História Running with the Wolves - em Hiatus - Capítulo 18


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Categorias Teen Wolf
Personagens Derek Hale, Personagens Originais
Tags Depois Do Fim, Derek Hale, Derek X Oc, Liam X Theo, Personagem Original, Pós Finale, Romance, Thiam
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Palavras 6.034
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey lindezas da minha vida!!

Estou de volta com capitulo novo de Running!! (aêêhhhh, até que não demorou tantoooo dessa vez)

Queria agradecer a todo mundo que tem comentado e me incentivado a continuar a fic, saibam que vocês fazem os meus dias mais felizes e me motivam, e muito, pra escrever s2 s2

E vamos que vamos ver como os lobinhos mais salientes de Beacon Hills vão terminar aquela reunião com a alcateia...

Boa leitura!

Capítulo 18 - Sobre amores e amizades


Fanfic / Fanfiction Running with the Wolves - em Hiatus - Capítulo 18 - Sobre amores e amizades

As noites em Beacon Hills tinham ventos gelados e Theo Raeken sabia disso com propriedade. Todos aqueles meses dormindo no carro tinham mostrado que o frio podia ser cruel, mesmo para uma criatura sobrenatural. Ou meio sobrenatural, no caso...

Theo cruzou os braços, se encolhendo na jaqueta jeans, e encarou a entrada da clínica veterinária por alguns instantes. Tinha sido o primeiro a deixar o lugar, vendo que a conversa fluía muito bem sem ele, sentiu-se estranho de estar ali no meio e saiu discretamente.

Sabia que não era bem visto por mais da metade da alcateia de Scott, por mais que tivessem se tornado aliados havia uma grande diferença entre “aliado” e “amigo”, Theo sabia disso.

Pensou que havia superado toda essa coisa de ser aceito, que se bastaria sozinho, mas a verdade é que estava há vários minutos parado ali fora, no frio, ouvindo Crystal Green se entrosar muito bem com a alcateia, mesmo que não desejasse fazer parte do grupo.

Theo se perguntava quanto tempo levaria para que alguém dissesse algo que destruiria totalmente a forma como Crystal o via. Ele sabia que não tinha como aquela coisa de amizade e casa compartilhada continuar quando a garota soubesse de tudo.

Se pegou a imaginar quem contaria primeiro: Malia? Lydia? Stiles? Na verdade, era uma grande surpresa que o próprio Derek Hale ainda não tivesse falado nada.

Era como se Theo já pudesse ver o olhar decepcionado no rosto de Crystal...

Era quase estúpido que estivesse chateado por isso, afinal ele sabia desde o começo que não daria certo.

Crystal era a mocinha e Theo era um vilão, esse tipo de amizade não existia.

Estava parado ali, pensando que talvez fosse melhor se adiantar, pegar suas coisas e dar o fora, quando Liam também deixou a clínica.

Theo observou o beta de Scott se aproximar e parar ao seu lado.

— Então, pra onde você vai agora? — Liam perguntou casualmente.

Theo estranhou aquela amabilidade, podia ter dito a verdade, que estava prestes a recolher suas coisas e voltar a morar no carro, mas era orgulhoso demais para demonstrar qualquer vulnerabilidade.

Preferiu agir como se nada tivesse acontecido, porque, na verdade, ainda não tinha acontecido mesmo.

— Pra casa — respondeu, e percebeu que realmente se sentia em casa na residência de Crystal.

— Casa? — Liam não quis ser rude, mas não pode esconder a surpresa, afinal sabia que Theo morava no próprio carro.

— Eu e a Crystal estamos dividindo a casa. — Theo deu de ombros como se não fosse nada demais.

Só não sei quanto tempo vai durar... pensou, mas não deixou nada disso transparecer se em sua pose de despreocupado.

— Uau, parece que vocês dois estão levando bem a sério essa coisa de “amigos”. — Liam estava surpreso, mas ao mesmo tempo feliz.

Saber que Theo vivia por aí, mesmo sendo uma quimera, preocupava Liam, mais do que ele era capaz de dizer em voz alta.

— Ciúmes? — Theo abriu um sorriso torto que fez o mais novo revirar os olhos.

Sim, Liam tinha sentido ciúmes de Crystal em um primeiro momento, quando a conheceu e viu que ela é Theo estavam se aproximando, mas depois ele se acostumou, viu que não era nada demais.

E depois daquela noite, ao ver Theo chamar alguém de “amigo” pela primeira vez, Liam só conseguia ser grato pela presença de Crystal Green e pelo tanto que ela influenciava Theo positivamente.

Às vezes tudo que precisamos na vida é de um bom amigo.

— Por que eu teria ciúmes de você? Que idiotice... — Liam retrucou no tom passivo-agressivo que sempre usava com Theo. — Eu só ia pedir uma carona, porque, sabe, eu vim com a Malia, mas ela provavelmente vai embora com o Scott agora e...

— Eu levo você. — Theo sequer esperou o fim da frase, e percebeu que aquilo tinha soado mais afoito do que devia.

— Achei que você e a Crystal iam embora juntos. — Liam comentou, apenas para disfarçar o som de seu coração disparado.

Theo pensou naquilo por um instante, e soube que Crystal não se importaria de pegar um Uber, ou ir de carona com alguém. Na verdade, Theo teve certeza que a amiga o esganaria caso ele não agarrasse aquela oportunidade.

Se é que ela ainda vai ser minha amiga quando essa conversa acabar...

— Ela é grandinha, sabe se virar sozinha — declarou, tirando a chave do bolso e seguindo para a caminhonete.

Liam o seguiu de perto, pensado se tinha sido mesmo uma boa ideia propor aquela carona.

Theo apertou o alarme e antes de ir para o lado do motorista se certificou que a porta do passageiro estava mesmo destravada.

Era um ato pratico, só isso, afinal Crystal se encrencava com aquela porta toda vez.

Mas Liam viu o gesto de outra forma, como algo romântico, por isso, quando Theo abriu a porta ele paralisou.

Seu coração disparou como uma bateria enlouquecida e suas pernas ficaram traçadas no chão. Ele não sabia como agir ou o que pensar.

— Precisa de um convite formal? — Theo apontou o interior da caminhonete assim que notou a demora, o sorriso sacana que ele deu fez com que Liam sentisse que tinha acabado de levar um choque e reagisse com violência.

— Não fode! — Ele empurrou o mais velho para trás e assim assumiu o lugar do passageiro, com a cara mais fechada que nunca.

— Tem certeza? — Theo perguntou insinuativo, com um sorriso de canto.

Liam revirou os olhos e puxou a porta tão forte que quase a arrancou fora.

Pronto. Toda a paciência de Theo tinha se esvaído e mesmo que ele ainda tenha sentado no lugar do motorista e dado a partida, tudo que os dois adolescentes fizeram no caminho para a casa de Liam foi discutir como se estivessem em lados opostos de uma guerra.

*-*-*-*-*

Não demorou muito para que Deaton desse aquela reunião como encerrada, era tarde e ele percebeu que os jovens estavam jogando papo fora e não falando de um assunto importante.

Sutilmente, ou talvez nem tão sutilmente assim, ele sugeriu que a turma fosse descansar e foi se despedindo de todos eles. Não tinha mais o pique de um adolescente para ficar acordado até tão tarde...

Derek foi o primeiro a sair, com as mãos dentro dos bolsos da jaqueta de couro e os olhos perdidos no nada. Na verdade, ele nem sabia porque ainda estava ali, já que depois da decisão de Crystal a conversa tinha seguido um rumo bem mais leve, com ela contando um pouco de si mesma e todos eles se conhecendo um pouco melhor, enquanto Derek permaneceu todo o tempo calado no canto.

— Mas, sabe, não é tão ruim assim ser humano. — Ouviu Stiles tagarelar atrás de si, em uma conversa animada com Crystal. — Claro que eu não sou rápido nem me curo como todos eles, também não tenho nenhuma habilidade especial e posso morrer a cada segundo, como daquela vez que fui possuído por um espirito maligno ou erradicado da memória de todo mundo por cavaleiros fantasmas e...

Derek viu os olhos de Crystal, que vinha logo atrás, se arregalarem um pouco mais a cada fato terrível citado.

— Chega, Stiles! Está assustando ela! — Não tinha pensando em interromper daquela maneira tão brusca, mas quando viu já estava feito.

Stiles deu um pulo para trás com o susto, então olhou para Derek com a maior cara de ofendido.

— Nossa desculpa! Não sabia que além de lobo azedo você era super protetor também! — Retrucou, com um sorriso matreiro e Derek teve que conter o instinto de matar o garoto com as próprias mãos.

Mas ao ver Crystal rindo da cena ele simplesmente esqueceu o que queria fazer, foi como se ficasse parado no tempo, em um universo paralelo onde Crystal Green era o centro do seu mundo. Sua Lua, Sol e estrelas...

Quando Derek caiu em si novamente e desviou os olhos da jovem, Scott já tinha se juntando a eles.

— E aí, vamos comer uma pizza? — Stiles convidou, sem olhar para ninguém em particular.

Scott estava pronto para responder quando os olhos dele cruzaram com os de Malia, que saia da clínica veterinária ao lado de Lydia, e ele mudou de ideia.

— Não vai dar... temos umas coisas pra resolver... — Bateu no ombro de Stiles e sorriu na direção da coiote, que sorriu de volta.

— Scott está certo, temos umas coisas pra resolver também... — Lydia se aproximou, passando seu braço ao redor do de Stiles e de repente aquela simples frase tinha mil significados.

Ele tremeu, gaguejou, começou a suar frio e seu coração estava prestes a sair pela boca de tão descontrolado que batia.

— Ah, eu ah... Acho que Crystal precisa de uma carona, não é? — Tentou desconversar e Lydia revirou os olhos.

Eles namoravam há um tempo, mas Stiles ficava apavorado ao pensar em dar o próximo passo, afinal era Lydia, só a remota possibilidade de fazer alguma coisa errada fazia o coração do garoto entrar em colapso. Ele não queria estragar tudo e ter namorado a distância todo aquele tempo tinha ajudado bastante naquele assunto.

— Não se preocupe eu... — Crystal tirou o celular do bolso, prestes a dizer que chamaria um uber, afinal não era nenhuma surpresa que Theo tivesse sumido com Liam, mas Derek agiu mais rápido.

— Eu levo ela — disse tão naturalmente que Crystal ficou com o celular levantando no ar ainda sem saber o que fazer.

Stiles olhou de Derek para Crystal algumas vezes, estreitando os olhos.

— Então tá...  —  Ele concordou lentamente, reprimindo um sorriso, afinal irritar Derek era sempre um risco.

Lydia abriu um sorriso enorme, enquanto praticamente arrastava o namorado para o jipe, ao mesmo tempo que Scott se despedia e seguia com Malia para o outro carro.

— Amanhã de tarde está de pé, certo? — Crystal questionou, enquanto acenava para os quatro.

— Claro, o que podia ser mais legal do que ler os diários de uma pessoa morta? — Malia ironizou dando de ombros e abriu a porta do motorista.

— Malia...! — Lydia repreendeu entredentes, encarando a amiga;

— Sem ofensas! — Malia corrigiu rapidamente e acenou antes de entrar no carro e dar a partida.

Lydia revirou os olhos, mas no fundo já estava tão acostumada com a coiote que nem era surpresa esse tipo de comportamento sem filtro dela.

— Até amanhã, Crystal. — A ruiva acenou também, entrando no jipe ao lado de Stiles, que já estava no banco do motorista.

O jovem deu a partida, mas fez questão de passar bem devagar ao lado de Derek e Crystal, com o vidro aberto, para que pudesse ser visto e ouvido.

— ‘Tô gostando de ver, hein, Derek! — Ergueu o polegar fazendo um “joinha” para o lobisomem e recebendo um rosnado como resposta.

Derek ainda estava observando o jipe sumir na esquina, pensando em todas as formas de matar Stiles, quando se deu conta que ele e Crystal estavam totalmente sozinhos ali.

Virou o rosto na direção da garota e ela o observava em expectativa, os braços cruzados para se proteger do frio e o lábio inferior entre os dentes.

— Então...? — Ela perguntou, esfregando os braços por causa do vento gelado.

Queria muito saber a opinião de Derek sobre a decisão que tinha tomado e era quase incomodo que no meio de toda aquela conversa que tinha rolado dentro da clínica ele tivesse permanecido calado todo o tempo.

Mas tudo que Derek se fez naquele momento, foi se perguntar como aquela garota podia estar sempre tremendo de frio. Era a Califórnia afinal, não o Polo Sul.

Ele tirou a jaqueta de couro e caminhou até ela com passos rápidos, colocando a peça sobre os ombros delicados e tentando não mergulhar nas íris verdes de Crystal, que estavam perto demais naquele instante.

— Gostaria de saber por que você está sempre sem casaco se sabe que morre de frio... — comentou, ainda perto o bastante para se sentir inebriado com o cheiro dela.

Crystal sorriu, o tipo de sorriso que poderia iluminar uma cidade inteira.

— Porque se eu viesse de casaco, você não estaria aqui pertinho de mim me dando a sua jaqueta agora... — respondeu bem-humorada, ciente que Derek estava há menos de um passo de distância. Se ela ficasse na ponta dos pés poderia beijá-lo e era só nisso que conseguia pensar naquele momento.

— Não tem graça. — Derek se afastou irritado, acabando com toda a magia do momento.

Era como se, por mais que ele fugisse, nunca conseguisse se afastar dela... A verdade é que ele não queria se afastar, mas ainda achava que devia.

— Não era pra ser engraçado mesmo. — Crystal respondeu, enquanto Derek caminhava para o carro.

Ele abriu a porta do passageiro por dentro e nada disse, mesmo quando Crystal se sentou ao seu lado. O moreno ficou calado durante parte do caminho, os olhos fixos nas ruas e avenidas, mesmo que não precisasse de metade daquela concentração para dirigir.

Sua mente era bagunça, duvida e conflito; coisas que ele não queria discutir; fatos aos quais ele se agarrava para se manter são; sentimentos que ele não queria aceitar... A decisão de Crystal sobre Scott e a ligação tinham confundido ainda mais as coisas dentro de sua cabeça.

— Então, não vai falar nada? — A jovem foi a primeira a quebrar o silêncio que pairava entre eles.

— Sobre o que? — Se fez de desentendido, acelerando mais o Camaro, com se chegar logo a casa de Crystal pudesse impedir aquela conversa.

— Sobre a minha decisão...  — A garota não desistiu.

Derek respirou fundo, segurou o volante com um pouco mais de força e evitou olhar para Crystal, como se isso pudesse neutralizar o magnetismo que ela exercia nele.

Uma parte de si, sua parte lupina pra ser exato, se encontrava exultante com a negativa da garota em fazer a ligação, mas, ao mesmo tempo, Derek tinha plena ciência do quanto isso era perigoso para Crystal.

— Você foi inconsequente e impulsiva, vai ficar vulnerável sem a ligação. — Ele declarou impaciente, sentindo que as próprias palavras tinham gosto de veneno.

— Talvez... — Crystal não pareceu afetada ou preocupada com as palavras dele. — Mas percebi que não me importo.

— Não se importa?! — Derek repetiu incrédulo, sentindo que o volante quebraria sob seus dedos a qualquer instante. — Você foi atacada na sua própria casa!

Ele nunca tinha achado que Crystal podia ser uma adolescente estúpida até aquele momento.

— Foi por causa do livro que tem no baú, não era pessoal. E mesmo assim, não é motivo pra... — Crystal retrucou jogando as mãos no ar, porém não terminou a frase.

Derek revirou os olhos e tentou não soltar um rosnado.

— Você é muito teimosa! — Acusou, fazendo o carro cantar pneu em umas das curvas.

Crystal não respondeu, ela não queria brigar ou discutir por algo que já estava feito. Assim o silêncio voltou a reinar no Camaro negro por longos e angustiantes segundos.

Derek sentiu que aos poucos toda a raiva esvaía de si, como se a cada respiração seus pulmões se enchessem de paz. Chegou a pensar que tinha algo a ver com o lado Delta de Crystal, mas sem uma ligação para despertar os poderes da garota, isso não era possível... Ou era?

Quando Derek finalmente cedeu ao desejo de olhar para ela por ao menos um segundo, notou que Crystal estava focada na paisagem, mas havia um tanto de tristeza ou decepção no olhar dela.

Se sentiu culpado por ser tão rude e por não se dar ao trabalho de ouvir o lado dela.

— Por que fez aquilo? — Questionou em um tom calmo, enquanto ainda a observava.

— Não parece óbvio? — Crystal também o encarou.

— Eu não quero saber do óbvio, quero saber sua resposta... — Derek incentivou, mas uma parte de si temeu a resposta.

Crystal respirou profundamente, ajeitou a jaqueta de couro que ficava enorme nela e respondeu:

— Eu não estava disposta a me apaixonar por alguém por quem eu não queria me apaixonar...

Derek teve que piscar algumas vezes para entender a frase e acompanhar o raciocínio.

— Mas isso não é exatamente o que se apaixonar significa? — Ele soou um tanto irônico. Não escolhemos por quem nos apaixonar, apenas nos apaixonamos, não é? Não dá pra controlar esse tipo de coisa...

E ele sabia daquela última parte melhor que ninguém. Vinha tentando controlar tudo que sentia naqueles últimos dias e quanto mais tentava mais perto ficava de falhar.

— Você meio que está certo... — Crystal concordou. — Então vou reformular: Eu não estava disposta a me apaixonar pelo Scott, porque já estou apaixonada por outra pessoa.

Um arrepio quente percorreu todo o corpo de Derek e foi quase como se ele pudesse sentir o lobo dentro de si se agitar de orgulho.

Engoliu em seco e tentou desconversar:

— Ter uma conexão emocional com Scott não significa se apaixonar por ele...

— Você realmente acredita no que está dizendo? — Crystal questionou, estreitando as sobrancelhas e Derek teve que desviar o olhar o máximo que podia.

Ele não acreditava, principalmente depois de tudo que Peter tinha dito...

Crystal aceitou o silêncio de Derek como um incentivo para continuar:

— Foi exatamente isso que a ligação significou para nossas mães... A conexão fez com que elas se apaixonassem, está tudo lá nos diários.

A falta de reação do moreno a deixou desconfiada, só uma possibilidade passou pela sua mente...

— Você sabia! — Acusou, se movendo no banco para encará-lo melhor.

— Peter contou. — Derek não viu necessidade em mentir sobre aquele assunto.

— E o que você acha disso? — A jovem perguntou neutra.

Toda aquela história da mãe era um conflito para Crystal. Imaginar que os pais vivam um casamento de fachada era algo que doía em seu coração.

Será que Bart Green sabia?

Será que Eliza era feliz, ou havia uma parte de si que ainda desejava ser Rosalyn Riven? Ela tinha aberto mão do amor de uma vida e isso Crystal não era capaz de entender.

Se Talia e Rosalyn se amavam tanto, porque não ficaram juntas?

Todos mereciam ser felizes, e Crystal não acreditava que era possível ser feliz casada com uma pessoa e amando outra.

— Eu acho que não quero falar disso. — Derek respondeu depois de alguns segundos, na mente dele corriam as mesmas dúvidas.

— É, nem eu... — Crystal concordou e percebeu que tinham acabado de chegar.

Derek parou o carro em frente à casa e os dois ficarem em silêncio por alguns segundos.

— Você devia ter feito a ligação, Crystal, sério. Ser parte de uma alcateia é uma boa coisa. — Derek declarou, mas não havia raiva ou acusação em sua voz daquela vez.

— Mas eu não fiz e não vou fazer. — Crystal reforçou. — Nada contra o Scott, ele e os outros são legais, eu só não o quero como meu alfa...

Os dois cruzaram olhares e Derek passou a mão pela barba, um tanto frustrado.

— Mas ele é o único alfa disponível — argumentou, tentando não perder a paciência ou ser rude.

— Você não tem um alfa ou uma alcateia e está aí muito bem. — Ela apontou com um arzinho superior que no fundo Derek achou engraçado.

— É diferente, Crystal... — Ele tentou explicar, desejando que isso colocasse algum juízo da mente da garota. — Eu sou um ômega, eu ainda tenho minhas habilidades, mesmo sendo um lobo solitário. Você não pode ser uma Delta sem um Alfa.

— Eu não me importo... — Crystal foi ainda mais enfática. — Os contras são bem maiores que os prós. Me apaixonar por ele, destruir o relacionamento que ele tem com a Malia, abrir mão do meu livre arbítrio sentimental e pra quê? Pra ser uma bateria de lobisomens?

Derek acabou rindo do comentário dela, uma risada curta que foi o bastante para fazer o coração de Crystal disparar.

Ele podia ter argumentado que Deltas eram mais que baterias, mas a verdade é que desistiu de fazer a garota mudar de ideia. Se fosse honesto consigo mesmo, ele também não queria que ela fizesse a ligação.

Principalmente quando ela estava olhando daquele jeitinho.

Crystal até teria sustentando o olhar de Derek por mais tempo, porém seu rosto inteiro começou a esquentar e ela desviou os olhos.

— Então... Vamos entrar? — Apontou a casa.

Derek moveu seus olhos de Crystal para a fachada do lugar, lembrando de tudo que tinha acontecido ali não muito tempo atrás.

— Não posso... Tenho umas coisas pra fazer — respondeu, mas claro que era mentira. Ele só não queria se colocar em uma situação que o faria desejar coisas que não podia, e talvez nem devesse, ter.

— Entendi. — Crystal assentiu algumas vezes, mas não ficou feliz com a resposta. — Mas você devia entrar, pra pegar o baú, sabe? Não disse que ia levar pro seu cofre misterioso?

Ela abriu um sorriso vitorioso que fez Derek pensar que a teimosia dela era irritante e ao mesmo tempo adorável.

— Que seja, então... — Ele revirou os olhos e se deu por vencido, descendo do carro e caminhando com Crystal até a casa.

Assim que entraram senhor Bigodes surgiu no topo da escada, desceu cada degrau lentamente, olhou desconfiado para o visitante e sumiu em direção a cozinha.

Crystal achou a atitude do gato engraçada, afinal ele não costumava se comportar daquele jeito com Theo. Não que o felino gostasse do garoto quimera, mas os olhares desconfiados eram apenas para Derek.

Depois de rirem do senhor Bigodes, Crystal e Derek subiram as escadas juntos, cada um preso em seus próprios pensamentos e na lembrança do momento que tinham compartilhado ali.

Enquanto Derek evitava até respirar, para não ceder aos próprios pensamentos e desejos. Crystal entrou no quarto e seguiu direto para o closet, afim de pegar o baú que estava escondido no sótão.

Ela teve que dar meia volta, quando percebeu que era alto demais.

— Ah, eu não alcanço. — Apareceu na porta do closet e apontou pra cima.

— Deixa que eu pego. — Derek se prontificou, entrando no closet junto com ela e encontrando o objeto no sótão sem maiores problemas.

Ele não queria ficar naquele closet mais que o necessário. Tinha algo naquele lugar que mexia muito com ele. Ou melhor, a dona do lugar mexia muito com ele...

— Então, é só isso? — Ele perguntou, mostrando a caixa de madeira para Crystal e ela assentiu, sabendo que já tinha tirado dali as fotos, a carta e a pulseira. — Bom, eu vou indo então...

Derek deixou o closet em passos apressados e Crystal saiu em seguida, fechando a porta do lugar atrás de si.

— Espera... — Ela pediu antes que ele alcançasse o corredor. — Melhor levar sua jaqueta.

Derek voltou alguns passos, observando Crystal tirar sua jaqueta, expondo o vestido claro e sem mangas que usava por baixo.

Crystal estendeu a peça de couro e Derek lhe devolveu o baú para poder vestí-la.

Assim que a jaqueta se acomodou em seu corpo, ele pode sentir o perfume de Crystal lhe invadir as narinas, era uma mistura de odores que não tinha uma descrição exata em palavras, mas que para Derek cheirava a liberdade e paz... Era o mesmo cheiro que sentia enquanto corria livremente pela floresta durante a noite em sua forma lupina.

Era o perfume de tudo que ele queria.

Crystal tinha acabado de pousar o baú na cômoda ao lado, quando os seus olhos encontraram os de Derek, ela não entendeu a intensidade que via neles, mas sentiu todo seu corpo arrepiar.

Foram apenas dois segundos, mas todo um debate mental se passou dentro a cabeça de Derek, sua sanidade acusava seus desejos de serem insanos e inapropriados, apresentava uma lista de argumentos, seus instintos gritam que era certo, só isso, sem lista de argumentos, era certo porque era pra ser...

Qualquer ser-humano comum reconheceria que a sanidade tinha a razão naquela briga, os argumentos eram incontestáveis afinal. Mas Derek Hale não era um ser-humano comum, ele era um lobisomem...

E Lobisomens deviam confiar nos seus instintos.

Ele se aproximou os três passos restantes tão rápido quanto sua velocidade sobre humana permitia e então puxou Crystal pela cintura.

Ela podia ter se assustado quando seu corpo se chocou com o dele de forma quase violenta, mas ao invés disso sorriu. Um sorriso que foi coberto com um beijo...

Não foi doce ou lento, era algo mais físico, descontrolado, como se ao primeiro toque as peles tivessem entrado em combustão.

Derek apertou ainda mais Crystal contra seu corpo, infiltrando os dedos nos fios loiros dela, enquanto podia sentir as mãos delicadas envolverem seu pescoço.

Sem esforço algum Derek ergueu a garota do chão e a colocou sentada na cômoda, fazendo o baú de madeira e alguns outros objetos caírem no chão, mas nenhum deles se importou com isso.

Ele se acomodou entre as pernas dela, puxando o corpo feminino de encontro ao seu uma vez mais.

Crystal desceu as mãos pelos ombros de Derek, tirando a jaqueta de couro com o movimento, sentindo os músculos definidos do braço dele conforme descia o toque.

A jaqueta caiu no chão, ao mesmo tempo em que as mãos firmes dele escorregaram pelas coxas dela.

Crystal sentiu o coração disparar, conforme o toque explorava seu corpo, havia um tanto de medo percorrendo suas veias, mas o desejo de estar com ele era muito maior, de modo que ela quase protestou quando Derek parou de beijar seus lábios.

Mas não houve tempo para sentir falta dos lábios dele, porque no instante seguinte os sentiu em seu pescoço, descendo por sua pele e deixando um rastro quente ali, ao mesmo tempo em que a barba masculina lhe arranhava de leve.

Crystal fechou os olhos para desfrutar do momento, enlaçando a cintura de Derek com suas pernas, sentindo o corpo dele perfeitamente encaixado no dela.

Sua respiração ofegante seguia o ritmo que Derek ditava com seu toque, as mãos fortes causando sensações que a tiravam do ar por alguns segundos e a faziam desejar por muito mais.

Em um lapso de sanidade, Crystal cogitou se era o momento certo para dizer que nunca tinha estado daquele jeito com mais ninguém, mas os beijos que Derek espalhava por sua clavícula faziam as palavras sumirem de sua boca.

Se tinha que entregar seu corpo a alguém pela primeira vez, então definitivamente queria fazer isso com alguém que lhe fizesse sentir daquele jeito. Queria fazer com Derek Hale.

No entanto ele parou de repente, as sobrancelhas franzidas e sua audição lupina capitando algo que Crystal certamente não estava preocupada em ouvir.

— Tem um carro parando na sua garagem... — declarou, se concentrando para reconhecer o cheiro. — Espera. É o Theo?

— Não se preocupa com isso, ele se vira, ele tem a chave... — Crystal segurou o rosto de Derek, tentando puxá-lo de volta para um beijo.

— Por que o Theo tem a chave da sua casa? — O moreno perguntou, se afastando minimamente.

— Porque ele mora aqui... — Ela respondeu, como se fosse a coisa mais simples e natural de todas.

— Você não está falando sério! — Derek pulou para trás tão rápido, que quando Crystal conseguiu reagir ele já estava descendo as escadas.

— Derek, onde você vai?! — Questionou, ajeitando o vestido antes de correr atrás dele.

Theo estava com a cabeça longe, a carona que dera a Liam acabara em uma briga estúpida que tinha começado por um motivo ainda mais estúpido. Ele tinha acabado de colocar os pés dentro de casa, pensando se um dia conseguiria ter uma conversa pacifica com o beta de Scott, quando Derek o jogou contra a parede mais rápido do que os instintos de quimera puderam prever

— Você está fazendo de novo, não é? Acha que a Malia não me contou tudo que você fez com ela e com a alcateia? — Mesmo em meio a um momento de confusão mental, Theo não demorou para entender por quê Derek estava furioso.

No fundo o garoto sabia que cedo ou tarde aquela coisa de dividir a casa com Crystal seria contestada e criticada com alguém. Então era isso, era hora da verdade.

Theo tinha certeza que as coisas mudariam a partir daquele ponto, ele sabia que Crystal não aceitaria seu passado e, por mais que estivesse disposto a respeitar a decisão dela, ele não estava disposto a perder uma briga para Derek. Era orgulhoso demais pra isso.

Os olhos amarelos brilhantes surgiram junto com as garras e presas, ao mesmo tempo em que Derek também assumia a forma de lobisomem.

Crystal estava no meio da escada quando escutou o rosnado e viu o corpo de Theo voar pela sala e quebrar a mesa de centro. Mas o garoto quimera não levou mais que alguns segundos para se recuperar e revidar, tentando atingir Derek com suas garras.

— Parem! O que vocês estão fazendo?! — Ela gritou, mas sua presença sequer foi notada.

Derek partiu pra cima de Theo novamente, e sangue respingou no chão, quando ele acertou o rosto do garoto.

Crystal soube que tinha que impedir aquela briga sem sentido, antes que um dos dois se machucasse gravemente.

Ela não pensou nos riscos, tampouco em como deteria uma quimera e um lobisomem, apenas se enfiou no meio deles, no momento em que Theo cambaleou para trás por causa de um novo golpe.

— Eu falei pra parar! — Ordenou, estendendo as duas mãos para impedir Derek.

Talvez, se Crystal não estivesse de costas para Theo e se Derek não estivesse tão preocupado em rosnar para o garoto, algum dos dois tivesse notado que nesse momento os olhos de Crystal brilharam em um tom de fúcsia.

Derek ainda tinha as presas e as garras de fora quando sentiu que seu coração desacelerou e a adrenalina evaporou de seu sangue.

Voltou a forma humana mesmo sem querer e só então percebeu que Crystal tinhas as duas mãos apoiadas em seu peito.

— Para, por favor... — Ela pediu com olhos assustados.

Derek deu um passo para trás.

— Ele está usando você, escondendo coisas de você — declarou, apontando Theo, que se levantava do chão naquele instante.  

— Do que você está falando? — Crystal questionou dando alguns passos para a direita e alternando o olhar entre os dois rapazes.

Theo se sentiu envergonhado, não dá briga, nunca se envergonharia de uma coisa assim, tinha imaginado Crystal descobrindo a verdade de muitas formas, nas nenhuma era tão humilhante como aquela...

— É claro que você não contou, não é, garoto? Isso destruiria seus planos... — Derek apontou com ironia e agressividade na voz.

Crystal procurou Theo com o olhar e percebeu que ele sequer tentava se defender das acusações.

— Theo foi responsável por quase destruir a alcateia do Scott, ele estava do lado dos Doutores do Medo... — Derek revelou, e só conseguia se perguntar por que ninguém tinha dito a verdade para Crystal antes. — Ele atirou na Malia e a entregou como moeda de troca para uma mãe assassina, fez o Scott e o Stiles brigarem, deixou a Lydia catatônica, manipulou o Liam para matar o Scott...

Theo abaixou a cabeça e passou a mão pelo rosto, onde seus ferimentos cicatrizavam aos poucos, graças ao seu fator elevado de cura. Não teve coragem de olhar nos olhos de Crystal e ver a reação da garota a cada atrocidade que tinha feito.

— Ele é um dos caras maus, Crystal. Ele é perigoso. — Derek terminou encarando a garota e esperando pela decepção nos olhos dela.

Mas não foi isso que ele viu nas íris verdes...

— Ele é meu amigo! — Ela retrucou com certa revolta na voz.

A surpresa no rosto de Theo e Derek era quase a mesma.

— Como é? Você não ouviu o que eu disse? — O moreno perguntou incrédulo.

— Eu ouvi cada palavra. Eu só não me importo. — Crystal foi direta. — Isso é passado, e eu seria uma péssima amiga se julgasse o Theo pelo passado dele. Você nunca cometeu um erro na vida?

Derek não conseguia acreditar que a garota estava defendo Theo. Na verdade, mesmo o próprio Theo não conseguia acreditar...

Nunca tinha sido defendido por ninguém na vida.

— Ele não cometeu um erro, Crystal. Ele é um assassino! — Derek devolveu perdendo a paciência e elevando o tom de voz.

Mas Crystal olhou para Theo por alguns poucos segundos e tudo que ela viu foi um menino perdido, não um assassino.

— Talvez... Mas eu não sou juíza ou jurada, não cabe a mim julgar e condenar... — Ela deu de ombros e pareceu ainda mais calma e segura de si. — Eu não me importo com quem o Theo era quando estava com os Doutores do Medo. Pessoas mudam, é com isso que eu me importo e é nisso que eu acredito.

Derek negou algumas vezes e cruzou os braços, discordando de cada palavra que tinha saído da boca de Crystal.

Mas ela não se deixou intimidar pela postura do moreno, ela não recuou ou abaixou a cabeça.

— Theo é o meu amigo, essa é a casa dele, isso não vai mudar. — Ela deixou claro, usando um tom muito sério, mas ao mesmo tempo apaziguador. — Você não tem que gostar dele, mas você tem que respeitar minhas escolhas.

Derek estava estarrecido com o que tinha acabado de ouvir.

— O que eu tenho que fazer é dar o fora daqui. — Ele revidou, olhando Theo de baixo a cima e passando por Crystal em direção a porta, se ela queria bancar a teimosa ingênua que acredita em qualquer um, o problema era dela. — Eu nem devia ter vindo pra começo de conversa.

Seguiu na direção da porta, enquanto Crystal o encarava com decepção evidente no olhar, embora não tenha, em momento algum, tentado impedir a partida dele.

— Você é mais estúpida do que eu pensei... — Derek declarou antes de bater a porta atrás de si.

Foi como se toda a raiva voltasse para o seu corpo de uma só vez, entrou no Camaro e saiu cantando pneu, sem se preocupar com o que, ou quem, tinha deixado pra trás...

Dentro da casa, Crystal ainda encarava a porta recém batida, seu coração parecia partido em dois.

Theo piscou algumas vezes tentando acreditar no que acabara de acontecer.

Nunca tivera alguém em sua vida que o valorizasse tanto, e, enquanto observava Crystal ele soube que não seria justo fazer ela escolher.

Sabia que ela gostava do Derek, e não queria ficar no meio disso. Não era certo.

E foi estranho pensar em fazer o certo pela primeira vez na vida.

— O que você está fazendo? Va atrás dele, diga que eu vou pegar minhas coisas e ir embora — falou, parando na frente de Crystal e fazendo menção de seguir para a porta.

— Não. — A garota segurou o braço de Theo com delicadeza. — Você é meu amigo e essa é a sua casa, você não vai a lugar nenhum. Se o Derek não gosta, isso é problema dele, não nosso.

Theo encarou a amiga por alguns instantes, tentando encontrar alguma coisa pra dizer que expressasse a importância que aquele gesto tinha pra ele.

Mas como explicar em palavras o que ele mesmo não entendia muito bem? Como colocar em uma ou duas frases a gratidão de se sentir querido, amparado e apoiado pela primeira vez na vida?

Claro que Theo não soube o que dizer, então ele apenas puxou Crystal para um abraço.

— Você é maluca. — Riu para quebrar o clima.

Crystal se afastou dele alguns passos e deu de ombros, como se não fosse nada demais.

— Primeira regra da amizade: amigos primeiro, amores depois. — Ela declarou com um sorriso. — Segunda regra da amizade: Você vai ter que arrumar toda essa bagunça.

Apontou a sala que mais parecia um campo de guerra e Theo fez uma careta.

— Quem inventou essas regras? São péssimas. — Ele debochou e os dois riram.

Contudo, mesmo rindo, era como se faltasse um pedaço no coração de Crystal, ela só conseguia desejar que Derek colocasse a mão na consciência e esfriasse a cabeça. Talvez assim os dois pudessem conversar com mais calma.

— Hey, Crystal? — Theo chamou, enquanto recolhia os cacos de vidro. — Sobre o que eu fiz com a alcateia do Scott...

Sentiu que devia uma explicação para ela, mas foi interrompido antes que tivesse a chance de continuar.

— Você se arrepende? — Crystal perguntou em um tom neutro.

Theo nunca tinha pensado sobre aquilo. Então teve que encarar sua consciência pela primeira vez e ser honesto sobre a resposta.

— Sim... — Assentiu, estranhando a própria certeza.

Se pudesse fazer tudo de novo, faria de um jeito diferente. Seria uma pessoa melhor.

— Então isso é tudo que importa. — Crystal abriu um sorriso compreensivo e foi nesse momento que Theo prometeu a si mesmo que faria melhor daquela vez.

Ele honraria aquela amizade...


Notas Finais


Pra mim Teen Wolf sempre foi uma série sobre amizade acima de tudo, por isso Running também tinha que fazer jus a isso. Claro que eu tô ciente que um dia vocês ainda vão jogar uma bomba aqui em casa por causa dos meu "quase" (quase beijo, quase hot) kkkkkkkkkk mas eu assumo o risco.

Primeira briga feia do nosso OTP... Será que o Derek vai colocar a mão na consciência?

Nos vemos em breve!
Bjss e até!


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