História Rumor Has It - G!P (Semi) - Capítulo 9


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Categorias Demi Lovato, Selena Gomez
Personagens Demi Lovato, Selena Gomez
Tags Demilovato, Romance, Selenagomez, Semi
Visualizações 7
Palavras 1.168
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - 9.


No instante seguinte, Selena viu-se aprisionada entre dois braços fortes.

— Você sempre me chamava assim. Subia em meu corpo, nua, os cabelos adoráveis acariciando meus ombros, os braços apoiados em meu peito. Costumava olhar em meus olhos e dizer com comovente solenidade: "Você é tão linda..."

— Pare! - ela implorou, os olhos fechados para evitar a torturante lembrança.

Impossível. Em sua mente, ressoavam suas próprias palavras: "Teu nariz é belo, tua boca é bela, tua pele..." Selena também se lembrou da paixão violenta que se seguia, do impacto selvagem que aquelas palavras tinham sobre Demi. Da maneira quase desesperada, ainda que gentil, como ela a possuía.

— Você sussurrava aquelas mesmas palavras ao ouvido de seu amante? Ele ficava tão enlouquecido quanto eu?

Ela balançou a cabeça, assustada demais com aquele olhar impiedoso para falar.

— Pare com isso...

— Tem ideia do que senti ao imaginá-la na cama com ele? Maldição, eu a amava! Venerava o chão que você pisava! Você era minha! Minha! Eu a despertei para o amor!

— E meu amor nunca foi de mais ninguém!

— Mentirosa! - ela ofegou, colando em seguida a boca na de Selena.

Pressionou-lhe os lábios fechados até que se entreabrissem. Dali em diante, houve uma terrível revelação. Selena sentiu que retornava ao passado, quando aquela mulher reinava poderosa em seu mundo. Era o cheiro de Lauren, seu gosto, seu toque, sua textura. Textura. Textura dos lábios violentos forçando os seus, da língua sedenta buscando a sua. Era a respiração de Demi em seus ouvidos, seus gemidos torturados, os dedos longos mesclados com os cabelos negros, o corpo rijo pulsando contra o dela. Quando ela finalmente se afastou, Selena agarrou-se na bancada, incapaz de fazer outra coisa. Lauren, distante poucos centímetros, tinha o peito arfante, o corpo tenso. Então o som do telefone celular dissipou a tensão como uma lufada de vento. Ela tirou o telefone do bolso e levou-o ao ouvido.

— Certo - respondeu, após ouvir por alguns instantes. - Já estou a caminho.

— O que houve? - Selena indagou, aprumando o corpo.

Ela não respondeu. Nem a fitou ao dar-lhe as costas para sair do barracão.

— Não ouse agir como se eu não existisse! Clara é minha filha! Minha! Se o telefonema foi dos sequestradores, tenho o direito de saber!

Demi parou.

- Sim, foi deles - informou calmamente antes de partir, deixando-a só e infeliz.

- Maldita! - ela murmurou entre os dentes. - Maldita, cruel e impiedosa! - Lágrimas encheram seus olhos. - Como pode não se importar? Como?

Já recuperara a fachada fria quando, alguns minutos mais tarde, Demi abriu a porta e a encontrou sentada em uma poltrona. Parecia uma colegial esperando à porta da diretoria, mas seus lábios não eram de uma garotinha. Eram os lábios sedentos e pulsantes de uma mulher madura. Ela se ergueu.

— E então?

Demi balançou a cabeça.

— Nada - respondeu. - Alarme falso. Era um trote.

— Trote?

— Temos recebido muitos.

Selena não disse nada. Simplesmente se afastou, subindo a escada com as costas eretas, o queixo erguido. Sozinha.

— Ela age como uma princesa... – Dinah Jane comentou discretamente.

O comentário teve um efeito explosivo sobre Demi, que fitou a amiga com rancor.

— Vá para o inferno! - rosnou, trancando-se em seguida no escritório.

A tarde se arrastou penosamente. Selena não desceu para almoçar, nem tocou na refeição que foi levada até seu quarto. Nas horas seguintes, caminhou de um quarto para outro. Sozinha, não tinha com quem compartilhar seu tormento. Desceu para jantar com Demi e Dinah, a esposa lhe mandara um recado para que descesse e ela obedecera por sentir-se cansada demais para argumentar. Tomou algumas colheradas da deliciosa sopa de galinha que Allyson preparara, comeu um pedaço de omelete e bebeu um pouco de água, apenas isso. Em seguida, pediu licença às duas mulheres e subiu, tão silenciosamente quando descera.

— Ela não tem mais forças para suportar a situação - comentou Dinah gravemente, depois que a porta se fechou.

Demi fulminou-a com o olhar.

— Pensa que sou cega? - resmungou.

Duas horas mais tarde, Lovato abriu a porta do quarto de Selena e encontrou-o vazio. Estreitando os olhos, percebeu que a luz do banheiro estava apagada. Desceu a escada novamente e verificou cada quarto antes de retornar ao escritório. Dinah, sentada à escrivaninha, tinha os olhos fixos na televisão embutida no grande armário da parede.

— O sequestro está no noticiário - informou à chefe. - Pensei que tivesse conseguido manter sigilo.

— Eu tentei.

Demi espreguiçou-se. Tomara um banho rápido, agora trajava uma calça jeans e uma camiseta pólo.

— Selena procurou por mim enquanto eu estava no banho? - perguntou à amiga.

— Não. – Dinah a fitou e arqueou as sobrancelhas. - Ela não está no quarto?

Demi não respondeu, a expressão contrafeita.

— Ligue para o canal de televisão e mande-os parar de falar nisso! - ordenou.

— É como tentar trancar a porteira depois que o cavalo fugiu - ponderou Dinah.

— Acha que há alguma chance de Selena ter saído de casa?

A assistente fez um gesto negativo com a cabeça.

— De modo algum. O alarme teria tocado e os seguranças apareceriam. De qualquer forma, por que ela desejaria sair?

— Não sei. - Demi franziu o cenho. - Mas não a encontrei em lugar algum.

Dinah ergueu-se imediatamente, o telefone celular em punho.

— Vou verificar com nossos homens. Procure novamente no andar de cima.

Demi subiu a escada de dois em dois degraus, para inspecionar cautelosamente cada um dos sete quartos do andar de cima. Encontrou Selena no último, mas não a teria visto se a luz do corredor não tivesse incidido nos longos cabelos negros. Ficou estarrecida ao vê-la sentada no chão, apoiada ao berço. Aquele era o quarto de Clara. Selena abraçava um pequeno animal de pelúcia. Demi sentiu raiva da emoção que experimentou.

— Não acenda a luz - Selena pediu quando a viu alcançar o interruptor. - Eles voltaram a ligar?

— Não. O que está fazendo aqui? Isso só vai deixá-la mais angustiada.

— Ao contrário: isto me consola. Tenho saudades de minha filha e sei que ela sente a minha falta.

— Você precisa dormir.

— Clara não conseguirá dormir. Não sem a Nala. - Acariciou ternamente o bichinho de pelúcia. - Ela não vai para cama sem ela. Primeiro ouve uma historinha, depois pede um carinho. Então...

— Levante-se daí! - Selena atalhou rispidamente. Como ela ainda permaneceu impassível, prosseguiu, irritado: - Está querendo se punir?

Selena não se moveu, não deu um único sinal de que a escutara.

— Selena!

— Se não gosta do que vê, vá embora - ela respondeu. - Ficarei onde me sentir mais próxima de minha filhinha.

Dinah apareceu à porta, certamente ouvira as últimas palavras.

— Está tudo bem? - quis saber.

— Suma daqui - Demi respondeu bruscamente.

Ciente de que a amiga estava tratando-a daquele modo rude por causa do nervosismo, Dinah saiu silenciosamente, lamentando a triste sina do casal.



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