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História Run - The Epic Love - Capítulo 15


Escrita por:


Notas do Autor


Aproveitem o Capítulo

Se possível leiam as notas finais❤❤

Capítulo 15 - I Capítulo 12 I Baekhyun


Celina P.O.V.s



Fiquei vendo os clipes dos meninos, até às 13:00. Quando ouço alguém bater na porta.



- ENTRA! - gritei e minha cabeça deu uma leve pontada.



Era Baekhyun, meu médico. Ele estava bonito, de cabelo rosa, jaleco ranço e óculos. Meu Deus era a própria perfeição. Quem me dera os garotos no Brasil serem assim.



- Vim ver se estava melhor. - disse sorrindo e retribui. Ele se sentou com cuidado na ponta da minha cama.

- Estou bem, obrigada. - minto. Ele assente e olha para a televisão.

- São seus amigos, não é? - pergunta e neguei.

- Não sei se posso chamá-los de amigos. Pelo menos não ainda. - baixei meus olhos e ele me olhou atento.

- Como assim? - sorriu ladino. - Ao meu ver eles se mostraram ótimos amigos. Ou estou errado?

- Não... Não está. - suspiro. - É que devíamos confiar nos amigos, contar tudo a eles. Mas... Não me sinto a vontade m contar TUDO sobre minha vida. Eles são incríveis. Cuidaram de mim como se me conhecesse há anos.

- Mas?... - interrogou.

- Mas não sei se posso confiar neles. A ponto de contar minha vida toda. - ele sorriu e chegou mais perto.

- Olha, deixa eu te contar uma coisa. Os amigos não precisam saber tudo da nossa vida. Amigos de verdade precisam apenas nos apoiar e nos respeitar e as nossas decisões.

- olhei para o soro em meu braço. - Eu não posso confiar nas pessoas assim... Eu tento mais não consigo. - O olhei.

- Eii, não precisa bancar a durona comigo. Sei que está com medo. Medo dos meninos te tratarem mal, depois que descobrirem que toma Antidepressivos.



Meu coração parou. Ele sabia? Como soube? Ele é médico óbvio que iria saber... Droga que um pra ficar na minha cola e me dar sermão.

Já não basta a minha mãe. Agora ele também.

Já estou vendo a hora dele...



- Ei não vou te dar sermão. - riu. - É horrível ter alguém te julgando ou te culpando por ter isso.

- Como sabe? Não me conhece e afirma essas coisas! - gritei tentando esconder minha vontade de chorar.

- Conheço o suficiente pra saber que precisa de um amigo. - pegou na minha mão. - Confie em mim está bem? - seus olhos eram acolhedores e sua voz meiga. Não me contive e soltei um sorriso sem mostrar os dentes.

- puxei minha mão e tentei não corar. - Então, quando eu saio daqui? - perguntei desviando os olhos.

- Amanhã, ou dependendo dos resultados de seus exames de sangue, hoje antes do por do sol. E tenho uma surpresa. - arqueei uma sombrancelha. - Calma é surpresa boa, umas Staffs ou sei lá o que trouxeram suas roupas que estavam em um hotel e deixaram essa carta, comunicado, notificação eu não sei. - pegou um papel dobrado do bolso de sua calça e me entregou.



Abri o envelope o mais rápido possível e comecei a ler. Naquele instante percebi que teria que voltar a usar meus óculos.


"Celina Monserrat, temos um compromisso com o seu bem estar e por isso queremos que seja muito bem cuidada e que sua recuperação seja o mais breve possível. Assim sendo, tomamos a liberdade de preparar um quarto na nossa empresa até que encontre uma moradia. Deverá portanto cumprir com as regras listadas abaixo:

• Não deve contato físico/telefônico com agentes da imprensa, sem que nos avise.

• Caso ofenda/desrespeite um de nossos Idols/Funcionários sua estadia em nossa empresa será cancelada.

• Não entre no vestiário/dormitório dos nossos treinees ou idols masculinos.

• Não discuta com nossas staffs elas estudaram e treinaram por anos para chegar onde estão.

• Seja respeitosa não só diante dos Idols mas também com todos os funcionários.


Agradecimentos: PD Bang e afiliados.



Fala sério todas aquelas regras eram ridículas. Óbvio que eu já iria cumpri-las.



- dei um sorriso sem graça. - Fala sério. - bufei e Baekhyun me olhou.

- O que diz aí? - pergunta e lancei um olhar de "surpresa".

- Você para um médico é bem fofoqueirinho. - ele votou e ri. - estou brincando, bobo. São só umas regras idiotas.


Joguei o papel em sua mão. Ele leu e depois me entregou. Enquanto eu tentava arrumar meu cabelo em um coque.


- Seu soro já acabou, vou tirar isso, e você vai poder se arrumar melhor. - levantou e com muito cuidado retirou o esparadrapo da minha veia.


Soltei um gemido de dor quando ele terminou de puxar a fita.


- Me desculpe. - alisou a região. - Não queria te machucar. - estávamos nos olhando fixo agora. Aquilo era um tanto constrangedor.

- T-tudo bem. - desviei os olhos. E ele fez o mesmo.

- Pronto eu... Eu vou pegar suas roupas e poderá tomar um banho. - foi em direção a porta e se virou. - Temos água quente, aproveite. - sorri e ele fechou a porta.



Enquanto ele não vinha, fui no banheiro e fiz minhas higienes. Eu estava pensando nas coisas que aconteceram na minha vida.

Bateu uma tristeza enorme, eu comecei a chorar, não tinha nada de grave comigo eu sabia disso. Mas mesmo assim era uma coisa impossível de explicar.

Fui escorregando lentamente pelas paredes do banheiro. Meu choro se misturava com os soluços causando um barulho agoniante.

Minha mente não ajudava. Fazia questão de me lembrar do sonho que tive e do meu pai...

Só piorou tudo. Naquele momento eu queria morrer nada mais importava. Nada.

Quando dei por mim eu estava no chão frio, deitada em uma poça de água cansada pelas minhas lágrimas.




- Celina! - eu podia ver os pés de Baekhyun por debaixo da porta. Ele se aproximou mais e bateu na mesma. - Celina, você está aí? Eu sei que está mais... - elê parou ao ouvir meu choro ficar pior. - Com todo respeito eu vou abrir essa porta!



Ele não hesitou e a abriu em um empurrão. Eu não tinha forças para o olhar nos olhos. Então só continuei chorando feito uma criança quando rala o joelho.

Ele se ajoelhou e me pegou no colo então eu fiz chorar mais. Ele me pôs com cuidado na cama e passou a mão nos cabelos. Nervoso acredito.



- O que aconteceu Celina? - sua voz era alta de preocupação. - Por favor pare de chorar e me conta.

- E-eu não consigo... - ele me olhou e sentou de novo na cama, me abraçando forte.

- Está tudo bem. Não se sinta culpada okay? Eu estou aqui. - eu agarrei sua camisa e chorei mais.

- Eu sou uma idiota! - gritei e ele riu. - Não ria! - me afastei.

- Pode me dizer porque é uma idiota?

- Eu sou uma idiota por te fazer pensar que eu preciso de alguém. Eu não preciso ouviu? - enxuguei umas lágrimas de meu rosto, e avisei minha cabeça. - Por favor não conte a ninguém.

- Bom, eu não vou contar, mas terei que trocar de camisa já que uma avalanche de neve derreteu em cima de mim. - riu e me fez rir também. - Você fica linda quando sorri.

- Não tente flertar comigo. Senhor Baekhyun. - ele levantou as mãos em forma de rendição.

- Eu não estava, senhorita. Isso nem passou pela minha cabeça rsrs.

- Sei... - dobrei minhas pernas em borboleta.

- Olha eu... Eu quero mesmo saber o que está acontecendo com você, sei que não é a primeira vez que tem uma crise assim. - olhei incrédula.



Yuqi aquele fofoqueira. Eu odeio ela com todas as minhas forças!



- Não fique com raiva da Yuqi, ela só fez o seu trabalho. E até porque sou seu médico preciso saber o que se passa com minha paciente.



Revirei os olhos e o encarei.



- Eu não estava com raiva dela. - cruzei os braços. - E desde quando você sabe tanto sobre os outros? Lê mentes também?

- Haha, bom se tivesse algo escrito em sua festa seria: "Eu odeio a Yuqi", e não, eu não leio mentes. Estou longe disso.



Ele olhou a hora no relógio de parede. Eram 14:00.



- Eu trouxe umas peças de roupas, escolha uma, tome um banho que logo menos seu almoço chega.

- Não sinto fome.

- Deve se alimentar bem. Até que seus exames saiam, será tratada como eu disser que é melhor.

- Tá tá, eu já entendi. - me levantei. Ele ia me ajudar mas neguei. - Eu consigo sozinha.

- Certeza? - assenti. - Tá... Só, tome cuidado eu volto logo.



Escolhi um conjunto moletom preto, o casaco ficava um pouco maior que eu. Eu gostava daquela roupa, eles separaram minhas roupas íntimas também. As peguei e fui direto para o banheiro.

Tomei um banho quente bem relaxante... A água batia em minha pele de forma agressiva. Era uma dor boa. Eu não sabia como expressar.

Me vesti e voltei para a cama. Uma enfermeira entrou no meu quarto. Não era a Yuqi. Mas ela também foi simpática.

A comida era super gostosa, arroz fresquinho com o que parecia ser uma sopa e alguns pedaços de pão. Para beber suco de laranja natural. Ou mesmo que não fosse o cheiro era bem parecido.

Terminei de comer, quando Baekhyun entrou meio eufórico no quarto.



- Oi! - seu sorriso era largo. - Tenho ótimas notícias!

- Sério? eu também! - digo.

- Então diz você primeiro! - sorriu e escondeu um papel atrás das suas costas.

- Você estragou a melhor parte do anime! - gritei tentando parecer brava. - Agora pode dizer a sua. - fiz uma voz calma.

- Engraçadinha ela. Bom os resultados dos seus exames saíram e...... VOCÊ ESTÁ BOA PARA SER LIBERADA!



Meu coração ficou quentinho. Eu estava feliz de uma forma diferente. Era um sentimento muito forte meu coração iria pular.

Eu me levantei rápido e o abracei. Era a única forma de expressar o que eu sentia.



- N-Nossa eu não esperava por isso. - o olhei e ele estava corado. Suas bochechas eram vermelhas combinando com o seu cabelo rosa claro.

- Obrigado Baekhyun... Obrigado por cuidar de mim e fazer eu me recuperar rápido. - eu disse ainda abraçada com o mais alto.

- É... O meu trabalho. Mas... Você é especial. Nunca se esqueça disso tá bom?

- Eu já disse as não flertar comigo seu bobo! - bati de leve em seu braço. - Mas... Tem um problema...

- Qual? Se for a conta do hospital a empresa arcou com tudo.



Já havíamos nos separado do abraço.



- Eu... Ainda estou com medo... - escorreu uma lágrima de meus olhos.

- Eu... Não costumo fazer isso mas, aqui pegue. - me entregou um pedaço de papel com um número. - é meu telefone. Pode me ligar quando quiser. Seja pra conversar... Ou desabafar. - sorriu.

- Eu... Não tenho celular, mas quando eu comprar um. Com certeza te ligarei. - sorri.

- Bom, se você o perdeu. Pode procurar nos achados e perdidos. - estreitei os olhos. - É sério, quando perdemos um celular, tablet ou qualquer aparelho eletrônico. Quem o acha leva até essa "loja" -fez aspas com os dedos. - e o dono vai lá e preenche um pequeno questionário, os dados básicos do aparelho e pronto. Eles vão ver se os dados batem e te devolvem.



Fiquei de boca aberta com o que ele tinha falado. A Coréia me surpreende cada vez mais!



- Vocês coreanos inventam cada coisa. - balancei a cabeça rindo. - Verei isso assim que sair daqui.

- Tem um pequeno porém. Você não pode sair daqui sozinha alguem da empresa vira te buscar, eu liguei e disseram que não podem te buscar agora só as 19:00.

- Que saco! - me joguei na cama emburrada.

- Está em perfeitas condições para tomar um ar. Temos uma área de idosos onde é cheio de flores e ar fresco. Se quiser eu te levo.



Pensei um pouco, seria bom conversar com alguém. A companhia de Baekhyun era boa mas eu precisava respirar.



- Quero sim, por favor. - me levantei e ele me acompanhou sorrindo a toa.


Notas Finais


Oooi tudo bem?... Espero que sim...❤

Bom eu demorei mas não foi culpa minha. Fiquei sem internet por 2 dias. E tive muito trabalho esses dias também.

Bom me digam. Valeu a pena a espera? Se sim comenta e se não comente também eu vou tentar melhorar.

Desculpem os erros ortográficos. ❤❤

Bom foi esse o cap. Vou fazer um com a parte dos meninos. Esse foi só dá Celina.

Obrigada por ler ❤

Bjinhos mochiis ❤


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