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História S h a m e l e s s - Capítulo 1


Escrita por: e mrsparrilla


Notas do Autor


Olá, pessoinhas! Sejam bem-vindos quem caiu de paraquedas nesta fanfic, minha terceira e segunda SwanQueen. Espero que curtam bastante essa história recheada de comédia, drama e romance. História essa um pouco diferente do que estou acostumada a escrever. Essa fanfic nasceu de um vídeo e uma conversa com uma menina, a qual tenho que agradecer muito por ter se juntado comigo para tornar este enredo real. Essa dedicatória vai sim para a Sara, que aliás, cobrem a ela o trailer rs. Sem mais delongas... boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo 1: Ressaca


Ser atriz sempre foi meu maior sonho. Fama e dinheiro. Posar em frente às câmeras e ser rodeada por mulheres. Isso é o sonho de qualquer pessoa, não? Exceto a parte ruim de sentir o músculo da face duro de tanto sorrir. Por isso que muitos me achavam muito arrogante, tal confirmação vinha pela cara fechada nas fotos. Não era tão difícil assim para eu sorrir. Aliás, com um sorriso desses, por que não sorriria? Mas a dor era insuportável, se ao menos fosse por ter passado horas ajoelhada fazendo oral numa de minhas acompanhantes, aí seria outra história completamente diferente.

Os flashes me cegavam, contudo, meu ego crescia por saber que eu era o centro das atenções àquela noite. A pré estréia de Alex & The List dirigido por Harris Goldberg. Mais uma das comédias românticas de Hollywood, que tinha sido um sucesso até agora.

Minha felicidade não durou muito ao ver uma das convidadas, Lena Headey, posando não muito distante de mim. Eu odiava aquela mulher de tal forma que se eu pudesse, enfiaria uma bala em sua cabeça. E para piorar, ela desfilou em minha frente dando uma piscadinha. Meus olhos de verdes com certeza se tornaram vermelhos pelo ódio que estava sentindo. Era a minha noite e eu não deixaria que aquela vadia estragasse. Então, apenas ignorei respirando fundo para aguentar toda aquela noite ao lado da minha inimiga mortal.

No dia seguinte despertei com uma enorme dor de cabeça, toda ela latejava, eu não deveria ter entornado todas na festa. Ava ronronava baixinho ao meu lado, provavelmente, muito mais cansada que eu. Do que? Aí seria algo que nem eu poderia dizer. Mas, era fofo demais vê-la se espreguiçar esticando as patinhas e depois pular para fora da cama king size. Eu fiz o mesmo, gemendo quando toquei a sola dos pés no piso de madeira de carvalho. Não pude ter nenhuma outra reação a mais ou pensar em fazer algo pela ressaca que sentia, pois, um barulho estridente ecoou pelos meus ouvidos.

─ Argh! Quem pode ser uma hora dessas?

Bufei, xingando em todas as línguas que sabia falar, a pessoa que estava me ligando. Sem muitas delongas peguei o celular que estava virado de tela para baixo no criado mudo, lendo o remetente. Era Marcelia Robbs, minha agente e também, uma grande amiga. Das poucas, eu diria. Porque com fama vem o poder. E o poder lhe traz dor de cabeça com pessoas interesseiras.

─ Eu espero que você tenha um ótimo motivo para estar ligando agora, Marcelia. ─ Fui direta, num tom de poucos amigos.

Puxa, quanta animação em falar comigo. ─ Debochou. ─ Eu tenho sim. Um novo trabalho.

─ Outro? Acabei de sair de um… ─ Dei uma pausa coçando os olhos com a palma da mão. ─ Ok. Qual filme e papel? ─ Perguntei sendo recebida pela animação da ruiva.

Ótimo! O filme é A Vida de Marilyn Monroe, você obviamente irá pegar o papel principal. 

─ Tá bom, e quem seria o diretor? 

Regina Mills, agora, eu preciso ir. Os testes começarão na segunda às sete horas. 

Antes que eu pudesse dizer algo mais, ela desligou na minha cara. Regina Mills. Seu nome não me era estranho. E para confirmar, entrei no safári para matar minha curiosidade. Claro! Por isso eu estava reconhecendo seu nome. A esposa de Lena Headey poderia dirigir um filme estrelado por mim. Seria muita falta de sorte ter que encarar no set a minha concorrente? E se ela tentasse e me roubasse mais uma vez um papel? Fazer a Marilyn Monroe seria incrível, eu amava aquela mulher. E era impossível negar com seus quadros espalhados pela casa. Então, não poderia perder por nada aquela oportunidade.

Deixei meu celular onde ele estava, conseguindo finalmente me levantar. Um pouco tonta e enjoada. Fui em direção ao banheiro da suíte e logo que entrei, acendi as luzes e segui até a pia para escovar os dentes. Ava agora estava deitada bem diante a porta, ainda do lado de fora, ela sabia que ali eu precisava de privacidade e minha pequena respeitava isso, como se entendesse o que era aquilo.

Desci as escadas de roupão com um logo de cisne, referente ao meu sobrenome, era meio que um emblema da família. E eu amava. Logo depois de raposas meu animal favorito era os cisnes, tanto brancos quanto negros. Eram lindos e até que, românticos, apesar de eu não fazer bem o tipo de romance. Somente nas telas. Mas a realidade era outra. Ainda mais envolvendo meu trabalho, a indústria do cinema era bem preconceituosa e de mente fechada, e se eu quisesse me tornar uma das grandes como Angelina Jolie ou Meryl Streep, eu teria que abdicar de muitas coisas. Como, por exemplo, assumir completamente minha sexualidade que só era conhecida pelos mais íntimos.

A fama me dava tudo que eu almejava, desde que eu não tornasse pública minha vida pessoal. Eu sabia desde os seis anos que era "diferente" das outras meninas. Não conseguia sentir sequer uma atração por algum garoto, e meus pais sabiam, porém não concordavam muito com o que para eles era uma escolha. O que não era. O desejo vinha do fundo da minha alma. Mas, eles sempre estiveram comigo e me defendiam caso algum conhecido mais conservador descobrisse meu segredo. E sim, era um segredo e permaneceria por muito tempo. Embora aquilo me tornasse uma pessoa incompleta e infeliz. Era Hollywood. E eu tinha de aceitar todas as condições que me eram impostas. Até mesmo o que vestir, o que falar, quais passos dar. Única pessoa que sabia da minha sexualidade era a Marcelia e eu a fiz fazer um pacto de que não contaria, e lógico que ela aceitou, e ainda me acobertava nas minhas aventuras. Além de me livrar das roubadas que me metia ao namorar certas garotas. Elas queriam ser assumidas, uma responsabilidade e um risco, que eu não poderia assumir ou correr até que encontrasse a mulher certa.

A chaleira apitou avisando que meu chá de hibisco estava pronto, me trazendo de volta a realidade. Um fato sobre mim era que eu amava artigos vintage, então boa parte dos utensílios remetia à época dos anos 50 a 80. Era cada porcelanato bem detalhado, em cores beges e rosa bebê, tão delicados e charmosos. Marcy vivia fazendo piadas quando estava em minha casa. Porque, segundo ela, por fora eu era a maior durona e valentona, mas por dentro era apenas uma garotinha. Claro que ao fim da piada minha mão acidentalmente parava com força em seu braço deixando ambos os locais vermelhos pelo tapa, sendo seguido de um resmungo e risada.

Servi numa das xícaras de porcelana o chá e separei alguns biscoitos me sentando na banqueta atrás do balcão, para tomar meu café. Diferentemente da maioria eu não era chegada ao café preto. Preferia mais chá, principalmente os detox, pelo sabor diversificado e o aroma delicioso. Geralmente meu favorito era hibisco ou maçã. Entretanto, algo chamou minha atenção antes de completar a ação de levar a xícara à boca. A campainha tocou pela segunda vez e eu franzi o cenho um pouco irritada. Era domingo. Quem seria aquela hora importunando?

O barulho da campainha se misturava agora aos latidos de Ava que olhava para a porta da frente animada. Me levantei da banqueta deixando a xícara no pires e me encaminhei até a porta a abrindo. Droga! Que dia era hoje? Eu tinha me esquecido completamente.

─ Acho que viemos numa hora ruim. ─ Minha mãe se pronunciou percorrendo meu corpo com o olhar, notando que eu estava só de roupão. Capaz que ela teria pensado que eu estava com alguém em casa.

─ Não, não vieram. ─ Tratei logo de negar, porém, fui salva do constrangimento por Ava pular no avô dando os seus parabéns.

Eu estava tão ansiosa para a pré estréia que tinha me esquecido que no dia seguinte meus pais viriam de Portland para comemorarmos o aniversário de meu pai. As festas dele quando não ocorriam lá em minha cidade natal, era aqui. Era um acordo para que eu não perdesse nenhuma festa de família. E eles vinham primeiro, logo depois vinha meus irmãos. Mas justo o dia do aniversário eles passavam primeiro ao meu lado para então ocorrer a festa. Eu não entendia porque funcionava assim, mas já era um costume, então nem questionava muito. Contudo, como havia esquecido a data comemorativa, não tinha nem preparado nada para recepcioná-los.

─ Me perdoem, eu esqueci, não tem nada pronto hoje. ─ Falei totalmente sem graça. ─ Mas feliz aniversário, pai. ─ O abracei dando um beijo em seu rosto.

─ Depois de ontem, era de se esperar que esquecesse. ─ Joshua riu me dando um beijo no topo da cabeça ao desvencilharmos do abraço.

─ E por falar nisso, parabéns, filha. Eu amei o filme! Sua atuação como sempre foi impecável. ─ Mary voltou a falar, animada dessa vez. Se tinha alguém que fosse minha fã número um, essa pessoa era minha mãe. Que sempre me incentivou desde nova a fazer teatro, aulas de música e canto. Eu era grata por todo apoio que ela me dava, devia todos os créditos da pessoa que eu era para os meus pais. E minha missão de vida era, justamente, continuar enchendo-os de orgulho.


Notas Finais


Estou aguardando ansiosa pelos comentários de vocês, pode ser críticas desde que sejam construtivas. Ah! Deixei separado para vocês cinco capítulos. Será que posto mais? Hum... agora é com vocês. Beijinhos!


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