História Rumor Has It - G!P (Semi) - Capítulo 8


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Categorias Demi Lovato, Selena Gomez
Personagens Demi Lovato, Selena Gomez
Tags Demilovato, Romance, Selenagomez, Semi
Visualizações 13
Palavras 1.395
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - 8.


A porta da sala de refeições se abriu e a Srta. Brooke entrou com chá e algumas fatias de pão integral torrado. Sorriu nervosamente para Demi e contemplou Selena com carinho.

— Coma um pouco de torrada - ordenou num tom severo, enquanto colocava a refeição diante da patroa. - Não quer que eu fique montando guarda para ver se vai comer, quer?

— Não se preocupe Ally - Demi murmurou com os olhos molhados, emocionada pela afeição da mulher. - Obrigada.

— Oh! - disse a governanta ao ver as lágrimas. No instante seguinte, Selema foi envolvida por um caloroso abraço. - Vamos, chore - murmurou a Srta. Brooke para consolá-la. - Está precisando chorar. Pensando bem, quem não está? A princesinha estará de volta quando menos imaginar, s senhora verá.

— Sim, claro. - À custa de muito esforço, Selena empertigou o corpo. - Sinto muito. Foi apenas...

— Sei exatamente o que está sentindo - suspirou a Srta. Brooke. - Não precisa me explicar nada, madame. Nada...

Deu um tapinha encorajador no braço de Selena e saiu, deixando-a a sós com  Demi que acompanhara a cena silenciosamente.

— Parece que todos gostam muito de você - comentou - Normani já veio perguntar como está se sentindo e o Sr. Ogletree me parou no jardim pelo mesmo motivo.

— Está surpresa? - ela indagou secamente enquanto segurava o bule com as mãos trêmulas. - Estranha que possam ter carinho por alguém como eu?

Ele levantou-se e parou tensa diante da janela.

— Não - respondeu.

Durante o silêncio que se seguiu, Selena serviu-se do chá e pôs-se a tomá-lo. Demi não voltou à mesa. Depois de alguns minutos, perguntou:

— Ela é, como todos dizem... Uma princesinha?

Selena contemplou as costas largas da esposa com raiva. Como podia fazer tal pergunta se na noite anterior a impedira de falar sobre a criança?

— Vá para o inferno! - desabafou antes de sair da sala.

A manhã se arrastou numa terrível espera pelo som do telefone. O silêncio era opressor, e a sensação de impotência, angustiante. Para piorar, Demi decidiu trancar-se no escritório, deixando Selena desamparada. Se ela acreditasse que Clara era sua filha, ficaria tão calma e impassível diante dos acontecimentos? Por fim, Selena não suportou mais a situação. Num ato de desespero, correu para o quarto, vestiu uma velha calça jeans colante, uma camiseta e desceu a escada correndo, enquanto amarrava um avental verde-escuro ao redor da cintura.

— Posso ajudá-la, Sra. Lovato? - Um enorme guarda-costas a interceptou à porta.

— Não - ela respondeu. - Obrigada. - Quando fez menção de passar pelo homem, ele a segurou gentilmente pelo braço. - Solte-me! - ordenou.

O homem ruborizou, mas manteve a mão firme.

— Recebi instruções de que a senhora não deveria...

— Demi! - ela gritou, com toda a força de seus pulmões.

Portas se abriram por toda a parte, inclusive a do escritório. Demi apareceu no corredor, os olhos aguçados ao contemplar a cena no pórtico.

— Diga a ele - Selena ofegava - para tirar as mãos de mim!

Ela simplesmente franziu as sobrancelhas.

— Você sabe que nenhum dos meus homens lhe faria mal.

— Diga-lhe agora! - ela esbravejou, os lábios trêmulos.

Demi não estava acostumada a receber ordens, principalmente na frente de seus subordinados. Fez com que o guarda-costas a largasse apenas com o olhar.

— Muito bem - disse rispidamente. - Agora quer me contar o que está acontecendo?

— Não - ela respondeu, o rosto transfigurado pelo ódio.

— Então não vai me dizer aonde pensa que está indo?

— Quero sair - ela disse. - Ou por acaso esta casa virou uma prisão?

— Não, mas pensei que a situação da sua filha fosse mais importante do que seus programas.

— Não ouse dizer o que é importante para mim! Você jamais entendeu isso!

Demi ergueu uma sobrancelha ameaçadora.

— Para onde pensa que vai? - repetiu.

— Caso ainda não saiba, neste país gozamos do direito de ir e vir!

Deu-lhe as costas, preparando-se para seguir em frente, mas ela a segurou pelo pulso.

— Pare! - ordenou quando ela tentou se desvencilhar. - Pela última vez: Onde pensa que está indo?

Ela fitou os olhos de predadora, observou a mão enorme ao redor do seu pulso e sentiu as lágrimas da impotência aflorarem em seus olhos.

— Quero apenas ajudar o Troy no jardim! - murmurou com a voz entrecortada. - Onde mais poderia ir vestida desse jeito?

Demi resmungou algo e então soltou a mão de Selena, que massageou o pulso dolorido, respirando fundo para conter os soluços.

— Onde estão suas luvas?

— No barracão.

— Então venha. - Ela a segurou pelo ombro. - Vamos procurar suas luvas.

O barracão guardava várias ferramentas. Assim que chegou à porta, Selena tentou se desvencilhar da esposa. Como represália, Demi voltou a segurá-la pelo pulso. Mas, em vez de usar a força, afagou com o dedo a marca vermelha que lhe deixara na pele. Selena mal respirava. Se respirasse mais fundo, poderia chorar.

— Sinto muito - ela disse finalmente. - Exagerei. Mas você precisa entender que não deve sair de casa sem companhia. E sinto por tê-la ferido, esqueci como você é delicada...

— Por que não posso sair de casa sozinha?

Demi não respondeu de imediato. Depois de um breve suspiro, explicou:

— Estamos lidando com gente impiedosa. Isso significa que não hesitarão em lhe fazer mal, também.

— Mas por quê? - Ela ergueu os olhos lacrimosos. - Não basta terem levado minha filhinha?

Pela primeira vez depois de três anos, Selena voltou a ver a Demi por quem se apaixonara no passado. Aquela que não a fitava impiedosamente, que se mostrava quase... Terna. E foi com muita ternura que ela lhe acariciou o rosto.

— Quando me casei com você, fui contra os desejos do meu pai - lembrou. - Aos olhos de meus inimigos, isso a torna o meu bem mais precioso. - Fitava-a com um brilho perturbador nos olhos. - A criança basta. Eles sabem que basta, mas se eu não jogar conforme as regras, podem querer atingir meu ponto mais fraco.

— Você arriscaria a vida de minha filha? Faria o jogo dos seqüestradores?

Repentinamente, toda a ternura esvaiu-se dos olhos dela.

— O que pensa que eu sou? Algum monstro sem coração? É claro que jamais colocaria a criança em risco!

— Então por que está tentando me assustar, dizendo que minha vida corre perigo?

— Porque já me ameaçaram, droga! - ela irrompeu e, como não pudesse se conter, estreitou-a contra seu corpo. - Eu mato quem tocar em você! - ameaçou.

— Mas você não tem o mesmo instinto protetor em relação a minha filha - ela comentou, afastando-se.

Demi suspirou, amargurada.

— Não basta que eu ainda tenha algum sentimento por uma esposa infiel? - escarneceu.

— Não! Não basta!

Ela entrou no barracão, seguida por uma Demi sombria e ameaçadora.

— Você não facilita nada!

— Não - ela concordou, vasculhando os objetos sobre a bancada. - Por que deveria, se você nunca facilitou nada para mim?

— Eu a protegi! - ela respondeu com voz rouca. – Qualquer pessoa teria deixado você e a criança morrerem de fome na rua!

— E por que não deixou? - Selena a desafiou, fitando-a com o queixo erguido. - Porque estava protegendo seu próprio orgulho - respondeu. - Não há generosidade nenhuma nisso. - Voltou-se para a bancada novamente. - Se está esperando gratidão eterna, esqueça. Não me fez favor nenhum permitindo que eu ficasse aqui. E, se quer saber, eu a responsabilizo por não nos ter protegido, quando sabia que estávamos correndo risco!

Ela soltou uma gargalhada curta e seca.

— Você é surpreendente, sabe? - zombou. - Não é para menos que se mantém bonita assim. A culpa não cria rugas nesta pele perfeita. Deve ser a receita para a eterna juventude!

— E qual é a sua receita? - ela retrucou, calando-se ao perceber o que acabara de dizer.

Depois de um silêncio incômodo, Demi se manifestou:

— Para minha beleza, você quer dizer? Lembro-me de ter ouvido você me chamar de Srta. Perfeição quando estava ao telefone com uma de suas amigas na primeira noite que dormimos juntas.

Selena vasculhou as ferramentas com mais empenho, para disfarçar as mãos trêmulas.

— Claro que não! - respondeu rindo com escárnio. - Eu jamais diria que você é perfeita, Demi. Acorda, você está bem longe disso!



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