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História Running of Darkness - The Curse of Hunglem - Capítulo 2


Escrita por:


Capítulo 2 - O Alvorecer do Desespero


Janeiro de 2006;

Cidade de Sedona, Arizona, Condados de Coconino e Yavapai:

Casa dos Carter;

Dylan agora tem 18 anos, Alene 15, mudaram de NY em 98, poucos dias após o acidente de seus pais, residem a 9 anos na casa de sua tia Marli Carter, os três vivem em uma casa residencial em Sedona- Arizona na rua Hozoni Dr. Ao longo desses anos Dylan teve sérios transtornos psicológicos e surtos de perseguição e agressividade, vendo sempre vultos e a figura deformada que o atacara no bosque naquele dia de 98, passou por vários tratamentos, até que com 13 anos ficou sobre estado de medida educacional severa e instituições de controle para a raiva, e instituições que cuidavam de pessoas com algum transtorno psicótico saindo apenas com 18 onde aparentou uma melhora significativa em seus surtos e agressividade.

Dylan trabalha em uma oficina mecânica consertando carros no Sedona Service Center dos habitantes de Sedona, aturando insultos e tendo contato com linguagem suja dos habitantes locais, sempre que chegava do trabalho era visto com uma cara amigável de sua tia Marli, sempre estimava o rapaz que mesmo tendo passado por uma traumática passagem por vários centros de detenção para menores era um rapaz esforçado. As alucinações tinham parado a 6 meses, do ano passado para cá, Dylan tinha um 1,85 de altura, cabelo liso preto penteado para trás, camiseta regata cinza, calça blue jeans escura surrada e rasgada e coturnos pretos, tinha aparência de um bad boy mas tinha um bom coração sempre preocupado com sua família, ou pelo menos o que sobrou dela:

- Como está Alene? Ela já chegou do colégio? - Perguntava Dylan com excessiva ansiedade visto que ainda era ansioso.

- Não, ela ainda não chegou, deve estar conversando com suas amigas no ônibus – Respondeu Marli à ansiosa indagação do sobrinho.

30 minutos depois a tão aguardada chegada acontece:

- Olá tia, que chá temos para hoje?

- Acabei de passar um café, por que não toma um pouco? – Marli pegou a garrafa e colocou um pouco em uma xícara dando à sobrinha.

- Onde você estava que se atrasou 30 minutos? – Perguntou de cara séria Dylan Carter.

- O percurso até aqui é relativamente longo, demorei no ônibus enquanto conversava com minhas amigas.

- E desde quando você tem pessoas em quem possa confiar além de nós dois? – Respondeu rispidamente.

- Tenho amigas mesmo que você não aceite, não vou passar o resto da vida me escondendo só porque você surtou aos 10 anos, te disse várias vezes que me ausentei do tronco porque fiquei com medo, e você me achou perto de uma árvore chorando quando eu tinha apenas 7 anos de idade, não pode me culpar – Respondeu Alene em tom de desafio e logo se retirou para o corredor que ligava outros dois cômodos da casa.

Dylan se sentiu desafiado, o que Alene disse foi o que os seus diversos piscólogos e orientadores da instituição para menores o disseram de forma pouco amigável sobre o incidente de 98, embora Dylan saiba exatamente o que viu apesar de parecer algo além da imaginação ele sabia que foi real.

Foi atrás da irmã a passos duros e rápidos e segurou no braço dela dando um puxão.

- Ai! Está me machucando me solta!

- Não! Eu sei o que eu vi naquele dia, e você apesar de nova sabe o que aconteceu naquele ano, sabe que eu não estou louco!

-Esse assunto de novo? Já disse você está sim! Obcecado por uma versão dos fatos que você quer acreditar, a polícia encontrou a gente duas horas depois da nossa imersão na mata, eu estava chorando e você foi encontrado com um corte na cabeça gritando com uma faca na mão!

- Ah é? E enquanto ao maluco deformado que fez nossos pais saírem da pista o que tem a dizer?!.

Alene tentou encontrar uma explicação lógica para aquilo, mas a argumentação de seu irmão a vencera, como explicar uma criança totalmente deformada, que mais parecia ter passado por uma câmara de tortura andando no meio da noite numa rodovia de carga pesada? Tentava ela se matar? E para onde tinha ido depois? – Eu não sei... – Disse decepcionada consigo mesma por não acreditar no irmão.

- Mas ainda sim a sua versão da história não possui fundamento, o pequeno monstro desapareceu embrenhado na mata e não o vimos depois daquela hora, e eu era muito pequena para lembrar dos detalhes, além de que eu estava assustada... .

Dylan abraçou a irmã, não podia culpá-la, como podia cobrar uma informação que ela não tinha como se lembrar de uma época tão distante?. Depois, foram jantar, agradeceram o SENHOR a mesa e foram se retirar para dormir.

O quarto de Dylan ficava no mesmo corredor que o quarto da irmã, ele era mais velho, acostumado a dormir mais tarde não pegou no sono, a porta estava aberta e a luz estava apagada, gostava do escuro, encontrava paz, o corredor costumava a receber a luz fraca da lua, e ele viu um vulto se movimentando – Alene? – Perguntou sem entender, mas ninguém respondeu.

Seguiu a figura sombria até fora de casa quando de repente uma coisa estranha aconteceu, ele se viu imerso em uma névoa muito familiar, sentira um frio na espinha e começou a ficar ofegante, pois, tinha um mal pressentimento daquela névoa, mas era possível ver de longe a figura de uma moça, resolveu ir até ela no meio da rua já que a mesma estava parada, quando se aproximou um pouco ela saiu correndo levando-o direto para o meio da rodovia,que naquela ocasião estava diferente do normal, o céu noturno estava vermelho, névoa para todo lado, quase não dava para ver nada e o chão estava todo sujo e quebrado, quatro cachorros de grande porte com feridas nojentas expostas cheias de verminoses saindo de suas feridas andando no chão rosnavam e babavam como se quisessem atacar,  atrás da moça de aproximadamente a mesma idade que sua irmã havia um precipício – Espera! – Falou Dylan na esperança que a moça não caísse e não fosse atacada pelos cachorros, a moça não demonstrou qualquer emoção ou comoção pela preocupação de Dylan, simplesmente foi indo para trás, enquanto os cachorros avançavam ferozmente na direção do mesmo que recuava sem ter como se defender, tudo tão estranho, tão horrendo, aquela sensação de impotência diante do perigo, era um pesadelo? Um dos cachorros avançou e quase mordeu Dylan que deu um salto para trás, não... ...tudo era bem real, pelo menos o ataque era, não havia tempo para teorizar agora, havia um suicídio a ser impedido, respostas a serem dadas, e novamente a problemática de 98: SOBREVIVER.

Dylan encontrou um pau no meio dos cacos jogados dentre os detritos da rua, ameaçou os cachorros que não estavam a fim de recuar, então, Dylan partiu para o ataque: bateu em um e foi atacado pelo outro na parte traseira da coxa, quando acertou o outro, imediatamente teve que se defender de outro e o último avançou tão ferozmente que jogou Dylan no chão, este ficou sentindo o bafo e a baba fétida do cão em cima de si enquanto vermes caiam em cima do mesmo tentando comê-lo, uma cena infernal! Dylan socou o cachorro violentamente e quando este tentou vir para cima mais uma vez ele meteu-lhe um chute de igual agressividade e maior força no mesmo que ficou atordoado, em seguida correu atrás da moça – Espera! – Gritou na esperança de provocar um choque em que esta acordasse e parasse de tentar se matar, mas foi em vão... ...ela caiu no precipício e Dylan assistiu ela perder-se na escuridão sem fim, ficou prostrado desolado de ver a cena de um ser humano perder a própria vida, mas não havia tempo para sentimentos, os cães do inferno o rodeavam, e agora desarmado, era um alvo fácil para os inimigos famintos, era agora ou nunca, Dylan partiu para o ataque em vão, foi mordido por todos os lados até que caiu no chão fraco e inconsciente.

Os gritos de dor da luta de Dylan contra os animais foram ouvidos por sua irmã e tia que o encontraram depois de horas procurando, no chão, desmaiado – Dylan, Dylan! Acorda anda! – O estapeou Alene até que esse acordou com um grito e uma reação de ataque que só cessou quando caiu em si, Alene esbugalhou os olhos e recuou – Tá surtando de novo filho? – Perguntou amorosamente tia Marli que pensava compreender o sobrinho.

- Não! Não! Não! Ela se jogou, ela se jogou no precipício logo ali a frente enquanto eu lutava com aqueles cachorros malditos!

- Que cachorros, quem se jogou? De onde? Não há precipício, é uma rodovia plana sem qualquer buraco, quanto menos um precipício... .

- Mas a névoa, o céu... .

- Olha eu acho que você surtou novamente, teve uma recaída, melhor voltarmos pra casa e termos uma boa noite de sono.

- Talvez sim... ...mas foi tão real... . Acredita em mim não é tia?.

- Não sei... – Disse Marli, virou-se e os três voltaram para casa.

Dylan foi o último a retornar para casa, tomou um copo com água e um pouco de açúcar para acalmar os ânimos, foi até ao banheiro tia Marli e Alene já tinham entrado em seus respectivos quartos, lá Dylan foi lavar o rosto, tudo parecia normal, parecia que a garota e os cães não tinham passado de uma alucinação, entretanto a panturrilha ainda doía e possuía marcas de mordida e sangue, e ao lavar o rosto o lado direito de sua testa ardeu, quando ele olhou no espelho, um susto! Havia um corte, semelhante ao que tinha em 98, Dylan gritou um grito abafado, recuou encostando as costas na porta fechada e escorregou até o chão, naquela noite, Dylan descobriu o real significado da palavra desespero.



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