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História Running From Death - Capítulo 3


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Notas do Autor


oieeeeeeeeeeeeeeeeeee

Capítulo 3 - Lua De Sangue


*Correr até as pessoas.

Emma Paris, repórter investigadora, escrevia rapidamente as informações, depois revisaria o texto inteiro com cuidado, mas no momento queria ser rápida. Havia muitas teorias formadas na mente da mesma, e mesmo que algumas fossem improváveis, digitava-as quase sem piscar. Nem ouviu e muito menos viu seu parceiro voltar.

-Chegaram mais informações de Julliana Collins, tive que insistir mais do que deveria e perdi muito tempo, porém, aqui está - disse Jake.

Jake era muitíssimo eficaz como ajudante - e talvez, um dia, será um excelente investigador. Insistente, conseguia muitas coisas por livre espontânea pressão - e isso era excelente para o trabalho deles.

-Deixe-me ver - nem o olhou.

Jake entregou as folhas e se sentou atrás da mesa de trabalho, na cadeira.

Com os papéis em mãos, senhorita Paris pôs-se a ler em voz alta palavra por palavra.

-Ela tem um namorado? - perguntou, mesmo vendo no papel.

-Sim, acho que o nome é Alex. Já podemos coloca-lo na lista de suspeitos.

Silêncio.

-Mas, geralmente, namorados não ficam desesperados com o sumiço da namorada? Aliás, a família também não ficaria? - disse Emma.

-Sim, eles ficam. A questão é que Julliana Collins já sumiu duas vezes por ataques de ansiedade, pode-se dizer assim.

-Ansiosa... sabe aonde ela ia? Qual o tipo de ansiedade?

-Não. Aparentemente ela nunca falou e - suspirou esticando as costas. -Nunca acompanharam sua ansiedade, digamos que a Senhora e Senhor Collins acham que isso é frescura.

A investigadora mordeu seu lábio inferior. Que pais são esses? A fiha some, volta depois de dias - algo nada normal - e é considerado frescura? Bufou, frustrada

-Conquistou vários troféus no Ensino Fundamental e Ensino Médio, fez natação, participava de clubes esportivos da escola - continuava a ler. -Você disse que srta.Collins não era uma das melhores alunas.

-E não era mesmo. Todavia, amava praticar esportes físicos, odiava estudar.

-Ela não fez faculdade por que mesmo?

Jack estava cansando-se das perguntas. Sabia que eram - de certa forma - importantes, mas ainda assim sentia-se pressionado. Suspirou profundamente.

-Eu não sei - respondeu num tom consideravelmente rude.

Pela primeira vez em duas horas, Emma Paris olhou para o colega. Ele parecia cansado, sobrecarregado. Suava frio, disfarçava olhando para a tela do monitor - o que ele não percebeu era que a tela estava desligada.

-Certo - pôs as folhas na mesa. -O que aconteceu, futuro investigador?

Jake a olhou e sorriu fracamente. Arrependeu-se pela grosseria instantaneamente.

-Minha esposa; ela é morena dos cabelos compridos, linda - parecia feliz ao lembrar da amada. -Hoje cedo, pintou o cabelo de loiro. Da raiz às pontas. Era para ser uma surpresa...e certamente foi.

Emma ouvia e assentia.

-Ela parece ser loira e não morena. Está linda, claro, entretanto tenho medo do sequestrador pegá-la. Entende?

-Perfeitamente.

-Eu disse a ela que... - não conseguia continuar.

-Falou para voltar a cor castanha - Jake apenas mexeu a cabeça. -Em que tom disse isso?

-Não delicadamente.

Jake rodou na cadeira giratória.

-Foi na hora de almoço? - assentiu.

Agora eram três da tarde. Não era certo, mas Jake a preocupava nesse estado... fora que não está, de fato, com a mente no trabalho. De que adianta estar aqui e não estar?

-Por que você não conversa com sua esposa sobre o que está acontecendo. Comunicação é importante.

-Deixaria mesmo eu sair para resolver?

-Claro, só não conte a ninguém - Sorriram.

Jake saiu apressadamente.

-Eu acho melhor você elogiar o cabelo dela antes, viu?

-Pode deixar!

Emma encostou-se na cadeira, fechando os olhos. Silêncio novamente. Isso era estranho, ter apenas dois agentes para resolver esses casos mais sérios - mas, infelizmente, para superiores era apenas gasto de dinheiro.

Estava farta de ler, digitar, ler, pensar, debater sobre algo incerto, não ter pistas consistentes. De fato, precisava de descanso, entretanto, como poderia descansar com cinco pessoas desaparecidas?

Mesmo assim, não estava sendo eficiente.

Levantou-se e caminhou pelos corredores assim que passou da porta de vidro.

-Boa tarde, Emma. Faz tempo que não te vejo pelos corredores - Christoffer comenta.

Chris era famoso com mulheres, e a tempo tentava aproximar-se de Emma. Claro, falhava miseravelmente. Trabalha no Recursos Humanos mas fugia sempre que fugia. Sinceramente, Christoffer trabalhava apenas para não morrer de fome ou sede; com ele não havia "amor a profissão".

-Realmente.

A morena de trinta anos sorriu-lhe antes de continuar caminhando. Emma Paris conquistou o respeito de todos por resolver casos complexos, mas também adquiriu olhares invejosos. Não que ela ligasse, mas era sempre irritante ouvir um "só conseguiu o emprego pela beleza".

A pele morena, o cabelo encaracolado que batia abaixo dos ombros dava um charme a parte. Decidiu deixá-lo crescer... após trinta anos de idade.

Bebeu a água gelada em três goles. Pegou mais dois copos antes de continuar caminhando. Os bebeu pelo caminho.

O prédio era bonito por dentro, lindo por fora. O dono do local, um pouco mais jovem que o normal estava aprendendo a empreender o local já que seu pai "resolveu" partir sem despedidas.

Muitas coisas ficaram piores após a partida do antigo chefe. Antes, Jake não precisava implorar tanto por dados - que nem sempre ajudavam -, Emma era menos julgada - o novo chefe já deu em cima dela -, e claro, o trabalho era mais eficaz.

Emma voltou para a sala e ao olhar para fora, novamente pensou no que Julliana Collins estava passando. Sem saber o porquê, a investigadora sentiu algo em relação a vítima. As vítimas, na verdade.

E pensava, também, se se fosse com ela, conseguiria escapar? Seria presa fácil? Seria morta? Ou antes duramente torturada da pior maneira possível?

Emma puxou o ar fortemente.

E Julliana soltou-o violentamente.

-SOCORRO! ALGUÉM ME AJUDA!

Corria pelo carpete aveludado e vermelho. Tirou as botas e, com a pior preparação possível, as lançou contra o homem de cabelos ruivos alaranjados. A primeira bota, errou. Sortudamente conseguiu acertar a segunda.

O salto bateu lindamente no ombro.

Viu um elevador. A porta estava aberta, conseguiria alcança-lo antes do ruivo pegá-la.

Se

Se no momento que o avistou a porta não começasse a se fechar. Alguém do local decidiu usá-lo logo agora.

Apressou-se mais que tudo, seus ossos do joelho estava sendo forçados ao extremo, os pés batiam forte no chão e sentiu um pé da bota acerta-lhe nas costas.

Quando entrou, o pé ficou preso na porta e por isso a mesma abriu-se.

Quase gritou de frustração.

Os olhos cinzas de Julliana não conseguiam desviar do ruivo que ainda segurava uma faca. Por segundos o objeto mexeu e sangue espirrou pelo carpete e paredes. Seria lindo se não fosse horrível.

A garota apertava desesperadamente todos os botões do elevador mas a porta não fechava - ou, vai ver, era o homem que estava muito rápido.

Ele a alcançaria em menos de três segundos, e pela primeira vez, Julliane pôs-se a pensar em algo. Para salvar a si mesma, mas pensou. Ela apertara quase todos os botões, então...

Saiu da cabine e por milésimos de segundos, escapou das mãos dele, gritando pelo susto. Collins bateu em seu ombro - propositalmente no atingido -, e o ruivo nunca sentiu tanta vontade de matá-la.

Subiu as escadas que estavam ao lado do elevador. Naquela região o carpete não era mais tão limpo; parecia sem vida, e mofado. Era nojento para a moça pisar nele - apesar de usar meias.

Viu de relance que o elevador não abriu no segundo andar e voltou a correr, desistindo completamente dele. Lembrava-se vagamente que havia uma pessoa no terceiro andar, então, ao chegar no mesmo:

-ALGUÉM, POR FAVOR? TEM UMA PESSOA ME PERSEGUINDO! ME AJUDEM, POR FAVOR!

Bateu em todas as portas que enquanto passava. O cabelo no rosto dificultava a visão e o fôlego lhe faltava. Mal respirava, precisava parar. Portas e mais portas, que tipo de inferno era aquele?

Uma das portas se abriu e um braço a puxou. Caiu no chão, rolando até bater numa mesa.

-Meu Deus, desculpa - a voz feminina disse, agachando-se após.

Tirou delicadamente o cabelo da loura da face, mostrando um belo e assustado rosto. A feição daquela que a ajudara está calma; tentava transmitir calma.

-Mais uma, pelo jeito - a olhou de cima a baixo. -Você foi a... menos melhor a chegar aqui.

Finalmente respirando!, pensou Julliana.

-Já estive na sua situação. Eles não nos matam - sorriu falsamente. -Nos usam.

-Lua? Abra a porta!

-Lua - riu amargamente. -Ele, desde que me sequestrou, cismou comigo. Eu até poderia dizer que ele se apaixonou. Mas desde quando monstros se apaixonam? Enfim, esconda-se naquela gaveta e faça silêncio. 

Sem reclamar, Julliana - que até então sentia-se confusa - caminhou até a gaveta apontada. Abriu-a, encolheu-se e Lua - certeza que não era esse seu nome, pela reação dela, mas só a conhecia assim -, fechou a gaveta.

-Lua, abra essa porta. Não quero ter que fazê-la me ver irritado.

-Já vou.

Assim que a chave virou, a porta foi aberta e quase bateu no pequeno corpo da garota. Talvez fosse a fragilidade e delicadeza que a moça exalava que fazia o ruivo querer abusá-la de todas as formas.

E uma das formas era a violência.

Os cinco dedos do rapaz seguraram o braço da moça. A virou de costas para ele e grudou seus corpos, a outra mão do homem estava em volta do pescoço. A menina mal conseguia respirar e seu corpo estava numa posição bem desconfortável após ele a fazer curvar-se.

-Onde está ela?

-Quem? - gaguejou.

Os apertos tornaram-se mais fortes.

-A quinta loira que terei o prazer de matar.

-Eu não sei.

Impaciente, susurrou:

-Lua, não me faça tomar respostas do jeito que costumo.

O rosto machucado - por Lua - estava muito próximo. A marca da unha que começava na linha dos olhos até o queixo parecia tornar-se uma cicatriz. Havia muitas marcas de batida também, mas dessa não fora a culpada. Lua não prestava atenção nele, mas sim na cicatriz. Nunca esteve tão orgulhosa de si mesma.

Enquanto isso, Jullie escutava com as mãos tapando a boca e com os olhos fechados. Collins era boa em se esconder e segurar o fôlego, a questão é que a respiração da mesma era alta. Estava com medo do que aconteceria se tivesse que respirar. Algo que nunca imaginou que aconteceria.

Ali era quente, suava pelo calor e pelo nervosismo. A gaveta é quadrada, porém baixa. Teve que se virar para ir ali, e apesar de odiar lugares apertados, os barulhos do que o ruivo pode estar fazendo a deixava sentindo culpa demais para lembrar do medo/ódio.

-Eu não sei onde ela está. E de qualquer forma, não a matará, só castigará.

"Só castigará"?!, Jullie pensou.

-Estou quase para te castigar.

Mais apertos. A moça grunhiu. O ar escapou de Jullie.

-Como pode estar excitado com isso?! - Lua tentava se soltar mas era impossível. A voz mal saiu.

-Como você mesma disse: eu sou monstro, lembra?

-Você não é só um monstro. Você é um filha da puta desgraçado que merece morrer. E sabe quem vai te matar? EU! SEU VERME! - debatia-se.

A loura escondida escutava apenas silêncio. Era torturante. O que aconteceu? Eles saíram? Mas não ouviu seus passos. O rosto de Jullie suava de tanta tensão.

Mas a resposta venho quando ouviu gritos de Lua implorando para parar enquanto começava a chorar.

Julliana Collins não conseguiria suportar aquilo!

Ou conseguiria?

*Ficar escondida.

*Sair do esconderijo.

*Aproveitar que ele está distraido e sair de fininho.

Em casa, Emma Paris pensava se deveria continuar a trabalhar - apesar de saber que trabalhar em casa a cansaria -, ou se dormiria - para recuperar energias e ser eficiente.
 

*Trabalhar.
 

*Dormir.

Personagem "vida": 55%

Estado físico: Saúdavel (Bom)

Estado mental: Preocupante (mais ou menos)


Notas Finais


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Atéeeeee


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