História Runaway - Capítulo 2


Escrita por: e Akuma_Lia

Postado
Categorias Naruto
Personagens Deidara, Personagens Originais, Sasori
Tags Cabaré, Can Can, Deidara, Kurotsuchi, Marionete, Sasodei, Sasori
Visualizações 90
Palavras 9.921
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Lemon, LGBT, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá leitores! Estamos de volta com o último capítulo de Runaway... Queremos agradecer o apoio de vocês leitores, sem vocês nada disso teria graça <3 muito obrigado! Esperamos que gostem do final desta fanfic. Boa leitura!!!

Capítulo 2 - Don't Let Me Down


Fanfic / Fanfiction Runaway - Capítulo 2 - Don't Let Me Down

O loiro buscou respirar fundo umas três vezes antes de continuar. Seu coração disparado e a expectativa de que tudo desse errado, afinal ali era um quarto e ele era apenas “uma prostituta”.

 

-Bom, eu sou homem - disse da maneira mais simples possível

 

-Como? - Sasori disse confuso - Você disse que é... Homem?

 

Deidara balançou a cabeça positivamente soltando sua mão da de Sasori para ir até a cama e se sentar, tapando o rosto com ambas as mãos.

 

-Você me odeia muito?

 

Sasori deu um breve sorriso e se aproximou, tocando com cuidado as costas de Deidara ao se sentar ao seu lado.

 

-Olha, não vou dizer que isso é normal porque na realidade é uma situação bem louca e não é como se todos os dias eu encontrasse alguém assim na rua - riu - Mas não vejo problema algum em você ser homem.

 

Deidara ergueu o olhar mudando sua expressão de triste para um confuso rapidamente.

 

-Não vê?

 

-Na verdade, é uma situação bem complicada, mas eu diria que o que me incomoda mais nesse momento foi ver a forma como é tratada-o… Me desculpa, eu ainda vou pegar o jeito…

 

-Tudo bem, eu não ligo pra essas coisas.

 

-Aquela mulher, eu não vejo nada de bom nela. O jeito como ela… Isso me deixou com raiva.

 

-Enculé! - praguejou o que Sasori pode traduzir como um “filha da puta" num francês bem do interior - Mas eu meio que tô acostumado, eu cresci aqui e ela é o mais próximo de… Família que eu tenho.

 

-Ela falou da sua mãe…

 

-Ela era uma prostituta como… Bom tal mãe tal filho, ela morreu aqui depois de me dar a luz, ela tinha se apaixonado por um camponês… Mas ele era humilde e M.Monique se encarregou se separar eles, depois castigou ela com um… Com um leilão, ela se deitou com um nobre e engravidou de mim, pelo menos é o que me contaram.

 

-Gostaria de ter minhas marionetes comigo para te fazer sorrir novamente - declarou - Você não precisa ficar aqui, essa gente, esse lugar… Você merece uma vida melhor!

 

-Olha, eu penso muito nisto, mas o que eu vou fazer nesse mundo? - suspirou - Eu não sei fazer nada além de dançar e… Coisas das quais não sinto orgulho.

 

-Não é verdade, hoje por exemplo você conseguiu mexer nas marionete - sugeriu - E comprovou ser um ótimo ventrículo.

 

Deidara riu, não com deboche, mas uma risada verdadeira.

 

-Coitado de mim se eu tivesse que viver dessa minha “habilidade” - comentou fazendo Sasori rir também.

 

-Tudo bem, mas você me entendeu - a mão de Sasori tocou a coxa de Deidara por cima do tecido do vestido - Você pode fazer qualquer outra coisa, basta se permitir descobrir do que gosta.

 

-Eu teria de ir pra bem longe daqui…

 

-Vou lhe propor algo - ajeitou a postura - Já que estou em dívida com você por ter gasto vinte e quatro moedas de prata comigo, eu farei essa viagem com você - seu tom era sério.

 

-Você  não tem que fazer isso pelo dinheiro.

 

-E não faço - pontuou - Eu faço por você, o dinheiro é só uma forma de você não recusar, então por favor, não recuse.

 

Deidara voltou a rir das atitudes de Sasori, era mesmo um cara fenomenal.  

 

-Tudo bem, eu aceito fugir com você.

 

-Ótimo, mas nada de navios! Você tem medo e eu não aguento mais!

 

Deidara se ajustou na cama de frente para Sasori, os olhos se encontrando novamente trazendo aquele clima agradável que tiveram durante a tarde.

 

-E para onde vamos, meu capitão? - perguntou erguendo sua mão até o rosto do ruivo acariciando a face e o cabelo com delicadeza.

 

-Para onde o vento nos levar…

 

Não foi preciso mais para que ambos findassem a distância , desta vez sem Deidara recuar e grudassem seus lábios de forma sutil.

 

Sasori guiou o beijo tentando fazer Deidara relaxar inicialmente, queria que aquilo fosse diferente de tudo que ele havia experimentado até aquele dia, o loiro levou uma das mãos para acariciar as madeixas ruivas, eram macias e agradáveis ao seu toque, arriscou entreabrir os lábios para que pudesse sentir o gosto de um beijo e suspirou assim que sua língua se encontrou com a de Sasori, ele tinha um cheiro rústico de pimenta e chocolate.

 

A medida que foi pegando o jeito Sasori aprofundou a intensidade do toque entre as línguas. Ele tinha desejo, sim! Sem dúvida, justamente por isso repetiu em sua mente que uma foda rápida Deidara tinha todos os dias, mas alguém preocupado em fazer algo que o desse prazer e levasse a um orgasmo, Ah! Isso era ele quem iria proporcionar.

 

-Sasori… - murmurou  ao quebrar o contato das línguas para respirar, um filete de saliva ligava-os ainda e seus olhos… Não eram capazes de ver nada ao redor, eram apenas eles naquele momento e o mundo inteiro poderia ser explodido.

 

-Você vale muito mais que meras moedas de pratas Deidara e eu vou te provar isso.

 

Sasori desceu os beijos pela pele o loiro, beijou a mandíbula, o queixo dando uma mordiscada de leve e fez uma trilha de beijos pelo pescoço afastando o tecido do vestido. Suas mãos se espalhando pelo corpo do loiro, uma se apoiando na base da coluna e a outra na coxa acariciando a pele por baixo da saia volumosa, crescendo seus movimentos cada vez mais, sorrateiramente se aproximando da área da virilha.

 

Empurrou um pouco Deidara para baixo para que o mesmo se deitasse na cama, sabia que as pessoas com quem ele dormia não davam o mínimo de atenção a ele, as necessidades de seu corpo, de seu próprio prazer.

 

Deidara arqueou um pouco as costas e segurou Sasori pela camisa o puxando para um novo beijo, enquanto jogava seu corpo para trás na cama abrindo espaço para o ruivo se posicionar. Sasori o acompanhava em seu ritmo cada vez mais urgente em seus beijos, se ajoelhou na cama ficando por cima de Deidara.

 

Suas mãos passearam com carinho pela cintura, dedilhando seu corpo, sentindo-o até chegar nos ombros do amante e descer o tecido do vestido por cima. Retirou a alça de seus braços e beijou cada pedaço novo de pele exposta, até chegar nos mamilos.

 

Sorriu ao ver Deidara gemer baixinho ao sentir sua língua áspera lamber os dois botões rosados. Deixou a boca chupar e mordiscar o mamilo direito, enquanto usava a mão esquerda para beliscar e enrijecer o outro, trocando as posições quando sentia que eles já estavam ficando bem duros.

 

Pressionou com o joelho calmamente a área da virilha de Deidara constatando seu estado de rigidez e embora ainda fosse um pouco trabalhoso acreditar, pode  comprovar que realmente se tratava de um homem alí e não era uma pegadinha.

 

Desceu mais o vestido assim como seus beijos até que Deidara estivesse com todo seu peito nu, a partir do umbigo já dando pra ver os pelos pubianos loiros do outro. Parou os beijos um pouco incerto se deveria ou não continuar, ele nunca havia feito isso antes com outro homem.

 

Olhou para cima vendo os olhos de Deidara encontrarem os seus, sorriu, não importava que nunca o tivesse feito, queria dar prazer a ele e é isto que faria.

 

-Olha eu… Nunca fiz isso antes…

 

-Não precisa....- começou, mas foi prontamente interrompido.

 

-Não é isso, é só que não tenho prática nisto - deu de ombros - Não é que eu não queira, mas nunca tive a experiência de fazer amor com um homem, apesar de que na China é mais comum do que nos países ocidentais.

 

-Olha - Deidara riu - Talvez você ache muito louco, mas eu posso te ensinar - sugeriu - Afinal, querendo ou não, eu sou um...Profissional no assunto - seu tom era atrevido.

 

Sasori riu abertamente e acabou levando uma travesseira no rosto. Ambos estavam um pouco, nervosos com a situação. Para Sasori era a primeira vez com um homem. Para Deidara a primeira vez com alguém disposto a lhe dar prazer em troca, carinho. Era um momento estranho.

 

-Tudo bem - Sasori concordou - Vamos fazer assim, mas como...?

 

Deidara corou só de se imaginar tendo narrando o que gostaria que Sasori fizesse, mas se o ruivo estava disposto a tentar, quem seria ele para negar algo que nunca lhe proporcionaram… E não é que estava com vergonha, já havia feito aquilo tantas vezes, mas era Sasori alí e não qualquer um. Corava devido ao calor que seu corpo sentia ao imaginar tais atos e barulhos obscenos com o ruivo.

 

-Existem coisas que a gente aprende na prática - falou, arriscando assumir uma posição mais ativa afinal ele era um profissional naquilo que fazia.

 

Empurrou Sasori para o lado, fazendo o cair sentado na cama enquanto se erguia ficando em pé no chão, de frente para a cama… Hoje não era uma caça e muito menos o caçador, Sasori não era uma presa mas entenderia por que os clientes brigavam por uma noite com ele e no ritmo da música alta que entrava do salão de festas o loiro balançou os quadris de forma lenta, olhando-o nos olhos atiçando o desejo e a cobiça. Lentamente empurrou o tecido do vestido para baixo, o volume do saiote dificultando o processo de se livrar completamente tendo que forçar um pouco mais, as roupas de mulher eram tão complicadas,  se livrando da calçola ao mesmo tempo, ficando completamente nu diante de Sasori.

 

Sasori não conseguiu evitar de olhar para o pênis de Deidara, nem mesmo de pensar que este era maior do que esperava. Foi como um click em sua mente finalmente compreendendo que aquele ser por quem havia se interessado era de fato um homem, e que ele não tinha nenhum problema com isso. Seu desejo por Deidara não diminuiu nem um pouco ao vê-lo nu, muito pelo contrário, queria continuar e provar mais e mais, isso o fez sorrir para a dança sensual e envolvente que o loiro fazia para si.

 

Deidara aproveitou o embalo e subiu na cama, ficando em pé e  rebolou lentamente olhando para o ruivo, vendo o lamber os lábios ao olhar para si e não podia negar… Amava ser desejado.

 

-Existe um motivo para eu ser o mais caro…

 

-Ah é?... E o que de tão especial você faz? - Sasori entrou no jogo, se apoiando nos cotovelos para consumir a imagem que exalava promessas obscenas.

 

Deidara sorriu, sentando sobre o colo do ruivo.

 

-Vou te ensinar umas coisinhas - seu sorriso ladino e sua postura não mentiam, fez questão de se esfregar sobre o membro ainda coberto pela roupa do parceiro, este gemeu impulsionando o quadril para cima.

 

O loiro deslizou ambas as mãos pelos suspensórios da calça de Sasori, mordendo o lábio inferior.

 

-Sexo é muito mais que só penetração, eu aprendi isso… Sexo é mental também, o clima, a companhia e o ambiente tudo isso faz diferença.

 

Lentamente deslizou ambos os suspensórios ao mesmo tempo para baixo retirando-os dos ombros de Sasori, enquanto se insinuava descaradamente o tom baixo de sua voz, somado ao aroma das velas fizeram o ruivo soltar um longo suspiro.

 

-E o que faz você acreditar que minha companhia será… Um bom combustível para essa noite?

 

Deidara sorriu desabotoando os botões da camisa que o outro usava revelando aos poucos seu peito, salivou observando como este era belo e ansiando o momento em que mostraria seus talentos.

 

Deidara segurou na mão de Sasori e a levou até seu pênis levemente excitado pressionando a mão contra ele.

 

-Sente - ofegou fechando os olhos - É assim que eu sei. Você me dá muito tesão, Sasori.

 

O ruivo umedeceu os lábios, sentindo o ar escapar dos pulmões… Deidara jogou seu corpo para frente incentivando que Sasori move-se sua mão e assim o fez. Masturbação não era um tabu para si, sabia como fazer. Segurou com mais firmeza no pênis do amante e começou a movimentar sua mão inicialmente em um ritmo lento para frente e para trás vendo Deidara lhe dirigir um sorriso malicioso.

 

Aumentou gradativamente os movimentos, sendo acompanhado pelo rebolado de Deidara, se deliciando ao ouvir o loiro gemer.

-Isso Sasori! Argh tão bom… - jogou a cabeça pra trás sentindo o prazer.

 

Havia presente no momento um duelo de sensações e emoções, Sasori estava amando ver o quão intenso Deidara poderia ser, quente e sensual sem dúvida. Mas também se preocupava em não se deixar levar por tudo aquilo de uma forma insana… Iria aprender a dar prazer a ele, para tornar os momentos em que estivessem juntos, únicos!

O loiro espalmou as mãos pelo peito do parceiro despindo-o da peça, agora com o tronco nu podia tocar a vontade, dedilhando sua cintura e voltando para o pescoço, admirando os músculos bem distribuídos, não havia exageros alí. Sasori parou de masturbar Deidara e encheu as mãos com a pele macia das coxas, apertando com força e movimentando o corpo do loiro como se já estivesse estocando fundo em seu interior, esticou sua coluna para cima capturando os lábios dele novamente.

 

Deidara aprendia muito rápido, agora que já tinha beijado tinha o total controle de como funcionava e como poderia deixar melhor, envolveu a língua de Sasori com a sua, se está na França... Dê um beijo francês! As mãos se movendo direto para o cabelo da nuca do ruivo o puxando causando uma certa eletricidade, capturou o lábio inferior do amante entre dentes e puxou sorrindo de maneira safada.

 

O loiro desceu a mão pelo corpo de Sasori sem o menor pudor e sem parar de beijá-lo. Pressionou o pau do ruivo por cima da calça, sem demora desabotoou a veste e infiltrou sua mão por dentro desta.

 

-Comme c'est merveilleux!* Sua vez de gemer, chérie - deu uma piscadela ousada na direção.

 

-Gaisí!* - gemeu o ruivo.

 

Deidara não havia entendido o que Sasori disse, mas não parecia ruim seguindo pela sua expressão. Possivelmente era algum palavrão chinês.

 

Sua mão se movimentava com naturalidade. Afagou o pênis do ruivo com habilidade descendo um pouco mais sua mão para massagear suas bolas, viu Sasori morder o lábio e controlar o gemido, voltou a mão para pênis do ruivo e massageou apertando sua mão e a movendo em movimentos circulares, fazendo com que o chinês sentisse a sensação de estar fodendo sua mão.

 

-Hm, Deidara! Isso…! Argh… - Sasori soltava palavras desconexas.

 

Parou com os movimentos antes que Sasori gozasse, queria deixá-lo sofrer um pouco na sua mão, provar do prazer proporcionado por um profissional. Foi com esse pensamento que retirou sua mão das roupas íntimas de Sasori apenas para puxá-las com tudo para baixo se livrando das peças.

 

-Você é sempre mal assim?- provocou Sasori, observando o loiro molhar os lábios com a língua observando seu pênis, já estava ereto e a glande já expelia pré gozo.

 

-Não - se posicionou de modo que facilitasse sua cabeça a ir de encontro com o pau de Sasori - Posso ser um menino bonzinho às vezes.

 

Deidara abocanhou o pênis do ruivo pressionando o espaço de suas bochechas e a abertura de seus lábios para dar mais prazer ao amante. Movimentou sua cabeça para trás e para frente com facilidade. Sasori gemeu e acariciou seus cabelos sem guiar um ritmo, apenas apreciando o que a boca do loiro podia fazer.

 

Deidara por sua vez passou a massagear a extensão da carne em que a boca não ocupava. Os gemidos de Sasori aumentaram e seu corpo começou a se tencionar para frente buscando por mais da boca do dançarino.

 

-Nǐ zhēn de yǒu yīgè húndàn ma* - disse entre gemidos.

Novamente Deidara não conseguiu compreender, mas apenas ignorou continuando a chupar e engolir seu membro até que Sasori gozasse em sua boca. Continuou movendo a cabeça sem se importar de engolir a porra de Sasori.

 

O ruivo passou alguns minutos fora de consciência, ofegante sentia que havia sido o melhor boquete de sua vida, se pegou então de olhos fechados e resolveu abri-los finalmente para observar o que aquele loiro terrível fazia. Este o encarava com um sorriso triunfante, provavelmente com o ego inflado por ter feito o que fez.

 

-Você… O que eu faço agora? - perguntou.

 

Deidara engatinhou pela cama, fazendo questão de exibir as nádegas para o outro, olhou para trás e ainda deu um tapa em si mesmo, mordendo os lábios.

 

-Agora você me fode! - disse de forma devassa, sentando de frente enquanto abria as pernas, separou as bandas da nádega exibindo o ânus rosado.

 

Sasori jurou que todo o ar havia escapado de seus pulmões, aquela era a imagem mais sexy e excitante que já tinha visto, por isso não conseguiu desprender o olhar dos movimentos do loiro, enquanto este pegava um frasco de óleo aromático e banhou três dedos.

 

-Primeiro você põe um dedo, assim - introduziu seu dedo indicador, movimentando lentamente  dentro de si, fazendo alguns movimentos circulares e de vai e vem - E só introduz mais um quando meu corpo estiver totalmente relaxado, como agora.

 

Sasori balançou a cabeça positivamente mostrando comprender. Deidara entregou o frasco a ele e este fez como sugerido e banhou os dedos no conteúdo deste. Se posicionou melhor na cama para poder penetrar o loiro de forma correta.

 

Começou já com dois dedos, pois Deidara já estava relaxado de um, fez os mesmos movimentos que ele anteriormente.

-Isso - suspirou - Agora os mova abrindo-os dentro de mim, isso vai facilitar para introduzir o terceiro dedo.

 

Sasori fez como ordenado ouvindo Deidara gemer, estava completamente hipnotizado, gravando cada som e cada movimentação do dançarino aquela noite. Introduziu o terceiro ao vê-lo relaxado, esse afirmou com a cabeça e começou a rebolar contra seus dedos.

 

Viu Deidara usar os próprios dedos lubrificados em seus mamilos, quase derreteu com a visão, mas o resultado foi ficar rígido novamente, seu maior desejo agora era penetrar Deidara e fazê-lo seu, ao menos por esta noite.

 

Retirou a mão do ânus dele acariciando a cintura e posicionando o corpo acima do dele. Beijou-lhe mais uma vez antes de finalmente penetrá-lo devagar.

 

Esperou até que Deidara se acostumasse o beijando de forma lenta, ou sentindo-o beijar e morder seu ombros, ou arranhar suas costas. Viu-o balançar a cabeça dando permissão para que começasse a se mover.

 

Sasori começou a estocar em um ritmo lento, sem pressa e com calma para não machucar Deidara. O loiro envolveu a cintura do chinês com suas pernas fazendo com que Sasori conseguisse entrar melhor em si. Deidara gemeu deliciado.

 

-Mais rápido, Sasori - sussurrou no pé da orelha do ruivo - Mais forte!

 

Sasori lhe fez como pedido e aumentou a o ritmo e a força das estocadas sentindo Deidara rebolar contra seu pau. O loiro lhe tirava a sanidade,o desejava como nunca desejou ninguém, a vontade de fazê-lo seu era a única coisa que existia no momento. Apertou as nádegas do loiro indo ainda mais fundo, forte e rápido.

 

-Sim! Oh isso! - concordou Deidara - Tão bom, Sasori, argh...Hmm - gemeu sem controle.

-Caralho, você é muito gostoso - Sasori disse entre ofegos.

 

-Hmmm você também...Delícia Argh - arqueava as costas de encontro ao corpo do ruivo.

 

O ruivo continuava a estocar no mesmo ritmo e com a mesma pressão, sentiu que Deidara gozaria e ele estava perto também. Continuou estocando fundo e forte.

 

Deidara empurrou o corpo de Sasori fazendo com que caísse sentado na cama, este pareceu surpreso com a reação do loiro, mas quando este veio em sua direção e empurrou seu tronco, para que deitasse na cama, montou seu corpo e encaixou o pênis em sua entrada novamente, entendeu o que ele queria.

 

Então deixou que ele o montasse, o loiro desceu os quadris se acomodando com a nova posição, assim ele iria acertar direto em sua próstata e começou a cavalgar. Agora ele quem controlava a maior parte do rítmo.

 

Sasori se deliciou com a visão de Deidara quicando em cima de si e agarrou a carne das nádegas do loiro as abrindo permitindo que seu pênis fosse ainda mais fundo enquanto ele cavalgava.

 

Não foi preciso muitos movimentos para que Deidara gozasse, já estava em seu limite. O jato quente sujando o abdômen de Sasori e os lençóis da cama. Sasori gozou logo em seguida com o aperto do canal de Deidara em seu pênis, gozou dentro dele.

 

-Isso foi… - Deidara sorriu arfante - ...Maravilhoso.

 

Caiu ao lado de Sasori na cama vendo-o concordar com a cabeça ao atingir mais um orgasmo.

 

-Vamos repetir mais vezes - disse assim que sua respiração normalizou.

Deidara sorriu de forma sacana se arrastando mais para perto de Sasori beijando sua boca.

 

-Para que esperar, não é? Você não disse que iria me mostrar que eu valho mais que algumas moedas de prata?


 

---x---

 

A mão bateu no barril de madeira com força, queria um lugar para agarrar, mas não tinha um.

Estava içado no colo de Sasori, suas costas apoiadas em um dos grandes barris de vinho que havia na vinícola, o cheiro afrodisíaco do vinho aumentando ainda mais o prazer do momento.

 

-Hm Sasori - gemeu baixinho no ouvido do ruivo deliciado com suas estocadas, suas pernas envolviam a cintura do homem e usava o apoio como ajuda para se movimentar melhor entrando em sincronia, enquanto o pênis do ruivo o devorava sem dó - Isso! Porra! Você é uma delícia...Hmm, tão bom!

 

Sasori beijou a pele do pescoço de Deidara mordendo e chupando cada vez que a pressão do ânus em seu pênis aumentava, coisa que o loiro fazia de propósito, podia ver o quanto o amante gostava daquilo, pois seus dedos tremiam sob sua pele e ainda revirava os olhos.

 

-Diz que você é meu - Sasori pediu beijando o loiro com urgência - Diz que quer ficar comigo, fugir comigo, hm, pra onde vento nos levar, lembra?

 

Deidara balançou a cabeça positivamente repetidas vezes. Seus olhos estavam fechados e seu corpo completamente suado e entregue à Sasori.

 

-Eu sou seu - sussurrou contra os lábios de Sasori, agora de olhos abertos, pois amava encarar o abismo de sentimentos e emoções que existiam ali - Porra, eu sou seu - sorriu - Me leva com você… Vou pra qualquer lugar!

 

O ritmo das estocadas aumentou e a coluna de Deidara começava a bater contra a bica do barril, doía um pouco, mas seu prazer nublava qualquer dor, apertou os braços ao redor do pescoço do ruivo, abraçando-o com mais força e sentindo o doce aroma que desprendia dos seus cabelos, amava aquilo também.

 

-Argh eu vou gozar...Vou gozar!

 

-Deidara… - Sasori sussurrou o nome do amante sentindo o prazer lhe atingir também.

 

Gozaram juntos, calando os gemidos nas bocas um do outro em um beijo profundo e exigente, Deidara amava os beijos de Sasori.

 

Sasori desceu Deidara de seu colo com cuidado, já sem forças para sustentar o peso do outro, ambos permaneceram de pé abraçados regularizando as respirações.

 

- Foi sério o que disse - Sasori perguntou - Sobre fugir comigo? Ou vai continuar enrolando naquele lugar?

 

- Sasori - começou meio vacilante - Você sabe que estou fazendo tudo que eu posso, mas não é tão simples quanto parece.

 

- Isso é um não.

 

Sasori ia se afastar, mas Deidara o puxou pelo braço o beijando mais uma vez.

 

- Isso é um sim, sempre foi um sim, eu só preciso de tempo.

 

-Vai fazer seis meses, Deidara - alertou - Você sabe que eu não gosto de esperar.

 

Deidara riu e confirmou em um aceno, sabia que o amante era um tanto impaciente às vezes, mas em realidade ele temia pelo que poderia acontecer ao loiro naquele… Inferno que vivia, sabia das coisas que ele fazia para poder estar alí, que M.Monique o perseguia mais ainda e que suas marcas já lhe renderam punições e tentava não as fazer, mas as vezes esquecia isso quando estavam juntos não havia nada além do momento e do loiro, se contorcendo em um prazer genuíno em seus braços… Queria dar todo o amor que ele pudesse, para que Deidara sorrise sempre.

 

---x---

 

Sasori caminhava pela cidade para espairecer um pouco. Fazia já cerca de seis meses que se encontrava às escondidas com Deidara, aproveitavam os momentos que o loiro podia sair do cabaré para se encontrarem e se amarem como bem queriam.

 

Óbvio que não poderiam fazer isso em lugares como o puxadinho de Sasori, os vizinhos poderiam vir a comentar sobre uma moça estar fazendo sexo com um homem solteiro, afinal era assim que a sociedade funcionava, tudo que não era permitido diante da palavra cristã era um pecado e quando cometido as pessoas lhe julgam a todo tempo, isso é claro se for pego pecando, do contrário tudo bem fazer qualquer coisa errada. A sociedade funciona de maneira hipócrita.

 

Por isso sempre que estava com Deidara ambos iam para lugares onde ninguém mais iria, como uma vinícola fechada, ou um moinho… Era como conhecer Paris por outro ponto de vista, mas ainda assim preferia não ter que esperar até domingo para vê-lo, ou ter que se esconder em qualquer buraco para amá-lo…

 

Passando por uma loja de tecidos acabou vendo um tecido amarelo que lhe chamou atenção, sorriu tendo uma ideia para presentear Deidara. Era certo que não podia dar o mundo a ele, mas daria a ele cada pequena parte de seu próprio mundo particular.

 

Sasori balançou a cabeça descrente com seu rumo de pensamentos, estava mesmo agindo como um bobo apaixonado, até estava juntando dinheiro e mal comendo para que ele e Deidara pudessem fugir o mais rápido possível. Passava o dia pensando nele, preocupado com ele, nunca alguém havia lhe feito tão bem como o loiro o fazia. Contara toda sua vida à ele, assim como ele lhe contou a dele.

 

Os problemas pareciam menores ao seu lado.

 

---x---

 

Deidara foi puxado pelo braço com força por seu cliente, o homem só parou de fazer força quando chegaram em frente a M.Monique, onde este o arremessou para cima da mulher. Teria caído se não houvesse uma parede próxima onde conseguiu se apoiar.

 

-Quero meu dinheiro de volta - gritou - Você acha mesmo que este traste todo quebrado vale dez moedas de prata? Ele não vale nem três de bronze!

Madame Monique olhou para Deidara com uma expressão de desgosto. Seu olhar foi rapidamente dirigido ao cliente.

 

-Não trabalhamos com devolução - seu tom era rude.

 

-Como é? - rosnou entre dentes - Se não me der meu dinheiro de volta eu espalho por toda a cidade que esse puto tem um pênis entre as pernas.

 

-E estragar sua imagem ao aceitar se deitar com um homem? - desafiou.

 

-Posso muito bem dizer que fui enganado, em quem você acha que vão acreditar? Em um barão ou em uma meretriz barata? - declarou - Acho bom que devolva meu dinheiro agora ou pagará as consequências!

 

Estendeu  a mão com raiva. Madame Monique suspirou e tirou do próprio bolso as dez moedas de prata. O homem as agarrou com força e se retirou com raiva do local, seus pés fazendo um baita barulho contra o piso pela força das pisadas.

 

Quando Deidara se viu sozinho com Madame está lhe agarrou pelos cabelos puxando-o.

 

-Eu lhe disse que ia acabar mal essa sua história de se encontrar com seu namorado vagabundo - a mulher gritou enquanto Deidara chorava de dor - Pois você vai ter o que merece depois de me fazer perder dinheiro, já é a quarta reclamação esse mês que eu tenho de você, sorte a sua que esse foi o primeiro a pedir o dinheiro de volta!

 

Madame arrastou Deidara para um dos quartos o jogando na cama.

 

-Não ouse sair daqui, ou será pior para você.

 

Deidara se encolheu entre os lençóis ao vê-la sair e aumentou o choro engasgado entre os soluços. Se sentia sujo, um lixo. Sentia muita dor, por dentro e por fora. Madame voltou carregando um cinto consigo.

 

-De pé - ordenou.

 

Deidara já esperava por seu castigo, mas ainda temia pelo que Madame podia fazer consigo. Da última vez que recebeu uma surra de cinto não conseguiu se mover direito por dias.

 

Se colocou de pé tremendo sem mal conseguir sustentar o próprio peso com as pernas.

 

-Tire a roupa e vire para parede - o tom da mulher era gélido, sem qualquer hesitação em solicitar a ordem.

 

Deidara voltou a chorar baixinho enquanto retirava o vestido, o corpete e a calçola ficando nu de costas para a madame e de frente para parede. A primeira chicotada do cinto veio sem aviso direto em suas costas. Gritou. A dor era insuportável.

 

-Vamos ver se você aprende a me obedecer agora.

 

Outra chicotada dessa vez mais próximo de suas nádegas, mordeu a boca para se impedir de gritar deixando as lágrimas rolarem por seu rosto.

 

A próxima veio ainda mais rápido e mais forte na suas costas, e outra em seguida no mesmo lugar.

 

-Para! - implorou - Dói muito, tenha...misericórdia!

 

-Misericórdia? - a mulher riu - Você acha que eu tenho pena de quem tira meu dinheiro? Seu filho da puta - chicoteou novamente, apreciando o som das chibatas contra a pele do menino, em seu olho era possível ver o prazer pela dor provocada e quando o sangue  começou a escorrer riu alto, fazendo questão de deixar bem claro que a vida daquele que chorava clamando por piedade, não valia absolutamente nada - Acha que eu tenho dó de você?

 

Deidara não conseguiu se sustentar e caiu batendo os joelhos no chão chorando sem conseguir aguentar a dor. O cinto veio agora no começo de suas costas fazendo com que todo seu corpo se arqueasse para frente. Gritou novamente, uma grande quantidade de saliva escorria de sua boca indo direto para o chão.

 

-Me responde, porra! - chicoteou no meio da vértebra com força.

 

Deidara não conseguia falar, ele só balançou a cabeça negando inúmeras vezes, rezando para que a mulher entendesse aquilo como concordância para sua pergunta.

 

-Acho bom você aprender qual é seu lugar - cuspiu no loiro - Antes que eu perca minha calma e te mate. Você não vai voltar a ver o miserável, estamos entendidos!

 

Sem resposta. Uma nova chicoteada veio.

 

-Tô perguntando seu merda - gritou o chutando.

 

Deidara balançou a cabeça positivamente, seus olhos fechados e seu rosto molhado do choro.

 

-Ótimo.

 

M. Monique se retirou do quarto deixando Deidara no chão aos prantos. Sem forças para se levantar o loiro permaneceu onde estava, deitou no chão sentindo que… Aquele deveria ser o seu lugar, sonhos era para quem poderia sonhá-los e infelizmente sua vida não lhe permitia isso, com Sasori pode enxergar para além do horizonte e imaginar uma vida diferente, onde estaria sempre com ele e poderia vê-lo sorrir, o ruivo era sério e calado de início, mas bastava se permitir conhecê-lo que veria toda a gentileza que ele tentava esconder… Afinal para fazer bonecos tão detalhados e bonitos, delicadeza e atenção seria algo necessário…

Delicadeza e Atenção… Sempre o tratara assim, olhando-o não como um prêmio ou um pedaço de carne exposta em uma vitrine para ser consumido e usado, ele o abraçava e elogiava seus avanços, ensinando-o coisas que ninguém se preocupou em mostrar tornando seu mundo pequeno… Limitado…

 

Não soube exatamente quantas horas passou no mesmo lugar, pois não tinha sequer vontade de continuar respirando, sua consciência retornou ao sentir um toque delicado em seu ombro e uma doce voz chamá-lo com carinho, era Kurotsuchi.

 

-Dei… O que aquela cobra fez com você? - sua voz estava abalada, obviamente ela sabia que M.Monique não era uma boa pessoa… - vem aqui, vamos cuidar de você.

 

Deidara balançou a cabeça em negação e permaneceu deitado no chão ao responder com a voz rouca e fraca.

 

-Não consigo - queria chorar novamente, mas as lágrimas não vinham - Dói demais.

 

A mulher suspirou e confirmou com a cabeça ao observar as costas de Deidara, havia muito sangue escorrendo da pele machucada, marcas horrorosas em toda extensão das costas e até na bunda, não era de se surpreender que o loiro não conseguisse se mover.

 

-Tudo bem - acariciou o cabelo do amigo - Vou buscar algumas coisas para tentar te ajudar, já volto está bem?

 

Não esperou por uma resposta, saiu do quarto o mais apressada possível e foi até o banheiro tentando achar algo que ajudasse, mas nada ali parecia que ajudaria Deidara. Correu para cozinha pegando álcool e um pano limpo, esquentou uma panela de água com sal e levou com cuidado até o quarto. Esperava que pelo menos conseguisse limpar os ferimentos e estancar o sangramento.

 

Olhou novamente para o estado do amigo e teve certeza que doeria muito o processo, mas era necessário, as costas do dançarino parecia estar em carne viva.

 

-Dei...Isso vai doer, mas é para te ajudar está bem?

 

Molhou o pano na água esterilizando o máximo possível e depois jogou um pouco do álcool. Tremeu um pouco antes de conseguir colocar o pano contra a pele de Deidara. O loiro gritou de dor, e por um momento quis retirar o pano, mas era preciso limpar.

 

Com toda sua força pressionou os ferimentos com o pano vendo-o sujar de sangue. Molhou na água e repetiu o processo várias vezes ouvindo Deidara voltar a chorar. Doía nela a situação do amigo.

 

Voltou para cozinha abrindo a porta traseira do prédio, despejou a água com sangue na rua e voltou para dentro fervendo mais água com sal e assim poder lavar o pano devidamente. Retornou ao quarto repetindo o mesmo processo vendo agora as costas de Deidara com uma aparência muito melhor que antes.

 

Ainda continuava horrível pois os machucados eram bem graves, mas não conseguia fazer muito. Ajudou Deidara a se levantar o apoiando em seu corpo para levá-lo até a cama. e deitá-lo de bruços ouvindo reclamar.

 

-Tudo bem, senhor resmungão - falou brincando - Você precisa descansar então faça esse esforcinho para se deitar em um lugar mais confortável.

 

Se acalmou quando conseguiu fazer com que Deidara estivesse na cama, iria pela manhã em alguma tenda comprar algumas ervas para colocar sob os machucados e ajudar a cicatrizá-los.

 

Passou o restante da noite acompanhando Deidara. Pelas três da manhã viu o outro tremer de frio, se aproximou vendo sua temperatura, estava bem quente. Voltou para cozinha pegando água e colocando novamente em uma bacia, pegou um pano e alguns algodões na caixa de costura de Deidara e os levou consigo. Apoiou a bacia no lado vazio da cama e molhou o pano na água fria voltando a fazer a compressa no corpo do loiro. Passou pelo menos meia hora fazendo compressas frias no amigo até molhar o algodão na água e deixar nos principais pontos quentes do corpo deste, ou seja, axilas, virilha, testa, nuca e articulações.

 

Continuou acompanhando o processo e cerca de uma hora depois a febre baixou, já estava amanhecendo e o temor de deixar Deidara sozinho para ir á procura das ervas passou a cutucar sua mente. Mas ninguém naquele maldito lugar gostava do loiro para observá-lo, então não teve outra escolha senão deixá-lo só.

 

Kurotsuchi tinha algumas pendências para tratar na cidade além das ervas, onde poderia encontrar Sasori? Precisava avisar o que havia acontecido e ajudá-lo a tirar Deidara daquele inferno, ele nunca havia saído daquele lugar e era um menino tão bom, era alegre, escandaloso e bocudo, mas ajudou ela quando ninguém mais quis. Ela era apenas uma estrangeira e mal sabia falar o idioma direito, sem ele provavelmente já teria morrido pelas ruas de frio e fome…

 

Ficou extremamente feliz pelo amigo quando este veio lhe contar sobre seu caso com o ruivo, porém apesar da felicidade seu instinto lhe dizia que aquele romance traria complicações para Deidara… Infelizmente estava certa.

 

Comprou as ervas que precisaria para fazer remédios para Deidara, além de alguns legumes para fazer uma sopa forte para o amigo, depois saiu a procura de Sasori pelas ruas movimentadas. Desviando de um ou outro transeunte, a morena avistou o ruivo no meio de um espetáculo, se aproximou um pouco ficando em uma posição estratégica para que quando ele terminasse a apresentação pudesse falar com ele e assim que a platéia aplaudiu e lançou algumas moedas em sua caixinha Kurotsuchi se aproximou.

 

-Ah, olá bom dia… Sasori né?

 

O ruivo a encarou por um momento, até reconhecer a mulher da casa de diversão noturna e cumprimentá-la de forma breve. Estranhou vê-la ali ao invés de Deidara, tinha um pressentimento muito ruim.

 

-Eu vim aqui para tratar de um assunto meio urgente. Podemos ir pra um lugar mais reservado?

 

Mesmo desconfiado, Sasori a acompanhou até um beco próximo ao local, levando a caixa de marionetes consigo. Depositou as coisas no chão antes de Kurotsuchi começar a falar.

 

-Olha, aconteceu uma coisa horrível com Deidara ontem - a mulher viu o rosto do homem mudar para um semblante preocupado e continuou antes que fosse interrompida - Madame Monique ficou irritada por Deidara estar, bom, impossibilitado de transar com os clientes - explicou - E ontem um dos clientes pediu o dinheiro de volta, ela ficou uma fera e acabou descontando em Deidara, o que fez com que ele levasse uma surra de cinto - engoliu em seco antes de continuar - Estou te avisando porque sei que se preocupa com ele, assim como eu.

 

-Mas ele tá bem? O-o que eu posso fazer para ajudar? - perguntou desesperado.

 

-Não vou mentir para você, ele não está bem - suspirou - Fiquei cuidando dele a noite toda e saí agora de manhã para pegar algumas ervas medicinais para ajudar a cicatrizar os ferimentos - explicou - Por enquanto não há nada que você possa fazer, se Madame te ver por lá está arriscado dela fazer pior com você - mordeu o lábio temerosa - E acredite em mim quando digo que ela é louca o suficiente para isto.

 

-Tudo bem, mas o que vamos fazer? Deidara não pode ficar lá com aquela mulher.

 

Kurotsuchi balançou a cabeça concordando.

 

-Deidara me disse que vocês estavam planejando fugir, eu irei ajuda-los - declarou - Está mesmo na hora de Deidara se livrar daquela mulher insana.

 

-Você também - pontuou Sasori.

 

-Como?

 

-Você deve vir conosco, pelo menos a princípio, imagina se Monique descobre que foi você quem ajudou Deidara a fugir, você pode ser morta!

 

Kurotsuchi parou para pensar e Sasori tinha razão, no momento em que Deidara fugir se ela voltasse para o cabaré seria seu fim, certamente que M.Monique a mataria pela fuga de um dos seus maiores recursos de dinheiro. O loiro é a mina de ouro da mulher.

 

-Está bem, eu vou com vocês até a estação de trem principal.

 

-Certo, quando? - Sasori perguntou.

 

-Daqui a duas semanas! Deidara mal consegue se mexer, precisa se recuperar pro caso de termos de correr - explicou - No domingo, que é quando madame permite que saiamos da casa.

 

-Mas se Deidara está sobre vigia dela não vai deixar que ele saia

 

-Sim, mas eu sairei e vou  ajudar ele a sair escondido - declarou - Preciso que confie em mim.

 

-Está bem - Sasori não tinha outra escolha se não aceitar, ele estava de mãos atadas na situação.

 

-Ótimo, encontre-nos nesse mesmo lugar no domingo daqui a duas semanas, de manhã umas oito horas, não se atrase.

 

-Certo!

 

-Tenho que ir agora, tento vir te dar notícias na próxima semana, está bem?

 

-Muito obrigado - Sasori não era fã de abraços, mas abraçou a mulher para demonstrar sua gratidão.

 

Kurotsuchi sorriu, era bom Deidara finalmente ter quem cuide dele e lhe dê uma vida melhor do que a que ele teve.

 

-Certo, preciso mesmo ir, Madame nem desconfia que sai - falou um pouco nervosa.

 

-Tudo bem, até logo.

 

-Até.

 

Kurotsuchi correu de volta para o cabaré e entrou pelos fundos sem fazer barulho, aproveitou que já estava na cozinha para ferver a água enquanto triturava as ervas que havia colhido, assim que a água ferveu misturou as ervas. Em outra bacia, esquentou água com sal para poder limpar o corpo do loiro.Separou novamente o álcool e algodão.

 

Esquentou leite e preparou um café leve para que Deidara pudesse se alimentar também. Precisou de duas viagens até o quarto em que o loiro estava para levar tudo, mas assim que se viu diante do garoto seu coração apertou, ele dormia encolhido e com uma expressão de dor.

 

Enquanto ele dormia aproveitou para checar sua temperatura e se aliviou ao perceber que não havia mais com febre. Observou com atenção os ferimentos vendo agora diversas marcas roxas e esverdeadas ao redor dos ferimento, quase como uma cruel pintura abstrata. Começou o processo para limpar o corpo do loiro, passou algodão esterilizado nos pedaços de carne exposta vendo Deidara se movimentar, era óbvio que tinha acordado com a dor.

 

-Shi, tá tudo bem, sou eu - falou com calma - Só estou limpando as feridas.

 

O loiro relaxou a postura, mas era óbvio que ainda sentia muita dor. Após passar o algodão em todos os pedaços que estavam machucado molhou o pano com a água quente e sal para limpar as bactérias viu Deidara arquear as costas com a ardência.

 

-Dói - ouvi-o dizer.

 

-Eu sei que dói, mas é para o seu bem - rebateu - Imagine se você ficasse no estado em que estava ontem, provável que morreria por alguma doença bacteriana.

 

Deidara não mais falou, esperou até Kurotsuchi acabar de limpar seus ferimentos fechando os olhos com força cada vez que a ardência se tornava insuportável.  

 

-Eu trouxe umas ervas medicinais que ver na água quente - disse enquanto limpava - Vou precisar que você fique de pé pra lhe dar banho com elas - avisou - a compressa tudo bem ser na cama, mas não podemos molhar mais do que a água que escorrega das suas costa. Prometo que será rápido.

 

Deidara balançou a cabeça positivamente mostrando entender.

 

Assim que terminou de esterilizar, Kurotsuchi ajudou Deidara a se levantar oferecendo seu corpo como sustentação, ele já estava nu então já ajudava no processo. Apoiou as mãos dele na parede e trouxe a bacia para mais perto, junto com ela uma caneca e uma esponja para esfregar suavemente as costas do outro.

 

Deidara gritou quando a água quente atingiu seu corpo com precisão. Kurotsuchi o olhou alarmada com medo de que M.Monique viesse e tirasse ela de lá, voltou para perto da cama e pegou o pano.

 

-Se quiser gritar - entregou-o a Deidara - Morda isso, não podemos arriscar que a madame venha e lhe faça mais algum mal, ok?

 

Viu o loiro balançar a cabeça positivamente e por o pano entre os dentes.Voltou a despejar a água de ervas nas costas dele e passou a esponja húmida e fofa bem devagar pelas feridas. Deidara mordeu ainda mais forte o pano e deixou algumas lágrimas escorrerem, doía demais e suas pernas tremiam quase sem forças para se aguentar em pé.

 

Quando a tortura finalmente acabou, Kurotsuchi o levou de volta para cama o deixando sentado dessa vez, pegou a comida que havia trago e ofereceu a ele. Deidara negou, mas a mulher sabia ser bem teimosa.

 

-Se você não comer não te conto o que conversei hoje com Sasori - sugeriu.

 

Rapidamente viu o homem arregalar os olhos em sua direção, sorriu, sabia que funcionaria.

 

-Sasori? - a voz de Deidara soava fraca, tão fraca que se não estivessem sozinhos era provável que nem escutasse.

 

-Não, primeiro a comida, depois conversamos.

 

Contrariado Deidara bebeu o leite e comeu pão com manteiga que a mulher havia trago aos poucos, sem muita força para mastigar, sua mandíbula doía pela força que usara nos dentes para morder o pano.

 

Assim que acabou de comer Kurotsuchi o ajudou a deitar novamente de bruços, antes que pudesse voltar a se pronunciar sobre Sasori viu a mulher se afastar e depois voltar arrastando uma cadeira para perto de si.

 

-Passei a noite toda cuidando de você - se pronunciou sem demora - Seu estado estava horrível demais, cheio de sangue e bom, com muita dor, estou dizendo isso porque provavelmente a dor fez você perder a consciência muitas vezes durante o processo - explicou - Você teve febre e me deixou bastante desesperada pra falar a verdade.

 

-Descul... - Deidara tentou dizer, mas a mulher o interrompeu.

 

-Não se desculpe por isso, por favor, você é meu amigo e eu não pensaria duas vezes antes de pôr minha vida em risco por você - declarou - Foi por isso que eu fui procurar por Sasori.

 

Deidara quis dizer e perguntar um monte de coisas, mas se manteve calado esperando a amiga continuar. Kurotsuchi suspirou antes de começar a explicar.

 

-Olha Dei, você tem corrido risco de vida aqui e como havia me dito que planejava fugir com ele... Fui conversar e bolamos um plano para que isso finalmente aconteça - Deidara a olhou confuso - Como Sasori não tem como te ajudar no momento sou eu quem vai te tirar daqui, mas isso só daqui há duas semanas quando você estiver se sentindo melhor e conseguir andar.

 

Kurotsuchi explicou detalhes do plano de fuga sendo ouvida atentamente pelo loiro, que só não expressava maior surpresa por simplesmente não conseguir, se sentia tão emocionado… Nunca imaginou que aquele sentimento de carinho e gratidão pudesse ser tão bom, chorou baixinho agarrado ao lençol com sua única amiga à acariciar sua cabeça.

 

---x---

 

A semana se passou em um ritmo louco, Kurotsuchi conseguiu impedir que M.Monique voltasse a encostar em Deidara, e impediu que o mesmo trabalhasse ao fazer um acordo com ela para dobrar seus clientes por noite, óbvio que não estava lhe fazendo bem também, ainda mais porque alguns clientes, a grande maioria, não tinha o menor cuidado e só a machucava. Porém fazia esse sacrifício por Deidara que não podia levar mais surras.

 

E graças a qualquer força que rege este mundo os ferimentos do loiro estavam cicatrizando. Kurotsuchi continuava fazendo compressas e dando total atenção ao Deidara em seu tempo livre, passou a fazer mais das tarefas domestica para cumpri a carga horária de Deidara e quando não podia pois estava com dor pagava outra menina para fazer o serviço, claro que nenhuma delas faria de graça.

 

Como não sabia costurar, Deidara continuava fazendo essa parte, mas ao menos ele poderia fazer deitado na cama. Como tudo continuava em ordem M. Monique não voltou a importunar o loiro, no entanto infelizmente passou a cobrar mais de Kurotsuchi só porque sabia que ela estava ajudando o dançarino.

 

No fim da semana Kurotsuchi foi a feira como Deidara sempre fazia e passou no local de trabalho de Sasori para avisar da melhora do loiro.

 

-E você? - questionou o ruivo observando a expressão cansada da morena, não só isso a maneira de andar dela também estava diferente, o corpo parecia exausto.

 

-Af! Eu tô me esforçando agora por dois, tudo pra Madame não encostar no Dei de novo, isso fez com que eu tenha que realizar tudo que… Que ele sempre fez sozinho, olha Sasori eu não te conheço direito - disse olhando agora diretamente em seus olhos - mal sei de onde vem, mas eu te peço… Aquele menino viveu o inferno, ele já passou por todo tipo de situação horrorosa e nunca foi dono de nada… Nem do próprio corpo, cuide dele por favor!

 

O ruivo assentiu com o olhar firme.

 

-Pretendo ir o mais longe que pudermos ir, talvez outro país? Não sei ainda, eu gastei todas as minhas economias para tentar a sorte aqui e tem dado certo, vou ter que recomeçar do zero… Mas pelo bem dele eu farei, farei qualquer coisa!

 

-Isso é ótimo, ele vai precisar de muito apoio e pelo que ele me falou de você confio que seja a pessoa certa para cuidar dele - sua voz soava confiante - Bem, já vou indo, ainda preciso limpar umas coisas antes do cabaré abrir.

 

-Se cuida - desejou Sasori - Deidara precisa de você bem também.

 

-Pode deixar.

 

---x---

 

No sábado da semana seguinte Kurotsuchi foi a feira. Deidara estava bem melhor e conseguia ficar sozinho sem demais preocupações, por isso ela aproveitou para ir fazer algumas compras antes da viagem.

 

Comprou pães, frutas e sementes, nada muito caro, também dois galões de água, um para ela e outro para Deidara e Sasori já que seguiriam caminhos separados. Passou por uma butique no caminho de volta e olhou os manequins. Contou o dinheiro no bolso, ainda haviam cinco moedas consigo, três de prata e duas de bronze, decidiu entrar.

 

-Posso ajudar, senhora - a atendente logo veio perguntar.

 

-Sim, eu gostaria de uma roupa masculina - Kurotsuchi falou e a mulher lhe deu um olhar confuso - É para meu marido, estou planejando uma surpresa sabe, acho que finalmente estou grávida - segredou.

 

A atendente logo mudou a expressão para um sorriso simpático o que fez com que Kurotsuchi também sorrisse, era tão fácil agradar essa gente da cidade, bastava falar do que estava dentro dos padrões sociais.

 

-Tenho certeza que seu marido ficará feliz - ela disse já indo verificar o estoque.

 

-Ah sim - Kurotsuchi colocou a mão sobre a barriga - Sabe, espero que seja um menino, já imaginou que alegria o primeiro filho homem!

 

-Vou rezar para que seja - disse a atendente lhe trazendo um terno - Aqui está, é nosso melhor tecido.

 

-E quanto custa?

 

-Quatro moedas de prata.

 

-Puxa - Kurotsuchi fez uma cara de choro - Desculpa, são os hormônios! É que eu só tenho três moedas de prata e duas de bronze comigo.

 

A atende trocou o peso de um pé para outro meio indecisa sobre o que fazer, mas acabou dando de ombros.

 

-Leva - disse com compaixão - Sei que vai ser um ótimo presente, considere como um agrado para o bebê.

 

-Muito obrigada - Kurotsuchi abraçou a moça - Nossa meu marido vai ficar tão feliz!

 

Kurotsuchi pagou com as moedas a mulher que lhe entregou o terno. Se pudesse sairia saltitando da loja, mas a dor em sua vagina impossibilitava a ação.

 

-Deidara vai ficar tão feliz - beijou o tecido.

 

---x---

 

Kurotsuchi entrou na casa pela porta dos fundos, foi até seu quarto deixando as compras debaixo da cama, exceto o terno, colocou-o por baixo da saia do vestido que usava e levou até o quarto de Deidara.

 

Bateu na porta e entrou quando ouviu a permissão para que assim fizesse.

 

-Eu tenho uma surpresa - disse empolgada tirando o tecido de debaixo do vestido - Olha o que comprei para você.

 

Deidara se levantou da cama indo até ela e pegando o tecido em suas mãos, era uma linda roupa, com certeza.

 

-Nossa, isso é… - Deidara não tinha palavras, só abraçou a amiga o mais forte que conseguia.

 

Kurotsuchi não o abraçou de volta por ser cuidadosa com os machucados, mas deu um sorriso verdadeiro ao ver Deidara contente e afagou sua cabeça.

 

-Não tenho como te agradecer, Kuro - estava quase chorando - Tudo isso que você fez por mim… Você é a melhor amiga do mundo.

 

-Ei, pare de chorar, bebê chorão - riu da expressão do outro - Não precisa me agradecer, amigos são para estas coisas.

 

-Obrigado - disse com absoluta verdade.

 

-Quero que experimente, mas não agora, não podemos correr o risco da Madame ver - segredou - Amanhã é um grande dia e não vamos estragar isso na última hora certo?

 

-Certo.

 

Kurotsuchi ia se afastar e ir embora, mas Deidara lhe agarrou o pulso para chamar sua atenção.

 

-Kurotsuchi, não quero abusar da sua boa vontade, mas poderia me fazer outro favor?

 

-Qual? - o olhou curiosa.

 

-Corta meu cabelo…

 

Kurotsuchi arregalou os olhos, mas logo compreendeu. Afagou as grandes mechas loiras prendendo os fios entre seus dedos.

 

-Corto, mas pela manhã - avisou - Sabe o que Madame pode fazer se te vir de cabelo cortado.

 

-Obrigado - disse novamente.

 

Kurotsuchi apertou a bochecha do loiro.

 

-Já disse que não precisa agradecer.

 

--x--

 

Às seis da manhã em ponto Kurotsuchi foi sorrateiramente para o quarto de Deidara, levando consigo uma tesoura de ponta. Sabia que a esta hora M.Monique estaria dormindo como o demônio que era e poderiam fugir em paz, já que sua corja também estaria dormindo.

 

Abriu a porta do quarto a amaldiçoando por ranger tão alto, mas nada aconteceu, apenas a fechou depressa se virando e se deparando com Deidara já acordado vestindo o terno que lhe dera.

 

-Nossa - disse o olhando da cabeça aos pés - Que gato! Se eu não soubesse que era você nem teria te reconhecido.

 

-Obrigado - Deidara disse orgulhoso ajustando o terno no corpo - Toma - entregou uma sacola - isto é para você por meu cabelo quando o cortar, vamos vender para ajudar com o dinheiro.

 

-Tem certeza? - pegou a sacola.

 

-Absoluta - disse Deidara se sentando na cadeira ao entregar o item - Vamos acabar logo com isso. Além do mais… Cabelo cresce.

 

-Certo, mas vou avisando que nunca fiz isso antes, então se ficar feio a culpa é toda sua por me pedir!

 

Deidara riu assentindo com a cabeça. Kurotsuchi prendeu o cabelo loiro numa espécie de rabo de cavalo em suas mãos, mas bem frouxo, não queria que o corte ficasse muito próximo do crânio de Deidara. Cortou-O sem maiores delongas, quase gritando ao ver o monte de cabelo em sua mão.

 

Colocou na sacola antes que deixasse cair e olhou para Deidara, certo, agora precisaria ajustar a simetria. Colocou a sacola próxima a cabeça de Deidara deixando-a como uma espécie de lixeira para o cabelo que cairia no chão se ela não estivesse ali. Deu a volta no banco fazendo o mesmo processo do outro lado, avaliando Deidara de frente e refazendo cortes até que ficasse verdadeiramente simétrico. O cabelo tinha uma forma meio rebelde, mas havia ficado bem bonito.

 

Sorriu correndo até a cômoda para pegar um espelho de mão.

-Veja - entregou o objeto a Deidara - O que achou? - perguntou nervosa mordendo o lábio inferior.

 

-Perfeito - Deidara sorriu olhando seu visual - Achei até melhor do que antes.

 

-Que bom - disse aliviada, abraçou o amigo pelo ombro, ainda tomando cuidado com as costas - Agora vamos rápido!

 

Ambos saíram do quarto com os mantimentos para a viagem, seus pertences pessoais junto a sacola de cabelo, e todo o dinheiro que Deidara havia guardado desde seus dezesseis anos, claro que havia gasto com alguns mimos para si, mas ainda tinha uma boa quantia, afinal eram dez anos de economia.

 

Foram até o quarto de Kurotsuchi com calma e sem fazer barulho. A mulher pegou a bolsa com as roupas que tinha separado também, pois a que Deidara lhe deu já que não usaria mais, e as compras que havia feito no dia anterior, além é claro de seu próprio dinheiro.

 

Saíram pelos fundos correndo assim que ultrapassaram a porta, a adrenalina ainda era grande e o medo de serem pegos enquanto não se distanciassem o suficiente para nunca mais serem incomodados ou ouvirem falar de M.Monique.

 

Ainda não era oito horas, então decidiram passar no chapeleiro local para vender o cabelo, afinal era ele o responsável por fazer perucas.

 

Chegando lá o homem avaliou os fios e a textura. Balançou a cabeça concordando com algo em sua própria mente e olhou para os dois que retornavam o olhar com expectativa.

 

-É realmente um cabelo muito bom, pago vinte moedas de prata.

 

-Trinta - rebateu Deidara.

-Vinte e cinco - pontuou o chapeleiro - E nem uma prata à mais.

 

-Fechado - disseram os dois.

 

Saíram do local apressados para encontrar Sasori que suspirou aliviado assim que seus olhos bateram em Kurotsuchi.

 

-Finalmente, pensei ter acontecido alguma coisa - se aproximou da mulher vendo o homem que a acompanhava, franziu o cenho - Deida...ra?

 

O loiro sorriu achando graça da expressão do amante.

 

-Eu mesmo - decidiu dizer - Vejo que reparou no meu corte novo.

 

Sasori arregalou os olhos olhando para o homem, este lhe parecia ainda mais bonito agora, com um terno fino e o cabelo cortado em um desses estilos modernos, assim como o seu próprio.

 

-Meu Deus… Você está...Lindo - disse em pausas sem conseguir acreditar que era mesmo Deidara ali, tão acostumado a vê-lo vestido como uma mulher, ainda assim nada prejudicava sua beleza do outro, pelo contrário apenas aumentava.

 

Kurotsuchi riu da cena dos dois, mas pigarreou antes que as coisas se tornassem mais… Íntimas sendo que estavam em público e antes tudo bem, pois Deidara se parecia com uma mulher, mas agora era possível que fossem mandados para a forca caso fossem pegos de agarração pelas ruas.

 

Os três correram para estação de trem onde compraram bilhetes para os dois primeiros trens que sairiam. Ambos para sentidos opostos.

 

Com o embarque já quase estourando Kurotsuchi se despediu de Deidara e Sasori.

 

-Se cuida, meu amor - disse quase chorando ao ser abraçada - Vê se não apronta das suas por aí, por onde você passa acontece uma explosão!

 

-Pode deixar - Deidara estava igualmente emocionado - Quero que fique com a metade do meu dinheiro…

 

-Não, isso é seu, você trabalhou muito por isso!

 

Deidara ignorou a teimosia da mulher e lhe entregou o saquinho de moedas que havia separado para ela momentos antes dela entrar em seu quarto pela manhã.

 

-Considere então como um agradecimento por ter cuidado de mim todo esse tempo e feito o meu trabalho - insistiu - Por favor!

 

-Está bem - olhou para Sasori - E você! Vê se cuida bem dele ele merece todo amor do mundo!

 

A mulher caminhou até o ruivo dando-lhe um abraço rápido.

 

-Pode deixar - respondeu.

 

Se afastou dos dois com o coração já pesado de saudade, mas sabia que tinham que seguir caminhos diferentes. Sorriu e mandou beijos no ar para Deidara ao chegar em sua plataforma. Sentia ter feito a coisa certa e seu coração estava em paz.

 

Sozinhos novamente Sasori olhou com carinho para Deidara, que retribuiu igualmente o olhar. O ruivo mexeu na própria bolsa tirando uma marionete de lá.

 

-Fiz pra você - revelou entregando o boneco ao loiro - Bom, eu não imaginava que cortaria o cabelo, mas podemos cortar o dele também.

 

Deidara olhou para o boneco, era uma mini versão sua com terno e cabelo comprido feito com tecido amarelo. O loiro sentiu os olhos marejarem.

 

-Muito obrigado - sua vontade era de abraçar Sasori, mas não podia - Não precisamos cortar o cabelo dele, pode deixar assim, eu amei.

 

Sasori sorriu, estava tão preocupado com Deidara, mal havia dormido essas duas semanas, também mal comeu, a espera para saber se tudo iria ficar bem o estava consumindo.

 

-Eu fico feliz que esteja bem, não sei o que faria se te perdesse - droga queria muito beijá-lo, mas não podia, não ali por isso apertou o caixote com suas marionetes, tentando conter a expressão de desgosto.

 

-Eu estou aqui, e vou com você pra qualquer lugar, senhor capitão - riu da piada íntima.

 

-Para onde o vento nos levar…

 

Ambos subiram no trem e seguiram viagem para onde quer que o trem os levasse, não se preocupavam com isso, porque viveriam uma nova vida...Juntos!


 


Notas Finais


Obrigada de novo a todos que leram esta fanfic <3 ficamos honradas com cada favorito e comentário que recebemos ou receberemos, vocês nos fazem felizes!

Queremos aproveitar para fazer uma breve propaganda de nosso trabalho mais recente:

Enma: Meus amores, recentemente estou trabalhando em uma oneshot linda com o casal Juukimi chamada Páginas em Branco <3 Estou muito empolgada pois serei a primeira autora a escrever uma fanfic deles em português como casal principal! Espero que todos leiam, aqui uma prévia do conteúdo:

"-As pessoas tem medo do que não conhecem, Maru. Você tem que conversar com elas para que entendam o seu ponto de vista.

Foi assim durante sua infância toda, Kaguya o ensinou a arte do diálogo e que com humildade é que conquistamos nosso espaço, pois gentilezas geram mais gentilezas."



Akuma: Hey pessoas! Estou trabalhando em uma fanfic Sasunarusasu (sns) com eles durante a Segunda Guerra mundial! Se você curte temas históricos e bem... Drama... Não deixem de ler minha fanfic. Uma prévia do próximo capítulo:

"-Perdoe a intromissão, meu senhor – Sasuke interrompeu intrigado – Mas quem seria este tal homem?

-Um dos antigos políticos do tal partido corrupto de cinco anos atrás - bufou – Desde que saiu da cadeia só sabe gritar discursos e falar do livro idiota dele – revirou os olhos – Seu nome é Adolf Hitler, mas não é ninguém com quem você deva se preocupar"
Link:
Ss: https://www.spiritfanfiction.com/historia/khan-13748008
Nyah: https://fanfiction.com.br/historia/764847/Khan/
Wattpad: https://www.wattpad.com/story/156220386-khan
Ink: https://getinkspired.com/pt/story/45791/khan/?ref=dashstoryprofile

Novamente obrigada por acompanharem nossa nova história <3


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