levantando, parei ao ouvir a risada dela. Quando olhei-a, quase caí na gargalhada com ela também, pois a risada dela era gostosa.

– Millie, o Finn não faz meu tipo – disse, limpando os cantos da boca com o guardanapo. – Bad boy demais.

– Quê? – perguntei, chocada. O Finn fazia o tipo de todas. – Então pra que veio aqui?

Tinha pagado papel de trouxa na frente de uma garota incrível, e ainda tinha associado-a as meninas fúteis daqui. Se eu fosse Aly, já teria saído dali, mas não antes de falar umas poucas e boas pra Millie.

– A festa na casa do Noah é amanhã, não é? – Assenti. – Queria te chamar pra ir no shopping.

Abri um sorriso enorme, o que fez Aly me retribuir. Notei que minha vida não era tão ruim quanto eu julgava ser, existiam coisas boas. Perdia tempo demais apenas achando as ruins, mas sequer olhava as que me agradava. Noah, Sadie e (talvez) Aly eram pessoas que agradecia por ter ao lado.

– Claro.

E trocamos números, antes dela sair, explicando que tinha uma aula extra de francês. Sabia que tinha um sorriso extremamente ridículo pregado no rosto, mas não conseguia tirá-lo dali. Ele era bom demais para ser descartado.

Meu celular vibrou, e o vi a tela brilhando com uma mensagem.

Noah Wolfhard 12:45 AM: Vou ficar na escola por mais duas horas e meia (Saaaaaaaaacooooo!). Pede para o Finn te levar.

Beijos, pequena.

Revirei os olhos. Noah podia estar brincando com minha cara, só podia. Ou talvez podia ser o universo se conspirando contra mim.

Pensar na possibilidade de ficar em um carro com Finn, era um das piores coisas que podia acontecer comigo, até pior que pegar uma detenção. Eu podia prever a tensão no ar assim que eu entrasse naquele veículo. Mas também não podia negar isso a Noah, pois ele provavelmente iria perguntar se eu ainda tinha aquele crush em Finn. Uma paixãozinha de infância que acumulei para minha adolescência.

Então apenas respondi com um okay e lhe desejei boa sorte com o trabalho, mas não mencionei como estava nervosa com isso.

*UNKNOWN* 12:50: Então, acho que podemos nos encontrar hoje a tarde, lá pelas 15.

Beijinhos, Aly.

12:52 AM: Vou pedir para minha amiga Sadie nos levar, ela conhece algumas lojas boas. Passa lá em casa?

Tecnicamente todos da escola sabiam onde era minha casa apenas por saber onde era a casa de Finn, e acho que isso também incluia Aly.

Aly 12:53: Tudo bem. Até as 15.

O sorriso sumiu do meu rosto assim que cruzei os portões da escola, dando de frente com o estacionamento quase vazio a essa hora do dia. E a imagem que passou diante dos meus olhos também não foi uma das melhores. Heather Lee e Finn Wolfhard aos beijos, encostados em um moto. Finn parecia não se importar se estava em público, atacava a boca da namorada com tamanha voracidade. E nem Heather parecia se importar, pois era uma vaca. Aqueles cabelos longos e enrolados, aquele corpo... Finn a escolheu a dedo, tinha plena certeza.

Quando me aproximei, pareceram nem notar minha presença ali. Respirando fundo, cutuquei Finn, e aquele nojento som de lábios se separando quase fez meus ouvidos jorrarem sangue.

– Noah pediu para você me levar pra casa – falei, tentando não olhar para sua boca vermelha.

Ele sorriu, e deu um último beijo na namorada.

– Oi, Heather.

– Oi, Millie – ela devolveu no mesmo tom sarcástico que eu. Revezou seu olhar entre mim e Finn, acrescentando: – Estou de olho em vocês.

E saiu rebolando, recebendo um olhar nada discreto (e totalmente repugnante) de Finn.

– Vamos? – ele perguntou, estendendo o capacete para mim.

– Vamos na sua moto? – Ele assentiu. – Cadê a droga do seu carro, Wolfhard?

– Eu bati, e está no concerto. Agora vamos, pois você não tem outra escolha e... – Ele deu um sorriso torto ao me ver colocando os fones de ouvido. – Vai me deixar falando sozinho?

– Quê? – Quando Finn ia falando, o interrompi: – Não estou te ouvindo. – Olhei para cima, contemplando a linda piscina azul chamads céu. – O dia está tão bonito, acho que vou pra casa correndo.

Comecei a me afastar, apertando a mochila nas costas. Ainda não tinha colocado nenhuma música para tocar, era apenas meu orgulho falando por mim. A cena dos beijos do casal nojento, e jamais me permitiria subir em um veículo que Heather já esteve tantas vezes. Estava chateada demais para isso.

– São quase 2 quilômetros até lá – gritou ele, e podia sentir o sorriso em sua voz.

– Acho que posso aguentar! – respondi, começando a correr.

– Sabia que estava me escutando!

Estava mais do que na hora de eu desencanar na minha paixonite aguda por Finn, pois pelo que podia ver, ele já estava muito bem acompanhado. Mas não era algo que podia esquecer de uma hora pra outra.


Notas Finais


E quem está aqui, dominando a porra toda? Ela mesma, a rainha dos comentários, @Aly_Wolfhard. Minha bebê.
Já que esse capítulo ia ficar grande demais, resolvi dividi-lo em duas partes. O próximo deve sair amanhã.
E, galera, queria fazer um pedido. Nós, escritores, demoramos tanto para escrever um capítulo, e às vezes ficamos chateados pela falta de comentários. Então, por favor, se pudessem comentar um simples "continua" já ia me deixar muito feliz. (Porém não estou os obrigando a nada!)
Beijos e até o próximo.


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