História Rumo - Capítulo 21


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.029
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Ecchi, Famí­lia, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hellooooooo! Tudo bem?
Eis mais um capítulo, perdão pelos errinhos que tenham passado despercebidos e boa leitura ^^

Capítulo 21 - Conflito


   Quando imaginava que as coisas não podiam piorar, percebia que poderia piorar em todos os sentidos. Quando chegou em frente ao prédio e viu quem o aguardava ali não conteve um sorriso debochado brincar nos lábios. Fitou o sujeito ali á sua frente quando desceu do carro que o encarava sem qualquer expressão. Ele lhe estendeu a mão:

  -Celular.

  Se encararam por alguns segundos, Eriol lhe parecendo pensar muito antes, em seguida lhe entregando o aparelho que foi colocado num dos bolsos do ruivo que fez sinal para que ele entrasse na sua frente:

  -Então você também está por trás disso.

  -Apenas ande.

  Ambos seguiram por um extenso corredor. Já tarde da noite não havia ninguém por ali. Eriol sentiu o cano do revolver encostar em suas costas e a mão agarrar firmemente seu ombro, Já estava fora de si e sua reação fora de um movimento brusco virando-se para trás segurando o braço esquerdo com o revolver forçando-o para o outro lado enquanto Mark o imobilizava com o braço direito. Estavam cara a cara:

  -Já estou puto com essa situação e não tenho tempo para as brincadeiras de vocês. Onde está Nerine?

  Mark não gostou do tom usado pelo maior:

 -Não fale como se você se importasse com ela, me dá náuseas.- ambos estavam sérios e claramente irritados-Escute o que vou dizer...

  -Não tenho motivos pra ouvir as merdas que saem da sua boca.

  -Tem se quiser salvar Nerine.

  Eriol parou por um momento ao ouvir o nome de Nerine, aquele sujeito só podia estar de brincadeira:

  -Acha que me engana? Você a seqüestrou, quer a garota de qualquer forma...

  -E você não?- a resposta foi um trincar de dentes de Eriol- Eu estou protegendo-a. Essa mulher que diz ser Mary não é ela.

  -Sei.

  -Se fez parte do passado de Mary, deve saber que ela nunca falou da própria família, nem que tinha uma irmã- Eriol afrouxou o aperto encaixando as peças do quebra-cabeça, e aquilo infelizmente lhe fazia sentido- Vai colaborar pra salvá-la?

  -Até poderia...mas- ele o derrubou pegando o révolver - Mas é algo pessoal e quero Nerine longe de você- ele pegou o celular que momentos antes pegara de Mark já virando-se pra sair.

  -Ela está no  último andar. Está esperando por você...quer matá-lo.- Mark informou, não queria que ela estivesse envolvida naquilo, a culpa era de Eriol, mas devia achar uma forma de resgatá-la.

  Após isso ele seguiu em frente. Sabia que Mark tinha sentimentos por Nerine mas não se permitiria receber ajuda de alguém assim. Ele havia a abandonado e isso claramente surtiu efeitos nela. Suas complicações com Nerine também tinham muito haver com ele. Era hora de dar game over.

 

 

 

  Nerine sentia a perna arder, a dor intensa tomando conta aos poucos desde que sentira a faca na carne, o ardor no pescoço e o sangue escorrendo aos poucos sujando toda a roupa, seu rosto também dolorido pelos tapas desferidos. Estava amordaçada e sem chances de gritar por ajuda, só podia pedir que morresse logo ou alguém viesse lhe socorrer. A mulher encontrava-se á sua frente sentada numa cadeira de escritório de pernas cruzadas,colocava munição na pistola hora ou outra a encarando mais séria. Abriu um sorriso falso levantando-se por vez:

  -O que acha que nosso boyzinho vai sentir ao vê–la nesse estado? –ela despejou um pouco de espumante que se encontrava na mesa ao lado na ferida do pescoço de Nerine, esta urrou de com o queimar quase insuportável- Há Mark também, ele acha que não sei de sua breve traição...acha que não sei que ele te ama- ela ironizou a frase- Felizmente tenho uma informante fiel....conhece a Selene?

  E toda o mundo de Nerine desabou. Ela e Mark também? Sua vida havia sido uma completa mentira até nos pontos que julgava ser verdade. Sentia vontade de chorar, de sair dali, de recusar a acreditar:

  -Eu sempre estive ciente de seus passos Nerine, até quando saiu de Ambrosia, quem acha que me informou?- ela riu- Selene trabalha para mim desde muito tempo, eu tenho Eriol na minha mira há anos. O destino foi cruel com você te colocando na vida de um criminoso não?

 Sim, ele havia sido muito cruel, não lhe restava mais nada. Quando achou que as coisas deviam acabar ali ouviu o baque e a porta bater. Após isso, tudo foi muito rápido.

  Eriol entrou e rapidamente sacou uma arma atirando de raspão contra a mulher:

 -Prazer...Lindsey- ele falou a contra gosto reparando em Nerine ali. Seu coração apertou.

  -Nem um passo ou a garota já era.

  -O que fez com Mary?

  -A coloquei no banco de reserva temporariamente-ela passou para trás de Nerine com a pistola apontada para a garota usando-a como escudo- Com licença.

  Lindsey deu meia volta na sala e saiu junto de Nerine:

  -Solta ela!- Eriol ouviu o barulho do disparo. Era Mark. O tiro acabou acertando o braço esquerdo que Lindsey segurava a pistola soltando na mesma hora gritando alto.

  -SEU FILHO DA PUTA!

  Mark se apressou e puxou Nerine para seu lado livrando sua boca das mordaças:

  -Tudo bem pequena?- ele estava extremamente preocupado. Nerine se limitou a abaixar a cabeça- Hey, fale comigo por favor.

  Eriol observava a cena um pouco mais atrás. Tinha algum direito ali? Ao que parecia não. Coisas do passado estavam vindo a tona ali e ele teria que resolver. Tratou de amarrar Lindsey e a fazer ficar quieta ,Eynar chegando logo em seguida:

  -Cara, vim assim que mandou sua localização.

  -Muito obrigada, como és útil meu amigo.- ele falou nervoso.

 -Competente como sempre- ele notou a situação e espantou-se com o estado de Nerine- Se me permite adivinhar, quer que eu trate dela?

  -Sem brincadeiras. Faça isso por favor- Eriol olhou para Mark que estava com Nerine grudada em seus braços. Ela não o encarava- Leve ela e trate os ferimentos...

  -Não! –ela grunhiu  ainda de cabeça baixa- Mark...pode... me levar a um hospital?

  -Sim, eu posso...ei.

  Ela se sentiu muito cansada, viu o rosto dele a fitando uma ultima vez preocupado, exatamente como anos atrás quando ela não estava bem. ‘’Mas que saudade senti de você.’’ Pensou ela antes de perder os sentidos.

 

 

 



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