História Ryan - Capítulo 7


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Cidade, Cidadegrande, Fugir De Casa, Hamilton, Luta, Milionário, Mykaelhamilton, Nova York, Religião, Ryan, Ryanhamilton, Superação
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Palavras 2.893
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


E aí pessoal! Aproveitem.

Capítulo 7 - Um Ajuda o Outro


Fanfic / Fanfiction Ryan - Capítulo 7 - Um Ajuda o Outro

   Por quê eu estou em uma boa lanchonete com um homem jovem bem vestido que pediu sanduíches e refrigerantes? Acho que é porque era o lugar mais próximo que ele viu quando me encontrou - na verdade nos esbarramos um no outro - e ele me convidou. Aceitei porque ele parece ser uma pessoa boa, pelo que ouvi de Jennifer. Também pelo encontro que tive com ele no meu primeiro dia na cidade - que também foi um esbarro entre os dois -, em que ele me disse para continuar. E também porque temos que aproveitar todos os momentos de comida grátis.
   Nós sentamos, ele viu que eu estava meio tímido, ele é de nível alto e eu... bom, um morador de rua, então ele pediu sanduíches e refrigerantes de guaraná para nós dois. Agora estamos comendo enquanto que ele pensa como começará explicar. Foi o que ele disse:
  - Espera um instante, deixa eu formular como irei explicar tudo.
  Enquanto ele pensa mastigando, eu mordo um pedaço do meu sanduíche e reparo nos seus olhos. Sim, ainda são aqueles olhos verdes (é claro), aqueles olhos tão bonitos, mais verdes que o meu, que até sonhei com eles. Sinto algo, será inveja? Não. É mais para... alguém.. legal.. É estranho, sinto confiança. Me fez até lembrar do meu irmão Milles e meu amigo Diego.
   - Gostou? - Me pergunta sobre o sanduíche.
  - Sim, é bom.
  - Você é aquele jovem daquele dia não é? Na frente do Katsu?
  - Sim, era.
  Mas nem lembrava que o nome era Katsu. 
   - Ah, não sei como fazer isso. 
  Seu jeito de falar me lembra os tantos livro que eu li em casa. E eu acho legal isso. 
  - Pode falar. - Respondo. 
  - Qual é o seu nome mesmo?
  - Ryan.
  - Eu sou Christopher.
  Pensei em dizer que conheci Jennifer e ela me contou sobre ele, mas pra quê dar o trabalho...vamos ver o que ele tem a dizer.
  - Você mora perto aqui?
  - Não... na verdade eu estou sozinho.
  - Ótimo, - Ele diz - precisava ter certeza.
  Acho estranho, mas apenas deixo ele continuar.
  - Mas você tem família? - Ele pergunta.
  - Sim, no interior.
  - Ok, isso dificulta...
  O que será que ele planeja...? Será que devo sair correndo? As aparências enganam. Mas ainda sinto confiança.
  - O que você faz aqui então? Onde você fica?
  É, vou ser obrigado a contar.


 
  Depois de contar minha história e meus motivos ele parece me entender. Mas estranhamente começa e segurar uma risada.
  - Desculpa. - Diz ele - É que pra mim o seu jeito de falar é engraçado.
  - Ah. - Digo não achando nenhuma graça. Ainda bem que minha família não está aqui, se não ele começaria a gargalhar.
  - Desculpa, - Ele repete - o estranho é que não era esse bem o meu plano, mas agora que te conheci eu fiz umas mudanças nele.
  - Que plano?
  - Eu queria adotar uma criança.
  É algo diferente de se ouvir de um homem na idade dele.
  - Por que minha família não me apoiava nessa decisão eu decidi de vez fazer isso, e eu estava indo para um orfanato agora inclusive.
   Cada vez esse cara me surpreende mais, aonde essa história vai terminar?
  - Eu queria uma criança de 3,4 ou 5 anos, mas agora o que eu quero é diferente.
  Se for o que eu imagino acho que ele deve estar maluco. Será que ele quer adotar um adolescente?
   - Ryan, ouça o que eu vou te perguntar. - Meu coração está batendo forte, ele vai me pedir um conselho? - Você aceita ser meu filho de adoção?
  .... O quê!?
  - O quê!? - Digo
  - Isso mesmo, se não quer ser meu filho adotivo?
  Acho que eu devo estar sonhando, devo ter gostado tanto daquelas palavras dele naquele dia que estou até delirando nos sonhos.
  - O quê? É sério? - É o quê consigo dizer. Pior que não é sonho. Se não, não estaria sentindo o gosto do refri na minha boca. Mas paro de beber depois de ter engasgado.
  - Seria algo que eu gostaria de fazer, você é um guerreiro Ryan! Vejo potencial em você. - Ele fez de novo, está me dizendo coisas que me deixam pra cima - Posso te ajudar com seus objetivos, e também posso assustar minha família, mal posso ver a cara deles!
   A cada palavra dita por esse cara, eu gosto mais dele. Mas estou muito assustado, é algo difícil de acreditar, um homem como ele interessado em um garoto como eu. Mais uma vez: será que devo vigor enquanto há tempo? E outra vez também sinto que posso confiar nele. 
  - É sério, eu prometo que você vai ter ótimos estudos, ótimo trabalho e também um ótimo pai... por que há muito tempo eu sonho com um filho. E mesmo você sendo já um rapaz, sei que vamos ter uma ótima relação.
  Mais palavras vindas dele. Parece ser bom demais pra ser verdade, mas é! Assim de repente! Quantos anos será que levarei pra chegar no topo se não aproveitar esse momento? Meu Deus! Acho que vou ter um ataque.
  - Eu vou cuidar de tudo, falar com seus passos, entrar na justiça.. vou até te apresentar uma igreja que tenho certeza que você vai identificar como a que você procura.
  Que homem maravilhoso tenho que dizer. Mas.
  - Você está pedindo pra ser meu pai? Pra que eu seja seu filho? Você percebeu?
  - É claro, eu sei. É você não vai ser arrepender. - Ele sorri.
  Estou cada vez mais nervoso pelo motivo de: provavelmente eu vou aceitar.
  - Qual igreja você está falando? - Engraçado é que foi essa a má pergunta.
  Ele continua a sorrir com seus dentes totalmente brancos, não quis is mais sejam muito amarelos, mas os deles são bonitos de se ver. Dessa vez acho que o que sinto é mesmo inveja.
  - Ryan, você aceita?
  Ai meu Deus. O que eu faço? Digo sim? Por que esse é o meu desejo. Mas é de eu estiver convertendo um erro? E daí? Quando é que vou ter outra chance dessas? Provavelmente nunca. Tenho que tentar.
  - Por favor, diga sim.
  - Ok! - Respondo - Sim, eu aceito.
  -Sério?
  -... sim, mas você vai cumprir o que prometeu, né?
  - Sim, é claro! - Sua felicidade é visível - com seu potencial não tenho dúvida nenhuma que você vai ir longe.
  - Obrigado. - Deixo que meus lábios firme um sorriso também.
  Percebo  que estou muito feliz. Esse homem a minha frente acabou de me amar como se fosse meu pai de verdade! Do jeito que a Bíblia pede (de um modo exagerado é claro). Minha vontade é de levantar e abraçá-lo. Porém acho que isso seria estranho.
  - Aceita mesmo não é? - Christopher pergunta.
  - Sim, eu aceito.
  - Então...
  Ele começa a pensar. E eu também. O que acontece agora? Ele vai me levar pra casa dele? Não faço ideia! O que consigo sentir agora é muito nervosismo, aquele sentimento de expectativa pelo que vai acontecer a seguir.
  - Deixa eu ver. - Ele enquanto pensa.
  Meu Deus, ele poderia muito bem ser um assassino, mas ele me passa tanta confiança. Será que ele mora sozinho? Será que devo fugir enquanto há tempo? Será que devo levantar e abraçá-lo? Não sei. Só não sei.
  - Ok. - Christopher diz - você deixou alguma coisa na casa abandonada ou está tudo nessa mochila?
  Quando termino de beber o refri ele acrescenta:
  - Quer pedir mais alguma coisa?
  - Não, obrigado.
  Mesmo que eu quisesse meu estômago não iria aguentar, acho que acostumei a comer quase nada. Se que se der tudo certo ele vai me levar pra comer sempre? Ele é rico não é?
  - Precisa buscar alguma coisa?
  - Não, está tudo aqui mesmo.
  Acho que estou tremendo.
  - Bom, então vou te levar pro meu apartamento.
  Sim, devo estar tremendo.
  - Vamos?
  Eu vou mesmo dizer isso como se fosse algo normal na nossa situação? Sim eu vou.
  - Ok, vamos. - Levanto devagar com ele - Não vai me matar quando chegar lá, né?
  Ao falar isso em voz alta percebo que o que estou fazendo é loucura, mas não acho que vou me arrepender. Ele apenas sorri. 
  Ele paga os lanches e saímos. Ele caminha na direção que caminhava antes de nos encontrarmos. A tarde está quente com seu sol dando cor diferente as árvores plantadas na calçada. Já vou imaginar qual é a distância que teremos de caminhar quando ele para em frente a um carro prata muito bonito - é óbvio que ele tem um carro e não precisa caminhar quilômetros.
  Ele pega uma chave no bolso e abre a porta e me fala pra entrar. Entro e ele fecha a porta. Nunca andei de carro antes, vai ser minha primeira vez. Ele dá a volta abre a outra porta e senta no banco do motorista fechando a porta.
  - Você pode mesmo me adotar mesmo eu tendo pais? - Pergunto.
  - Sim, mas preciso que seus pais concordem. O que acho que não vai ser nada falso.
  - Com certeza não. - Digo.
  Ele me manda colocar o sinto, liga o carro e começa a dirigir.
  - Você nunca foi a escola hein? - Me pergunta.
  - Não.
  - Certo. Ah, e não se preocupe com isso.
  - Ok.
  - Mas você sabe ler, que eu vi.
  - Sim, - Respondo - Eu gostava de ler os livros lá de casa.
  - Bom. Muito bom.
  - Qual é a igreja que você vai me levar? - Lembrei do que ele disse.
  - Deixemos isso pra depois.
  - Ok.
  Ficamos em silêncio enquanto ele parece pensar em várias coisas. Eu observo os detalhes do carro super chique dele. Parece bastante moderno, tecnológico. Ele dirige calmo, obedecendo tudo, sem fazer nada demais. Ainda bem, se não acho que ficaria no desespero, porque, na minha primeira vez em um carro ele correr seria ruin.
  Logo, chegamos em um prédio alto, ele estaciona o carro em uma vaga e desliga o carro.
  - Chegamos. - Ele diz.
  Ele abre a porta e sigo o exemplo. Porém na hora de sair de dentro eu tropeço e caio de cara no chão.
  Christopher fecha a porta e anda rápido pata me ajudar a levantar.
  - Opa, você está bem?
  - Sim, só estou meio nervoso. - Digo.
  "Ainda estou contra você, não vou deixar você chegar lá!" penso, o que é estranho, deve ser o espírito da cidade que me odeia, porque eu pensaria isso? Mas pode ter certeza que vou continuar Nova York! Se você está me levando ao chão quer dizer que estou no caminho certo. Christopher abre a porta de trás e tira do banco de trás uma caixa de presente, fechando a porta e trancando o carro em seguinte.




  Subimos de elevador até o andar 18 e ele diz que o prédio tem 20 andares de apartamentos. Saímos do elevador e andamos alguns paços até a porta da casa dele. Ele abre e diz para eu entrar. "É sua última chance de correr Ryan." Penso. Como se eu fosse fazer isso.
  Entro e me descubro em um lugar bem bonito e devo dizer bem chique.
  - Sinta-se em casa. - Ele me diz - Porque na verdade é sua casa a partir de agora.
  - Tem certeza? - Não sei porque disse isso.
  - Sim, venha.
  Ele me leva da sala, passando pela cozinha a um corredor onde há quarto portas. Ele vai até a última e a abre.
  - Esse vai ser o seu quarto.
  O quê? Sério? Observo o quarto que é bem bonito, uma cama, criado-mudo, guarda roupas, janela com cortina branca, ventilador de teto e por uma porta aberta vejo até um banheiro.
  - Sério? - Pergunto - Esse vai ser o meu quarto?
  - Sim. - Responde sorrindo.
  Fico sem palavras. Essa cama deve ser muito confortável.
  - Ok. Olha, agora eu preciso tomar um banho e trocar essa roupa. Pode fazer o mesmo. - Diz apontando para o banheiro - Hãã.. use as roupas que você trouxe que depois a gente tira um tempo para comprar roupas novas pra você.
  Acho que hoje é o dia mais estranho da minha vida. Acho não, tenho certeza.
  - Tudo bem. - É o que digo.
  - Fique à vontade. - Diz ele e sai.
  Meu Deus eu vou mesmo poder voltar a tomar banho todos os dias?! Coloco minha mochila no chão - porque está suja para colocá-la na cama - e pego minha toalha de banho, uma camiseta e shorte. Vou até banheiro.
   Depois de aproveitar aquele chuveiro ótimo, me vestir e pentear os cabelos, saio do banheiro para o quarto e timidamente ando devagar até a porta do mesmo. Em outra porta do corredor uma cabeça surge e diz :
  - Há, já terminou? Espera só um instante que vou me vestir. - Como deve ter percebido minha cara de tímido ou assustado ele acrescenta: - Pode ficar aí mesmo, ou lá na sala. Não demoro.
  Gostei muito do quarto, mas vou para a sala. Sento no sofá e espero pensando em como será se esse negócio de pai é filho realmente der certo. Nossa, é estranho. 5 minutos até ele aparecer. Agora com uma roupa mais leve.
  - Quer alguma coisa? - Pergunta.
  - Não obrigado.
  - Certo, então vamos conversar mais.
  Ele vem e senta ao meu lado. Apesar de ele não estar mais formalmente vestido, percebo que ainda me sinto inferior, pois ele é rico e estamos nesse apartamento bonito e moderno. Com essa TV gigante, sofás confortáveis, vídeo game e outras coisas. Consigo então finalmente definir como me sinto: incômodo, intruso. Lá dentro também estou me sentindo seguro e feliz.
  - Como te disse, você vai me ajudar a mostrar pra minha família que eles tem que aceitar minhas decisões sem questionar e ainda dar um susto o neles com o seu tamanho. E você também vai realizar o meu sonho de ser pai adotivo.
  - Sim,tudo bem. 
  - E eu cuido da sua vida profissional, te ajudando no do desejo de ser milionário. E pode ter certeza, você vai conseguir, porque você se esforça. Tenho certeza que vou gostar de ter você como filho. Vamos ser uma ótima dupla. 
  Ele me estende a mão e sem demora eu a aperto.
  - Obrigado. De verdade. Obrigado por me escolher.
  - Agradeça a Deus por cruzar nossos caminhos. - Ele responde ainda sorrindo.
  Sorrio de volta e soltamos as mãos.
  - Realmente temos que sair e comprar coisas novas pra você. - Ele diz - Acho que você não trouxe muitas roupas, não é?
  - Não, porquê era muita coisa pra trazer.
  - Ah, e você está aqui a quanto tempo mesmo?
  -... uma semana e meia mais ou menos.
  - Ok. Seu nome?
  - Ryan Thomson, e o seu? - Fico curioso.
  - Christopher Hamilton.
  Sorrio.
  - Admito que é meio engraçado. Christopher com Remelton.
  - Você acha? Eu já devo ter acostumado.
  - Sim, mas Remilton é legal, eu gostei.
  - Obrigado.
  - Como se escreve?
  - H, a, m, i, l, t, o, n.
  - Ha, diferente do que eu imaginei. Hamilton, bem legal.
  - Você tem quantos anos mesmo? 15 ou 16?
  - 15. Irei completar 16 em outubro. E você?
  - Tenho 25. Completo 26 só em janeiro. - Responde.
  - É, vai dar trabalho fazer você meu filho legal Ryan.
  Demorei um pouco pra entender que o legal dele era referente à justiça.
  - Você acha que seus pais vão dificultar? - Ele pergunta me olhando com seus olhos verdes de preocupação.
  - Não tenho certeza. - Respondo - Acho que um pouco. Me diz, desde quando você quer ser pai?
  Ele dá um sorriso antes de responder. 
  - Desde os 18 anos. É o seguinte, minha razão é essa: no mundo já há tantas pessoas sofrendo, tantas crianças nascendo, então pra quê trazer mais gente ao mundo? Só pra sofrer? Então não pretendo ter filhos do mesmo sangue. Espero que minha futura esposa que eu conhecer me entenda.
  - Hm.
  Não penso muito sobre isso, mas acho que ele tem razão.
  - Não acredito que tive a sorte de encontrar você de novo. - Ele me diz colocando a mão em meu ombro - vai ser muito bom, você vai ver.
  Concordo com a cabeça. 
  - Quer saber?! - Ele fala mais e animado - Vou falar pro sr. Clarke tomar conta de tudo essa semana na Katsu e eu vou cuidar dos assuntos sobre você. 
   Ele se levanta. E pega o celular em cima da mesa. 
  - Vou ligar pra ele e conversar. Pode ligar a TV ou jogar se você quiser. Acho que não vou demorar muito.



   A conversa demora uns 15 minutos e eu fiquei assistindo um filme em um canal de filmes. Até ele vir e dizer:
   - Pronto, tudo certo. Vou descansar hoje e amanhã a gente sai pra fazer um guarda-roupa pra você. Depois eu vejo tudo certinho. Ok? 
  - Ok. - Digo e fico pensando se ele se importaria caso eu pedisse um pedaço de bolo.


Notas Finais


Não esqueça de deixar um comentário.
O próximo capítulo demorará um pouco, mas aguardem!


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