História Running to Stand Still - Capítulo 7


Escrita por: ~ e ~ORival13

Postado
Categorias Arrow, The Flash
Personagens Barry Allen (Flash), Cisco Ramon, Detetive Joe West, Dr. Harrison Wells, Dr. Martin Stein, Eobard Thawne / Flash Reverso, Felicity Smoak, Hartley Rathaway (Flautista - Pied Piper), Helena Bertinelli, Jay Garrick, John Diggle, Laurel Lance, Leonard Snart (Capitão Frio), Mick Rory (Onda Térmica), Moira Queen, Personagens Originais, Quentin Lance, Ray Palmer, Roy Harper (Arsenal)
Tags Arrow, Dc's Legends Of Tomorrow, Gender Bender, Gender Bendering, The Flash
Visualizações 8
Palavras 4.270
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi
Oi
Oi
OI GOSTOSOS E GOSTOSAS!! (Desculpa)
Antes de me trucidarem de cima a baixo, preciso esclarecer que umas coisinhas aconteceram nesses últimos meses, tipo muitas coisas ruins que me deixaram fora do mood pra escrever.
Mas que se dane, aqui estou eu, viva e ligada, trazendo esse capitulo pra vocês!
P.S: desculpem pelos capítulos grandes, mas é que a gente tem que acelerar as coisas aqui, trocadilho não intencional.

~Sofia

Capítulo 7 - The Flash is Born; Parte 2


Fanfic / Fanfiction Running to Stand Still - Capítulo 7 - The Flash is Born; Parte 2

Observo o veículo lentamente passar por mim sem mover um músculo sequer, estava totalmente estática (no sentido da palavra), porém estava mais agitada do que nunca: a eletricidade emanava do meu corpo e debandava-se ao meu redor, porém, parecia inofensiva por atingir o carro de Mardon inúmeras vezes sem afetá-lo. Olho para o outro lado da avenida e vejo dois carros de polícia que mal se moviam por causa da minha percepção de tempo acelerada, voltando meu olhar para o carro de Mardon, pergunto-me umas mil vezes (literalmente) o que deveria fazer: estou diante de um criminoso fugitivo que está à solta faz uns cinco meses, e eu posso pará-lo aqui, agora. Mas por outro lado, estou totalmente insegura quanto às possibilidades, pois posso muito bem falhar e acabar ferida e até mesmo morta, ou ser presa por vigilantismo... Ugh! Tô lidando com uma faca de dois gumes aqui.

Do nada, sou desligada da minha chuva de pensamentos quando meus arredores subitamente voltam a sua velocidade normal e os três carros passam voando por mim, porém, decido não persegui-los, afinal não sei lidar com meus poderes, que foram muito recentemente descobertos, e nem sequer saberia o que fazer caso tentasse. Então deixo os carros passarem direto por mim e continuo a seguir para a casa de Cisco, Mardon vira brutalmente no primeiro cruzamento que vê, e os carros da polícia o seguem, desaparecendo na esquina. Mas em fração de segundos, ouço um estrondo ensurdecedor, seguido de um som de explosão. Alarmada, corro até a fonte do som, e após cair de modo vergonhoso tentando parar, observo catatônica a cena à minha frente:

Ambos os carros da polícia estavam destroçados e em chamas, havia detritos por todo o lado, e algumas pessoas na rua estavam caídas. Um som horripilante tomou minha atenção: um dos policiais havia sido arremessado para fora do veículo, e estava envolto pelas chamas, que lentamente abrasavam seu corpo enquanto o mesmo se contorcia aos gritos no chão, e antes que pudesse fazer algo, seus gritos cessaram, e seu corpo parou de se mexer, já desprovido de vida. Senti meu coração acelerar como louco devido ao choque, não sabia como reagir; não sabia o que fazer; não sabia como ajudar; não consegui fazer nada. Tudo o que fiz foi olhar, olhar para aquele horror, e me enfurecer comigo mesma por saber que aquilo tudo era culpa minha.


Literalmente engoli o choro e acelerei em busca do carro de Mardon, afinal, é o mínimo que posso fazer para consertar o meu erro. Pode ser que eu esteja muito errada em fazer isso, pode ser que eu morra, mas quer saber de uma coisa? Eu não dou a mínima.


Não leva muito tempo para eu avistar o Mustang azul de Mardon, alcanço-o sem dificuldade e sem pensar duas vezes entro no carro ainda em movimento, mas acabo quebrando a janela por causa do meu momentum, o que chama a atenção de Mardon.


- Mas que diabos? – Ele exclama. – Como caralhos você entrou aqui?


Grosso.


Tento acertá-lo, porém aparentemente não consigo mover apenas uma parte do meu corpo em supervelocidade, ou eu não sei fazer isso. Mardon agarra meu braço e me joga na porta, quando olho de volta, ele puxa uma arma da cintura, e infelizmente acho que não sou mais rápida que uma bala. O carro perde o controle e desgoverna por causa da “briga”, o que me dá um tempo pra pensar antes de levar chumbo, porém, não tenho muitas opções, então uso minha velocidade e puxo d’uma vez o volante do carro, arremessando o veículo na pista. Não faço ideia do que deu em mim, mas seja o que Deus quiser.

O carro gira violentamente, fazendo eu e Mardon sermos brutalmente arremessados de nossos assentos, mas consigo usar minha velocidade para sair do Mustang antes que ele atinja o chão. Corro até o canteiro central e caio no mesmo, de onde vejo o carro se espatifar e se arrastar lindamente no chão.


Bingo!


Corro de volta até o carro, mas devido ao ferro retorcido, não consigo ver nenhum sinal de Mardon.


- Muito interessantes suas habilidades, menininha. – Ouço uma voz vinda de trás de mim, me viro e me deparo com Mardon, segurando um bastão brilhante. – Mas você não é a única que sabe usar truques aqui.


O bastão de Mardon começa a emanar uma névoa que em questão de segundos cobre todo o local, penso em correr para tentar dissipá-la, mas temo acabar atingindo alguém ou alguma coisa. Então sinto uma rajada de vento frio cheio de fragmentos (que imagino ser granizo) me atingir pelas costas, o que me faz voar e acabar caindo no canteiro. Contorcendo-me de dor viro e vejo o brilho do bastão de Mardon se aproximar rapidamente de mim ao passo que o ar ao redor de nós esfriava cada vez mais. Rolo para o lado com tudo e com certa dificuldade me levanto, só para ser recebida com mais uma chuva de granizo, que por algum milagre consigo evitar ao correr dali sem rumo e esbarrar no carro.


- Qual é a sua, menininha? Você vai largar do meu pé ou eu vou ter que te matar? – Diz Mardon, claramente desnorteado ao me perder de vista.

- Acho que nós dois sabemos o que eu quero aqui, Mardon, você feriu gente inocente hoje.

- Ah, então você quer dar uma de heroína? Que fofo. Mas deixa eu te contar um segredo, garota...


Antes de terminar a frase, Mardon dispara um relâmpago ensurdecedor na minha direção, ele não me atinge, mas a dispersão da descarga elétrica e a explosão me fazem cair no chão. Enquanto me recuperava vagarosamente do irritante zunido nos meus ouvidos, Mardon vem até mim e se ajoelha ao meu lado, dizendo:


- ... Heróis morrem!


Junto forças e corro dali, mas caio alguns metros depois, ainda desnorteada por causa do trovão. Ergo-me desajeitada, encarando a silhueta do Mago, que fazia o mesmo comigo.


- Só se puder alcançá-los. – Respondo esnobe, pude sentir Mardon enfurecendo daqui. – Acha que pode fazer isso, Mardon?


Sou respondida com uma rajada de ar quente tão forte que fez o Mustang de Mardon voar junto comigo. Seguido de um raio que caiu a uns três metros de mim, e que novamente machucou pacas, eu vou ficar surda.


- Ah, fala sério, você não sabe brincar? – Digo, talvez um pouco mais alto que o normal. – Tá explicado porque ninguém gosta de você.

- Pode ser, mas acho que as pessoas que não sabem brincar do meu jeito. – Ele responde, sério que ele entrou na brincadeira?

- Acho que isso se chama trapacear, Mago do Tempo, as pessoas não gostam de trapaceiros, e criminosos, se é que tem diferença...


Mardon suspira, e uma coluna de raios se forma ao seu redor, o que não é nem um pouco assustador. Caio no chão devido à tontura e observo ele se aproximar lentamente de mim, passo por passo.


- Desculpa, projetinho de Flash, mas eu tô sem paciência pra joguinhos agora. Então já que você não quer dar o fora sozinha...


Mardon é interrompido pelo som de viaturas e um helicóptero se aproximando, coisa que eu mal ouvi por estar meio surda. Ele olha para o lado, provavelmente cogitando suas possibilidades, e então dá meia volta, dissipando os raios. Antes de desaparecer na névoa, ele vira e diz:


- Sortuda


A névoa logo se dissipa e Mardon desaparece de vista, aproveito que recuperei minha visão do local e dou o fora dali o mais rápido possível, afinal, não estou nem um pouco a fim de ser presa. Admito que estou confusa, tanto corpórea e mentalmente, quer dizer, em menos de 48 horas, descobri que estive num coma por dois terços de ano; Daniel tem uma namorada; tenho poderes muito semelhantes (Pra não dizer iguais) ao do meu herói predileto; eu poderia ter impedido a morte de quatro policiais; e acabei de sair de uma luta contra o criminoso mais procurado de Central City. Mesmo com minha recém adquirida super mente, isso é muito pra digerir.


Todos esses pensamentos na cabeça me fazem ignorar uma coisa muito importante:


Estou tonta, muito tonta, minha cabeça dói, sinto meu corpo inteiro pesado, (em especial, minhas pernas) e minha visão está escurecendo. Eu não estou bem, nada bem.


Nota para mim mesma: nunca mais chegar perto de um raio.


Tento seguir reto na pista apesar disso, mas acabo esbarrando em vários carros na avenida devido ao meu atordoamento. “Preciso parar”, penso, mas não consigo nenhum lugar pra poder cair numa avenida cheia de carros e pessoas. Continuo correndo feito um zumbi até chegar num beco fechado, que graças a Deus estava vazio, subo de maneira desastrosa numa escada de incêndio e, recostando-me na grade-corrimão, permito-me desmaiar.


-//-


Acordo com uma forte dor de cabeça, a visão embaçada e uma tontura que mal me permite abrir os olhos, sinto meu corpo fraco e amolecido, e estou tão zonza que mal consigo lembrar-me do que acontecera agora pouco. Sinto uma ardência na minha bochecha esquerda e noto que ela possui um corte. Olho ao redor e percebo que estou deitada num sofá de um apartamento, um não muito grande, mas devidamente arrumado, as luzes estavam apagadas, tendo só a claridade das janelas iluminando o lugar. No entanto, não consigo assimilar o local, então presumo que por algum motivo estou na casa de um desconhecido.


Tento me levantar, mas acabo caindo de volta no sofá por não conseguir me manter em pé, então me contento em ficar sentada ao ouvir passos vindos de outro cômodo.


Sou surpreendida ao se tratar de uma garota, de aparentemente treze ou quatorze anos, que parecia estar num misto de preocupação e vergonha, já que vez ou outra desviava seu olhar consternado de mim para o chão. Porém, o que mais chamava a atenção na garota eram seus longos cabelos loiros, que por algum motivo me lembraram de Daphne, minha antiga amiga no colegial.


- Com licença, garota. – Tomo a palavra para quebrar o silêncio estranho que se formara entre nós. – Onde eu estou?


A garota se encolhe um pouco antes de responder:


- Uhn... e-eu... Eu te achei caída a-ali fora, e-eu n-não sabia o que fazer, e-então te trouxe aqui pra dentro, e-essa é minha casa. – A garota responde, bem tímida.


Começo a me lembrar do que acontecera, e lembro-me de ter desmaiado numa escada de incêndio, provavelmente caí ao lado da casa dela.


- Entendo... – Respondo, esfregando a cabeça. – Qual é seu nome, garota?

- J-Jessica, Jessica Chambers, m-mas as pessoas me chamam de Jesse.

- Jesse então, né? Sou Isabelle, mas as pessoas me chamam de Bella. É um prazer. – Digo estendendo a mão, que Jesse timidamente encara.

- P-prazer. – Jesse aperta minha mão.

- Então, Jesse, você tá sozinha aqui, ou tem alguém com você?

- E-eu t-tô doente, então eu não fui pra escola hoje. E-essa é a casa da minha tia, mas ela não tá agora.

- Entendi. – Levanto-me do sofá e vou até a menor. - Escuta, Jesse, eu tenho que ir pra um lugar agora, então eu agradeço muitíssimo mesmo o que você fez, sério, mas é melhor pra nós duas se eu... Ouch!


Sinto uma forte pontada no estômago e consequentemente sinto meu corpo vibrar por um segundo, Jesse pula pra trás e me encara como se tivesse visto fantasma.


- Moç... B-Bella, V-você...


Procuro o espelho mais próximo e me assusto eu mesma ao notar que as íris dos meus olhos brilhavam, emanando uma luz amarelo-canário idêntica a minha eletricidade, que se tornava um aspecto arrepiante dado a leve falta de luz do lugar. Noto também que meu cabelo se encontrava num tom mais claro, e suas pontas estavam praticamente loiras, mas isso é de menos. Procuro manter a calma e volto-me para Jesse, que ainda estava meio receosa, mas após concentrar-me por um momento, meus olhos voltam ao seu recém-adquirido azul-claro. Outra vez um estranho silêncio assolou a casa.


- Jesse, eu... Eu tenho que ir, obrigada, obrigada mesmo. – Digo, sorrindo de canto.


Afago os cabelos da pequena e sigo até a porta, antes de passar pela mesma, aceno para a menina, que mesmo consternada acena de volta gentilmente. Ao deixar a casa de Jesse, tento usar minha velocidade para sair do prédio mais rapidamente, porém paro forçadamente alguns metros depois ao sentir mais uma pontada no estômago. Após pensar bastante por alguns segundos, chego a uma boba, mas lógica confusão:


Estou com fome.


Casa dos Ramón.


Toc Toc.


Nenhuma resposta.


- Ah não, eu não lutei contra um cara e fiz mil e uma loucuras pra chegar aqui e você não estar em casa. – Digo “furiosa” enquanto devorava um Donut. – Anda, Cisco, apareça!


Toc Toc Toc


Nada


Blam Blam Blam!


- Anda, Cisco, Anda! – Grito enquanto literalmente espancava a porta. – Aparece!

Ainda sem resposta, solto um grunhido de impaciência enquanto engolia a pobre rosquinha quase inteira (estou com uma fome do cão). Pensei em bater uma terceira vez, mas acho que se ele não ouviu das duas primeiras, ele realmente não tá. Suspiro decepcionada e encaro a grande casa branca enquanto tirava mais uma rosquinha da caixa.


Estava para ir embora quando a porta da casa se abre bruscamente, sou pega de surpresa por uma figura sem camisa, com os cabelos molhados cobrindo o rosto, e que obviamente não era Cisco. Ele parecia irritado, porém ao me olhar de cima a baixo sem nenhuma discrição, ele parece ter se “acalmado”, se é que essa é a palavra certa.


- Bom dia. – Diz o homem de modo dramático, claramente tentando me seduzir. - Em que posso ajudá-la, senhorita?


Arqueio as sobrancelhas, surpresa.


- Bom dia, você deve ser o Armando. – Digo o mais cordialmente que posso, ele sorri. – Uhn... O Cisco está?


O sorriso galanteador de Armando se desfaz num segundo.


- Uhn... Sim, ele está. Por favor, entre, eu vou chamá-lo.

- Obrigada.


Entro na espaçosa residência e sento-me educadamente no sofá enquanto Armando sobe as escadas, gritando o nome de Cisco repetidamente. Olhando em volta, percebo que a TV está ligada no canal 52, onde passava uma cobertura dos eventos de hoje mais cedo, e surpreendentemente, um dos focos da reportagem era um certo “misterioso borrão amarelo” que foi visto no local.


Senti meu coração pesar ao lembrar dos policiais que falhei em salvar nesse incidente.


Minha atenção é tomada por Cisco, que se encontrava ao pé da escada, me encarando de boca aberta e mais pálido que a Eveline no frio. Sorrio gentilmente e vou até ele, onde ele me recebe com o mais caloroso bro hug da história.


- Bella? Isabelle Nora Allen é a pessoa que estou abraçando aqui agora? Isso é verídico!

- Sim, Cisco, sou eu mesma. Eu voltei!

- Por Sauron... Eu achei que não ia te ver mais! Eu achei que tínhamos te perdido!


Esse é meu Cisco.


- Me desculpa, mas me acusaram de roubar um raio, e tive que ir ao pós-vida pra devolvê-lo. Mas eu tô aqui agora, e não tenho mais nenhuma dívida com os deuses.

- Bom ver que você ainda é você mesma. – Ele diz, separando-se de mim. – Como se sente?

- Bem, sobre isso... Tem algo com a qual eu queria que você me ajudasse.


Localização Desconhecida.


O local se encontra numa total penumbra, sendo somente visível a luz vinda da mesa de uma figura, que cuidadosamente manuseava os núcleos térmicos roubados pelo Mago do Tempo, ele os manipulava de modo a colocá-los cada um em algum tipo de receptáculo próprio para tais. Mardon adentra o local e caminha ao encontro da figura, que logo percebe a presença de Mardon, e, sem olhar pra ele, toma a palavra:


- Eu não te falei pra chamar a atenção da polícia e não vir mais aqui? – Diz a figura, visivelmente irritada. – O que você quer, afinal?

- Eu tive problemas hoje, cara, eu...

- Eu sei, você matou quatro policiais, enfrentou alguma coisa e quase levou a pior, tava na TV. – A figura interrompe Mardon. – De todo modo, não me interessa, isso é assunto só seu, lide com isso.

- Não te interessa? Isso muda tudo, cara, eu não sei se ela vai voltar atrás de mim, e se ela voltar, pode acabar afetando a todos nós, pode afetar nosso plano. Você tá entendendo a gravidade da situação?

- Eu não acredito que você tá fazendo tanto alarde por causa de um Meta de merda. – A figura fecha os receptáculos e encara Mardon. – Qual eram os poderes dessa pessoa, pra começo de conversa?


Mardon toma uma pausa, e então responde:


- Ela era uma velocista.


Silêncio.


- Entendo. – Responde a figura. – Realmente interessante...

- O que vamos fazer?

- Só continue fazendo seu trabalho, distraindo a polícia, se ela aparecer novamente, ataque-a com tudo que tem, se ela realmente for boa e valer o desafio, então tomarei minhas providências.

- Entendi. – Mardon responde, satisfeito. – Neste caso, já vou indo.


Mardon já ia recolhendo seu equipamento e partindo quando sentiu algo metálico tocando suas costas.


- Espera um pouquinho, Mark, ainda não terminei com você.

- O que é?

- Você acha que eu me esqueci, não é? Mas eu não me esqueci, Mark. Já é a segunda vez que você quebra nosso código de honra, Mark Mardon, e eu realmente estou considerando tomar providências quanto a isso.


Mardon não responde.


- Eu vou te dar uma terceira chance, Mark, mas lembre-se bem disso: se você derrubar mais um corpo, ou machucar intencionalmente algum civil, você está fora, e se você está fora...


Click...


- ...Você está fora.


-//-


Após terminar de mostrar meus logs para Cisco, aguardo quase impacientemente sua reação, querendo propositalmente surpreendê-lo com uma demonstração ao vivo caso ele desacredite.


- E então, Mr. Ramón, qual o seu veredicto? – Digo de modo “classudo”.

- Ooook, Bella – Ele diz naquele tom. – Eu entendo que acordar de um coma deve ser estressante e tudo mais, mas você não acha que isso aqui é um pouco demais não?

- Você não acredita? – Sorrio de canto.


Cisco balança a cabeça negativamente.


- Você tá viajando na maionese até que possa me provar o contrário. – Cisco cruza os braços. – E aí, qual vai ser?

- Awn... – Faço bico, fingindo decepção. - Eu podia jurar que isso era real:


Faço meus olhos brilharem por um instante, deixando um pouco de eletricidade percorrer meu corpo. Cisco quase cai no chão devido à surpresa e me encara como quem viu fantasma.


- ... Estou decepcionada.

- C-como... Como você... Como diabos você fez isso??

- Isso é uma ótima pergunta, Cisco. Uma ótima pergunta que eu quero que você me ajude a responder, por isso eu vim aqui. 


Cisco sorri e vem até mim, me chacoalhando pelos ombros


- Ah, isso é incrível! E assustador! São os dois juntos, que seja! – É impossível não rir do Cisco agora. - Você tem ideia? Tipo, você leva um raio na cabeça, e vira uma super garota relâmpago!

- Eu tenho certeza que esse é um péssimo nome. – Digo rindo.

- Quem liga, mulher? Você tem poderes agora, o nome é o de menos! Tem ideia do quão legal isso pode ser? Você é tipo um raio vivo... Raio... Vivo


Continuo rindo da reação de Cisco, porém ele para por um instante, sua expressão fica séria.


- Espera um segundo, se você realmente tem esses poderes, e esse cortezinho fresco na sua bochecha... Então era você que estava lutando com o Mago do Tempo hoje mais cedo?


Ferrou.


- Bem, sim... – Tento explicar. - Mas é que...

- Você pirou, garota? Você tem ideia de quantas maneiras diferentes você poderia ter virado presunto lá? São tipo, umas quarenta! – Fico surpresa pela súbita mudança de tom de Cisco.

- Cisco...

-... O que você tava pensando? Que só porque tem poderes pode sair dando uma de Flash por aí e...

- Cisco, deixa eu explicar...

-... Você acabou de sair de um coma, Bella, não pode ficar se arris...

- Foi minha culpa!


Cisco para seu chilique e me encara, visivelmente surpreso com minha reação.


- O que quer dizer? O que é “sua culpa”?


Suspiro para me acalmar e continuo:


- Os policiais que morreram hoje, os que o Mardon matou... Foi minha culpa. Eu poderia tê-los salvado; tê-los ajudado, mas não o fiz, não achei que era problema meu pra resolver. Eu só fiquei olhando, e por causa disso eles morreram, por minha causa.

- Bella...

- Por isso fui atrás do Mardon, Cisco, pra tentar consertar isso, consertar meu erro, entende?


Cisco simplesmente me abraça, sem dizer nada. Por algum motivo isso foi muito reconfortante.


- Me desculpa, Bel, eu não...

- Não, tudo bem, Cisco, eu entendo que foi imprudência minha fazer isso sem nenhum treinamento, sem nenhum domínio dos meus poderes, mas é que eu só achei que estava fazendo o certo, entende?


Ficamos assim por um tempo, ambos submersos em nossos próprios pensamentos especialmente Cisco, que parecia reconsiderar duas ideias. Após alguns segundos, Cisco toma a palavra, num tom confiante:


- Eu entendo, Bella, é sério, eu entendo, mas você deveria saber no que isso iria acabar, que não poderia vencer com seu nível de experiência.

- Eu sei, mas...

-... Mas é pra isso que eu estou aqui, não é? – Cisco nos separa e me olha com um sorriso pretensioso. – Pra te ajudar com seus poderes.


Olho para ele surpresa, não imaginava que ele fosse mudar de ideia depois da bronca que levei.


- Cisco... Isso é sério?

- Sim, isso é sério, Bel. Eu não posso impedir você de fazer o que quiser com esses poderes, mas pelo menos posso garantir que você não morra, é o mínimo que posso fazer.


Sorrio feito criança ao ouvir isso, dou mais um rápido abraço em Cisco.


- Cisco, obrigada mesmo, sério.

- Disponha sempre. – Cisco me dá um tapinha nas costas. - Então vai ser assim: saída da cidade, amanhã as dez, o que você acha?

- Pra mim está perfeito!

- Então eu te vejo amanhã, Flash versão beta!


Rio de modo bobo com a frase de Cisco, e já me preparava pra sair quando o mesmo chama minha atenção:


- Ah, quase esqueci, tem mais uma coisa:

- O quê?


“Traga um traje”


-//-


Às nove e meia da manhã, já me preparava para me encontrar com Cisco na saída da cidade para treinarmos, e estaria tudo bem se fosse só isso que me preocupasse nessa manhã, mas infelizmente eu tenho uma coisa martelando minha cabeça desde que acordei:


Sono.


Em minha defesa, isso não foi totalmente culpa minha, já que ontem, quando voltei pra casa depois de ver a Dra. Tracy (e ir cortar o cabelo), tive uma festa de boas-vindas muito bonita e muito bem organizada, ou seja: muita decoração pra tirar depois que a festa acabou. Depois, a pessoa aqui ficou acordada até tarde se atualizando nos acontecimentos dos últimos nove meses, e isso inclui a invasão de parademônios em Maio desse ano (que eu não acredito que eu perdi) e o primeiro trailer de Star Wars VII, que promete ser bom. O meu ponto é que até mesmo com meus poderes, eu estou cansada pacas.

Enfim, Cisco me pediu para arranjar um traje, mas eu não sou do tipo que costura, então fiz meu melhor: um hoodie vermelho, com umas listras amarelas nos braços, umas asinhas também amarelas no capuz e uma máscara (horrivelmente) costurada na parte de dentro do mesmo, uma calça legging igualmente vermelha e um par de All-Star amarelos que eu tinha. Admita, eu arrebentei.


Saio de fininho para não perceberem minha roupagem estranha e assim que estou fora de vista, corro em direção à saída da cidade.


Durante o percurso, observo a cidade e as pessoas nas ruas, fazendo cada um sua rotina do dia-a-dia, uns mais apressados que outros; algumas crianças correndo felizes pela praça; construtores iniciando mais um dia de trabalho em alguns prédios; os vendedores ambulantes gritando no centro comercial, entre tantos outros. Observando toda essa ordem, esse ciclo harmonioso, não consigo parar de me perguntar:


Por que alguém iria querer destruir isso?


Por que destruir desnecessariamente a ordem que tantos se esforçaram tanto pra construir?


Por que...?


Essas perguntas ficaram praticamente presas em minha mente, é algo que eu realmente não entendo, e acho que nunca vou entender (parte do motivo pelo qual estou fazendo isso), porém não acho que exista um motivo ulterior para pessoas como Mardon fazerem o que fazem, e acho que é por isso que eles sempre perdem.


Ao chegar em meu destino, Cisco já me esperava aparentemente a séculos, cheio de tralhas e  com um olhar de desaprovação no rosto:


- Bella Allen, sempre atrasada. – Ele começa. - Sabe, quando eu te pedi um traje, não era exatamente isso que eu tinha em mente...

- Mas foi o melhor que eu consegui arranjar, viva com isso. – Respondo sarcasticamente. – O que são todas essas coisas?

- Fico feliz que perguntou! – Um brilho surge nos olhos de Cisco. – Aqui eu tenho de tudo, um radar medidor de velocidade; um chip de localização pra medir sua distância; um scanner de batimentos e pressão; um termômetro e um monte de outras coisas pra medir e calcular, palavra-chave: kit completo de relação corpo-física de velocista. Todos os dados vão direto pro meu notebook, então não precisa se lembrar de nada.

- Saquei. – Respondo. – Vou chamar essa parafernalha de Cortex, é mais fácil.

- You’re the boss, ma’am. Eu vou preparar minha “parafernalha”...

- Cortex...

- Certo, Eu vou preparar o Cortex, enquanto isso, você coloca esses no seu braço e esses aqui no seu tornozelo.

- Eu vou conseguir correr com isso? – Pergunto ao notar o peso e tamanho dos equipamentos.

- Selo Cisco de aprovação, pode ficar tranquila.

- OK. - Rio

Enquanto Cisco prepara a parte imóvel do Cortex, equipo-me com o medidor de batimentos, que já estava com o termômetro e o chip embutidos. Ao mesmo tempo em que me preparava, pensei no que Cisco disse sobre fazer o que quiser com meus poderes, e senti um leve desconforto ao pensar onde minha vontade e curiosidade poderiam me levar. Porém tenho que ter em mente que é um risco necessário, pois se sou a única que pode fazer isso, então é imperativo que eu o faça, não importa o quanto machuque.


- Tudo pronto? – Cisco pergunta, me tirando dos meus pensamentos.

- Uhn... Sim, todos os sistemas funcionando, estamos prontos para a decolagem, comandante Cisco!


Cisco ri.


“Então Corra, Bella, Corra”


Notas Finais


E aí, curtiram? Acharam legal? Odiaram?
De qualquer modo, manifestem-se, quero saber suas opiniões.
Jesse (num futuro próximo): http://bit.ly/2hoJokt
Fic de Arrow: http://bit.ly/2nxhghC
T-Chau, fofuchos!


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