História Rupture - Capítulo 3


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Marinette Dupain-Cheng (Ladybug)
Visualizações 53
Palavras 1.953
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite galerinha!!!
Como vocês estão?

Mais um capítulo prontinho pra vocês.
Desculpem não ter postado ontem, mas eu estava morrendo de sono...

Enfim, boa leitura!

Capítulo 3 - Chapter Three


Crawling in my skin
These wounds they will not heal
Fear is how I fall
Confusing what is real
"Crawling – Linkin Park”

 

Chloé a olhava apavorada, sabendo que aquela já não era mais a doce e gentil Marinette, mas sim uma pessoa completamente diferente, mais forte e confiante e, acima de tudo, ela não possuía mais bondade em seu coração. Sobressaltou-se quando a azulada gargalhou e se aproximou mais.

- O que houve Chloé?! Desistiu de suas exigências? Esqueceu como é que se fala? - Parou bruscamente, com uma expressão mista entre a surpresa e o deboche - Não me diga que está com medo?

- N-não se aproxime de mim sua louca! - os olhos da loira estavam arregalados, o horror estampado em sua face. Ela sabia que se a outra assim desejasse, aquele seria o seu fim – A Ladybug e eu somos melhores amigas e ela vai chegar daqui a pouco e acabar com a sua raça! Você vai ver só! - a de preto parou, exalando curiosidade e malícia e olhou no fundo dos olhos da loira.

- Oh! Não me diga que ainda espera que eu te salve depois de tudo que você me fez? Acha mesmo que depois de me maltratar, me humilhar e me tratar como se fosse uma inútil, Ladybug ainda vai aparecer para te salvar? Não, nunca mais ela virá por você, porque agora eu me chamo Black Feline.

- É claro que vai. Ela sempre aparece pra me ajudar, porque somos amigas e ela me adora. - a loira parecia confiante em sua resposta, o olhar superior retornando ao seu rosto.

- Sério isso, "bonequinha"?! - vendo a dúvida que se formou ao seu redor, acrescentou – O que? Não digam que realmente não haviam notado que eu sou Ladybug? Ou era... Enfim... Vocês são tão tapados assim?

- MENTIRA!!! - A jovem Bougeois se agarrava a esperança de que alguém pudesse aparecer para salvá-la, mas para isso, era preciso que ignorasse completamente a ideia de que sua rival era, na realidade, sua heroína - Você não é ela! Não pode ser! - o resto da turma apenas observava, mantendo-se apenas como espectadores na sala de aula.

- Tikki, Spots On - A azulada murmurou sombriamente e gargalhou, abrindo os braços e girando 360° quando a transformação se completou diante de todos, revelando seu alter ego – acreditam agora? Acham mesmo que alguém realmente pode aparecer para salvar a senhorita Bourgeois neste momento? - ela gargalhava quando ergueu uma das mãos expondo as garras novamente, mas em alguns segundos curvou-se para frente e quando levantou-se, o brilho avermelhado da transformação a dominou e ela voltou a vestir o couro negro, porém desta vez os brincos de joaninha foram lançados longe, caindo nas mãos de Adrien, juntamente com a Kwami. Ela olhou para as próprias mãos como se estivesse hipnotizada, exibindo surpresa e pavor, piscou algumas vezes e olhou ao redor, para as expressões assustadas dos colegas de classe, tomou impulso e se jogou pela janela da sala.

Enquanto uma parte dos alunos olhava indecisa da loira para a janela estilhaçada, alguns deles correram ver o que havia acontecido, observando a garota pousar suavemente no chão após saltar da janela do 3º andar e continuar correndo em direção ao Rio Sena.

***

Desesperada, sem saber pra onde ir, a garota se viu parada diante de uma mansão abandonada as margens do rio. Não sabia dizer como chegou até ali, por isso não podia voltar.

Grandes lágrimas avermelhadas corriam de seus olhos, deixando uma trilha marcada em sua face. Como aquilo acontecera? Ela fora akumatizada? Não. Não recebeu nenhum contato de Howk Moth, então podia descartar esta possibilidade.

Teria se corrompido? Talvez. Mas o que isso significava? Tikki já havia comentado algo sobre isso uma vez... Levou instintivamente as mãos até os brincos, não os encontrando ali, o que aumentou seu desespero, isso sem contar as vozes constantes em sua cabeça, memórias recentes, além de outras que não sabia que tinha.

 

“Naquele momento o Havsrå, um espírito marinho na forma de um cavalo alado com focinho curto e fino que vinha afundando navios e inundando aldeias na região, controlava as águas revoltas contra ela, impedindo que se aproximasse. A garota precisava terminar a luta o mais rápido possível, pois o portador do Miraculous da destruição já havia sido golpeado diversas vezes e ainda tossia atrás dela, tentando recuperar o fôlego.

Desviou os olhos por um segundo para checar o parceiro e quando olhou novamente para a fera, uma onda imensa já a estava engolindo e nem mesmo teve tempo de bloquear a parede d’água.”

 

Ela ainda sentia os pulmões queimando pelo afogamento quando sua visão voltou a focar o cômodo em que estava naquele momento. Piscou quando seus olhos se turvaram novamente.

 

“- Majestade... – a jovem sentiu a pele se arrepiar sob o quimono quando ouviu a voz grossa a chamando. Ela estava sentada em um trono, os conselheiros a observando fria e metodicamente, esperando apenas por um mínimo deslize para que pudessem destrona-la e coroar um de seus filhos.

Por isso estavam ali naquele momento. Exigiam que ela escolhesse um marido para que houvesse um homem consigo controlando seus passos mais de perto e assim que enviaram a notícia aos reinos vizinhos, os pretendentes começaram a chegar aos montes e mesmo depois de horas ali conhecendo cada um deles, ainda não havia se interessado por nenhum. Eram todos mimados, machistas e fúteis assim como os conselheiros.

Mas o cavalheiro à sua frente era o último deles e não estava nem um pouco animada com suas opções. Ela levantou a cabeça, olhando na direção do rapaz que a aguardava com uma das mãos estendida em sua direção.

Aceitando a mão ofertada, levantou-se e caminharam lentamente de braços dados até a varanda, onde a mesa já estava posta para o chá. Passaram cerca de uma hora ali e a moça se encantava com o modo como o jovem lorde segurava a xícara, ou como a luz do sol refletia nos cabelos negros ou no brilho dos grandes olhos verdes. Na verdade tudo no jovem a fazia lembrar do parceiro felino que a acompanhava na luta contra o crime. Ele a lembrava do rapaz que sempre estava com ela quando precisava, que sempre a protegia e a salvava.

E quando uma leve brisa dos jardins levou o perfume do lorde até ela, teve certeza. E foi por isso ela o escolheu, porque no fundo de sua alma ela sempre soube que era ele, porque dentre todos, ele fora o único que não a subestimara ou a diminuíra. Ela sabia que mesmo sem as máscaras ele a reconheceu, e mesmo sem as máscaras ambos se apoiariam e protegeriam.”

 

Por isso ela sempre o escolheria. Consciente ou inconscientemente, ela sempre o escolheria.

 

"- Ladybug?! - o faraó a olhava atônito - O que faz aqui, oh grande Deusa?

- Não se faça de inocente, Amenófis! Você deseja sacrificar centenas de pessoas apenas para reviver alguém que já não pertence mais a este mundo!

- Desejo apenas trazer de volta minha amada Nefertiti! O que há de errado nisso?

- Ela está morta, não pertence mais a este plano! Melhor do que ninguém, como representante dos deuses você deveria saber disso, Amenófis!

O homem se enfureceu ao ouvir tais palavras.

- Você diz isso pois seu "gato de estimação" ainda está com você. Vocês Deuses não conhecem a dor da perda!

A mulher que vestia a túnica com padrão de joaninha começou a mudar: a máscara dourada na forma do rosto de uma leoa surgiu sobre seus cabelos negros, os olhos antes azuis passaram a ser dourados e a túnica foi tomada pelo tom vermelho sangue com peças de ouro nas alças. Ela levantou a mão e tanto o papiro com as instruções quanto as múmias e o sacrifício humano desapareceram."

 

O grito agudo proferido pelo faraó ainda ecoava em sua mente quando finalmente voltou a si. Quando sua visão começou a se focar novamente, conseguiu distinguir um borrão negro diante de si, assim como as lágrimas que banhavam seu rosto.

- O que faz aqui? Quem é você? Como conseguiu me encontrar?

- Calma Princesa... – ouvir dos lábios dela que não o reconhecia, que realmente não sabia quem era ele doeu no fundo de sua alma. O loiro sorriu entristecido – Sou eu, Chat Noir, Mari... Lembra?

- Quem é Mari? – ela parecia confusa com as mãos na cabeça e olhar assustado. Pelas lágrimas em seu rosto, podia deduzir que estava sentindo dor.

- É você. Seu nome é Marinette, seus amigos a chamam de Mari, mas como eu sou seu gatinho de rua, prefiro te chamar de Princesa – ele fazia um enorme esforço para não desabar naquele momento. As palavras de Tikki ainda ecoando em sua mente.

 

"- Ela me expulsou... Abriu mão do Miraculous...

- O que foi que houve? – Chat Noir havia entrado na sala e a pequenina se virou para ele, agora nas mãos de Alya – Você! É tudo culpa sua!

- O-o que? Como assim, minha culpa?"

 

A de cabelos pretos gargalhou com a explicação do herói.

- Marinette? Princesa? Meu nome é Sekhmet e sou uma deusa. E se, por acaso pertencesse à realeza eu seria a Rainha, jamais a princesa. - desta vez a voz da garota soou grave, totalmente decidida.

 

"- Ela foi obrigada a manter a pose confiante. Por todo esse tempo, todos chegavam com seus problemas e pediam que ela resolvesse, ela se tornou a confidente de todos vocês... Mas ela também tinha sentimentos, ela também sofria, mas mantinha a pose para não preocupar ninguém... Disse que todos já tinham os próprios problemas com que se preocupar, porém vocês não pensavam nos problemas dela, nos sentimentos dela... – a pequenina deixou escapar um soluço enquanto enxugava uma lágrima."

 

O gato sentiu o coração falhar com as palavras da jovem diante de si.

 

"- Tikki.... Eu- - ela não deixou que ele continuasse.

- E VOCÊ! – elevou a voz – Você é o pior de todos! Chegou de mansinho, ouvindo seus problemas, cuidando dela... Mas foi só por um tempo, não é? Logo você chegou com problemas tão complexos que ela não pode resolver... Sabe como ela se sentiu quando concluiu que não seria capaz de te ajudar? – ela fez uma pausa enquanto todos a olhavam atônitos. Ninguém imaginava que uma criaturinha tão pequena e, aparentemente, tão fofa fosse capaz de ser tão cruel – Não, você não sabe. Na verdade, ninguém sabe, porque ninguém se importa – Chat Noir baixou a cabeça, na verdade, as palavras da kwami tinham certo fundamento. Raramente alguém parava para verificar se a azulada estava bem.

 

- O que foi gato? Perdeu a língua diante da leoa? - havia desprezo em sua voz. Observando-a melhor, pode notar que ela já não estava mais vestida como antes. A roupa de couro preto havia sido substituída por um vestido vermelho esvoaçante de tecido leve e transparente. Possuía algumas pintas pretas discretas em toda a sua extensão. Uma espécie de capa preta, do mesmo tecido que a túnica, descia levemente pelas costas, atadas aos ombros da jovem. Um tipo de máscara no formato da face de um leão dourada estava presa no topo da cabeça, os cabelos continuavam negros, com o mesmo corte de aspecto selvagem de antes. Ela estava linda.

 

"- O que eu faço para trazê-la de volta?

- Ninguém pode fazer isso... - ela deixou escapar em voz baixa – Marinette jamais vai voltar – tudo o que saiam agora eram sussurros silenciados pelas lágrimas e os soluços.

- Eu preciso tentar... - e se foi pela janela, seguindo o mesmo caminho que a amiga havia percorrido mais cedo."


Notas Finais


E aí? Gostaram?
O que estão achando da Fic até aqui?

Bem, até breve meu povo!


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