1. Spirit Fanfics >
  2. Rumo ao Amanhã >
  3. Kagome - Por quanto tempo isso ainda irá durar?

História Rumo ao Amanhã - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


Olá minna... Lhes trago mais um capítulo cheio de muito amor e carinho!
Essa semana completa 1 ano desde que me registrei aqui no Spirit, e para comemorar terá atualização minha por aqui todos os dias, até sexta feira.
Então quem ainda não me segue por aqui, já aproveita... Pra não perder nadinha!

Arigatou a todos que me acompanham e...

Boa leitura!

Capítulo 7 - Kagome - Por quanto tempo isso ainda irá durar?


Fanfic / Fanfiction Rumo ao Amanhã - Capítulo 7 - Kagome - Por quanto tempo isso ainda irá durar?

Despertei com o cantar de um simpático passarinho rodopiando junto a minha janela, espreguicei-me e inspirei profundamente sentindo o doce cheiro que a Primavera nos trazia. Tive muito tempo para pensar durante as férias de inverno, ainda que sempre me visse nos mesmos questionamentos e aflições. “Por quanto tempo isso ainda irá durar? Até o fim dos meus dias creio eu.”. Fitei o relógio que ficava ao lado de minha cama e constatei que estava atrasada, levantei-me subitamente procurando meu novo uniforme e vestindo-o rapidamente ao encontrá-lo.

Corri até o banheiro e escovei meus dentes enquanto fazia xixi – Apesar de talvez não ser tão higiênico, com o pouco tempo que tinha isso pouco me importava. “Não posso chegar atrasada justo no meu primeiro dia!”. Fui até meu quarto e peguei minha mochila, que por sorte estava previamente preparada, e desci as escadas quase que voando.

- Cuidado querida, não quer se machucar em seu primeiro dia de aula não é mesmo? – Mamãe repreendia-me.

- Desculpe mamãe, estou atrasada... – Num movimento rápido peguei uma maçã sobre a mesa e girei meu corpo, despedindo-me enquanto já saia pela porta da cozinha e alcançava minha bicicleta. – Até mais tarde mamãe.

Encontrei o vovô varrendo o chão próximo ao torii que ficava na entrada do templo e cumprimentei-o. Descer aquelas escadas carregando a bicicleta já não mais me parecia boa ideia, mas pensando à longo prazo conclui que o trajeto até o colégio seria bem mais rápido deste modo.

Bati meu próprio recorde na categoria descida de escadaria carregando uma bike.

Já sobre minha bicicleta, passei a pedalar rápido o bastante para chegar a tempo, mas não tão rápido para que me expusesse a algum perigo. Aproveitei todo o caminho para deliciar-me com o aroma exalado pelas sakuras que haviam acabado de florescer. “Que delícia.”. O trajeto até o colégio foi incrivelmente tranquilo e assim que alcancei a entrada do mesmo, cujo portão estava escancarado – o que me tranquilizava, pois sinalizava que eu estava dentro do horário. -, saltei de meu meio de transporte e segui em direção à estrutura destinada às bicicletas dos alunos.

- Kagome! – Ayumi gritou assim que me avistou ao longe. Acenei em resposta e voltei minhas atenções para o cadeado que precisava ser colocado na bicicleta.

Minha amiga de longa data aproximou-me rapidamente de onde eu estava e lançou-se sobre mim, num abraço repleto de saudades.

- Há quanto tempo que não nos vemos Kagome! – Apertou-me ainda mais naquele abraço.

- Desculpe, é que... – Tentava pensar em algum argumento plausível, que não envolvesse um problema de saúde mirabolante.

- Ayumi, Kagome! – Yuka acenava, caminhando em nossa direção.

- Guardem um pouco de abraço pra mim... – Eri lançou-se sobre nós, apertando-me ainda mais.

- Meninas, não estou conseguindo respirar... – Protestei, visivelmente sem ar.

- Soltem-na, vocês duas vão matá-la. – Yuka repousou suas mãos na cintura, fitando-nos com olhar de reprovação. – Não precisava ter nos evitado durante as férias senhorita Kagome.

- Desculpem-me, é que eu precisava de algum tempo sozinha e... – Abaixei a cabeça, fitando o chão enquanto mordiscava meu lábio inferior. “Nos últimos dias tenho me sentindo um pouco ansiosa, decerto é por conta da nova fase que se inicia em minha vida... Serão apenas inseguranças diante das inúmeras mudanças que terei adiante? Ou será que há algo mais... Talvez medo?”.

- Não precisa se desculpar, mas pode nos contar o que houve quando se sentir a vontade. – Ayumi deu leves tapinhas em minhas costas.

- Vamos logo, ou todas iremos chegar atrasadas em nosso primeiro dia! – Yuka advertiu-nos.

Todas assentimos e seguimos até nossa sala de aula, as três falaram brevemente sobre suas férias e não posso dizer que me atentei ao que falavam... Naquele momento senti um pesar, como se um véu cobrisse meus pensamentos, e só conseguia desejar não estar ali. “Enquanto estou aqui, quantos perigos Inuyasha deve estar enfrentando?”. Acomodamo-nos em nossos lugares e a professora de Matemática apresentou-se.

“Não permitirei que a matemática me vença, nos próximos anos me esforçarei em tirar as melhores notas! Não desejo repetir os mesmos erros do passado e essa é a primeira coisa que vou mudar nessa nova fase da minha vida... Nova fase... Uma vida sem o Inuyasha.”.

Tão depressa quanto aqueles pensamentos surgiram, esvaíram-se. Pisquei duas ou três vezes, pressionando minhas pálpebras o máximo que podia, visando concentrar-me nas aulas que sucederiam até o meio da tarde. “Levarei isso a sério, afinal meu futuro depende disso... Mas que futuro?”.

Dei o melhor de mim, e estar junto das minhas amigas era uma motivação e tanto... Sem duvidas, elas me ajudavam mais do que podiam imaginar.

Na hora do almoço, sentamos juntas sob a sombra de uma grande árvore presente nas dependências do colégio – sua sombra era tão grande que havia mais dois grupos de alunos reunidos abrigados sob ela.

Eu mais ouvia do que falava, e sou grata por elas terem respeitado meu espaço. Realmente eu não queria falar sobre o assunto que tanto me magoava... O fim do ano letivo, após meu retorno permanente da Era Feudal, havia sido pesaroso demais. Tudo que eu mais queria era esquecer, em contrapartida eu parecia lembrar cada vez com mais frequência. Ainda não havia sido capaz de superar minha separação forçada de Inuyasha, e a incerteza se superaria ou não me afligia ainda mais.

No fim das aulas decidimos seguir juntas até onde fosse possível, e Yuka foi a ultima a separar-se de mim – já que eu era a que morava mais distante, devido a localização do templo de minha família. -, me surpreendendo ao despedir-se.

- Kagome, não sei o que te atormenta... Mas saiba que poderá sempre contar conosco. Vamos ajuda-la a esquecer dos problemas, e quando e se você sentir-se confortável para falar conosco sobre isso, vamos pensar juntas em um meio de superar tudo. – Sorriu e afastou-se, deixando-me sozinha e tremendamente emocionada. “São ótimas amigas.

Enxuguei uma lágrima que se formava no canto de meus olhos, e subi em minha bicicleta para trilhar o caminho que ainda faltava até minha casa. Não pensei em mais nada, apenas pedalei tentando embriagar-me com o perfume de centenas de sakuras impregnado no ar que aquela leva brisa de fim de tarde trazia até mim.

Ao chegar em casa, segui direto para o banheiro. Preparei a banheira com um mix de ervas – as preferidas da mamãe – e despi-me rapidamente, entrando na mesma e repousando meu corpo em seu interior praticamente vazio. Fitei a torneira enquanto concentrava-me na deliciosa sensação que o avanço da água junto a meu corpo proporcionava-me. Por um instante imaginei como seria sentir o toque de Inuyasha em minha pele... Sim, ele já havia me tocado inúmeras vezes, mas nenhuma havia sido como eu realmente desejava. “Ora, mas que pensamentos inapropriados são esses?”. Após repreender-me mentalmente, notei que a torneira já poderia ser fechada e o fiz. Acomodei-me e busquei relaxar ao menos um pouco. “Talvez fosse mais fácil se eu apenas esquecesse tudo, Inuyasha, a Era feudal e todo o resto! Não, eu não poderia fazê-lo... Certamente enlouqueceria, é impossível esquecer completamente de algo assim e manter a sanidade!”. Suspirei pesadamente. “O fato é que decidi seguir em frente, mas sei que não sou capaz de superar o que houve entre nós... Ainda não! Quando finalmente nos entregamos ao que sentíamos um pelo outro... Uma rasteira do destino.”. Pendi a cabeça para trás e fechei os olhos. “Não vou esquecê-lo por um dia sequer, mas vou aprender a viver com isso, dominarei meus sentimentos...”.


Notas Finais


- Pessoalmente, a conclusão da Kagome "de que esquecer-se de sua história ao lado de Inuyasha, a faria enlouquecer", fez-me lembrar especialmente de "Quanta dor pode caber no vazio". Tenho muito carinho por essa fanfic e por quem a escreve, e caso você ainda não a conheça, peço que lhe dê uma chance e depois venha comentar se essa fala da Kagome nos remete ou não a essa fic.
Link: https://www.spiritfanfiction.com/historia/quanta-dor-pode-caber-no-vazio-19266845

- Caso você conheça e goste do trabalho que a Zoin-chan fazia aqui no Spirit, saiba que ela continua escrevendo e atualizando suas fic's... Porém no Wattpad. Você pode encontrá-la lá buscando por: ZReimer.
E se ainda não conhecia, corre lá que é uma mais incrível que a outra!

- Me encontre no Instagram: Kah_Higurashi (Vou adorar receber uma mensagem sua).


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...