História Running With The Wolves - Capítulo 19


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Categorias Aurora Aksnes, Bangtan Boys (BTS)
Personagens Aurora Aksnes, Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga)
Tags Alasca, Aurora, Bottom!tae, Boyslove, Boyxboy, Jeongguk, Kookv, Lemon, Prince!jk, Taehyung, Taekook, Vkook, Wolves
Visualizações 376
Palavras 3.419
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drabble, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 19 - My Mind Still Fears


Fanfic / Fanfiction Running With The Wolves - Capítulo 19 - My Mind Still Fears

Capítulo XIX


My Mind Still Fears


Era como se o amanhecer tivesse chegado mais cedo. As ruas se encheram e crianças corriam felizes de um lado para o outro sem parar, estava aparentemente tudo bem, tudo correndo normalmente do jeito que deveria ser.

Ao menos lá fora estava assim, dentro do palácio as coisas não estavam tão coloridas, a energia que emanava no local era tensa e cheia de negatividade, todos estavam nervosos e receosos com o sumiço de Taehyung e Jeongguk.

O que acontece é que o rei, como alguém extremamente inteligente, sabia onde o filho estava durante todos aqueles dias e lhe monitorava de forma discreta e sem pistas. Mas desde o dia anterior o mesmo não estava lá, e não se tinha nenhum sinal que dissesse para onde ele havia ido, a única certeza era que o príncipe estava junto de Taehyung, a quem saiu do palácio no começo da noite.

Até mesmo os guardas estavam nervosos, havia muito trabalho a ser feito e pessoas de todos os reinos vizinhos estavam lhe fazendo visitas. O rei não poderia estar mais ocupado como naquela época, uma das piores épocas para algo trágico acontecer. Mesmo que todos ali ainda tivessem um fio de esperança de que o jovem príncipe e Taehyung pudessem ser encontrados bem e com vida, muitos já tinham um pensamento completamente negativo quanto aquilo.

Por mais incrível que aquilo fosse, as reações dessa vez foram totalmente diferentes da primeira, quando o príncipe fugiu sem mais nem menos. Dessa vez as coisas estavam diferentes, dessa vez tinha Taehyung junto.

Não existiam motivos, as coisas no palácio estavam cada vez mais leves por mais que muitas mentiras tivessem sido reveladas a pouco tempo, o príncipe daquela vez parecia estar aos poucos ficando ainda mais a vontade dentro de onde nasceu e se criou, muito diferente de um ano atrás, quando era perceptível seu desconforto em meio a nobreza.

Aurora era a única mais calma dentro do local, sentada em uma poltrona na gigantesca biblioteca pensava em todas as possibilidades existentes, cada possível pista e lembranças da última vez que viu Taehyung na feira.

Ele não era uma pessoa de dar muitas suspeitas sobre as coisas, sempre era discreto e talvez isso se desse por conta de seu passado no vilarejo, as pessoas que moravam lá costumavam ser assim por conta de possíveis invasões ou pessoas ruins. O Kim era alguém diferente e especial, quem quer que já tenha feito algo de ruim para o mesmo era uma pessoa horrível.

Ele sabia como se defender, seu passado difícil estava ali para comprovar este fato. É uma pessoa que mesmo com a aparecia doce e gentil, é capaz de lutar quando corre algum risco, sabe atirar quando é preciso e se defender da forma como deve ser.

No dia anterior o mesmo parecia estar calmo e sereno, mesmo que por dentro estivesse morrendo de saudade do namorado, não havia absolutamente nada de estranho. Isso só fazia com que a mente da princesa Aurora se voltasse para um possível sequestro, mas o estranho era que não havia nenhuma pessoa que pudesse ser considerada suspeita disso, e esse fato acabava por dificultar ainda mais as coisas.

A feira de Scarborough esta ali, e ainda não havia chegado nem na metade do tempo em que ficaria aberta, tinha pessoas de todos os quatro cantos vindo e indo a todo instante e essa era uma das coisas que talvez atrapalhasse ainda mais nas buscas.

E se alguém de algum Reino vizinho tivesse sequestrado os dois?, E se na verdade eles tivessem fugido juntos em um dos navios que deixa o continente todas as manhãs?.

Era muita complicação para algo que aconteceu de modo tão rápido e sem motivos. O pior é que nenhum deles fez nada suspeito antes de sumir, e nem se quer demonstraram medo ao sair do palácio.

Aurora suspirou pesado, com o olhar perdido em meio as milhares de minúsculas letras pintadas em preto no livro amarelado que carregava, seus ombros estavam caídos e seus lábios pálidos eram pressionados com seus próprios dentes, deixando os mesmo ainda mais brancos.

A rainha Jeon Hyemi se fez presente na biblioteca, fechando as portas com delicadeza e arrastando seu longo vestido vermelho pelo brilhante piso de madeira, esbelta e bela como sempre era, se sentou em uma poltrona em frente a da qual Aurora estava. Ela passava a sensação de que nada poderia fazer sua expressão sem vida mudar, seus olhos estavam sem cor, sem a energia positiva que costumavam ter.

Ela ficou um tempo em silêncio, apenas olhando para o chão. Até tomar a coragem que nunca teve para dizer algo:

—Você acha que... Eles fugiram? dessa vez para nunca mais voltar?

A voz de Hyemi era um pouco falha, seu comportamento era embargado como se algo estivesse lhe impedindo de falar, era como se aquela fosse a primeira vez que demonstrasse uma verdadeira preocupação com o filho.

Parecia acuada e com medo.

—V-você acha que eles fugiram?

—Não. — discordou Aurora. — Ao menos eu acho que não — suspirou pesado. — Na verdade, eu não encontro motivos para terem feito isso.

—Mas veja bem — direcionou seus olhos opacas para a jovem princesa. — Jeongguk-ah acabou de descobrir coisas das quais nós nunca tivemos a coragem de lhe contar, nós o protegemos tanto que não percebemos o quanto isso poderia lhe prejudicar.

—Mas alteza, por que fizeram aquilo?

—Por proteção. Achamos que seria algo traumatizante demais para uma criança; saber que seu avô e a irmã adotiva de seu pai haviam sido mortos sem razão aparente — confessou dando uma risada sem graça. — Embora grande parte dessa história tenha sido descoberta a pouco tempo... Hee Sun não sabe o grande risco que correu fugindo do reino, o assassino poderia estar em qualquer lugar e era disso que tínhamos medo.

Ela demonstrava sinceridade, finalmente estava falando a verdade sobre o assunto que ocultou por anos afim de proteger seu filho. Jeongguk nasceu em um berço de ouro, e viveu sua vida inteira sendo coberto pelas asas de pessoas que eram pagas para serem como seus anjos da guarda, pessoas que estavam ali para poupar o mesmo de todas as coisas ruins que o mundo poderia proporcionar, ou que a vida em algum momento lhe traria.

Era como se o matassem por misericórdia, não deixá-lo ver a vida como ela realmente é foi um erro quase fatal.

—Ele ainda pode estar por aí — Aurora alertou com uma expressão séria. — Nós não sabemos, vai ver esse assassino ainda persegue a sua família, temos que dar um jeito nisso o mais rápido possível. Antes que algo muito ruim aconteça, a última coisa que podemos fazer agora é ficar parados vendo o tempo passar e as bombas explodindo em todo o lugar.

Jeon Hyemi arregalou os olhos assustada, por mais incrível que possa parecer ela nunca havia pensando naquela possibilidade. Achou que estivesse tudo quase ótimo quando soube que Hee Sun ainda estava viva e bem, quem quer que fosse o assassino poderia ter ido embora ou morrido no gelo do inverno do Alasca. Haviam muitas alternativas e cada uma parecia ser mais assustadora que a outra, Jeongguk e Taehyung poderiam ter sido raptados por alguém com uma tremenda má intenção, e isso era algo muito horrível, só o pensamento de que seu filho poderia estar sofrendo algum mal naquele momento lhe causava uma aflição sem medida.

—Isso é uma possibilidade, mas eu prefiro achar que eles fugiram?

—Mas por que fariam isso?

—E-eu não sei... por tudo? — soluçou em meio ao desespero. — Eu nunca aceitei o fato de meu filho se deitar com outros homens, nunca lhe dei nenhum apoio como Jongsu foi capaz de dar, e sempre o incentivei a ser alguém que não era na realidade. Ele d-deve achar que sou uma péssima mãe e não posso tirar a sua razão, nunca lhe dei os motivos suficientes para que achasse o contrário.

A alteza chorou silenciosamente, deixando com que as lágrima corressem por suas bochechas rosadas e fizessem contraste com os feixes luz, que passavam por entre os vidros das janelas e refletiam em seus olhos molhados. Alguns soluços saíam por sua boca, e de vez em quando seus ombros tremiam como quando alguém se arrepia nas épocas em que o tempo está gelado.

Aurora observava tudo sem dizer absolutamente nada. Ela precisava daquilo, precisava colocar para fora tudo oque prendia dentro de si e que deixava guardado a muito tempo, no fim tudo aquilo só precisava de um gatilho para explodir e sair de uma vez por todas.

Era triste. Saber que a rainha pensava daquela forma em relação ao oque o filho sentia sobre si, era ainda mais triste saber que as pessoas geralmente precisavam que algo tão trágico acontecesse para que enxergassem o quão mal faziam as outras, era praticamente chorar por um leite que já tinha sido derramado, era lamentar sobre algo que poderia facilmemte ter sido evitado no passado.

Era tudo oque estava acontecendo agora.

Aos poucos seu lamento se cessou, deixando para trás apenas seus rastros molhados e machados de vermelho.

A respiração de Jeon Hyemi se acalmou de modo lento e gradativo, até que estivesse em seu ritmo normal outra vez. Enquanto isso a princesa loira se levantava de sua poltrona e caminhava até as prateleiras repletas de livros, de diversos temas e tamanhos.

—Ele não pensa assim sobre você, alteza.

Aurora comentou calmamente, colocando o livro velho que estava em suas mãos de volta de estante de madeira rústica.

—C-como assim?

—Ele não acha que você seja uma mãe ruim. — repetiu, dessa vez sorrindo gentilmente. — Jeongguk-ah apenas não entende muito bem o motivo que leva a alteza a não aceita-lo como realmente é.

—Não entende?

—Não alteza. Porque por mais que não haja nada de errado em ser como ele é, as pessoas sempre enxergavam coisas ruins nisso, e isso de alguma forma acabava afetando ele de maneiras horríveis e é esse tipo de coisa que faz como que ele seja tão... como posso dizer — estalou os dedos tentando fazer as palavras aparecerem em sua mente. — Reservado? Acho que é essa a palavra que define ele, ou ao menos definia.

—Eu também não entendo — confessou Hyemi. —Acho que eu precisava de algo para abrir mais a minha mente, a primeira fuga dele não foi o suficiente para que eu pudesse ver o quanto estava sendo egoísta ao pensar somente em mim. Ter esquecido dos sentimentos dele foi meu maior erro, acabei por deixar o poder da imagem tomar conta de mim, haviam épocas em que tudo que se passava em minha mente era sobre oque as outras pessoas pensavam sobre mim, e sobre quais atitudes eu deveria tomar sobre. Tudo em minha vida, cada ato que tomei, foi pensado mais mil vezes antes que qualquer coisa fosse feita, e acabei por transferir um pouco desse meu problema para o meu filho, a quem não tem culpa em nada.

—A senhora ao menos tentou perceber o quanto ele melhorou em comportamento depois que conheceu Taehyung?

—Não... — bufou. — Acabei sendo uma tola, deveria ter visto isso antes de tudo acontecer. Eu simplesmente não queria aceitar a felicidade do meu filho, apenas porque ela não era ganha com a forma que eu queria que fosse. Ainda preciso aprender a aceitar isso de forma completa, ao menos agora pude ver o quando os meus sentimentos ruins podem afetar ele de forma negativa. Deveria ter demonstrado respeito desde o início.

—Sim — Aurora suspirou em alívio, ver aquele tipo de progresso nas pessoas era algo ótimo. — Da próxima vez que ver ele, lhe dê um abraço apertado e diga que o ama, e faça o mesmo com Taehyung.

—Vou fazer isso. Das últimas vezes acabei não sendo muito clara... na verdade nem ao menos estava sendo verdadeira em relação a isso antes.

—Mas agora a alteza já aprendeu coisas novas, não é? — sorriu.

—Sim — suspirou ao baixar os ombros, se lembrando da situação onde se encontravam. — Agora só resta Jeongguk-ah aparecer...

—Nós vamos acha-lo, junto de Taehyung. O rei precisa mandar buscas, talvez se dermos uma pausa na feira isso ajude na procura.

—Mas não podemos fazer isso, seria um choque muito grande na econômica e talvez apenas atrapalhasse. Temos que... –

Jeon Hyemi foi interrompida pelo som estrondoso da porta de madeira se abrindo, cerca de sete guardas entraram junto ao rei a duquesa Jiwoo e uma Hee Sun preocupada.

—Temos um comunicado muito importante alteza.

Jiwoo anunciou com uma expressão de aflição em seu belo rosto pálido.

—Uma jovem chamada Im Nayeon veio ao palácio dizendo ter visto e falado com Jeongguk no mesmo dia do sumiço, ao que parece o lugar da conversa foi bem próximo da entrada de Forestville, e tudo isso coincide com o local onde o príncipe estava durante os últimos dias. A garota também nos contou que o príncipe lhe pediu que avisasse a Kim Taehyung para lhe encontrar nas margens do rio Kuskokwim.

—Oh céus. O rio Kuskokwim é um lugar extremamente perigoso, Jongsu, você já mandou algum de seus soldados até o local?

—Sim, e a garota dizia a verdade. Lá foram achados uma bolsa com todos os pertences de Jeongguk, e uma túnica preta que Taehyung costumava usar ao sair. A jovem nos contou que encontrou com Taehyung na feira de Scarborough durante a tarde, lá ela o passou todas as informações. Ele saiu do palácio sem dar suspeitas durante o anoitecer.

—Eu estou tão preocupada, e se algum urso tiver pegado eles? — Hee Sun exclamou chorosa agarrada aos braços do irmão.

—Não há como. Ursos deixariam rastros, existe apenas uma única hipótese para isso...

—O que você acha que aconteceu alteza?

Aurora se pôs em pé ao lado da rainha Jeon, com os olhos arregalados ao mesmo tempo em que tentava manter a calma, afinal, seus amigos poderiam estar correndo grande perigo.

—Alguém os sequestrou.

O rei foi direto, embora lhe doesse demais ter que admitir aquilo. Não foi capaz de proteger seu filho e nem o namorado do mesmo, estava se sentindo um inútil por ter deixado aquilo acontecer. A sua fala havia causado choque nos demais, ao mesmo tempo em que ninguém estava surpreso com tal notícia, era quase óbvio que algo daquele tipo tenha acontecido, não haviam outras alternativas.

—M-meu filho está em grande perigo... guardas já foram convocados para as buscas, farei tudo oque estiver ao meu alcance para acha-los. — anunciou com sua voz grave e trêmula, seus olhos transmitiam um misto de medo e ódio inexplicável. — E eu juro. Juro com tudo que é de mais sagrado que quando acharmos quem fez isso com meu filho e seu namorado, farei essa pessoa pagar da forma mais cruel possível. Quem quer que tenha feito isso com eles, sendo homem ou mulher, velho ou jovem, deverá ser condenado a pena de morte sem mais nem menos.

Terminou de forma fria e raivosa, ninguém mais poderia ir contra suas palavras. A pessoa que estivesse fazendo mal ao seu filho já tinha um destino traçado.

O pior destino possível.

☆☆☆☆

Feixes de luz invadiam o local, saindo das fendas das paredes de madeira e chegando até o chão, embora ainda fosse muito difícil de ver, era possível enxergar a poeira flutuando através da luz.

Taehyung sentia dores por todo o corpo, não sabia onde estava e nem como havia ido parar naquele lugar, não fazia ideia do que estava fazendo ali e o por quê.

Queria chamar por alguém. Saber onde Jeongguk estava, mas isso se tornava difícil tendo suas duas mãos amarradas em sua costa. Sua visão ainda estava um pouco descofaca e sua boca ainda estava seca por ter acabado de acordar, a única certeza que tinha era que algo muito errado estava acontecendo.

Olhou ao redor tentando achar algum sinal do namorado, encontrando o mesmo deitado em uma situação ainda pior que a sua, com os pés e mãos amarrados e uma mordaça cobrindo seus lábios de forma grosseira. Tentou chamar pelo o mesmo, mas sua voz parecia não querer sair e seu corpo não parecia lhe obedecer.

De repente, a porta abriu de uma forma tão agressiva que chegou a bater da parede, fazendo com que a maçaneta caísse ao chão em um estrondo agudo e perturbante.

Aquilo era assustador, e fez Taehyung se sobressaltar e respirar ofegante o ar sujo que continha ali.

A silhueta de um homem alto apareceu, o mesmo usava roupas grandes e pretas e botas de neve sem nem mesmo ter um motivo. O homem carregava consigo uma bolsa repleta de ferramentas barulhentas, talvez facas e alicates. Não tinha como especificar.

Mesmo que o quarto estivesse mais iluminado agora, não era possível ver seu rosto por conta da máscara que usava para cobrir seu nariz e lábios.

—Acorde seu idiota — gritou chutando uma das pernas de Jeongguk, o fazendo soltar um grito abafado de dor e Taehyung agonizar ao ver tudo aquilo sem poder fazer nada.

—Não sei porque não joguei você no rio para se afogar e morrer como deveria ter morrido a muito tempo atrás — o desconhecido ameaçou e se abaixou para puxar a mordaça da boca do príncipe com força, fazendo o moreno grunhir pelo ardor forte que se fez presente em seus lábios e ao redor deles.

—Q-quem é você? P-por favor, n-não faça nada de mal a Taehyung, é a única c-coisa que lhe peço. — suplicou.

Sua voz falhava em nervosismo, e o Kim tentava de todas as formas soltar suas mãos para que conseguisse fazer alguma coisa, mas as cordas que o prendiam estavam muito apertadas, era quase impossível tirar aquilo sem a ajuda de uma faca. Tinha que fazer algo antes que se tornasse tarde demais.

Temia pela vida de Jeongguk, até mais do que por sua própria.

—Então quer dizer que você tem compaixão? Ao menos alguém assim nessa família suja e nojenta.

Seus passos pelo local eram pesados, e isso só fazia com que a poeira se espalhasse ainda mais, fazendo o nariz de Taehyung arder e sua respiração ficar difícil. Foi quando percebeu que não usava mais sua túnica, estava apenas com sua camisa suja e um pouco molhada.

—Eu não farei mal algum a ele. Ele não merece pagar pelos erros da sua família — debochou dando risada. — Vocês são nojentos. Não sabem a sensação de enjoo que senti ao ter que presenciar toda aquela cena em frente ao rio ontem a noite, foi quase como um sacrifício.

Aquilo fez Taehyung se sentir mal, se sentir exposto e violado. Seu maior desejo era que os soldados de Forestville os achassem o mais rápido que pudessem, não queria ficar ali por muito tempo, tinha que sair antes que aquele homem colocasse suas próprias palavras em prática.

—P-por que você está fazendo isso? — Jeongguk perguntou rouco e nervoso.

—Porque já não aguento mais perder tudo oque me é precioso para a sua família, aqueles nobres asquerosos só me dão repugnância. Vou fazer com você o mesmo que fiz com Jongin, você e todo o resto dos seus parentes devem ter um fim como o dele.

—O que?

Taehyung exclamou assim que conseguiu algum fio de voz, mas a única resposta que teve foi um pontapé no estômago que o fez se contorcer sem ar.

—Cale-se. Sem mais perguntas, ou então os dois terão um fim lento e doloroso, não vou te poupar só por ser quem é.

O homem pareceu ter tirado a máscara que até então usava, oque fez sua voz soar alta e clara, e Taehyung se arrepiou assim que a ouviu de modo claro. Nunca se esqueceria daquela voz, que por muitas vezes lhe acalmou e foi seu ponto de segurança, jamais confundiria aquela voz com a de mais ninguém.

Não queria acreditar no que estava acontecendo, porém, a confirmação do que temia veio logo em seguida, quando o homem de roupas pretas se virou em sua direção tendo o rosto iluminado pelos feixes de luz do sol que haviam ali.

O rosto pálido pareceu se iluminar, mas dessa vez sem o ar sereno que sempre tinha, era como uma nova versão mais sombria e macabra.

A verdadeira face de um assassino cruel, a quem não tinha piedade de suas vítimas, alguém que por anos se escondeu por debaixo da pele de um cordeiro, se passando por alguém que estava longe de ser.

Taehyung chorou desesperadamente deitado no chão empoeirado, lamentando por si e por todos ao seu redor.

P-pai... — sussurrou em desespero. Não acreditando naquilo que seus olhos estavam vendo com dificuldade.

A vida era realmente cruel.



Notas Finais


Iai? Buahahahaha
Estamos na reta final, sabia? Não posso acreditar que ninguém mesmo suspeitou de Taesub
O próximo capítulo já vai começar a ser escrito e to muito feliz que eu esteja conseguindo terminar mais uma fic aaaaaa espero muito que tenham gostado.
Até a próxima!!


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