História Runaway - Capítulo 7


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Categorias Shawn Mendes
Personagens Personagens Originais, Shawn Mendes
Tags Drama, Nyels, Shawn Mendes, Tragedia
Visualizações 20
Palavras 772
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Policial, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Para compensar o atraso dos últimos dias, aqui estamos com o penúltimo capítulo de Runaway. agradeço, de coração, a todos que têm acompanhado a história.

Boa leitura <3

Capítulo 7 - Ruin


Fanfic / Fanfiction Runaway - Capítulo 7 - Ruin

Coral acordou com uma fresta de luz em seu rosto. Todo o seu corpo doía, como se ela fosse uma massa de pão que fora batida além do ponto. Ela tremia de frio, pois dormira sobre o chão de azulejos que roubava todo o seu calor. Levou alguns segundos para entender onde estava, até que as lembranças do dia anterior e de toda a loucura que vivera lhe atingiram como uma pancada no estômago.

Shawn acordara também devido à sua movimentação. Ele sentou-se e piscou rapidamente as pestanas, tentando se localizar. Que hotel era aquele, com camas tão desconfortáveis? Seus olhos recaíram sobre Coral e imediatamente ele lembrou de tudo o que havia acontecido. Shawn espreguiçou-se e se recostou na parede, encarando o horizonte na letargia da manhã. Depois de alguns minutos em silêncio, virou-se para a garota.

“Então, o que faremos agora?” Aquela pergunta era o que ambos gostariam de saber, mas não tinham coragem de imaginar. E agora?

Guardaram as coisas rapidamente (não havia muito para ser carregado; apenas uma mochila e a mala cheia de livros que Coral insistira em trazer), verificaram o dinheiro e prepararam-se para sair daquele lugar. Ela o ajudou a se levantar, dando suporte para que a perna machucada não doesse tanto. Entreolharam-se, apreensivos, e abriram a porta.

Mal haviam dado alguns passos quando foram interpelados por um velho corcunda e decadente, metido num macacão imundo, boné dos Yankees e sapatos de borracha.

“Ei! O que estão fazendo?”

Não esperaram que o homem chegasse mais perto antes de passar a correr. Shawn mancava, atrasando a marcha, mas o mecânico estava muito velho para conseguir acompanhá-los. Eles correram até estar tão longe do posto que não conseguiam mais vê-lo. Acabaram sentando num ponto de ônibus para descansar, sem destino algum em vista.

“Parece que nossa decisão já foi tomada.” Shawn apontou para algum lugar às costas de Coralina, indicando o ônibus metropolitano que aparecia atrás da curva. A primeira reação da garota foi de incerteza; seria seguro embarcar em um ônibus qualquer, sem qualquer garantia de retorno? Então decidiu que, de qualquer maneira, eles não poderiam continuar ali para sempre, e qualquer destino seria uma oportunidade abraçada. Separou o dinheiro das passagens.

O rádio estava ligado na cabine do motorista, tocando uma música que Coral já ouvira antes mas não saberia dizer o nome. Shawn, que subira na sua frente, hesitou, sentindo um estranho formigamento no estômago. Aquela música… Não teve tempo de decifrar seu significado, sob o olhar carrancudo do motorista que queria voltar logo à estrada. Eles entraram no ônibus e dirigiram-se ao fundo, atraindo olhares pelo caminho. Coral não sabia por que as pessoas cochichavam quando eles passaram. Ela sentou-se no banco do corredor, e Shawn pegou a janela.

“Então, falei com o motorista, e o ônibus está indo para-”

Coral foi interrompida pelos gritos histéricos que explodiram sem aviso prévio. Uma onda de passageiros — em sua maioria garotas, percebeu ela — vinha desenfreada na direção deles, pessoas atropelando umas às outras, celulares em mãos.

SHAAAAAWN! SHAWN! Shawn, tire uma foto comigo!”

Coral olhou incrédula para seu companheiro de viagem, os olhos castanhos exigindo uma resposta sob as lentes sujas dos seus óculos, mas Shawn não fazia ideia do que estava acontecendo. As meninas os alcançaram e jogaram-se sobre Coral, tentando chegar o mais próximo possível de Shawn, que parecia prestes a se atirar pela janela. Ouviu-se o barulho dos freios sendo acionados bruscamente, então eles foram jogados contra os assentos.

Ninguém teve tempo de tirar fotos.


 

A primeira coisa que fez sentido a Coralina foi o cheiro, uma mistura pungente de borracha queimada e óleo de motor. Suas narinas arderam.

Abriu seus olhos devagar, com medo de voltar à realidade. Ela sabia o que acontecera. Ela não precisava ver para saber. Podia ouvir os lamentos, podia sentir a dor que irradiava de seus membros, ela sabia. E tinha medo de encontrar o que estava ao seu redor. Levantou-se, mal reparando que em seus óculos uma lente faltava. Apesar da mente estar meio desordenada, arrastou-se mancando até as ambulâncias que acabavam de chegar. Shawn era imobilizado em uma maca, inconsciente, pálido, sangrando profusamente.

Vários passageiros eram atendidos, profundamente feridos. Ela tropeçou no corpo inanimado de uma criança, mas não se permitiu parar. Não conseguia pensar em mais nada.

Ele está morto.

Alguém a impediu de alcançá-lo. Ela gritava, se debatia, não entendia mais o que estava fazendo. Só o que via era o braço inerte de Shawn caído ao lado da maca.

Ele está morto.

Ela foi imobilizada. Prenderam seus braços ao seu corpo. Lhe deram um sedativo leve. Aplicaram o controle cervical.

Morto.



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