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História Run or Fight! - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Prólogo


 maldita seja o dia em que eu desejei sair da escola

os 18 anos não eram lá a melhor idade como todos pensavam. É verdade que a pior fase da nossa vida é a adolescência, mas eu tenho certeza que após adolescência é a segunda pior.

estou aqui, presa no meu quarto as 3:00h da manhã, depois de ter brigado com meus pais. 



- PARABÉNS PRA VOCÊ, NESSA DATA QUERIDA, MUITAS FELICIDADES, MUITOS ANOS DE VIDAAAA 

- PARABÉNS ALICIAAAAA - gritava a minha irmã mais nova Merida.

e eu sorria, era 5 de fevereiro, meu aniversário. e eu estou mais que feliz

- não vamos cantar o com quem será este ano - disse meu pai

- obrigada pai, já estou grande demais pra essa brincadeira de criança.

Julietta virou a cara

- vamos filha, parta o bolo

peguei um pedaço, enorme do grande bolo de morango feito pelo  meu pai. 

- espero que o primeiro pedaço seja pra mim, seu melhor amigo 

- desculpa Jonas, mas eu conheço a Julietta desde que eu tava no maternal

- pode chorar lá fora Jonas - disse Julietta

- mas esse ano o bolo não vai ser pra nenhum dos meus amigos, e sim para o meus pais - eu disse entregando o grande pedaço para os dois 

todos bateram palma, e eu os abracei.

depois de tirar várias fotos finalmente pude comer meu próprio bolo e coxinhas. Estava me degustando a mesa ao lado, sozinha e pensativa. pensando tudo ou talvez nada. o que eu faria agora que era maior de idade?! fiz Enem ano passado, e obviamente não passei, tinha planos para trabalhar, morar sozinha e quem sabe começar um cursinho. mas e se nada disso desse certo? tudo estava muito difícil de compreender.

- terra chamando Alicia - Julietta estralou os dedos no meu rosto me tirando do transe

- ai o que foi? Não posso querer ficar sozinha por um estante? - eu questionei

- ja ficou demais, agora que já comemorou seu aniversário com sua família, podíamos sair hoje com todo mundo né? - ela disse

- sair pra onde? Já tá todo mundo aqui. você quer mais o que? 

- tava falando com o Lucas, podíamos ir no Mc, fica aberto até tarde hoje 

- eu não aguento mais comer Mc.

- pra falar a verdade eu também. Então vamos no subway 

- pode ser. Mas você promete não ficar jogando o Jonas pra cima de mim - ela deu um sorrisinho na mesma hora - ah não Julietta

- vocês tem tudo pra dar certo, se você não fosse tão lerda...

- não está nos meus planos do momento entrar em um relacionamento, principalmente quando eu acabei de terminar a escola...estou tentando ser responsável, e ele também devia ser. - falei ja me levantando, mas Julietta pegou em meu braço 

- e desde quando você faz planos? 

- vou falar com meus pais - eu disse indo em direção a ambos que estavam sentados no sofá, amarelo conversando com meus avós.   

perguntei a eles gentilmente se podia sair com meus amigos logo após pedir bênção aos meus avós. sim eu tinha que pedir permissão mesmo que eu fizesse aquela "rotina de aniversário" todo ano.

porque sempre era assim. Festa em casa com a família de tarde, rolê com meus amigos a noite. 

- vai ser aonde esse ano? - perguntou minha mãe 

- no subway que abriram aqui perto,  não acham que agora que tenho 18 anos posso controlar onde vou ou não sem falar pra vocês?!

- óbvio que não, sabe como a cidade é perigosa - meu pai disse, virei os olhos - me avisa quando chegar

e assim saímos, todos nós estávamos com a roupa da festinha então nem precisávamos nos arrumar

estávamos eu, Julietta minha melhor amiga de infância. Lucas o namorado da Julietta. Sophia minha amiga do ensino médio. Jonas meu amigo que eu conhecia a um ano e que não era apenas um amigo... 

Eu tinha poucos amigos, na verdade não tenho quase nenhum. Talvez nunca fui uma pessoa de muito convívio social. Sempre fui extrovertida com pessoas que eu conhecia. Mas extremamente tímida com quem acabará de conhecer. Se não fosse por Julietta teria passado metade do fundamental sozinha.

Estavamos indo a pé, óbvio, nenhum de nós dirigia e eu não iria chamar algum adulto

- cara, o que vocês querem fazer quando fizerem 18? - a Sophia perguntou

- se nem a Alicia que acabou de fazer 18 sabe, imagina a gente - Lucas respondeu 

todos riram

- ei, eu sei o que quero fazer!

- ah você sabe? Então fala ai - Lucas disse praticamente me desafiando

- ah...eu quero morar em um apartamento pequeno, conseguir um trabalho...começar um cursinho...

- cursinho? - Lucas ria - até parece que você  é capaz de se dedicar o suficiente em um curso.

- Lucas!!! - Julietta saiu do lado dele indo parar a sua frente - você tem problema cara? Para de ser um babaca! 

- não Julietta, tudo bem! - eu disse com um sorriso falso no rosto

Talvez ele estivesse certo, talvez eu não soubesse mesmo o que fazer da minha vida, nem tinha certeza se iria me focar pra valer em um cursinho...


Fomos o resto do caminho conversando sobre assuntos aleatórios. E eu estava tentando não pensar no que o Lucas disse nem no que eu mesma me atormentava 

Chegamos no subway, e entramos nos sentamos numa mesa perto da Janela, assim teriamos vista para a rua a noite. Porto Alegre era bonita a noite. E eu sou apaixonada pela paisagem urbana.

- quem vai lá primeiro? - Sophia perguntou

- eu e a Julietta vamos - Lucas disse 

- ah..estou com preguiça de me levantar - ela resmungou

- vamos logo! - Lucas disse puxando-a pelo braço

- ai Lucas, não precisa apertar tanto assim - Julietta disse e se virando olhando diretamente pra Sophia - Sophia...vem pegar o lanche com a gente. 

- ah, não obrigada. - ela disse como se fosse óbvio que ela não queria ir pegar seu lanche com Julietta e Lucas. E era óbvio. Não porque talvez Sophia ainda sentisse algo por Lucas, mas ainda era desconfortável.

- Sophia, vêm! - Julietta disse curvando a cabeça e os olhos e os virando para mim e Jonas

Sophia também olhou para mim e Jonas parecendo meio confusa

- okay, estou indo - ela se levantou da mesa indo com eles até a fila, deixando eu e Jonas sozinhos. E eu ja havia entendido tudo.

- Droga - eu exclamei 

- eles sempre fazem isso - disse ele rindo - ei, não liga pras coisas idiotas que o Lucas diz

- não eu não me importo. Talvez ele tenha razão...

- não ele não tem razão, é uma pessoa incrível Alicia sabe disso. Pode fazer o que quiser 

- não, não posso. Mas vou descobrir uma maneira de ser feliz, mudando de casa ou não, fazendo faculdade ou não.

- se for fazer faculdade...pensou em algo que goste? - perguntou ele

eu tentei pensar em algo que eu gostasse...para eu não parecer realmente sem idéia do meu futuro. Mas a verdade é que Eu nunca nem pensei no que quero ser, o que quero fazer. Ano passado prestei Enem de advocacia, mas era porque eu tinha que fazer, não tinha certeza se era algo que eu queria mesmo. Porém nunca falei sobre para ninguém, apenas para Julietta e para os meus pais, que não gostaram nada de eu não querer fazer direito na área da defesa. Por algum motivo eles sempre quiseram que eu fosse algo relacionado a justiça, polícia, delegada. E de todos eu escolhi advogada para agrada-los, mas não Por que eles eram exigentes, e sim porque eu não tinha idéia simplesmente por não ser boa em muitas coisas a ponto de escolher. Eu ia responder quando Julietta chegou com seu lanche 

- nossa mas já está pronto? - Jonas exclamou 

- a fila esta pequena, olha. Deve ser porque é dia de semana - Julietta disse apontando para o balcão 

- essa lanchonete também acabou de abrir não é - Jonas disse

- é meio que de bairro, poucos conhecem - a ruiva disse se sentando e mordendo seu lanche 

e logo chegaram Sophia e Lucas com suas bandejas

- bom estamos indo - Jonas disse se levantando para pegar seu lanche e eu me levantei junto

esperei somente dois minutos na fila e a atendente me atendeu 

- Boa Noite moça, qual vai ser seu pão?  

- 3 queijos 

- 3 queijos, salada?

- temperada. 

- queijo suíço, chédar ou mussarela? 

- mussarela.

- vou colocar para esquentar.

- obrigada. - eu disse com um sorriso, e ela já ia atendendo Jonas

em um minuto meu lanche ja estava pronto, escolhi o tempero, o molho. E fui pagar

- vai ser no cartão moça. Alicia Carvalho.

- Alicia... - a moça do caixa me olhou profundamente, ela estava com sangue nos olhos. - VOCÊ! - ela pegou em meu braço o apertando, e não queria soltar, todos da lanchonete olhavam assustados.um homem com o uniforme do subway, saiu de trás da cortina do balcão que provavelmente dava para a cozinha e pegou a mulher apertando meu braço por trás 

- MARIVALDA...Marivalda! Pare! - o homem falava

- ELA É...- a mulher falava alto apontando para mim

- eu sei...eu sei - o homem dizia e fazia sinal para ela falar baixo, e depois disso ele realmente falou, e eu não ouvi mais nada

não podia sair, minha conta ainda não estava paga. dez segundos depois de ter acalmado a moça, o mesmo homem veio no lugar dela.

- desculpe o transtorno - ele disse - é no nome de quem? 

- A-Alicia Carvalho - eu gaguejei 

- okay, pode colocar a senha por favor - ele disse me entregando a maquininha 

enquanto eu colocava a senha, senti o olhar dele em mim, e não era um olhar amigável

- obrigada - eu disse, e ele não respondeu. Apenas me olhou com furia e desgosto

peguei minha bandeja, indo até minha mesa. Meu punho doía, o lugar em que ela havia apertado, resolvi ignorar.

- ta tudo bem? - Sophia perguntou 

- está 

- que mulher louca - Julietta exclamou

- provavelmente te confundiu com alguém - Jonas disse

- o cara também me olhou meio estranho - eu disse - como se me odiasse

- Meu Deus - Julietta exclamou - é melhor falar com seus pais Lícia 

- vou falar

após comermos nossos lanches, ficamos conversando, rindo, e observando todas as pessoas da lanchonete e fazendo teorias sobre a vida de cada um. é idiota, mas é uma das nossas melhores brincadeiras quando estamos juntos na rua.

- vou no banheiro. - eu disse me levantando 

na verdade foi uma desculpa por queria observar as estrelas, e então virei o caminho e fui pra fora. a noite estava linda demais. eu podia ficar ali o dia todo.

- oi - Jonas disse vindo atrás de mim me dando um susto

- Meu Deus Jonas, que susto 

ele riu 

- podia ter falado que queria vir aqui - ele disse

- vocês iriam querer vim junto, e eu queria ficar sozinha - eu disse

um silêncio penetrou entre nós por cinco minutos 

- Alicia... - ele chamou e eu me virei pra ele

- vem aqui - ele disse se levantando 

E eu continuei sentada

- ir a onde? 

- só vem por favor 

eu me levantei, e ele me deu sua mão para eu pega-lá, e eu peguei.

fomos andando pelo corredor até chegar atrás do subway, lá era um estacionamento, mas tinha poucos carros

- por que me trouxe aqui? 

ele se aproximou de mim, me beijando. Sua língua ja invadindo minha boca, me pegou de surpresa, mas eu retribui. ficamos assim por uns dois minutos, e eu me soltei

- ...quando for assim, me peça primeiro - eu disse

- Alicia, namora comigo 

- Jonas...eu não sei se estou pronta pra um relacionamento agora, você viu, não sei nem que faculdade quero fazer. Não quero te magoar

- e se seu futuro na verdade for comigo? - ele disse 

- Meu futuro não pode ser resumido em um relacionamento amoroso. - e eu saí 

entrei e fui até a mesa onde estava sentada

- eu quero ir embora - eu disse 

- eu não quero ir embora ainda - Sophia disse

- eu vou - Julietta disse ela estava olhando pra mim, sabia que eu estava mal

- como assim?? Você não vai a lugar nenhum - disse Lucas

- eu vou Lucas. Não pode me falar o que fazer - ela retrucou

- eu já disse, que você não vai a lugar nenhum - Lucas disse se levantando 

- vai pro inferno - ela disse lentamente, me pegou pelo braço e saímos 

- não quero sair por de trás do subway - eu disse após chegarmos do lado de fora

- tudo bem, vamos por ali então - ela disse apontando para o caminho mais longo da rua para a minha casa

Estávamos em silêncio. Estava com muita vergonha do Jonas, e não sabia o que dizer, nem como falar.

- Ai meu Deus - Julietta falou pela primeira vez - não é muito perigoso a gente andar sozinha, olha as horas! 

- mas a rua está toda movimentada - eu argumentei 

- ai Alicia eu não sei não 

- okay, quer que eu peça um uber? - eu perguntei 

- deixa que eu peço - ela disse ja pegando o celular olhando pros lados

ela pediu, e ele chegou na mesma hora, entramos e fomos até em casa em silêncio. Eu saí e Julietta saiu comigo 

- por que você ta saindo? Esqueceu alguma coisa na minha casa? 

- eu vou dormir na sua casa hoje - ela disse com um sorriso - ja avisei meus pais por mensagem. é seu aniversário e eu sei que você não tá bem

a abraçei, com lágrimas nos olhos. era incrível como Julietta me entendia e sabia o que eu estava pensando mesmo que eu não dissese uma palavra. Ela pagou e entramos no condomínio. 

as luzes estavam todas apagadas, meus pais e minha irmã provavelmente ja estavam dormindo. Liguei a luz da sala, tentando não fazer barulho 

- é melhor você tirar o tênis - eu disse a ela, e a mesma tirou andando só de meia

- eu acho que vou a sua cozinha pegar uma água - ela disse 

olhei o celular, eram 22:34h. fui até meu quarto sozinha, não podia fazer nem um pouco de barulho, não queria acordar meus pais, e os vizinhos de baixo. Morava em apartamento então qualquer barulhinho que atrapalhe o belo sono deles pode acarretar multa pros meus pais. sentei na minha cama, colocando minha bolsa em cima.senti um desconforto forte vindo do meu pulso, e me lembrei do ocorrido no subway, tirei a mangá da blusa para ver o porque estava doendo tanto. Estava vermelho, roxo, me assustei. Como aquela mulher causou isso em mim? Estava doendo demais, latejando. Julietta entrou no quarto com uma bandeja com dois copos de suco.

- Meu Deus - ela viu meu pulso e colocou a bandeja sobre o criado mudo na mesma hora - isso foi aquela mulher louca? 

- parece que sim mas ...não é possível 

- parece que você caiu. Tem marcas de machucado. Ninguém teria força o suficiente pra fazer isso 

- vou no médico, assim posso descobrir o que é - eu disse

- é melhor mesmo. Mas agora me fala, o que aconteceu lá fora com o Jonas, porque queria ir embora tão cedo? - ela perguntou

- nós ficamos 

Julietta sorriu colocando as mãos sobre a boca surpresa 

- Meu Deus Lícia..bom, ja é trigésima quarta vez que vocês ficam. Mas parece que só FICAM nisso né

- ele me pediu em namoro denovo. E você não precisa surtar a cada coisa que eu conto - eu disse quando ela ja estava sorrindo e colocando as mãos na boca de novo, o que ela sempre faz quando está surpresa e feliz

Ela colocou as mãos para baixo e sorriu mostrando estar calma

- e você recusou, eu presumo  - ela disse

- sim - eu afirmei - ele disse que ele pode ser o meu futuro, e eu disse que o meu futuro não pode ser apenas um relacionamento amoroso

- Meu Deus Alicia 

- eu não to pronta 

- você nunca ta pronta! - ela disse - gosta do Jonas não gosta? 

- gosto. Mas se eu for namorar alguém, eu quero namorar pra sempre, não quero viver uma vida de incertezas, estando com alguém que eu não sei se vou estar pra sempre. E eu não sei se gosto do Jonas a esse ponto.

- bom...você está certa. - ela disse, eu sorri, ficava feliz que ela me entendia.

Podíamos ficar acordadas a noite toda jogando conversa fora como sempre fazíamos, mas estavamos cansadas. Julietta puxou a cama debaixo e se deitou logo depois de ter colocado um pijama emprestado meu. Coloquei um pijama, escovei os dentes. E apaguei.

acordei quatro horas depois, estava tudo escuro. Olhei no meu celular que estava ao lado, marcava 3:03 da manhã, Eu tinha insônia, então estava acostumada a acordar de madrugada e não conseguir dormir mais. Julietta permanecia dormindo. Minha garganta estava seca de sede, e eu não queria o suco que Julietta havia trazido. Queria água. o machucado no meu pulso continuava doendo, e eu estava ficando preocupada. ouvia vozes vindo da sala, Desci da cama, tentando não fazer barulho para não acordar Julietta que tinha o sono leve. e sai do quarto. cheguei na sala, meus pais estavam conversando, minha mãe sentada no sofá, com os braços dobrados olhando seriamente para o meu pai, que estava em pé falando algo com as mãos  na cintura. levaram um susto quando me viram

- Lícia...está fazendo o que aqui?  - Meu pai perguntou 

- sabem que eu tenho insônia - eu disse com a mão no pulso. Estava planejando colocar gelo quando fosse a cozinha. - o que vocês estão fazendo acordados?

- estavamos conversando - minha mãe falou pela primeira vez - o que é isso? Você se machucou no passeio com seus amigos?

Minha mãe vinha até mim preocupada 

- Alicia, isso ta muito feio! o que você fez? - Minha mãe disse realmente preocupada, e meu pai veio até mim ficando ao lado dela e pegando meu pulso. Colocando a mão na cabeça também preocupado

eu não sabia o que dizer, eles não iriam acreditar que isso foi causado por um simples aperto. 

- Alicia! - minha mãe disse, exigindo que eu falasse

eles não iriam acreditar mas preferia falar a verdade

- no caixa do subway quando fui pagar, a atendente ao eu falar meu nome...acho que me confundiu com alguém, pegou no meu braço, muito forte. e não queria soltar - Meu pai e minha mãe se olharam - um homem a agarrou por trás fazendo ela me soltar

- como era essa mulher? - meu pai perguntou

- Ah...era normal. era negra, cabelos cacheados, o uniforme do subway - Meu pai e minha mãe e olharam mais uma vez 

- e o homem? 

- o homem, me olhava com ódio. tentava acalmar ela de todas as formas 

- e ele? como era? - perguntou minha mãe 

- era...branco...com barba, magro e...era um homem normal. 

Meu pai saiu de perto de mim, foi até o meio da sala, parecia desesperado.

- como apenas um aperto pode ter causado isso? essa mulher era realmente forte - eu falava tentando rir para quebrar o clima mal que estava se formando, minha mãe estava imóvel. sem falar nada, parecia em choque.

- você não vai mais sair Alícia, pra lugar nenhum. - Meu pai disse 

- o que?? - eu exclamei - como assim porque?

- não pode, é perigoso - minha mãe disse pela primeira vez

- não podem começar com essa paranóia de vocês, eu não sou mais criança! - eu disse

- vai nos obedecer e vai ficar aqui! 

- não!! - eu falei - dizem que não posso fazer as coisas sem ao menos uma explicação. Até quando isso? 

- São coisas que não podemos te explicar agora Alicia - disse minha mãe 

- agora? Então quando vão explicar? Amanhã? Semana que vem? ou vão continuar me mandando fazer coisas sem me dar a explicação do porquê falando que vão explicar depois e nunca explicam?! Não podem mais me controlar. 

eu saí, e andei até meu quarto, a sede e a dor tinham até passado, Julietta estava acordada sentada em sua cama com a luz ligada, tomando o suco tentando entender o que estava acontecendo 

- esta tudo bem? - ela perguntou

- está, desculpa ter te acordado - eu respondi, me deitando na cama sem me preocupar em desligar a luz, e dormi.

estava tudo embaçado, e o suor derramava sobre o meu rosto, a luz saía da janela ao meu lado e eu continuava na cama. tirei o cobertor de cima, e olhei a hora, eram 6:30h. eu realmente precisava ir no medico. Não aguentava mais o fato do meu corpo não saber o horário certo de sono. Me levantei, Julietta continuava dormindo, sai do quarto. fui até a sala, meus pais obviamente não estavam mais lá. o pulso havia parado de doer. andei até a cozinha, estava com sede. apanhei um copo de vidro, e o coloquei sobre a mesa, abri a geladeira o a jarra de água, e enchendo metade do copo. depois enchi o resto com água da torneira, gostava de água misturada nos dois pontos. Olhei para o lado, havia lá um álbum de fotos, jogado pelo chão da cozinha perto, eu ja tinha visto todos os álbuns de fotos da minha família, fosse do casamento dos meus pais, até fotos deles nov e sozinhos. Mas aquele? nunca havia visto.





 







 


Notas Finais


Lembrando que é uma história original! criada por mim!! se gostarem comentem ♡


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