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História Rumors - Capítulo 2


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Capítulo 2 - First Chapter: Who are you?


Finalmente estávamos perto do instituto federal, parecia que dessa vez tinha levado uma eternidade. Quase chegando no ponto onde Anne sempre me deixava, sinto meu celular vibrar rapidamente. Uma mensagem.

[Eurus] Acho que hoje não vou poder te acompanhar!!

[Eurus] Tá muito corrido aqui!!

[Eurus] Eu deveria ter dito antes, desculpa!!

Ah que merda!

[Você] Tudo bem.

- Você pode sair do meu carro? - Anne perguntou, em tom de deboche, para depois me encarar com o cenho franzido.

- Claro! Já estou saindo do carro do nosso pai. - Sim, fiz questão de enfatizar a última parte e terminar com um sorriso sarcástico.

Assim que pus meus pés naquela grama, senti meu corpo gelar e meu coração vir parar na garganta. Eurus é minha melhor amiga como que eu poderia começar meu primeiro dia sem ela? Pior, no ensino médio! Onde todos são mais falsos e forçados que notas de três reais. Que maravilha!

Em passos rápidos, eu focava meus olhos na frente e tentava não tropeçar. Sempre fui muito insegura, estar sozinha agora só piorava a situação. Uma parte de mim queria voltar correndo pra casa e a outra parte queria dar um soco em cada um que estava me encarando.

"Olha ela! Que ridícula!"

"Sempre com esse maldito capuz na cabeça!"

"Brega!"

"Será que ela tem amigos?"

"Não é o que parece!"

Isso vinha de jovens que estavam indo ao IF como eu, mas também de velhas senhorinhas que não tinham mais nada de interessante para fazer na vida além de comentar sobre a vida dos outros.

"Acho que ela é uma bruxa!"

Quem me dera!

"Será que ela toma banho?"

Espera! Como é que é? Dessa vez eu não me segurei, bem que eu precisava de algo pra descontrair... Não tomar banho? Só assim pra me fazer rir! E foi o que aconteceu, sem querer explodi em uma gargalhada alta e longa que me fez contrair meus olhos já puxados e assim fechá-los sem querer, só que eu estava com tanta pressa que acho que minhas pernas se recusaram a parar. Resultado? Bom, eu levei um tombo feio.

Que magnífico! Certamente, Srta. Gravidade, estou lisonjeada pela escolha. Justo hoje. Agora, meus cabelos antes lisos até acima da cintura e negros como a noite muito arrumados já estavam desgrenhados e assimétricos. Minha pele desnecessariamente pálida que estava com um pouco de bronze graças ao período das férias já estava com terra por uma boa parte. E meus reluzentes olhos verdes antes lacrimejando de rir já estavam prestes a desabar em lágrimas de verdade. Ah não! Minha maquiagem!

Foi quando senti duas fortes mãos passarem pelas minhas axilas e me erguerem suavemente como uma criança chorona. Uma alma abençoada decidiu me ajudar!

- Ei, você se machucou? - Perguntou o estranho, meus olhos ainda estavam embaçados e ofuscados pela claridade repentina.

- Acho que não... - Balbuciei, até que pude enxergar e tudo voltou ao seu foco de costume.

- Se precisar de alguma ajuda eu posso chamar...

- Não! Não preciso! - Respondi, rápido demais e interrompendo a gentileza do rapaz, enquanto me desvencilhava de seus braços. Provavelmente corada demais para a situação.

Seu charme era encantador, e sua pressa para me ajudar foi tão meiga. Ele usava uma calça jeans azul clara e uma camisa branca com detalhes de alguma banda de rock. Reconheci por causa da mamãe, ela adorava esse tipo de música.

Tinha cabelos negros como os meus, porém com cachos bem cheios, olhos igualmente pretos e intensos, era alguns centímetros mais alto que eu e pude ver o sorriso mais contagiante de toda minha vida quando me perguntou:

- Estuda aqui perto? - E me entregou minha mochila que havia caída a alguns passos dali.

- Sim, no federal naquela rua. E você? - Perguntei de volta, sorrindo, pegando a mochila e ajeitando meu cabelo com as mãos.

- Ah, eu também. Poderíamos ir juntos então, se não for te incomodar, claro.

- Que nada!

Conforme caminhávamos, eu sentia uma súbita necessidade de arrumar meus cabelos cada vez mais e conferir como estava me vestindo em qualquer superfície que pudesse refletir, mas foi só olhar com atenção para meu novo amigo que isso passava, o jeito como ele se sentia leve era contagiante.

- Puts, nem me apresentei... Meu nome é William, William LeBlanc. Ou apenas Will. E você?

- Me chamo Ashley. Ashl... Só Ash. - Disse, de forma meio esquisita e travada demais, não queria dizer meu sobrenome e assustá-lo assim sem ao menos conhecê-lo.

- Uh, ok. Só Ash. Que nome bonito! - Disse, rindo. Rimos juntos.

- Sabe o que é mais bonito? - Perguntou ele, me fitando com a cabeça inclinada como se procurasse entender algo.

- O quê? - Perguntei, realmente confusa.

- Seu cabelo. Na verdade, é provável que sejam pois ainda não pude contemplá-los.

Ele foi rápido. Demais. Primeiro, refleti sobre a brincadeira com as palavras formais demais para a situação, então nem percebi a pressão sobre minha cabeça. Will tinha levantado meu capuz. Droga!

- Tá vendo? São realmente muito lind... - Então, sua frase foi interrompida pelo choque com o reflexo da minha marca. Nessa brincadeira, ficou um silêncio terrível por uns 15 segundos.

- Gerloff... - Ele disse baixinho, ainda chocado, deixando que um brilho estranho se apossasse de seus olhos.

- Pois é... - Falei, meio que para o vento. - Altos julgamentos sobre possíveis envolvimentos em homicídios, roubos... Sempre pensam o pior de nós.

Eu estava prestes a chorar. Na frente de um quase estranho. Senti-me desolada e sozinha no mundo outra vez, foi quando, enquanto caminhávamos, fui surpreendida com um abraço de lado. Meio torto, mas ainda era um abraço.

- Obrigada. Isso importa muito pra mim. - Depois disso foi que notei o quão aguda estava minha voz, meus olhos brilhavam como se eu fosse criança.


Notas Finais


desculpem a demora tive um bloqueio criativo :3


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