História Russian killer - Bucky Barnes (love of 40) - Capítulo 7


Escrita por:


Capítulo 7 - 07. english accent


english accent

As bombas apenas caiam, a terra era jogada para cima dos soldados, a fumaça não ajudava para uma boa visão e para respirar. Quando encostou no tronco da árvore e respirou fundo percebeu que havia a perdido as balas da arma, haviam apenas duas engatilhadas e uma pistola com dois pentes. 


Ouviu o barulho de aproximação e de galhos quebrando, estava do seu lado, na chance que tivesse ela atiraria. Foi dado mais um passo, e o último para o soldado, o tiro acertou a cabeça fazendo o corpo cair no chão e espatifar os miolos, e logo mais um e mais outro, por fim terminando de atirar em mais dois. 


Deitou no chão coberto de neve e respirou mais fundo ainda, a dor nos ombros e nos pés estava se tornando cada vez mais perceptível. Se levantou quando parou de pensar, largou a arma no chão e olhou os corpos, até um pequeno broche chamou a sua atenção. 


Não era nazista, era o mesmo que seu pai usava no mesmo dia em que saiu para sua viagem e nunca mais voltou, uma estrela de lado vermelha e outro lado preta. Alenna sabia que já havia visto aquele broche a muitos anos. 


Guardou aquele pequeno objeto no bolso da jaqueta e saiu andando pelo caminho que dava ao seu pequeno grupo de homens, havia separado os soldados em grupos fazendo eles começarem a se despertar de aonde eles realmente estavam. 


- A capitã chegou. Senhora o plano ocorreu certo?


Alenna assentiu dispensando ouvir mais perguntas ou respostas, até mesmo elogios que alguns soldados soltaram, se sentou sobre um tronco de árvore e bebeu a água que estava no cantil, acalmou o corpo. 


- Será que vai ser sempre assim? 


Ouviu de um soldado para o outro. 


É pior, não espere que vai melhorar, pois não vai.” 


- Preparem tudo vamos voltar antes se anoitecer. 


Fechou os olhos e saiu para preparar sua bolsa, havia ficado dois dias, longe demais e tempo demais. Acreditava que no começo da madrugada já chegaria pela base inglesa. 




...




Quando sentiu a água quente ser jogada no corpo agradeceu aos céus por terem a criado, era espetacular sentir aquilo, fazia sete dias que não sentia o corpo mais relaxado ou limpo como naquele momento. 


Terminou de secar o corpo e já se pós a colocar o uniforme oficial, de acordo com seu tio os soldados seriam visitados pela realeza, para ser entregue uma pequena medalha de bravura. Idiotice para comprar homens e convence-los a se tornarem formigas trabalhadoras que dariam a paz e a alegria com a sua morte. 


Prendeu bem os cabelos e colocou a boina, junto com um sobretudo para não passar frio, a Inglaterra estava com um clima ruim, frio, gelo, e frio. 


Saiu do lugar e foi direto para a sala do seu comandante e também tio. 


- Olha só como está bem melhor agora. Venha beba comigo antes de irmos. 


- Por que eu tenho que ir? Quero descansar eu estou com o corpo doendo. 


- Só por hoje e agora, pelo oque eu soube querem conhecer a capitã que comandou bravamente os soldados hoje e sempre. 


- Babaquice real. É assim que se chama, aclamar alguém porque usa uma coroa? Qual é, eu tenho três estrelas e faço mais do que sentar em uma cadeira cravejada em pedra dizendo que faço alguma coisa. 


- Eu sei o quão isso é ruim, mas ninguém disse que você não pode ser um pouco afiada como sempre foi. 


Ela encarou o tio e sorriu imaginando o quão seria bom estragar a noite para algumas pessoas. 


- É claro. Esqueci de dizer isso a você, mas se lembra quando Miller ganhou um broche vermelho com preto? 


- Sim, ele havia amado tanto que não tirou para mais nada além de trocar de terno. Mas por que a pergunta? 


- Encontrei isso no corpo dos soldados que matamos hoje. Seja oque for, eles não eram nazistas, e muito menos ingleses. 




O comandante e também tio não falou mais nada, ele pegou o pequeno objeto e segurou na mão. Era feito de ouro. 


- Deixe comigo , irei investigar. 


Alenna assentiu e então saiu ao lado do tio até o pequeno Jip que usavam para se locomover da base. O homem dirigia tranquilamente enquanto a mente da mulher ia para seu soldado que não via a alguns dias. Apenas dois e ela não poderia negar que estava com saudades dele. 


Não demorou nada para o carro parar em frente ao salão de festas real, era decorado em branco com iluminações amarelas e portões em preto, belíssimo. Já dava para se ver as movimentações quando entrou, havia vários homens e algumas mulheres, tanto que uma a serviu com uma taça pequena com bebida. 


Mesmo querendo negar a si, seus olhos procuravam pelo soldado, seus olhos o perseguiam e o encontraram sentado no bar bebendo e conversando com outros homens. 


Nem percebeu quando anunciaram a chegada da tal realeza de tanto que o encarava. Se ela não se engana -se aquela mulher seria a próxima rainha, a noiva do atual príncipe. 


Ela passava acompanhada de seu marido e de seu irmão apertando a mão dos soldados. Até que finalmente Alenna voltou a encarar quem ela quisesse e percebeu que ele fazia o mesmo , os traços do rosto mostravam que não era só ela desconfortável com aquilo. 


- Então você é a mulher que está no comando.


- Sim, eu mesma. 


- Quantos homens já matou?  - o sotaque inglês que o homem ao lado esquerdo, o irmao tinha, era devastador para os ouvidos de Alenna, se lembrou rapidamente quando o pai pagou um professor particular para aprender idiomas. 

- Homens nenhum, fascistas 200. - respondeu não do jeito queria, mas respondeu, tinha paciência pra muita coisa, mas para pessoas como os três a frente não ela não tinha.

Agradeceu quando logo eles já andavam cumprimentando novos soldados. Procurou pelo soldado novamente, ele estava no mesmo lugar, só que agora ele a encarava, olhar correspondido. Sem demora aproximou -se dele aos poucos até parar ao seu lado. 


- Diga que veio me salvar capitã. – caçoou o soldado. 


- Estava esperando isso de meu soldado. Ah não ser que possamos fazer isso juntos. Podemos? 


- Sim, é só me passar detalhes da missão. 


- Duas garrafas de bebidas e nos dois. Que tal?


- Perfeito. 


Antes de saírem dali fugidos, Alenna pegou uma garrafa e Bucky outra, eles beberiam para se aquecer. 


Quando subiram as escadas as escondidas procuraram o primeiro quarto que veriam, com certeza havia um quarto naquele lugar e Alenna o achou. Tirou os casacos e se jogou na cama aproveitando a maciez. 


- Porque não colocam cama como essas pra nós. 


Bucky soltou se jogando ao lado da capitã que apenas o olhava. Talvez o foco não eram as duas garrafas de bebida para Alenna mas sim o soldado. 


Passou a mão sobre o rosto dele e o puxou beijando os lábios como se precisasse grudar neles para sempre e esquecer da merda de vida em que viviam. 


- Isso não é muito certo aqui, não é? 


- Talvez, mas estamos em uma cama maior dessa vez, vamos aproveitar e matar a saudade de dois dias. 


Logo os corpos estavam sem roupa e aproveitando a sensação prazerosa que se davam. 


Alenna nunca se cansaria do soldado, nunca mesmo. 





Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...