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História Russian Roulette. - Capítulo 7


Escrita por: Cronnos_

Notas do Autor


E olha quem voltou! O autor aqui decidiu responder a algumas das possíveis perguntas que podem estar passando por sua mente! Espero que eu tenha esclarecido algo neste capítulo.

Capítulo 7 - Minho;


Fanfic / Fanfiction Russian Roulette. - Capítulo 7 - Minho;

Aparentemente, Félix e Jisung serão recolhidos como prisioneiros no terceiro andar do esconderijo até que o chefe tome uma decisão a respeito, onde há duas opções possíveis: deixá-los ir ou matá-los. Provavelmente, este último é o mais realista — também o mais doloroso.

Félix se via num misto de ansiedade e desespero, como se a qualquer minuto seu coração fosse explodir e se desmantelar totalmente. Por alguns minutos, ele desejou que isso acontecesse. O ruivo estava cansado de ser acusado de algo de que não tem a menor ideia. Ele só queria estar em seu apartamento criando coreografias e estudando para o vestibular. No entanto, o que um jovem simples do subúrbio poderia fazer aprisionado em uma sala? Não importa se o ambiente é agradável e cheira a lavanda, esta não é a sua casa e isso o incomoda. Para dizer a verdade, o quarto em que estão hospedados é muito parecido com o apartamento dele e de Han, como se tivesse sido especialmente projetado para criar uma sensação de familiaridade. Talvez fosse uma ação de solidariedade, mas em todo o caso, não sentia que aquele fosse o seu refúgio. Este era o lugar de onde ele estava fugindo para começo de conversa.

O jovem nunca foi alguém que se adapta rapidamente a situações perigosas como estas e, por isso, nestes últimos tempos, tem ficado muito ansioso. Yongbok não ficaria surpreso se tivesse uma crise em algum momento. 

Porém, desta vez, a pessoa que parecia estar lidando pior com a situação era Han, provavelmente pelo que aconteceu entre eles e Minho. O ruivo acompanhou o relacionamento deles, e eles tinham se tornado cada vez mais íntimos. Félix e seu amigo passavam a maior parte da noite em chamada com o moreno, que ria toda vez que Jisung contava uma piada. Estava sendo difícil para ele, imagine para Han.

Neste ponto, eles não tinham certeza em quem ou no que acreditar, então estavam deitados em suas respectivas camas olhando para o teto. O quarto era principalmente branco, tendo como constrate um tom acinzentado, que se destacava na mobília. As camas estavam lado a lado, e a única coisa que as separava eram cinco pés e cabeceiras estendidas. Ao lado havia um grande espelho e, por baixo, um tapete felpudo e esbranquiçado que cobria todo o chão, que vinha em padrões de quadrados de madeira.

Enquanto Félix estava de cabeça para baixo, deixando os fios de seu cabelo laranja tocarem o chão, Jisung se encontrava em posição fetal, tentando dormir um pouco, mas estava sendo uma missão complicada. Era claro que ele foi afetado e provavelmente pensava em uma maneira de sair de lá. Ao mesmo tempo, o ruivo contava a quantidade de objetos que tinham no lugar, apenas por passa-tempo, tentando fazer sua cabeça funcionar. Ambos estavam acamados, então suas mentes não conseguiam encontrar coerência com nada no momento.

Graças a um favor oferecido por Changbin, receberam a resposta de que eram aproximadamente onze e meia da noite, e levando em consideração que eles haviam pedido a hora há muito tempo, possivelmente já era de madrugada, onde o céu poderia ter uma cor escassa de azul. O homem disse que a partir da meia-noite, seu turno acabaria e logo Minho cuidaria deles, o que de certa forma os intimidava.

Ao mesmo tempo que eles estavam ansiosos para vê-lo novamente, também queriam esmagar seu rosto com socos. Era realmente algo bastante controverso.

E como esperado, ouviram uma chave adentrar na fechadura e destrancar, onde a maçaneta girou e a porta se abriu completamente, mostrando Minho, aparentemente bastante cansado. Era uma característica presente do moreno ter olheiras, mas mesmo assim não era normal tê-las tão profundas. 

O homem ficou parado em frente à porta, ereto, enquanto sua cabeça estava abaixada. Pela primeira vez entre eles havia um clima realmente desagradável e Felix não estava longe de chorar. Porém, surpreendentemente, quem começou a chorar foi Jisung, que saiu da cama irritado, dirigiu-se a Minho, começou a bater forte no seu peito, e de repente, encostou-se nele, abraçando-o com força.

— Por favor… diga que você não nos traiu, Minho. — Jisung abafava sua voz trêmula cada vez mais no peito de Minho, tentando se convencer de que o moreno nunca os havia entregado a morte. — DIGA QUE NÃO ME ENGANOU, LEE MIN-HO!

Minho ouvia atentamente os suspiros de Han, e se aproximou um pouco mais para que pudesse abraçá-lo, acariciando suavemente seus cabelos tingidos de azul. Félix não aguentou, começou a chorar, ainda que mais baixinho.

O mais velho entre eles abaixou a cabeça para que pudesse ficar perto do ouvido de Jisung, e próximo o suficiente ele sussurrou: "Eu não os trai, Hannie".

O azulado quase perdeu todo o ar que ainda tinha e, num gesto rápido, retribuiu o abraço com força, chorando cada vez mais. Mesmo tendo sussurrado, Félix ouviu, e com o coração acelerado juntou-se a eles, nos quais abriram os braços para que o ruivo se posicionasse e todos pudessem ficar juntos. Os dois amigos choravam, exceto Minho, que só estava ali para confortá-los.

Havia sido um dia difícil para os três, e poder ficar juntos e abraçados de novo foi como um sinal de que tudo ficaria bem a partir daí.

— C… como tudo acabou assim, Lino? — Han usou o apelido que dera ao moreno, e isso o fez sorrir, ainda que mentalmente. 

— Quando eu liguei para o Hannie, dizendo para vocês sairem e me encontrar, realmente foi uma armadilha. — Ele contou, segurando-os ainda mais apertado no abraço para que não se afastassem e escutassem bem. — Quando Seungmin veio a minha casa da última vez, onde eu prendi vocês, ele disse que Snake sabia que estávamos ajudando-os, então ele nos pediu para os entregar. Dequela vez, Puppy acabara de descobrir que Jeongin era o espião diretamente infiltrado.

— Então… Jeongin realmente nos traiu. — Félix concluiu de cabeça baixa, e Minho acariciou seus cabelos para confortá-lo. 

— Jeongin é um instrumento importante em nossa gangue, e tem um grande vínculo com o chefe. Mas, eu realmente não sabia que vocês o conheciam do colégio.

— Aparentemente, não o conhecemos tanto assim. — Felix se afastou, encarando  o chão com um olhar desapontado. Seu amigo, que viu isso, olhou para Minho, deixando também o abraço para apoiar o amigo. — Você e o Puppy têm planos de nos tirar daqui?

— Nós temos, mas é muito demorado. — Minho escondeu a camisa encharcada de lágrimas sob a jaqueta de couro, jogando os cabelos para trás e respirando fundo, já que seu coração estava um pouco batido por alguma coisa. — Basicamente, vocês teram que conquistar a confiança do chefe.

Os amigos ergueram o rosto rapidamente e, assustados, perguntaram como isso era possível.

— Esse maluco já deu uma reviravolta na nossa vida, e mesmo assim não confia na gente! O que deveríamos fazer? Tornando-se seus escravos, por acaso? O primeiro passo nós demos, já que estamos presos. — Jisung esbravejou, e Minho queria descobrir a capacidade e o limite da ousadia que aquele jovem do colegial tinha para falar desse jeito.

— Apenas sejam obedientes, deixem o resto comigo. — O moreno falou, encerrando a conversa sobre os planos de fuga. — Querem fazer alguma pergunta? Esta é a hora.

— Onde estamos? — Félix perguntou o básico, e Minho sorriu ladino, como se achasse divertida a confusão dos amigos. — EI, NÃO RIA!

— Vocês estão na minha casa. O famoso "terceiro andar", que nunca deixei passarem. — Ele falou, e os amigos pularam da cama e olharam em volta, procurando alguma semelhança com a mansão de Minho, e encontraram: bom gosto. — Não achavam estranho eu ter uma casa cheia de portas de ferro com senhas?

— Achavámos que você era um lunático obcecado por confidencialidade. — O azulado respondeu, e Félix o repreendeu com um soco no ombro, mas teve que concordar com o amigo.

Minho soltou uma risada gostosa aos ouvidos, fazendo um gesto de 'valeu' e dizendo: "Os de verdade eu sei quem são".

— Certo, minha vez. Quem são as pessoas que estiveram aqui? — Han se ajustou na cama, fazendo com que o moreno sentasse na beirada após sair por alguns minutos, voltando com um retrato, no qual Félix se lembrava de ter visto a primeira vez que foi à casa de Lee. — O que é isso?

— Você se lembra disso, não é, Lix? Já que fuxicou minha casa. — O moreno sorriu minimamente quando Félix ficou sem graça, e o ruivo perguntou como ele descobriu. — Minha casa é cheia de câmeras, não foi difícil ver nas filmagens você mexendo nas minhas coisas. — Ele puxou os amigos para perto, para que ambos pudessem ver o retrato. 

Como Félix reparou anteriormente, lá estava Minho com outras pessoas, todas se abraçando e sorrindo. Para começar, havia o Lee, onde Félix e Jisung mal o reconheciam — visto que ele estava ruivo.

— Calma, o seu cabelo natural é ruivo? —  Jisung ficou surpreso, mas não negou que o mais velho ficou lindo com aquela cor.

— Na verdade, é castanho. — Ele riu baixinho.

— Dou o meu maior apoio se quiser voltar a pintar de laranja. — Han levantou a mão de YongBok no ar para mostrar que os dois concordavam com a ideia, e Lee disse que iria pensar a respeito.

Ao lado, abraçados pelo moreno, estavam outras crianças, todas com um sorriso no rosto. Prestando mais atenção aos traços das pessoas que apareceram, eles foram capazes de encontrar Changbin, Christopher, Seungmin, Jeongin — aparentemente o mais jovem na foto — e o conhecido Snake. Também há outra pessoa, mas esta os amigos não conseguiram identificar.

— Então vocês são todos amigos de infância? — Han perguntou com receio, e Minho acenou com a cabeça. — Como acabaram nesse negócio e ainda devotos a alguém?

— Todos nós temos motivos diferentes para entrar nessa vida, mas não somos realmente devotos do "chefe". Para falar a verdade, o chamamos de Drama Queen. — O mais velho desatou a rir, e os amigos, embora confusos, riram juntos. — Nós nos referimos a ele dessa forma para que os outros pensem que somos como uma seita maluca, e também porque não podemos expor o nome verdadeiro de Snake por aí.

— E quem é este? — Félix apontou para onde o não identificado estava, e Minho franziu a testa, de repente tirando a foto das mãos do ruivo.

— Ele não é importante, ignorem. — O moreno falou repentinamente de foema áspera, e isso não passou despercebido aos amigos.

— Acabamos de nos reconciliar e você já quer esconder algo de nós? — Jisung, apesar de estar com um tom irritado, se encontrava muito chateado. Ele se perguntou por dias se o cara que tinha colocado toda a sua confiança os havia denunciado, e de repente, Minho começa a esconder algo? Han não estava pronto para sofrer novamente. — Pela sua cara, ele não parece ser tão insignificante assim.

— CARALHO, PARE DE ENCHER A PACIÊNCIA! — praguejou, fazendo Felix e até mesmo Han se afastarem assustados. Eles nunca tinham visto Minho tão alterado assim, e era frustrante.

Quando percebeu o que tinha feito, respirou fundo, jogou o cabelo para trás e olhou para eles, baixando a cabeça logo em seguida. O moreno estava paralisado e, aparentemente, havia uma grande história por trás daquela pessoa, cujo Minho fica com raiva só de ser mencionado. Essa seria uma informação que Jisung certamente não deixaria passar.

— Eu sinto muito. — Ele suspirou profundamente. — Eu não posso dizer quem é essa pessoa, me desculpem.

— Tudo bem, Lino! Você não tem que nos contar tudo agora, ok?

— Mas um dia você terá que confiar em nós. — Jisung completou, de uma forma menos dócil que Felix. Mas, mesmo com irritação, isso não o impediu de abraçar Minho. — Boa noite, Lino.

— Boa noite, Hannie e Lix. — Se afastou de Han, tirando um remédio do bolso da jaqueta e entregando a Felix. — É para ansiedade. Não se compara à eficiência de quando é prescrito, mas espero que possa ajudar. 

Como Minho sabia que ele realmente precisava disso? Vá saber!

— Obrigado, Lino! — Ele sorriu, desmanchando nos braços do homem mais velho em despedida.

Quando o moreno foi embora, os amigos se deitaram na cama, um pouco mais calmos para dormir. Félix sentiu seu coração disparar de felicidade e Jisung carregava uma dúvida em sua mente. Ele adoraria se Minho respondesse.


Notas Finais


O coração ficou até mais quentinho em saber que o Minho e o Seungmin não os traíram, não é?


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