História Runaway (ABO) - Capítulo 1


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, FemmeSlash, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Harem, Hentai, Lemon, LGBT, Luta, Mistério, Misticismo, Orange, Policial, Romance e Novela, Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Dados importantes sobre a história!
— A história se passa no universo ABO
— Os Betas e os Alfas Lúpus são os menos comuns
— Alfas e Ômegas são mais comuns
— Existem poucos Ômegas Lúpus, e nessa história, o Jungkook será o único Ômega Lúpus /PURO/
— Os personagens serão introduzidos lentamente com o decorrer da fic (é possível que nem todos sejam inclusos)
— Aceito sugestões de ships!
— Alguns personagens morrerão durante o decorrer da história
— O Luhan é um ômega "produzido" no mesmo lugar aonde Jungkook e alguns outros personagens nasceram e foram criados.
— Luhan e Jungkook são melhores amigos de infância e nasceram no mesmo dia. Luhan é mais velho por algumas horas.
— Apenas os ômegas têm seus cios. Os alfas passam por um período curto bem parecido com o cio de um ômega, aonde eles sentem a necessidade de ter relações sexuais com o parceiro constantemente, mas não na mesma proporção de um cio.
— Independentemente de se carregam o gene "Lúpus" ou não, todos os personagens dessa história têm a habilidade de se transformar em lobos maiores do que os lobos selvagens e irracionais. Alguns demoram mais para aprender a se transformar, e outros já nascem com essa habilidade, mas todos conseguem com um pouco de esforço.
— Jungkook é o foco da história, mas haverá momentos nos quais outros personagens serão destacados.
— Cada capítulo tem uma "sinopse" que pode ser consultada aqui nas notas iniciais.


Espero que gostem da história, boa leitura!

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Capítulo 1

Após um plano de fuga não muito bem pensado, Jungkook escapa do bunker e acaba desmaiando no meio da floresta devido a falta de costume com a luz do sol. Às autoridades da cidade mais próxima recebem denúncias de um garoto adolescente que foi encontrado inconsciente na floresta e rapidamente o levam para o hospital.

Capítulo 1 - 1. E ele era Perfeito.


Fanfic / Fanfiction Runaway (ABO) - Capítulo 1 - 1. E ele era Perfeito.

[Autor POV]

Dia frio. A brisa cambaleava de um lado para o outro levando consigo folhas secas e outros elementos da natureza leves o suficiente para flutuar por aí. A neblina se fazia presente, tornava difícil toda e qualquer tentativa de apreciar a paisagem da floresta há muito intocada pelos moradores da cidade mais próxima; que não era tão próxima assim. Debaixo da terra úmida e fria, estava uma espécie de base subterrânea construída há pouco menos de um século atrás por cientistas Alfas que tinham como objetivo principal realizar experimentos ilegais — e muitas vezes letais — em outros híbridos. Mais especificamente, em ômegas e betas.

De tempos em tempos, novos ômegas e betas, todos jovens, eram sequestrados e levados para aquele lugar perturbador aonde as noites eram inquietas e só se ouviam choros e gritos de agonia e horror. Era raro cair no sono por alí. Os filhotes nascidos naquele local se adaptavam mais rapidamente, ou por falta de opção, ou por medo das consequências de não fazê-lo. Tanto os betas quanto os ômegas de ambos os gêneros eram forçados a cruzarem entre si, produzindo novos filhotes que, futuramente, seriam usados para novos experimentos. Muitos dos quais tinham a finalidade de produzir filhotes ou com habilidades mais aguçadas, ou com boa aparência.

Um dos primeiros e mais antigos projetos dos cientistas sádicos era aquele de número 17. O projeto 17 visava produzir, através de cruzamentos forçados e pré-selecionados, um filhote de classe ômega lúpus puro, ou seja, um bebê ômega com o raríssimo gene lúpus e uma linhagem completamente composta por ômegas e ômegas lúpus, sem alfas, alfas lúpus ou betas.

Não muito tempo atrás alguns dos ômegas e betas gestantes deram a luz a novos filhotes naquele local horrendo. Uma das ômegas, Jeon Jaemin, trouxe ao mundo um belo menininho, o qual nomeou Jeon Jungkook, por não saber o sobrenome do pai do mesmo. Jungkook era um ômega lúpus puro, exatamente o tipo de bebê o qual os cientistas estiveram tentando gerar desde o início daquele bunker. Ele era lindo, tinha cabelos tão negros quanto a sombra mais densa e pele quase tão alva quanto a lua. Seu cheirinho doce era uma mistura de leite de morango com banana e um toque bem fraquinho de menta. E ele era perfeito, aos olhos dos seus "criadores".

Logo nos primeiros dias de vida, Jungkook foi tirado dos braços de sua mãe para passar por algumas coletas de sangue e vacinações necessárias para mantê-lo saudável. Passou algumas horas em observação antes de ser devolvido à Jaemin. Jungkook não era o primeiro filho da ômega. Jaemin já havia produzido mais de meia dúzia de filhotes alí, e logo não poderia mais produzir nenhum outro. Quase todos morreram, com a exceção de Jungkook, o mais novo, e sua irmã mais velha por cinco anos, Sunhee. Sunhee ajudou a mãe a cuidar de Jungkook desde o primeiro dia do pequeno alí, era uma irmã muito atenciosa e prestativa.

Mesmo antes de aprender a andar, Jungkook já era usado para experimentos diários que, ou por ser filhote, ou por ser "especial", eram mais amenos. Cerca de três amostras de seu sangue eram coletadas a cada dois dias. Diariamente, ele passava por "aulas" longas e exaustivas, aonde um alfa nada amigável fazia o possível e o impossível para disciplinar o pequeno, fazendo com que ele fosse, desde os primeiros meses de vida, submisso e projetado para seguir ordens sem hesitar, como os outros prisioneiros dali faziam.

Os demais filhotes do local não poderiam se envolver com Jungkook pois, segundo os cientistas, isso afetaria a "perfeição" do garoto. Mas isso não o impediu de fazer amigos, muito pelo contrário. Luhan tornou-se seu melhor amigo. Era um menininho também coreano com cabelos castanhos claros, quase loiros, e estatura baixa, quase como Jungkook. Luhan era um ômega puro, mas não carregava o gene lúpus. Suas mães (Byunji e Jaemin) sempre foram intrigadas uma com a outra, e por sorte ou ironia do destino, Luhan e Jungkook eram melhores amigos.

Quando tinha apenas quatro anos de idade, Jungkook viu um experimento nunca antes realizado ser colocado em prática, e a cobaia era sua irmã mais velha de nove anos de idade, Sunhee. Não sabia ao certo o que haviam feito com a menina, mas pode assistir enquanto ela se contorcia e se revirava, gritando agoniada e implorando por ajuda enquanto seu sangue escorria sem cessar por úlceras que se abriram quase imediatamente sobre todos os cantos de sua pele.

E desde cedo, Jungkook soube que as coisas que aconteciam naquele lugar não eram normais. Sua mãe costumava contar-lhe sobre um mundo bonito e vivo, repleto de campos verdes e pessoas que sentem a sua dor, animais correndo por aí e etc. Mas para o Jeon, aquela base subterrânea era tudo. Parecia que aquele era o único mundo existente. Sequer sabia se o céu azul, o belo pôr do sol ou as estrelas e a lua dos quais sua mãe falava eram reais ou apenas histórias para fazê-lo dormir.

E isso o chateava.

Os anos foram se passando e Jungkook crescia rápido, cada vez mais conhecidos ao seu redor eram massacrados e cada vez mais filhotes nasciam e eram postos sob condições de vida simplesmente precárias e lamentáveis.

Naquele momento, o ômega lúpus ofegava. Sua respiração estava pesada e o ar lhe faltava cada vez mais a cada minuto que passava. Estava sentado sobre as próprias coxas no chão gelado com as costas arqueadas e ambas as mãos apoiadas no solo em sua frente. Sua cabeça estava virada para cima com um olhar exausto e choroso. E ele suava loucamente. Uma pequena gotícula de sangue escorria de suas narinas, e outras duas deslizavam pelos seus lábios até pingarem sobre uma de suas mãos. Seus olhinhos inchados e vermelhos combinavam com a ponta de seu nariz que estava igualmente corada, o fazendo parecer doente de tanto chorar. Havia uma coleira de couro negro em seu pescoço, a guia era segurada pelo homem em sua frente que o olhava frio.

— H-hyung... — choramingou sôfrego. Sua voz falhava vez ou outra e ele soluçava em meio às lágrimas de dor e tristeza.

O homem em sua frente caminhou mais para perto em passos vagarosos, segurou o queixo do menor e levantou sua cabeça com cautela, olhando no fundo de seus olhos sem demonstrar qualquer tipo de emoção.

— Sabe que isso é necessário, não sabe? Você está sendo de muita utilidade para nós desde que nasceu. É um bom garoto, Jungkook, aposto que sua mãe está muito orgulhosa de você.

— N-não.. quero m-mais...

O homem sorriu irônico e se abaixou para ficar na mesma altura do outro.

— Vejo que a Jaemin está te ensinando a falar, isso é bom. Sua voz é certamente linda. — disse baixo e acariciou a bochecha esquerda do ômega que continuava a chorar. — Até amanhã de manhã, Jungkook. — levantou-se e passou a posse da guia para outro alfa. — Levem ele de volta para a sela.

— N-não... — Jungkook disse fraco enquanto os demais alfas ali presentes o seguravam sem muito esforço, o arrastando para fora dali. Seus calcanhares raspavam contra o solo imundo e áspero criando alguns ferimentos no local, mas nada com o qual Jungkook não estivesse acostumado.

Em um movimento brusco e rápido, o ômega lúpus foi jogado para dentro da sela de modo que caísse sobre o lado esquerdo do próprio corpo, assistindo com um olhar cansado e entristecido enquanto os portões da sela se fecharam.

Jungkook podia ouvir — como em todos os outros dias — os murmúrios e berros de desespero dos demais prisioneiros.

— Jungkook... — uma voz rouca e doce chamou. O garoto de cabelos castanhos claros se aproximou do amigo e o abraçou fortemente. — Eu não aguento mais ficar nesse lugar, Jungkook... Temos que sair daqui...

— N-não pode... — Jungkook chorou no ombro de seu melhor amigo, Luhan. — Hyung mata...

— Meu filho tem razão, Luhan. — a mulher ômega disse, fungando e secando suas lágrimas enquanto acariciava os cabelos negros de Jungkook. — Não há saída. Essa é e sempre será a nossa vida.

(No dia seguinte)

— Lu. — Jungkook chamou chacoalhando Luhan de levinho na tentativa de despertar o mesmo. 

— Hm? O que foi, Jungkook?

— Alfa deixou porta aberta.

— Eles o que?! — Luhan perguntou desacreditado, arregalando os olhos e se sentando para encarar o amigo.

— Porta... — segurou as barras dos portões de sua sela e a puxou de leve, abrindo apenas uma fresta. — Aberta.

— Você acha que podemos fugir? — viu o outro afirmar com a cabeça. — Vamos acordar os outros e fugir daqui, então!

— Não! — Jungkook disse de olhos arregalados. — Perigo. Hyung mata todos. Eu e você fora, omma e outros... Agora não.

— Tem razão, levar todos daqui de uma vez seria muito arriscado... Nós saímos primeiro então e voltamos outro dia para buscar os outros, sim?

— Sim.

— Vamos então!

Luhan segurou a mão de Jungkook e os dois caminharam cautelosamente para longe da sela. Os quatro pés descalços andavam vagarosamente pelo corredor das selas com a intenção de não acordar os outros prisioneiros, que poderiam involuntariamente alertar os cientistas alfas sobre a fuga. 

Em determinado momento, um dos funcionários alfas do local se aproximava dos dois ômegas no corredor. Luhan rapidamente se escondeu atrás de uma caçamba de lixo e Jungkook se curvou enquanto o alfa passava, deixando sua cabeça bem para baixo.

— Aqui fora de sua sela sozinho, Jeon?

— Treinamento.

— Oh sim, o Mestre deve ter pedido para você esperar aqui por ele para dar continuidade ao seu treinamento, estou certo? Céus, você fica cada vez mais bonito a cada dia que passa, mal parece que ainda tem 15 anos.

— Hmph. — Jungkook bufou desconfortável, assentindo com a cabeça.

— Sua mãe devia te ensinar mais algumas palavras, você me dá medo às vezes, garoto. — e assim o alfa se afastou com uma gargalhada assustadora.

Luhan e Jungkook rapidamente saíram correndo dali pelos corredores, olhando em volta com seus semblantes igualmente confusos.

— Nunca fui para tão longe da minha sela, não faço ideia de onde estamos! — o mais velho bufou. — Jungkook, o Mestre já te levou para a cabine dele, certo? Sabe mais ou menos aonde fica a saída do bunker? Jung...kook?...

Luhan franziu o cenho ao assistir o outro fungando levemente, cheirando o ar que o rodeava na tentativa de se localizar.

— Direita.

Ambos correram para o corredor a direita e seguiram reto por mais alguns minutos por um corredor largo e vazio, no qual os sons de seus passos apressados ecoavam sem cessar. Em dada ocasião avistaram um painel complexo repleto de botões e alavancas cujas finalidades eram desconhecidas pelos dois adolescentes ômegas que se desesperaram sem muita demora.

— E-eu n-não sei como faz para abrir... Jungkook?

— N-não...

— T-talvez... Talvez se apertarmos todos os botões, algum deles abra o bunker, não?? V-vamos ver... — Luhan apertou uma série de botões que aparentemente não fizeram nada, até que um deles fez com que um jogo de luzes vermelhas começassem a piscar por toda a extensão da base subterrânea enquanto uma sirene ecoava por cada canto dali. — Droga, esse é o alarme!

— Ei vocês dois! Parados aí, seus pestinhas! — dois alfas enormes rosnaram alto ao se aproximar dos adolescentes, seguidos por mais uma dúzia de funcionários do local.

Desesperado, o mais velho continuou apertando todos os outros botões e, depois de muito tentar, a porta para fora do bunker foi lentamente se abrindo e revelando um grande deixe de luz solar que, pela primeira vez em tempos, erradiou pela fresta que vagarosamente se expandia a medida que a porta se levantava do solo. Travava vez ou outra, possivelmente pelo fato de que não se abria há alguns meses. Luhan empurrou o braço de Jungkook e correu logo atrás do mesmo até a rampa que os levaria para fora daquele lugar escuro, até ser alcançado pelos alfas que o colocaram de barriga para o chão, pressionando o lado de seu rosto contra o solo rígido que arranhava sua pele jovem. Jungkook parou por alguns segundos e gritou assustado pelo nome do outro que o olhou com dificuldade.

— Vai, Jungkook! — rosnou alto ao sentir o próprio rosto ser amassado contra o solo novamente. O mais novo apenas se virou e correu. Tão rápido quanto nunca antes em seus quinze anos de vida sombria. A medida que se afastava do bunker, Jungkook sentiu a grama verde e fina raspar contra suas pernas feridas e pôde ver o bunker se fechando novamente; talvez os cientistas não pudessem sair de lá. Haviam árvores alí, várias delas. Então o que sua mãe havia lhe contado era verdade; o mundo era lindo fora daquele bunker, mas sequer podia enxergar direito por causa da luz do sol, que maltratava suas orbes acostumadas com a escuridão e o deixava cada vez mais tonto, e a velocidade com a qual se deslocava diminuía e diminuía, até que Jungkook veio a desabar sobre o solo gramado, fechando os olhos inconscientemente e, por alguns segundos, esquecendo o próprio nome.

[...]

— Garoto? Garoto, consegue me ouvir? Acha que ele consegue me ouvir?

— É provável.

— Ei, mocinho, preciso de que me diga seu nome. Garoto. Garoto?!

[Continua]



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