História Rumo ao Fim - Capítulo 4


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Kakashi Hatake, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari
Tags Gaaino, Naruhina, Sasusaku, Shikatema, Zumbis
Visualizações 151
Palavras 2.528
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Sinto muito por essa longa demora, estou até envergonhada. Mas como havia dito em outras histórias passei por um longo bloqueio e achei que não seria capaz de voltar a escrever SasuSaku. Enfim, boa leitura!

Capítulo 4 - Capítulo III


Rumo ao Fim

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Capítulo III

Tóquio, distrito de Nakano, 31 de outubro de 2011. 

Estava de plantão quando a doença começou, e desde então, todos os médicos e enfermeiros que trabalhavam em Shibuya no momento foram obrigados a ficar. Ela não sabia ao certo de onde surgiu a doença, mas ela se espalhava rapidamente, e logo, todos os leitos estavam abarrotados de pessoas. Com o passar dos dias os médicos foram ficando infectados também, e sem saber o que fazer, pessoas começaram a partir.

O caos já havia se instalado a algum tempo, mas foi somente no quarto estágio da doença que as coisas saíram do controle. Para Hinata, a morte era o fim, mas provou-se estar enganada quando vira pessoas mortas se levantarem e sucumbirem a fome. Devoravam gente e transmitiam a doença em seu ápice, levando o indivíduo a morrer e retornar. A tornar-se um vagante como eles.

Parte do hospital se perdeu quando os mortos levantaram e o restante que sobrou – os vivos –, se exprimiam em salas e consultórios minúsculos, ouvindo os murmúrios e as lamentações da morte. A Hyuuga assistiu pessoas enlouquecerem em poucos dias e matarem umas às outras, famílias inteiras cometiam suicídio, e aqueles que aguentaram como ela; mantinham-se vivos e sóbrios para poderem ver seus familiares. Se é que estivessem vivos.

A última vez que conseguiu falar com Naruto e Hanabi, pediu para que o amigo cuidasse da irmã enquanto estivesse trabalhando, e rezava aos céus que Naruto fosse capaz de cuidar das coisas e manter ambos seguros. Ele era um policial! Tinha o treinamento necessário para cuidar de si mesmo e de Hanabi, era o que gostava de pensar quando as coisas ficavam difíceis.

Não sabia ao certo quanto tempo se passou enquanto vivia trancada em um consultório na ala pediátrica, mas um dia ouvira o som de tiros e horas mais tarde, militares fortemente armados invadiram as salas e socorreram as poucas pessoas que sobraram. Eram liderados por um tal Kakashi Hatake e procuravam pelo virologista Orochimaru, mas tal homem havia sumido a muito tempo. Logo no início da quarta fase.

Montaram guarda em Shibuya e recuperaram cada mínimo canto perdido para os andantes nos primeiros dias. Cercaram o hospital com carros e ônibus abandonados as pressas, e todos acharam que estavam seguros, eles possuíam armas pesadas e não deixavam qualquer criatura se aproximar mais do que cinco metros das barricadas.

Os boatos logo começaram a circular, de que o único hospital que restou em pé era guardado por soldados e que ainda possuía energia elétrica – vinda dos geradores no subterrâneo -, alimentos, remédios e muito mais. Era a segurança que queriam e precisavam, uma verdadeira utopia apocalíptica. Hinata viu as pessoas chegarem e implorarem por suas vidas, e o comandante Kakashi sempre as aceitava.

Sempre se considerou uma pessoa boa, admirada pelos colegas de trabalho e amigos, porém, passou a rezar para que o Hatake não as aceitasse mais. Centenas de pessoas voltaram a se espremer, em cada sala, consultório, ala e em lugares improváveis. Os suprimentos acabaram aos poucos e grupos foram montados para procurarem por mais, era difícil e perigoso, e quando voltavam com não mais que algumas coisas todos se frustravam.

Os geradores pararam de funcionar em algum momento e a utopia se transformou em caos, no momento em que os mortos ultrapassaram as barricadas e os homens entrincheirados perderam a batalha. Novamente estava entre eles, tentando salvar a própria pele, enquanto ouvia os milhares de pés e murmúrios dos andantes. Maldito tinha sido Kakashi, que aceitou tantas pessoas e as colocou em risco.

Eles eram atraídos por carne viva, por gente, e a grande concentração de pessoas de Shibuya não tardaria em alarmá-los. Haviam caído e agora tinha muita gente morta, estava presa no distrito de Nakano e não conseguiria fugir dali tão cedo. Abraçou o próprio corpo, tanto pelo frio, quanto pelo medo de invadirem a pequena casa em que estava trancada. O primeiro lugar que pensou não acessarem facilmente, era uma casa de dois andares e o térreo era ocupado por uma loja.

Contudo, os ouvia murmurar na penumbra da noite e trombarem uns nos outros, ora derrubando lixeiras e quebrando vitrines. O fedor da morte rompia pela janela aberta e vez ou outra temia as sombras projetadas pela cortina levantada pelo vento.

— Eles estão bem agitados esta noite. Acho que pessoas passaram por aqui em algum momento, eu os vejo procurar por algo, mesmo no escuro. — Kakashi diz, e por um momento Hinata parece sentir um tom de divertimento em suas palavras. Ele era um filho da puta imbecil, mas tinha salvo-a de alguns deles. Era grata.

— Quando poderemos ir? Te disse que precisava ir para Roppongi, tenho pessoas lá. — o grisalho sorri, e seu único olho parece fazer o mesmo movimento. Nunca perguntou sobre a falta do olho, mas curiosidade não lhe faltava em fazê-lo.

— Estão agitados. — afirmou. — Procuram por algo que possa facilmente ser você. Continuar aqui por um dia ou dois não irá nos matar, você mesma disse que seu amigo é policial, ele deve estar bem. — Hinata assente a contragosto. Estava enlouquecendo, não queria ficar ali nem mais um segundo.

Kakashi a ignorou, voltando-se para a bancada, onde tentava preparar uma lata de feijão. Na maior parte do tempo ele era silencioso, falava raramente algo aqui e algo lá, e não se pronunciava muito sobre o acontecido no hospital. Sabia o quanto tinha sido ruim em querer negar abrigo as pessoas, mas um novo mundo estava nascendo, um que ajudar o próximo não estava nos planos.

Mas ele esteve lá, na linha de frente e viu o santuário que construiu ser destruído, viu seus homens serem mortos e voltarem como eles e havia se perdido de um amigo importante. Hinata se lembrava vagamente dos rostos dos militares, e queria se punir por isso, ela nunca havia dado a atenção necessária em seus rostos ou demorado muito em uma conversa. Eles mantinham a porra do centro funcionando, então por que ninguém os dava atenção?

Suspirou e assistiu o homem lhe entregar uma lata de feijões e uma garrafa de água. Era o bastante para sustentarem-se por algumas horas, e a Hyuuga tentaria dormir, mesmo sabendo o que a aguardava quando fechasse os olhos.

*

Despertou sentindo a luz pálida do sol entrar pela janela, com os olhos vasculhou a cozinha e a sala em conjunto tentando achar o comandante em algum lugar, era provável que ele estava no andar debaixo avaliando as chances que possuíam em sair dali. Mas não deixava de pensar que ele poderia ter ido embora, se viraria bem nas ruas, ao contrário dela mesma. Seria morta pelos primeiros andantes que encontrasse.

Levantou-se rapidamente, enrolando o corpo no fino casaco surrado e seguiu para o andar debaixo. Kakashi estava lá como imaginou. Vasculhava as prateleiras rapidamente, enfiando tudo o que dava para comer em uma mochila que haviam encontrado no quarto.

— Arrume-se, vamos ir para a sua casa em breve. Eu fiquei de tocaia a noite inteira, e percebi que eles deram uma dispersada quando ouviram o som de tiros em alguns quarteirões. Esse é o momento perfeito para fugir... só tem três deles e eu posso me livrar facilmente, e há também um carro que chequei mais cedo. Tem gasolina e a chave estava na ignição. — ele girou as chaves no dedo, olhando-a.

— Passe essa mochila para cá e vá terminar de arrumar as coisas. Eu cuido de tudo por aqui. — Kakashi assentiu e subiu para o andar de cima, para arrumar as poucas armas que tinham. Hinata colocou mais alguns enlatados e coisas de fácil manuseio, algumas cartelas de analgésicos e deixou a mochila descansar do lado do caixa.

O militar não demorou a voltar, trazendo uma AK47 junto do corpo e outra mochila com duas armas e munições. Todas retiradas dos corpos devorados dos militares que caíram com Shibuya. Kakashi estava claramente os violando, ousando se aproximar de seus corpos e roubar seus pertences, mas precisava fazer de tudo para se manter vivo.

Aproximou-se de Hinata sorrateiro, observando-a colocar a mochila de suprimentos nas costas. Era uma garota forte, e por isso, lhe estendeu uma .40 simples e de fácil manuseio. Ela saberia usar quando o momento chegasse, quando não conseguisse mais proteger a ambos.

— Eu não mato, Kakashi-san. Minhas mãos são para salvar vidas, e eu não hesitarei em salvá-las se for preciso.

— Você também não hesitará em matar quando for preciso, Hinata. Não quando o que estará em jogo for a sua vida, ou a vida de uma pessoa que você ama. E quando esse momento chegar, você matará e não vai sentir remorso por isso, se tornará tão natural quanto a luz do dia. — ele termina a frase, balançando a arma para incitá-la a pegar e Hinata o faz, trêmula.

— Tentarei usá-la somente em último caso, Kakashi-san, mas mesmo assim obrigada, sou grata por tudo o que está fazendo por mim. Certamente eu estaria morta ou vagando como eles se não fosse por você. — agradece, sentindo o peso da arma em suas mãos. Kakashi apenas assente, olhando o lado de fora pelo vidro da porta da loja.

O carro ainda estava lá, com as portas abertas, do jeito que tinha deixado mais cedo. Para que pudessem ter uma fuga rápida e sem dificuldades. Abriu a porta estreita da loja e armou-se com uma faca – que tinha ganho do pai, quando se tornou militar –, e deu dois passos para fora, olhando os arredores com desconfiança. As vezes achava que eles podiam se esconder.

Os três que vira anteriormente estavam lá, dois homens e uma mulher. Um dos homens parecia ser somente um adolescente, vestia um pijama moribundo e lhe faltava um dos braços, esforçando-se Kakashi podia visualizar o momento em que foi atacado. Provavelmente enquanto dormia e não podia se defender. O outro era mais velho, vestia o que um dia aparentou ser um terno elegante e tinha um enorme buraco na barriga. As vísceras jaziam perduradas para fora.

A mulher, quando a viu pela primeira vez, parecia estar em melhor estado. Mas ao vê-la de frente, a mandíbula lhe faltava inteira e do rosto deformado escorria um líquido malcheiroso. Vestia uma camisola surrada do hospital e Kakashi se perguntou se ela esteve em Shibuya, se ela morreu lá.

— Ela está um pouco longe. — Hinata afirma suas suspeitas, acenando para a mulher que se balançava gemendo. — É a roupa que normalmente nossos pacientes usam, isso quer dizer que estão se movendo, Kakashi-san? Aquela horda pode ter se dissolvido, ou pode estar em qualquer lugar. — finaliza assombrada.

— Esse é um dos motivos que precisamos partir. Eles podem estar lá, como podem ter se dissipado pela falta de gente para devorar ou podem estar juntos... caçando. — Hinata assentiu, sabendo que o pensamento do homem poderia ser verdadeiro. Eles eram como caçadores.

Deram mais alguns passos em direção ao carro, enquanto o homem mais velho os notava primeiro. Com agilidade Kakashi afundou a faca no crânio do moribundo, sendo salpicado por gotas de sangue coagulado. O corpo despencou quando a faca fora arrancada, atraindo os outros dois. A mulher chegou primeiro, balançando os braços finos para agarrá-lo.

O Hatake a acertou na barriga, levando-a ao chão e novamente afundou a faca na cabeça. O adolescente, um pouco mais desastrado tombou com um dos corpos jogados no chão e caiu, lutando para se levantar. Aproveitaram a chance e correram para o automóvel, acomodando-se depressa.

Hinata entrou no motorista e o militar no carona, certificando-se de que ninguém os atacaria. Pisou o pé no acelerador, fazendo alguns andantes saírem de seus esconderijos. Contudo, já estavam longe e protegidos o suficiente. Agora precisava chegar em Roppongi, Naruto e Hanabi tinham de estar lá.

*

— Aquele é o meu prédio, no fim da rua. — apontou, observando o entorno.

— As coisas estiveram bem difíceis por aqui. — Kakashi diz, olhando os buracos de bala e os corpos estirados no chão. Era uma rua que outrora poderia afirmar ser calma, um bom lugar para morar, podia imaginar o apartamento organizado de Hinata e ela se despedindo de uma garota parecida consigo. — Não será tão difícil entrar, pelo visto eles foram embora...

— Sim, mas eu não sei como vão estar os corredores. A última vez que consegui falar com Naruto as coisas estavam agitadas, mas eles estavam bem. — afirmou. A rua tinha alguns pequenos conjuntos de prédios baixos, quatro andares no máximo – como o que a Hyuuga morava –, a falta de pessoas andando por ali era comum, mas agora o silêncio cantava uma canção macabra.

— Podemos parar o carro mais próximo a entrada e subir. Se encontrarmos muitos deles, podemos voltar e ir embora. — Hinata assentiu, girando a chave no contato. O motor roncou baixo e lentamente o carro se aproximou da entrada. Estacionou e o olhou, esperando por algum sinal. — Vamos.

Ambos desceram do automóvel, Kakashi empunhando sua arma e apontando para Hinata fazer o mesmo com a .40. O saguão estava vazio e as marcas da luta manchavam as paredes de cor clara, e a Hyuuga recordou-se de passar por ali todos os fins de tarde e cumprimentar o porteiro. A escada para os andares superiores estava escura, e nenhuma luz entrava.

— Por aqui. — acenou e caminhou na frente, subindo. O primeiro andar estava morbidamente vazio e a enfermeira tentou se lembrar de pelo menos uma pessoa que morava naquele andar, contudo, nenhum rosto lhe vinha à mente. Não se lembrava de ninguém, e a destruiu.

Continuaram a subir e indicou que o apartamento que buscavam ficava no terceiro andar. Kakashi tomou a frente, caminhando cauteloso com a arma em punho – esta destravada e pronta para atirar –, viraram no corredor vazio, olhando as paredes sujas de sangue e algumas roupas espalhadas. O fedor da morte impregnado naquelas paredes lhe trouxe nojo, enquanto a bile subia a garganta.

Quando avistou a porta de Naruto se agitou, passando na frente do militar e abaixando a guarda. Kakashi sussurrou um pare baixo e a seguiu, correndo em seu encalço. O barulho dos sapatos se chocando no chão parecia reverberar por todo o distrito, atraindo a atenção de todos os andantes que podiam estar em Roppongi ainda.

Hinata estagnou, levando as mãos a boca em espanto quando a porta do apartamento de Naruto abriu-se em um rangido, mostrando o interior vazio e revirado. Na porta do apartamento da frente dizia: estão todos mortos. Suas pernas bambearam e a Hyuuga foi ao chão, enquanto sentia as lagrimas descerem quentes pelo rosto suado.

Kakashi novamente tomou a frente, entrando e observando o pequeno local. Um bilhete em cima do balcão lhe chamou a atenção e ele o pegou, voltando-se para a enfermeira e entregando o pedaço de papel. Hinata leu e soltou um gemido de surpresa e esperança, mas tudo o que sentia deu lugar ao pânico. Sentiu os pulmões faltarem ar e amassou o papel no processo.

Hospital de Shibuya.

Hyuuga Hanabi.


Notas Finais


Até o próximo!


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