História Run Away With Me - Capítulo 2


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Denki Kaminari, Eijirou Kirishima, Katsuki Bakugou
Tags Boku No Hero, Eijiro Kirishima, Katsuki Bakugou, Kiribaku
Visualizações 26
Palavras 2.266
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Cheguei novamente
Essa semana eu mal parei em casa, tive várias coisas pra resolver e o único dia que tive pra revisar e editar o segundo capítulo foi ontem/hoje de madrugada. E esta sou eu 4 da manhã escrevendo fanfic ksksks

Espero realmente que gostem, vou deixar o link da música nas notas finais
Boa leitura💖

Capítulo 2 - Our Way Out


Fanfic / Fanfiction Run Away With Me - Capítulo 2 - Our Way Out

-O que aconteceu com você? Se lembra de alguma coisa?

-Eu... -Kirishima se assentou na cama e passou a mão na nuca-

-Ta doendo muito? –ele se aproximou mais- Posso pegar um curativo se quiser...

-O-onde eu estou? Perguntou confuso, olhando ao seu redor-

-Você ta na minha casa. Eu vi você caindo do barranco. O que estava fazendo na rua com aquela chuva? Queria morrer é?

Kirishima parou um pouco para tentar se lembrar do que ocorreu. Então a memória de seu pai lhe veio à cabeça;

-Ai meu Deus –ele se deu conta do que havia feito- Eu vou morrer. To mortinho da silva! –se deitou novamente, cobrindo a face com aquela coberta cheirosa-

-Calma ai cara –ele parecia estar se divertindo- Ta tudo bem

-Eu dormi por quanto tempo? –retirou o tecido da frente para poder ver o rosto do loiro-

-Umas três horas eu acho. Assim que você caiu eu fui correndo te ajudar, mas você bateu a cabeça bem forte e desmaiou

Kirishima parou e pensou um pouco antes de falar;

-Por que eu to usando a sua blusa? –corou um pouco-

­-Ah... Bom...  A sua acabou ficando muito suja de barro, então peguei uma minha. Tudo bem pra você?

-Tudo... tudo sim...

-Ainda não me disse o que estava fazendo na chuva, seu maluco!

-Eu... eu estava... –o tom de sua voz se tornou um pouco triste-

-Estava...? –incentivou o garoto a continuar-

-Meio que... Eu briguei com meu pai e fugi. Só que não tinha pra onde ir... Na verdade eu nunca estive nessa parte da cidade antes

-Eu moro longe pra caramba mesmo. Mas por que você fugiu?

-É uma longa história... -suspirou ao se lembrar-

-Alias qual seu nome?

-Kirishima. Eijiro Kirishima –o ruivo ficou meio desapontado, Bakugou nunca reparou que estudavam na mesma escola?-

-O meu é Katsuki Bakugou. Você tem onde ficar? Algum parente ou coisa assim?

-Na verdade não... Eu fugi sem um plano, só não queria ficar mais lá

-Você é doidinho de pedra né? Sair por ai pulando dos barrancos numa tempestade. Sorte sua que eu te salvei, de nada!

-Obrigado –retribuiu o sorriso-

-Mas... –ele parou para pensar- Seu pai não deve ta louco te procurando?

-Eu não sei, ele é meio imprevisível. Não duvido nada que tenha se mudado de cidade sem mim, É a cara dele

-Poxa... pesado. Enfim, se quiser pode passar a noite aqui hoje. Afinal já ta ficando tarde e pelo visto você não tem para onde ir –olhou na janela-

-Sério mesmo?

-Sim. Mas quero minha cama de volta, você fica no sofá

-Sem problemas –sorriu-

-Aquela sua mochila, trouxe alguma roupa nela? –disse apontando para o objeto-

-Acho que sim, por quê?

-Então toma –jogou a mochila amarela e uma toalha- o banheiro é no fim do corredor

-Certo

-Você quer comer alguma coisa? Vou pedir uma pizza pode ser?

-Por mim tudo bem –sorriu e se direcionou ao banheiro-

Assim que fechou a porta atrás de si, respirou fundo, processando tudo o que aconteceu. Era difícil acreditar que havia fugido. E mais difícil ainda de acreditar que estava na casa de Bakugou;

Era totalmente aleatório!

Como se fosse a coisa mais complicada do mundo, Kirishima retirou a  blusa que pertencia ao loiro. Era triste não estar mais com aquela peça tão cheirosa;

Sentia-se um garoto de quatorze anos novamente. Surtando por uma paixãozinha platônica;

Sempre reparou muito em Bakugou. Não só ele como grande parte da faculdade, tanto meninos quanto meninas –apesar de todos saberem sua orientação sexual- reparavam muito no garoto;

Ele sempre foi muito quieto e reservado. Passava os intervalos sozinhos e quase nunca era visto com alguém;

Mas como forma de compensar todo esse antissocialismo, Bakugou era extremamente atraente.  Com um físico perfeito, um cabelo aparentemente muito macio, e uma voz grossa que chegava a causar arrepios em Kirishima;

Não era surpresa para ninguém que praticamente todos os estudantes tinham uma certa “queda” pelo garoto. Porem, Bakugou não dava a mínima para isso;

Balançou a cabeça, tirando aqueles pensamentos da mente;

Pendurou a toalha azul por cima do box de vidro e ligou a torneira com água morna;

Logo de cara percebeu uma coisa, Bakugou tinha muitos produtos para cabelo!

A pequena prateleira de vidro que havia do lado do chuveiro, estava cheia de cremes e shampoos de todas as marcas possíveis. Isso explicava o cabelo de Bakugou parecer ser tão fofinho;

Era, de certa forma, engraçado ver o quão cuidadoso o loiro era com seu cabelo;

Kirishima ficou um tempo massageando seu ombro. A água ajudou a amenizar um pouco da dor forte que sentia pelo corpo;

Assim que desligou novamente o chuveiro, enxugou-se com a toalha e vestiu uma bermuda preta com uma blusa branca;

Saiu, organizou suas coisas e foi em direção à cozinha;

-Pedi uma pizza metade quatro queijos e metade frango com catupiry. Pode ser?

-Pode sim –sorriu-

-Bom, eu vou tomar banho agora. Se o cara bater, entrega o dinheiro que ta em cima do balcão

-Ok

Como esperado, o motoboy chegou com a pizza. Kirishima abriu a porta e entregou o dinheiro. Levou a caixa até a mesinha de centro em frente ao sofá e ficou a espera de Bakugou, que não demorou muito e logo saiu do banheiro, vestindo uma calça moletom cinza e uma regata preta;

-Você mora sozinho faz tempo? -perguntou, assim que se sentaram e começaram a jantar-

-Já vai fazer uns três anos eu acho. Mas eu não moro sozinho, tem minha cria junto –riu-

-O que?

-Perai, vou buscar ele

Bakugou foi correndo até o quarto e voltou segurando um gato preto e gordinho;

-Lhe apresento Petrúcio, meu filho rabugento –sorriu enquanto colocava o gato novamente no chão-

-Ai meu Deus! Você tem um gatinho! –Kirishima levantou para ir fazer carinho no felino- Que fofinho!

-Ele gostou de você –riu com a cena-

Era incrível como Bakugou podia mudar de humor em apenas um instante. Na faculdade, andava com uma careta que chegava a dar medo. Mas ali, brincado com seu gato, ele parecia calmo e alegre;

-Eu também gostei dele –fazia carinho na barriguinha de Petrúcio- Eu amo bichinhos! Eu tinha um cachorro, ele era grandão, se chamava Spike

-O que aconteceu com ele? -perguntou enquanto voltava para o sofá-

-Bom... Depois que minha mãe morreu, meu pai não queria continuar com o Spike então levou ele para a adoção... falou um pouco triste-

-Você e ele não se gostam muito né?

-Pra falar a verdade, nem um pouco –se sentou ao lado do garoto-

-Foi por isso que fugiu?

-Sim...

-Desculpa perguntar mas... E a sua mãe?

-Ah... ela morreu num acidente de carro. Faz um ano já...

-Eu sinto muito, não sabia –ele parecia realmente triste-

-Tudo bem...

-Não precisa falar desse assunto se não quiser. Podemos fazer alguma coisa sei lá... Ver um filme que tal? Gosta de terror?

-Terror? Justo terror?

-Algum problema?

-Eu nunca assisti um filme de terror, sempre tive muito medo –falou com vergonha-

-Puta que pariu Kirishima! É brincadeira não é?

-Que foi! Eu tenho medo me respeita!

-Vamos acabar com essa viadagem agora! –ele entrou no perfil da Netflix pela Tv- Aqui, escolhe um

Na lista de Bakugou havia apenas animes e filmes de terror;

Kirishima pegou o controle e tentou achar algum filme que não parecesse tão pesado. Mas, para sua tristeza, quase todos os filmes eram +18;

-Credo menino, você não tem um filme de Deus não é?

-Filmes de terror são ótimos, você que não sabe o que ta perdendo. Mas vamos acabar com esse seu medinho já já. Se fosse escolher um filme logo né?!

-Ta bem, pode ser esse aqui mesmo então

-Doce Vingança?! –ele se exaltou um pouco-

-É, qual o problema?

-Escolhe outro cara –riu- Esse daí é pesado até pra mim

-Nossa, se é pesado até para o “Sr. não tenho medo de nada” então deve ser feio mesmo

-Só estou te protegendo da coisa mais perturbadora que você poderia ver. De nada ok?

-Muito obrigado então –sorriu- ­E esse aqui?

-ELI? Esse é de boa, não vai traumatizar a criancinha não

-Eu não sou criancinha! –cruzou os braços e fez uma careta-

-Tem 17 né? –falou,achando graça-

-Sim –falou, ainda emburrado-

-Sou um ano mais velho. Posso oficialmente te chamar de criancinha

-Sua lógica não tem sentido algum, mas ok

Eles deram play no filme enquanto comiam a pizza. Kirishima estava um pouco apreensivo, pois nunca havia visto um filme de terror em toda sua vida;

“Mas que moleque burro, por que ele não foge daí?!”

“Os pais dele não percebem que essa velha é doida?”

Bakugou apenas observava Kirishima com medo. Estava achando aquela cena hilária. Kirishima ficava fofo com medo;

Em algumas cenas, o ruivo se assustava e, instintivamente, chegava mais perto do outro garoto;

Ele achou um pouco estranho toda aquela aproximação. Mas entendeu que, por ser a primeira vez de Kirishima vendo um filme de terror, ele realmente devia estar com muito medo. Então, permitiu que ficassem próximos;

Kirishima estava se tornando cada vez mais viciado naquele perfume. Como pode alguém cheirar tão bem assim?!

Quando já era 1h da manha, terminaram o filme;

-E então, o que achou?

-Vai me deixar dormir no sofá sozinho??

-Vou –sorriu e se levantou-

-Você é mal Katsuki!

-E você é uma criancinha! –riu-

Depois de mais algumas birras e manhas, Kirishima aceitou dormir na sala, com a condição de deixar uma luz acessa;

O loiro ajeitou uma coberta e um travesseiro para o menor;

-Boa noite seu sem coração –mostrou a língua-

-Boa noite intruso que agora ta na minha casa

Kirishima, apesar de estar com um pouco de medo devido ao filme, foi dormir com a cabeça nas nuvens;

Ele tinha mil e um motivos para estar triste e preocupado;

Onde será que estava seu pai agora?

O que deveria fazer? Voltar? Ou ir para outro lugar?

Aqueles pensamentos vagavam por sua mente, mas por incrível que pareça, ele se sentia bem;

Quando em sua vida poderia imaginar que falaria com Bakugou?

De alguma forma sentia que tudo daria certo;

E realmente daria;

━━━━━━ • ✿ • ━━━━━━

-Acorda Cabelinho de Merda –Bakugou jogou uma almofada no menor-

-Hmm –gemeu- Maneira legal de acordar as visitas –levantou com sono-

-Eu já to te abrigando seu órfão, não reclama. E você não é visita, é um intruso

-Quem me colocou pra dentro foi você tecnicamente. Então sou visita sim

-Tanto faz

Bakugou era engraçadinho com seu mau humor matinal e cabelo espetado;

Ele foi até a cozinha, onde pegou uma pequena tigela prata e um pacote de ração para gatos. Assim que sentiu o cheiro, Petrúcio foi correndo em direção a sua comida;

Enquanto isso, Kirishima se levantou e foi até o banheiro escovar os dentes e lavar o rosto;

-Quer comer pizza?

-De café da manha? –achou estranho-

-Praticidade –ele colocou um prato com duas fatias no micro-ondas- Ou tem uma ideia melhor?

-Ta bem né –foi até Bakugou-

-Já pensou no que vai fazer?

-Fazer com o que?

-Com a sua vida, que tal?! Se lembra que fugiu do seu pai que nem um doido problemático?! E agora você é basicamente um sem-teto?

-É... Eu sei...

-Ele se mudou de cidade pelo que você falou, não foi? –o micro-ondas apitou e ele retirou o prato de dentro-

-Provavelmente sim. Ele recebeu uma proposta de emprego em Osaka

-Osaka? Isso é longe pra caralho! –deu uma mordida na fatia-

-Eu não queria ir pra lá. Moro aqui a vida toda, e esse emprego nem é tão importante assim, ele já ganha bem não tem a necessidade de se mudar para uma cidade que fica a quilômetros daqui. Às vezes parece que ele faz isso apenas para implicar comigo

-Meus pais também se mudaram. Eles queriam ir morar num sitio com os meus avós, mas eu não vou muito com a cara deles. Então eles foram e eu fiquei

-Eu to completamente perdido agora. Não sei pra onde ir...

-Você faz direito não é? –ele pareceu se lembrar- Já te vi lá na faculdade eu acho

-Sim, também já te vi lá

-Você não tem cara que curti essas coisas

-Eu fazia por causa do meu pai. Não sei se vou continuar cursando direito...

-Não quer ligar pra ele? E se ele não mudou e ta te procurando?

-Se eu voltar, ele vai ficar mais puto do que já é. E eu não quero ouvir ele gritando de novo nunca mais

-Vocês brigavam muito?

-Todo dia...

Bakugou ficou em silencio durante alguns minutos, refletindo;

-Essa historia tem um lado bom. Pensa só, agora você ta livre, pode fazer literalmente o que quiser, sem ninguém te mandando ou pegando no pé

-Por exemplo?

-Eu não sei, qualquer coisa! Não tem ninguém te prendendo mais, pode ir para onde tiver vontade. Pode largar a faculdade também

-Eu não sou corajoso que nem você. Acho que eu só vou trocar de curso, e pegar um dormitório lá. Daí vou gastar dinheiro só com o almoço, é melhor do que alugar um apartamento

-Sério isso?

-O que?

-Você pode fazer o que quiser. Qualquer coisa Kirishima. E prefere continuar com a vida chata que você já tinha antes?

-O que você sugere então seu vida louca?

-Já disse. Pega um carro e sai viajando por ai sem rumo

-Meu Deus que plano ótimo Bakugou –riu-

-Eu to falando serio Cabelo de Merda

-Sair por ai sozinho? Não obrigado

-E se eu fosse junto?

-Oi? –perguntou confuso-

-Quer fugir comigo?


Notas Finais


Links:
https://www.youtube.com/watch?v=tG4VbyVG2S0&list=PLF_V9hoNp_KSnzyLzjqouFWFCKoO0PqWZ&index=166&t=0s

Deixem seus comentários pq isso ajuda muuuuito
Muito obrigada por ler e até terça que vem💖

Eu ainda não comecei a ver a quarta temporada, me matem


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