História Run For Your Life - Capítulo 2


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Categorias The Beatles
Personagens John Lennon, Paul McCartney
Tags John Lennon, Mclennon, Paul Mccartney, The Beatles
Visualizações 49
Palavras 1.378
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpa a demora a verdade é q eu esqueci de postar kk mas antes tarde do que nunca né naum?!?

Capítulo 2 - Capítulo II


John passou os últimos 10 minutos acalmando Paul.

Agora, está sentado no sofá da sala, esperando por uma explicação.

Ele deveria estar assustado, fugindo, gritando, chamando a polícia.

 Mas não está.

Não tem certeza do porquê, mas acha toda aquela situação um tanto quanto cativante. Talvez seja porque detestava o sindico, porque o choro desesperado de Payl despertou alguma piedade nele, ou porque sempre gostou de histórias de assassinato, e quando era pequeno se imaginava numa delas. Óbvio que não se imaginava sendo o assassino, e sim o detetive, mas agora que estava acontecendo dessa forma, parece ainda mais emocionante.

Seja como for, ele não está assustado, não está fugindo, não está gritando, não está chamando a polícia.

Está apenas esperando.

Adam se senta ao lado de Charles e lhe entrega um copo d’água.

-obrigada – dá um gole. – agora, o que aconteceu?

-é uma longa história.

- nós não temos muito tempo até alguém perceber que o sindico sumiu, então é melhor falar logo.

-você sequer sabe o nome dele?

John para um instante para pensar.

-não.

-era Brian. Ele era professor numa faculdade aqui perto.

-tudo bem, mas isso é relevante como?

-ele ensina – dá uma rápida pausa- ensinava, na mesma faculdade que eu estudo. Hoje, depois da aula, eu o vi batendo num cara, não sabia o porquê, mas fui interferir. Eu tentei fazer ele parar, mas ele não queria sair de cima dele, então eu o empurrei e lhe dei um soco. Ele ficou irado e começou a me bater. Por isso os machucados- fala apontando para o rosto.

Paul para de falar. Está se segurando para não chorar novamente. John consegue ver lágrimas se formarem nos olhos dele, mas elas ficam ali, não se atrevem a descer.

-ele me xingou e me bateu por um tempo. Eu consegui fugir e vim pra casa. Eu estava muito tonto, com muita dor e nervoso, por isso estacionei na primeira vaga que vi.

-a minha.

-sim.

-mas se tudo isso foi na faculdade, por que ele está morto na sua banheira?

-ele sabia onde eu moro. Bateu na minha porta poucos minutos depois que eu cheguei. Quando abri, ele começou a me bater de novo. Disse que eu ainda não tinha pagado por aquele soco – As lágrimas agora correrem por suas bochechas.

-eu peguei a primeira coisa que consegui pra me defender-continuou. - O machado estava num suporte em cima da televisão, eu peguei e bati na cabeça dele.

Paul soluça.

As lágrimas descem de seus olhos como a chuva cai do céu.

O nariz escorre.

O seu rosto dói.

Suas roupas estão sujas de sangue.

 A cena é de dar pena.

-eu não queria matar ele, eu juro. Eu só estava me defendendo. Eu não queria matar ele, eu não queria.

John o abraça.

Um abraço de compaixão.

Um abraço de empatia.

Um abraço que diz que tudo vai ficar bem.

Paul se recompõe.

-assim que isso aconteceu, o interfone tocou. Era Matin pedindo para eu tirar o carro da vaga errada, e instantes depois você bateu na porta.

-então ele tá morto tem mais ou menos 20 minutos?

-acho que sim.

Um silêncio momentâneo toma conta do ambiente.

-eu vou te ajudar. - John anuncia.

-como?- Paul pergunta curioso.

-eu sou advogado de defesa.

Paul solta um suspiro de surpresa. Não esperava pela ajuda dele, mas ela é bem-vinda.

Uma preocupação passa por sua mente.

-eu não acho que tenho como te pagar.

-tudo bem, eu não tô fazendo isso pelo dinheiro. Eu quero te ajudar.

Paul suspira aliviado.

-então, o que a gente faz?

-primeiro, a gente liga para polícia.

-ligar para polícia? – quase grita. – tá maluco? eu vou ser preso.

-sim, mas por pouco tempo, até dar seu depoimento e investigarem a cena do crime.

O moreno está relutante.

-olha, a gente só não pode esconder o corpo, senão vamos nós dois presos. E eu, como seu advogado, devo dizer que a pena para homicídio é de, no mínimo, seis anos.

Paul pensa com cuidado nas consequências que acompanha cada ato.

-tudo bem- Não está certo se quer fazer isso, mas concorda.

John se levanta, pega o telefone, disca o número e entrega o aparelho para John

-você fala.

Paul pega o telefone e o posiciona ao lado do rosto.

Os apitos constantes indicam que a está chamando.

-Delegacia de polícia, em que podemos ajudar?-se escuta uma voz feminina.

-é...alô- Paul fala tremendo

Ele olha para John, que lhe dá sinal para continuar.

-eu...eu acho que matei um cara. Ele tava me espancando, eu fui me defender, bati na cabeça dele, agora tá tudo cheio de sangue, ele não respira, eu não sei o que fazer.

-como o senhor se chama?

-Paul McCartney.

-aonde está?

-em casa.

-o endereço, por favor.

-rua Presidente Vargas, número 56, apartamento 781.

-tudo bem, fique aonde está. Estou mandando ajuda.

A ligação acaba e Paul entrega o telefone para John, que o coloca novamente no suporte.

-e agora?

-agora a gente espera. – John responde

-não é melhor tirar o corpo da banheira?

-não, deixe daquele jeito. Não toque mais no corpo.

John anda até a porta.

-você vai embora?- Paul quase grita.

O medo de ficar sozinho o domina.

-não, claro que não. Só estava vendo se vinha alguém- John se afasta da porta e se senta do lado de Paul.

Um impulso.

Paul o abraça.

 Abraça-o como um náufrago abraça um bote salva vidas no meio de uma tempestade.

John devolve o abraço

O abraço que Paul tanto precisa.

Ele está assustado.

Sua consciência pesa.

Lembranças se repetem na sua mente em loop.

O soco que deu no professor.

Os socos e chutes que recebeu.

A dor que sentiu.

Abrir a porta e ver Brian atrás dela.

O machado batendo na cabeça dele.

Tentando limpar o sangue.

Charles descobrindo o corpo.

Se não fosse por John, ele estaria completamente só.

John é o único conforto que ele tem nesse momento.

Paul deixa o abraço mais apertado.

 Como ele está grato por ter pelo menos esse estranho do seu lado, por não estar perdido sozinho.

Ele sabe que não merece esse luxo. Sabe que fez algo horrível. Mas agradece seja-lá-quem-for por aquele homem ter ido até lá, por ter o ajudado quando ninguém iria.

John desfaz o abraço quando ouve a campainha tocar.

Levanta e se dirige até a porta.

Policiais estão esperando do outro lado.

-boa noite- um dos policiais fala.

-boa noite.

-boa noite.

Os dois oficiais entram no apartamento.

-vocês poderiam me mostrar o corpo e responder algumas perguntas ao meu parceiro?

-claro. Por aqui- John mostra o caminho até o banheiro para o policial.

O PM se abaixa e analisa o corpo.

-você já pode ir.- o enfardado fala num tom frio.

John obedece e volta para a sala, deixando o homem enfardado tirar fotos do local e fazer anotações.

Na sala, Paul já esta respondendo perguntas.

-agora me conte exatamente o que aconteceu.

-eu estava saindo da faculdade, quando vi esse homem, que era professor e sindico deste prédio, bater em um cara. Acho que ele estava bêbado. Fui até lá para parar a luta, mas o professor não queria sair de cima do homem, então eu dei um soco nele. Isso o enfureceu ainda mais, porque partiu para cima de mim.

-por isso está machucado?

-sim. Eu consegui fugir e vim para casa, mas ele sabia aonde eu morava e minutos depois que eu cheguei aqui, ele bateu na porta. Eu não sabia quem era, e quando abri, ele entrou e continou a me espancar. Eu peguei a primeira coisa que achei pra me defender, o machado que fica pendurado na parede, como decoração. Acho que bati muito forte, porque e ele caiu morto no chão, encharcado em sangue.

-e como o corpo foi parar lá no banheiro?

-eu me desesperei e tentei lavar o sangue.

-e este senhor que está te acompanhando?

-é o meu advogado.

O policial, que ficou investigando o corpo, chega à sala e faz um sinal com a cabeça.

O outro vê.

-tudo bem, isso é tudo. Vamos ter que te levar para a delegacia enquanto investigamos mais o local.

-ok.- Paul concorda, sem deixar transparecer seu medo.

Os policiais o algemam e o levam embora.


Notas Finais


Se o endereço existir mesmo é pura coincidência k


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