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História Sabina. - Capítulo 15


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Capítulo 15 - Ipanema.


Fanfic / Fanfiction Sabina. - Capítulo 15 - Ipanema.

— Não deveria ir pra casa descansar? O jogo hoje foi bem puxado. — perguntei, assim que entrei no carro do Gabriel. 

— Não, relaxa, amanhã é folga. 

— Certo. Vamos na praia mesmo? 

O atacante assentiu. 

Uma música tranquila tocava baixinho no carro, enquanto vez ou outra, Gabriel fazia um comentário sobre o jogo ou algo engraçado que aconteceu com ele. Eu adoro a nossa amizade. Nós temos liberdade para falar sobre todos os assuntos possíveis e isso me deixa extremamente confortável. 

Como eu não morava tão longe assim de Ipanema, rapidamente chegamos lá. Gabriel estacionou em uma vaga na rua e nós dois saímos do carro. Já estava tarde, então o movimento por lá era bem fraco. A pouca iluminação, claro, também ajudava. 

— Eu não posso sair da dieta. — Gabriel lembrou — Mas como você não é atleta, vai nessa. Hoje é por minha conta. 

O centroavante apontou para um quiosque na praia, que para a minha surpresa, ainda estava aberto. 

— Você paga o seu e eu pago o meu. 

— Não. Tá doida é? Eu que te convidei, pô. Senta na cadeira e come. — Gabriel se sentou em uma mesinha e eu me sentei em sua frente. 

Pedi uma porção de batata frita, um refrigerante e um hambúrguer, enquanto o Gabriel pediu somente um suco. 

— Mas então, por que me chamou pra vir aqui do nada? — perguntei, dando uma mordida no meu hambúrguer. 

Gabriel se acomodou na cadeira, tirando o celular do bolso e o colocando em cima da mesa. 

— Sei lá, você anda bem triste ultimamente. Só queria que você se distraísse um pouco. — deu de ombros. 

— Hm. 

— Giorgian não falou comigo hoje. — Gabriel sorriu sem graça, mantendo o olhar fixo em seu copo. 

— Ué, você me trouxe aqui pra me distrair e agora vem com esse papo? — questionei, sorrindo. 

— Pois é. — deu risada — Então 'bora mudar de assunto. 

— Não, tudo bem. Pode falar. Ele continua com raiva? — peguei uma batata e enfiei na boca. 

— Sim. Pior que eu tô fazendo de tudo pra ninguém dentro do clube estranhar, mas tá difícil. A gente era bem próximo e do nada nem bom dia ele me dá. O pessoal tá estranhando, já. 

— E mais alguém do Flamengo tá sabendo disso? 

— Só o Éverton e o Diego, que estavam lá na hora que tudo aconteceu, e depois o Bruno Henrique ficou sabendo. 

Balancei a cabeça. 

— Certo... Mas, mudando de assunto, e você e a Carol? — fiz a minha melhor cara de maliciosa, sorrindo. 

— O que tem? — Gabriel retribuiu o sorriso, mas diferente de mim, o dele era de quem estava sem graça com o assunto. 

— Tão ficando? 

— Tipo isso. 

— Tipo isso, não. Ou é ou não é. 

— Tá... A gente tá ficando. — revirou os olhos — Eu não quero nada sério no momento, cê sabe, aquele rolo com a Rafaella me deu uma canseira. 

Dei risada. 

— Eu não sei de nada. 

— Sabe sim, pô. Para de ser sonsa. — sorriu — O pai dela era totalmente contra e mano, sei lá, não 'tava mais rolando aquele clima. Terminei com ela e tô me sentindo super bem assim, solteiro, apenas curtindo a vida. 

— E o que a Carol pensa de tudo isso? — questionei. 

— Não sei, nunca tivemos essa conversa. Acho que ela não se importa, se não já teria demonstrado. 

Gabriel é assim. Sempre foi. Todo desapegado. 

Apenas balancei a cabeça, conferindo a hora em meu celular. 01:04. 

— Você não presta, Gabriel. Quando essa fase cachorrão vai passar? — brinquei. 

— Só quando eu for campeão e artilheiro da libertadores. — entrou na brincadeira, sorrindo. 

 

                       ••• 

 

Duas da manhã. Estou sentada na areia da praia, enquanto Gabriel resolveu dar um mergulho. 

O céu estava estrelado, sendo acompanhado pelo brilho da lua, que estava cheia. Aquela noite parecia uma verdadeira pintura de Pablo Picasso.

Olhei para o meu celular, vendo que minhas fotos com Giorgian ainda estavam presentes em minha galeria. Eu tenho motivos para apagar, mas decido não o fazer. 

E, estando aqui na praia, foi quase impossível não ter lembranças vivas dentro de mim ressurgindo.  

 

             Flashback on. 

 

— E desde quando você é do tipo romântico que leva a amada para presenciar um pôr do sol, na beira da praia, com direito a um piquenique? 

Com seus olhos castanhos e um sorriso pequeno nos lábios, Giorgian se virou para mim, mantendo seu olhar fixo em meus lábios.

— Eu sempre fui um don juan! — brincou. 

Balancei os ombros.

— Você finge que me engana e eu finjo que acredito. — entrei na brincadeira.

Estamos sentados na praia de Ipanema, em uma das folgas de Giorgian e poucas horas antes de eu ir trabalhar – ele me prometeu que me daria uma carona até lá – e tudo o que fazíamos era tomar chocolate quente e comer sanduíches. Sim, uma mistura um tanto quanto estranha, mas que Giorgian gostava e me convencera a provar. E eu até que gostei. 

O meio-campista mantinha toda a sua atenção inclinada ao barulho que as ondas faziam quando se aproximavam da terra, fechando um pouco os olhos para focar na pequena luz de sol que surgia sob o mar. Distraído, pegou uma das garrafas com chocolate quente e bebeu, ainda observando a obra de arte feito pela natureza. 

Feito só para nós dois. 

Eu gostava de pensar assim. 

Nós nunca reparamos o suficiente na luz do sol, no brilho das estrelas, na imensidão do céu, na calmaria do mar. A correria da vida não nos permite admirar tais coisas. Mas aqui, nesse momento, eu sinto como se a toda a minha vida não tivesse importância. Como se Giorgian e eu fôssemos infinitos e que toda aquela pintura que estava diante de nossos olhos, estava ali para nos lembrar que pequenas coisas também merecem a nossa atenção. É preciso saber admirar os pequenos detalhes. 

Olhei para o uruguaio, que desviou o olhar do pôr do sol para focar em mim. Os olhos castanhos e as sobrancelhas escuras tendo um risquinho presente em uma delas, eram atraentes, mas não mais que a boca rosada e a barba bem feita. O cabelo castanho e recém cortado, tudo nele era assim... perfeito.

— O que foi? — perguntou, sorrindo.

— Nada... Estou só te admirando. — retribuí o sorriso. 

— Por que? — juntou as sobrancelhas.

— É preciso saber admirar os pequenos detalhes.


                          Flashback off.

 

— Sabina?! 

Levantei o olhar, vendo Gabriel sem camisa e completamente molhado em minha frente. 

— Hm. Oi. 

— Tá viajando aí, pô. — se sentou ao meu lado, apoiando os cotovelos no joelho. 

— 'Tava pensando nele. — dei ênfase.

Gabriel me olhou, balançando a cabeça. 

— Eu já disse que a maior parte da... 

— A maior parte da culpa é sua. Já sei, Gabriel. — interrompi sua frase, sorrindo — Você já me lembrou isso tantas vezes que eu até decorei. 

— Então relaxa, cara. Eu sei que foi burrada e tal, mas o Arrasca é um cara compreensivo, ele só tá com raiva, daqui a pouco passa. Vai por mim, eu o conheço bem. 

— Não acho que isso irá passar tão rápido, Gabriel. — respondi. — Mas enfim, tô cansada. Não quer ir embora, não? 

— Eu tô mortinho também. Me lembra de dar uma cotovelada no Sóbis no jogo de volta? 

Sorrimos, enquanto eu me levantava e fazia força pro Gabriel levantar também. 

— Pode deixar.

 

 


Notas Finais


vídeo do arrascaeta tímido pra melhorar o dia de vcs https://twitter.com/archivearrasca/status/1198690873221013506?s=21


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