História Rusalka - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Personagens Originais
Tags Bts, Byronismo, Conto, Fluffy, Jeon Jeongguk, Jungkook, Shoujo Romântico, Summer
Visualizações 36
Palavras 630
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Fluffy, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Claridade, Aurora.


Fanfic / Fanfiction Rusalka - Capítulo 1 - Claridade, Aurora.

Você lembra disso? Eu sempre fico emotivo ao recordar destas lembranças já tão distantes, porém jamais lhe esqueço, garotinha. 

A conheci em meio a galhos de uma macieira, o vestido verde-relva contrastando ao teu cabelo quase escuro, se não fossem as madeixas carregando tons de cobre. Lembro que você escondeu-se, tímida e assustada pela minha presença na casa de sua babuska. Eu ri do seu quase desequilíbrio e corri para debaixo da árvore, receando que tu cairias e acabaria por te machucar, no final terias ainda mais medo de mim.

Ainda temerosa, desceu pelo tronco liso apoiando-se nos galhos baixos, a copa exibia as maçãs mais brilhantes e rubras, mas tu preferia as esverdeadas por serem quase insípidas. Reparei que teu vestido possui dois bolsos frontais fundos, em cada um havia duas maçãs: verde e vermelha. A mão pequena os revirou quando já estava sob a firmeza do solo, logo me estendendo um fruto, mesmo os teus olhos que ainda fitavam os vossos pés descalços e sujos de terra com pedacinhos de grama.

— Pegue-a, não está envenenada, senhor— Ciciou avermelhada.

Eu ri naquele momento, a tua timidez não deixava que tua voz soasse mais alta. Apesar de ser um pequeno silvo ao vento, entendi a sua intenção, só fiquei um tanto impressionado com o "Senhor", somente possuo três primaveras a mais do que você.

— Obrigado, confiarei em vossa palavra! — sorri em alacridade, apanhando o presente de sua destra. — Onde está a senhora sua avó? — questiono enquanto limpava a fruta em um pequeno lenço.

— Foi à cidade comprar tecidos e ingredientes para o jantar na companhia de Mitchell Jean-Louloux, um rapazote que ajuda-a com os pomares — Contou enquanto me dava as costas. — O que o senhor faz aqui?

Meus orbes a seguiam, cada passo dado entre pulos pela estrada de pedras rumo às cercas amarelas que separavam o campo de trigo com o de erva-doce. Sorri reparando que não fazia uso de espartilho como as moças do Cais, estas faltavam desmaiar pela falta de ar, fora que suas faces cheias de pó de arroz e ruge as deixavam um tanto envelhecidas, como bonecas manchadas por suas crianças.

Balancei minha cabeça em negação, saindo do torpor que era fitar o balançar de teus fios sobre a luz branda do sol.

— A vossa avó convidou-me para o jantar, sou estudante de alquimia e vim para essas bandas em busca de boticários para novos experimentos. — Expliquei a situação, recebendo em troca a atenção de teus olhos afogueados entre as pupilas negras afiadas.

— Já li sobre alquimia, porém nunca tive a chance de conhecer um alquimista verdadeiro... Quando o senhor tiver um experimento pronto, poderia mostrá-lo a mim?— indagou timidamente, as mãos apertando a camada do vestido solto.

Não sei que estava acontecendo comigo, mas meu coração estava descontrolado em meu peito, seria finalmente o momento que encontrei a minha mais bela flor? 

Você deveria te rir de minha estúpida cara abobalhada, no entanto o teu coração é tão simples e livre que tenho total convicção que jamais o faria em minha frente.

Eu ainda lembro dos dias em que viramos amigos e o meu amor por ti aflorou-se ainda mais intenso em meu peito, talvez tenha lhe escrito cartas, poemas e crônicas ao teu respeito. Você leu tudo e atirou-se em meus braços, tempo depois em que o teu coração já havia dado espaço a mim.

Mesmo o meu sendo teu, o seu eu jamais poderia aceitar, pequeno passarinho. Não me perdoaria em ter a aprisionado. Creio que faltei correr até a lua quando me disseste "sim".

Então, eu sei que te lembras de tudo isso enquanto ainda te jogas em meio as margaridas do campo, dando risadas e sorrisos quando me flagra a mirando, como o fiz anos atrás ao ter me apaixonado por si.


Notas Finais


Aaa, pela segunda vez que eu gosto de algum texto que escrevo

Rusalka é uma lenda russa, não tem muito haver com a história, ok ok

Talvez tenha ficado repetitivo, idk

*Babuska é como uma Matrioska ou como uma avó.

E estou ficando para morrer com o teu próximo cometário, margaridinha amarela.


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