História Run to You (Jikook) - Capítulo 37


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Jikook, Jimin!bottom, Jungkookpunk, Romance, Sofrência, Taegi!menção, Vhope!menção
Visualizações 1.447
Palavras 4.028
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá meus amô <3
Tudo bão? SAUHUSHAUHASUSHA
O cap ficou bem mais longo dessa vez, espero que vcs gostem hehe
Bjinhusssss <3 Boa leitura

Capítulo 37 - Capitulo 37 - The Cure (Pt.2)


Fanfic / Fanfiction Run to You (Jikook) - Capítulo 37 - Capitulo 37 - The Cure (Pt.2)

I’ll undress you, ‘cause you’re tired

Irei te despir, porque você está cansado

Cover you as you desire

Te cobrirei como você desejar

When you fall asleep inside my arms

Quando você adormecer em meus braços

May not have the fancy things

Posso não ter as coisas mais extravagantes

But I’ll give you everything

Mas eu te darei tudo

You could ever want, it’s in my arms

Que você poderia querer, está em meus braços

 

 

 

 

Me afastei de Jungkook, sentido meu coração disparado demais e meu rosto esquentando.

Vários minutos se passaram enquanto ficávamos em silêncio nos encarando. Ele parecia ansioso para saber minha resposta e eu estava tentando encontrar o que falar.

Como assim “eu te amo”? Porque isso agora e tão de repente?

Então tomei coragem e falei.

— Você... Você não pode fazer isso...

— O quê?

Ele falava baixo agora, parecendo indignado e confuso, tentava se aproximar de mim mais uma vez, mas dei mais um passo para trás, precisava de distância para pensar coerentemente.

Jungkook meche demais comigo, com minha cabeça, e quanto mais perto ele fica, menos consigo raciocinar.

— Não pode me tratar daquele jeito e dizer que me ama assim de repente, não pode me deixar confuso assim, você não tem esse direito. Eu vim aqui para te ajudar, não para ser enganado.

Aquela frase dele só serviu para me deixar frustrado.

Primeiro porque parecia que ele estava usando isso para me mandar embora e segundo porque tinha me afastado brutalmente e ficado com a Lisa na mesma noite.

Não tinha como eu esquecer tudo o que aconteceu e como me senti mal somente com um “ eu te amo”. É humanamente impossível.

Abracei meu próprio corpo e me afastei mais dele.

Antes de vir aqui eu tinha prometido para mim mesmo que não me deixaria levar, não mais uma vez, não para depois ele voltar a me machucar como tinha feito várias vezes. Eu não podia permitir isso.

Entendo completamente o que Jungkook passou, entendo que o pai dele é uma desgraça de pessoa e me sinto muito mal por ele. Nem mesmo consigo imaginar Jungkook desmaiando de tanto apanhar... Isso é uma coisa horrível, eu tenho consciência disso... Mas ele não pode, sei lá, usar esse fato para me sensibilizar e depois dizer que me ama simplesmente para me convencer a deixar ele aqui e ir embora. Isso se chama golpe baixo.

Além de que ele estava totalmente bêbado e pessoas bêbadas falam a primeira coisa que aparece na cabeça sem nem pensar antes...

Eu quero sim, ouvir um “eu te amo” vindo dele, mas não assim e não por esses motivos.

— Porque você é assim? O que mais quer de mim? Ouvir um “te amo” não é suficientemente bom ‘pra você?

Isso foi rude. Completamente rude, Jungkook.

Respirei fundo. Até agora pouco o assunto era outro e do nada virou isso... Como sempre, nada nele faz sentido.

— Não é isso. Você não pode chegar falando “te amo” para mim depois de tudo o que fez.

— O que tanto eu fiz, Park?

Porquê de repente ele estava me chamando de Park? Fazia tanto tempo que não falava assim comigo. Não gosto disso, chega a ser impessoal.

Ri desacreditado.

— O que você fez? Sério que não se lembra? Foi um grosso comigo, mesmo depois do que eu já tinha prometido, do que você tinha prometido para mim e do que tínhamos feito. Você me afastou e ficou com a Lisa na mesma noite em que mandou eu seguir meu caminho, ficou com ela mesmo sabendo que isso me machucaria e ainda por cima mandou ela me entregar minha chave. Vou repetir, eu vim aqui para te ajudar, Jungkook, não para, sei lá, voltar com você.

Gesticulei em direção a ele e depois voltei a abraçar meu corpo.

Os assuntos realmente mudam muito de repente entre nós e às vezes nem eu mesmo consigo acompanhar.

Segundos atrás eu estava me sentindo muito mal por ele e agora eu só queria poder dar um tapa bem dado nesse rosto perfeito que ele tem enquanto mandava ele acordar para a vida.

— Do que tínhamos feito? Até parece que você deu ‘pra mim falando desse jeito. Eu te afastei porquê era necessário, se isso te machucou ou não, não me importa, Park. O que importa é que você precisava se afastar, mas como é um teimoso do caralho, ‘tá aqui agora.

Por que ele tem que usar palavras tão duras? Por que tem que ser assim? Que saco...

— Você é um babaca mesmo... A vida te fez um babaca.

Me afastei mais um pouco e olhei para a piscina, ainda abraçando meu corpo.

Quando me tratava assim, Jungkook me fazia sentir como se eu fosse muito frágil e eu odeio isso. Não sou frágil.

Ele parecia perplexo enquanto me olhava, mas ele não tinha que estar perplexo com porcaria nenhuma. Perplexo estou eu, que vim aqui para ajudar e acabo assim, levando patadas de graça e tendo minha paciência testada.

Não se usa a frase “eu te amo” para manipular alguém a fazer o que você quer, isso é erradíssimo, e também não se trata alguém que está preocupado com você com toda essa indiferença.

Eu estava uma mistura de sentimentos aleatórios naquele momento e nem sabia como proceder.

Tomei fôlego e continuei falando assim que percebi que ele estava prestes a se pronunciar mais uma vez.

Jungkook deveria me ouvir agora.

— Eu sinto muito pelo o que seu pai te fez, sinto muito por tudo o que você passou e queria poder te ajudar com isso, ele não tinha o direito de ter traído sua mãe e nem te espancado por gostar de garotos, mas isso não te dá o direito de simplesmente me tratar mal, sumir por uma semana e depois vir me dizer que me ama só para me convencer a ir embora, principalmente não bêbado do jeito que você está, provavelmente nem lembre disso tudo depois.

Passei a mão pelos meus cabelos e olhei para a lua, que estava muito bonita, devo dizer...

Foco, Jimin, caramba.

Eu sei que tinha vindo somente para acalmá-lo, mas não queria deixar Jungkook sozinho... Principalmente agora, depois de saber o que o pai dele tinha feito. Era por isso que estava insistindo em ficar e fazer companhia para ele, mas provavelmente isso nem valia mais à pena...

Suspirei.

— Park, eu nã-

— Acho... Acho que realmente preciso ir embora como você quer, agora você já está mais calmo, eu não tenho mais motivos para ficar aqui. Tchau Jungkook...

Minha voz saiu bem baixa.

Me virei e comecei a andar em direção a porta que dava para a cozinha.

— Não vire as costas para mim, Park.

Sua voz veio forte em minha direção.

— Não me chame de Park.

Gritei de volta, virando brevemente para trás e depois voltando a olhar para frente.

Frustração e desapontamento são sinônimos? Porque essas duas palavras servem muito bem para definir exatamente o que estava sentindo no momento.

Depois de alguns segundos ele me segurou pelo pulso, puxando-me de volta e fazendo com que eu o olhasse.

— Jimin, eu não fiquei com a Lisa. Aquela noite ela apareceu no meu quarto e... Eu só pedi que te entregasse a chave, porque tinha achado no chão do meu quarto e não queria te ver, ‘pra não voltar atrás.

— Me solta.

— Não, você precisa me ouvir.

— Acho que já ouvi demais.

— Por favor, Jimin, me ouve...

Respirei fundo e tentei me livrar do aperto em meu pulso, fracassei.

— Estou falando sério que não fiquei com a Lisa, depois da primeira vez que você me beijou naquela festa que o Tae fez, eu nunca mais beijei ninguém além de você. Era impossível ‘pra mim não me sentir mal só de pensar em beijar alguém que não fosse você.

Os olhos escuros dele pareciam passar muita sinceridade, mas a frustração ainda estava forte em mim.

— Você está dizendo isso porque está bêbado. Agora me solta.

Tentei puxar o pulso mais uma vez, sem sucesso.

— Não, não é por isso. Estou dizendo porque é a mais pura verdade.

O olhar de Jungkook estava indo fundo em minha alma e a perfurando, então encarei o chão.

— Tudo bem, não importa... Acho melhor eu ir. Nem mesmo devia ter vindo.

— Porque não? Porra, Jimin, você ao menos ouviu o que acabei de falar?

Ele elevou a voz.

— Porque desde que cheguei a única coisa que você quer é que eu vá embora, você não me quer aqui e está usando esse “eu te amo” para me influenciar a te obedecer, eu não sou trouxa Jungkook e estou cansado desses seus joguinhos, dessas falsas declarações suas. Você sabe ao menos o que significa um “eu te amo”?

Eu também já falava muito alto e o encarei. Jungkook estava com a boca entreaberta e me olhava parecendo mais uma vez perplexo.

O pior de tudo foi que nenhuma vez ele negou ter usado aquela frase para me convencer a ir embora. Já ouviu dizer que “quem cala, consente”? Isso quer dizer que eu estava certo no que falava.

Tudo bem que Taehyung tinha me contado que Jungkook não saia com Lisa desde que me beijou a primeira vez, mas sei lá... Eu não sou muito convicto nisso, não me parece tão verdade... Principalmente por ter visto ela no colo dele aquele dia.

E tinha o lance do “eu te amo” agora, que realmente estava me deixando incomodado por causa do contexto em que foi usado.

Mas que merda, Jungkook. Que droga. Porque você sempre complica tudo?

Jungkook só me deixava confuso em relação a tudo e todos, isso acaba comigo.

— Eu sai desesperado do meu quarto quando Yoongi me ligou, até mesmo larguei Hoseok sozinho para poder vir aqui te ajudar a se acalmar, mas quando cheguei você só soube me mandar ir embora e gritar comigo. Jungkook, mais uma vez, eu sei que você sofreu, tenho plena consciência disso e eu já disse que quero te ajudar, mas você tem que pôr nessa sua cabeça de vento que eu não sou Min Hyuk e que já falei que não vou te abandonar.

Tomei fôlego e voltei a olhar fundo naqueles olhos escuros dele, tentando me manter o mais firme possível.

— Não use um “eu te amo” dessa forma para me afetar, porque quando você falar isso de verdade, já não vai ter mais significado e eu não vou tomar isso como verdade.

Eu estava mais uma vez gritando e estava nervoso, Jungkook ainda segurava meu pulso de modo firme e usou isso para me puxar mais para perto, colando seus lábios com gosto de álcool nos meus e fazendo com que eu sentisse o piercing no canto de sua boca roçando na minha.

Meu corpo todo se arrepiou, eu queria me entregar loucamente àquele beijo, mas não podia. Precisava ser firme.

Ele tentou abrir espaço por entre meus lábios, mas não movi um único músculo.

— Jimin... Por favor, me beija.

Jungkook encostou sua testa na minha e sua voz saiu baixa, meus olhos estavam fechados e eu sentia meu rosto queimando, se era por raiva ou por conta do contato com ele, não faço ideia.

Com todas as minhas forças, eu estava tentando resistir a ele, precisava resistir.

Neguei com a cabeça.

— Não.

— Por favor... Não sabe como senti sua falta...

O tom em sua voz me fez arrepiar.

— Não, Jungkook... Antes de ficar comigo você precisa enfrentar os seus mons-

E ele juntou nossos lábios mais uma vez, deixando-me um selinho longo que fez uma onda de calor passar por todo meu corpo e depois voltou a se afastar e a encostar nossas testas.

— Por favor, Jimin. Me beija... Eu preciso de você.

Ah Deus, porque? Porque isso com a minha querida pessoa?

Aquilo acabou comigo. Aquela simples frase me deixou totalmente sem chão e sem rumo.

Um embuste complicado e bêbado tinha acabado de dizer que precisava de mim e isso fez com que meu coração quase saísse pela boca. Eu realmente tenho problemas...

A ansiedade foi ainda maior do que quando ele soltou aquele “eu te amo”.

Então, derrotado por suas palavras e completamente inerte por ele, levei minha mão até sua nuca e o puxei para mim, juntando nossos lábios mais uma vez.

Maldito seja Jungkook e essa boca maravilhosa que ele tem.

Em segundos, eu acendi, como se um fogo queimasse todo meu interior apenas com esse contato.

Jungkook soltou um arfar baixo quando nossas línguas se tocaram e me puxou mais para perto, fazendo mais uma onda de calor passar por mim.

Será que ele precisava de mim do mesmo jeito que eu sentia que precisava dele? Não sei... Mas prefiro pensar que ele foi sincero em suas palavras.

Eu podia sentir o gosto da bebida, mas o gostinho de canela que ele sempre tinha também estava presente enquanto nossas línguas se acariciavam lentamente.

Os lábios dele são tão macios... Isso se chama tortura... Beijar Jungkook é uma tortura maravilhosa. E devo admitir, estou completamente viciado nisso.

Percebi então o quanto estava com saudades dele, dos toques dele... Eu sabia que estava sentindo a falta dessa pessoa fora do normal, mas não que era nessa intensidade toda...

Jungkook coordenava o beijo com maestria e vez ou outra mordiscava meu lábio inferior, fazendo arrepios leves percorrerem todo meu corpo. Suas mãos puxavam minha cintura para perto, fazendo meu quadril encostar com o dele.

O piercing no canto de sua boca se apertava contra meus lábios e aquilo me trazia uma sensação única, porque eu sabia que nunca outra pessoa que beijei, teve aquele mesmo piercing. Aquilo era algo de Jungkook e somente dele.

Depois de alguns minutos coloquei minhas mãos sobre seu peito e o afastei.

— Jungkook... Me beijar não muda a situação.

— Que situação?

— Essa situação, nossa situação.

— Eu errei em te mandar ficar longe, me desculpe... E o “eu te amo” não era para te afastar, é realmente o que sinto. Eu te amo, Jimin, e preciso absurdamente de você. Só percebi isso quando te perdi.

Jungkook falou um tanto enrolado, eu quase tinha esquecido que ele estava bêbado...

Ri fraco e olhei para ele, mais uma vez as palavras dele me atingiam com força e eu estava sem reação.

O que eu fazia? Respondia o “te amo”? Ficava na minha? Eu não sei se o amo... Sei que gosto muito dele, de verdade, mas não sei se conheço o amor para dizer algo assim.

Socorro, alguém me ajuda.

— Tudo bem... Ok. Eu também gosto muito de você, Jungkook, mas não acho certo te perdoar assim... Tão fácil.

— Ok... Eu te dou o tempo que precisar. Agora... De verdade, acho bom você ir embora. Não quero que meu pai chegue e veja você aqui.

— Eu só vou se você for comigo.

Então meu celular começou a tocar ao mesmo tempo em que ele ergueu as duas sobrancelhas para mim em confusão.

Tirei o aparelho do bolso e olhei espantado a tela que mostrava o nome de minha mãe.

Me afastei de Jungkook.

— Alô?

— Jimin, volte agora para o seu alojamento e pare de ir atrás desse garoto tatuado. Isso é uma ordem.

Fiquei assustado com o tom autoritário dela e me distanciei mais de Jungkook para que ele não pudesse ouvir a conversa. Olhei para trás e vi ele indo se sentar mais uma vez no banco de madeira perto da piscina.

— Como assim, mãe? Eu ia voltar agora, porque a senhora está tão brava?

— Hoseok foi ai ‘pra te fazer companhia e você larga ele sozinho no quarto com um garoto que o coitado nem conhece direito ‘pra ir atrás desse menino perdido. Volte já e faça companhia para o seu amigo, ele sim merece sua presença.

Será que Hoseok tinha ligado para ela e contado o que tinha acontecido? Não... Acho que Hoseok não faria isso. Ou faria? Ai nossa... Espero que não, senão teríamos que conversar.

— Mãe, Jungkook não é perdido, pare com isso...

Tudo bem, ele tinha tomado quase uma garrafa inteira de uísque, mas não era perdido.

Aliás, o que seria uma pessoa perdida? Porque dependendo da definição, eu poderia ser uma dessas pessoas.

Por exemplo: Pessoas perdidas são pessoas que não sabem que rumo tomar na vida.

É, eu me encaixaria completamente.

Me virei de costas para onde Jungkook estava.

Só pessoas perdidas têm aquele monte de tatuagens e piercings, meu filho. Tome jeito e vergonha nessa sua cara fofa, ouça sua mãe e volte agora ‘pro seu dormitório.

— Mãe, primeiro de tudo se acalma, ok? Eu estou bem e logo vou voltar para o meu dormitório. Não é porquê Jungkook tem tatuagens e piercings que ele é perdido. O que a senhora está fazendo se chama preconceito, sabia?

— Filho, por favor, me ouça. Você sempre foi teimoso a vida toda, eu sei disso, mas me ouça dessa vez. Fique longe desse garoto, por favor.

Porque todo mundo me chamava de teimoso? Pelo jeito eu realmente me encaixo nessa definição...

— Mãe, eu gosto dele, não posso ficar longe. Juro que já tentei... Nós dois tentamos.

E de repente braços passaram pelo meu corpo, Jungkook estava me abraçando por trás e dando vários selinhos em meu pescoço, o que fez arrepios passarem por mim e quase me fez esquecer que minha mãe estava discutindo comigo.

Como ele tinha se aproximado tão silenciosamente? Não faço ideia.

— Jimin, você é tão gostoso.

Ele claramente ainda estava bêbado.

Fiz sinal para que ele ficasse quieto, se minha mãe o ouvisse falando isso, aí sim que a situação ficaria difícil.

Então, se ele quer ficar com meu filho, vai ter que provar que merece. Semana que vem, vocês dois venham para Busan e vão passar o fim de semana aqui comigo. Tenho muito o que conversar com esse garoto.

Os braços de Jungkook me apertaram mais contra seu corpo, seu nariz passando por minha pele sensível. Me arrepiei mais uma vez.

— Tudo bem, eu vou falar com ele e aviso a senhora depois, ok?

— Ok. Agora volte já ‘pro dormitório.

Ela não esperou minha resposta e desligou o telefone.

Guardei o aparelho no bolso da calça, virei para Jungkook e segurei seu rosto.

— Vou voltar para o dormitório e você, querendo ou não, vai comigo. Por acaso sabe ao certo quando seu pai volta?

— Não sei. Você é muito lindo, sabia?

Ele respondeu e sorriu para mim, deixando um beijo em minha bochecha.

Ok, Jungkook mais uma vez mudou de humor.

Deus, o que faço com esse garoto?

Revirei os olhos para ele.

— Tudo bem, vou perguntar para o Yoongi.

— Deixa o Yoongi pra lá, esquece esse desgraçado.

Fechou a cara para mim e eu ergui uma sobrancelha em confusão.

Conhecem bipolaridade? Pois é isso que Jungkook tem e parece que piora quando a pessoa está bêbada.

— Fica quieto e vem comigo.

Ele revirou os olhos para mim e crispou os lábios.

— Se você se sentir mal por causa da bebida, me avise.

— Ok.

Comecei a andar e Jungkook me seguiu. Entramos pela porta dos fundos e segui até a sala.

Deixei Jungkook sentado no sofá e fui até Yoongi, que pegava os cacos de louça no chão. Ele se levantou assim que me aproximei.

— Quando seu pai volta? Digo, o pai de Jungkook...

— Acho que daqui à uma hora.

— Ok, então vamos arrumar isso daqui bem rápido.

— Acha, não precisa. Pode deixar que eu dou um jeito.

— Nem pensar, foi Jungkook quem fez tudo isso, o certo era ele mesmo limpar, mas né...

Apontei para Jungkook que estava emburrado no sofá nos encarando.

Parecia uma criança mimada daquele jeito.

— É... Bom, ok então. Agradeço muito, por tudo. E me desculpe ter te ligado, eu estava desesperado e não sabia o que fazer.

Sorri para Yoongi, achando ele muito fofo.

— Que isso, não se desculpe por nada. Foi bom ter me ligado. E você é tão vitima nessa situação quanto Jungkook, fique tranquilo em relação a mim.

— Mais uma vez, obrigado, Jimin, por tudo.

Assenti para ele e começamos a limpar o resto dos cacos que estavam no chão.

Jogamos as louças quebradas fora, pegamos os cacos do relógio e arrumamos tudo como dava. Com certeza o pai de Jungkook veria que algo tinha acontecido ali, mas pelo menos a bagunça estava limpa.

Me despedi de Yoongi com um abraço e disse que se ele precisasse de mim, poderia me chamar. Jungkook fez careta para o Min e depois revirou os olhos quando o arrastei para fora da casa.

Entramos no carro e Jungkook recostou no banco do carona parecendo cansado.

Me ajeitei e quando estava prestes a dar partida no carro, meu celular tocou mais uma vez.

Oh caramba, ninguém nunca me liga, o que está acontecendo hoje?

— Alô?

— Jimin, sua mãe me ligou.

— Ah, oi Hoseok, ela ligou é?

Me sentia um tanto com raiva por meu amigo ter me dedurado...

— Ligou, eu tentei enrolar ela, dizer que você estava no banheiro e tal, mas você sabe que é muito difícil enganar sua mãe... Daí ela me prensou na parede e me fez contar onde você estava. Me desculpa.

Ah, então ele não tinha feito de propósito... Menos mal.

— Tudo bem, não tem problema. Eu estou voltando para o dormitório agora, ok?

— Ok. E o Jungkook?

— Está indo comigo.

— Ah, tudo bem. Até daqui a pouco Jiminnie, me desculpe por não ter conseguido despistar sua mãe.

— Sem problemas, Hobi. Desculpe por não ter ficado ai com você.

— O Tae me fez companhia, fica sossegado.

— Ok, daqui a pouco estou ai.

— Tchau.

— Tchau, tchau.

Desliguei a chamada e dei partida no carro, colocando o veículo em movimento.

— Não gosto desse tal de Hoseok.

A voz de Jungkook foi grave, o olhei por alguns segundos e vi que estava de olhos fechados e braços cruzados.

Ri fraco e voltei a olhar para frente.

— É sério, não gosto dele.

— Porque?

— Porque ele é muito grudado com você.

Ri mais.

Jungkook por acaso tinha ciúmes de mim? Seria até mesmo bonitinho da parte dele se tivesse. Acho ciúmes fofo, desde que não passe da conta.

— Têm ciúmes é?

Usei meu melhor tom de deboche e soltei mais uma risada.

Ele pigarreou e se ajeitou no banco.

— Não é isso. É que ele é muito grudado com você e eu não gosto disso. Só eu posso ser grudado com você.

Jungkook estava levemente rouco, provavelmente por ter gritado muito.

Balancei a cabeça em negação enquanto ria leve, realmente ele podia ser bem egoísta quando queria.

— Ok, você realmente está bêbado, então vou ignorar.

— Isso, ignora igual você ignorou o “eu te amo”.

Revirei os olhos com a indireta completamente direta e prestei atenção no trânsito, sem responder nada.

Demoramos um pouco até chegarmos ao campus e Jungkook tinha adormecido no banco do carona. Estacionei o carro exatamente onde estava antes e só então vi que já era quase meia noite.

Meu Deus, eu fiquei muito tempo lá. Jungkook só me dá trabalho mesmo...

Balancei a pessoa adormecida no banco e ele não acordava por nada.

— Jungkook, chegamos, você precisa ir para o seu quarto.

Ele resmungou e puxou o braço para longe.

Bufei, sem paciência, e o balancei mais forte.

— Jungkook, vamos caramba. Acorda.

Então ele abriu os olhos devagar, na verdade um único olho, o que me fez rir um pouco.

— Jimin?

— Eu.

— Você.

Sorri para ele e recebi um sorriso de volta.

Esse sorriso dele acaba comigo, devo admitir...

— Vamos, você precisa ir ‘pro seu quarto.

Desci do carro, bati a porta e fui para o outro lado, abrir a porta para ele e ajudá-lo a descer.

Jungkook desceu numa boa do carro, parecia um pouco zonzo, provavelmente pelo excesso de uísque que tinha tomado, mas conseguiu andar normalmente. Amém? Amém. Porque provavelmente eu não conseguiria carrega-lo.

Andamos até o hall calmamente, passamos pelas catracas do dormitório e chegamos ao andar dos nossos quartos, então ele me entregou a chave do quarto dele para que eu pudesse abrir a porta.

Enquanto eu tentava girar a chave na fechadura, Jungkook me abraçou por trás pela segunda vez naquela noite e distribuiu beijos por todo o meu pescoço, me fazendo arrepiar.

— Jimin, passa a noite comigo?


Notas Finais


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Playlist Youtube:
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HAHAHAHAHA E agora? Será que o Jimin vai ficar pra dormir com ele? Vish, sei n asuhsauhasuhshausa
Não sei quando o próximo vem, provavelmente amanhã, mas vcs sabem q sou bem aleatória nas postagens então... SUAHSUAHUHSASA
Bjss bbs <3


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