História Sabor de Sangue (kaisoo) - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens Do Kyung-soo (D.O), Kim Jong-in (Kai)
Tags Kaisoo, Kaisoo(traição), Kyungsoopsycho, Mençãosukai, Traição
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Palavras 2.506
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Essa é a minha primeira fanfic no Spirit e também a minha primeira desse estilo, então tenham piedade da minha pessoa que me deem uma chance. Logo em breve será publicada também no Wattpad. Também gostaria de pedir para que se algo nos avisos te trouxer algum sentimento ruim, por favor não leia essa One-Shot. Não que eu ache que realmente tenha conseguido fazer algo pesado, mas muitas pessoas podem considerar. Obrigada, desde já!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Sabor de Sangue (kaisoo) - Capítulo 1 - Capítulo Único

Kyungsoo estava no auge de seus vinte e dois anos quando adentrou aquele projeto de lanchonete gourmet. O cheiro de doces e hambúrgueres adentrou suas narinas e logo reparou nos homens e mulheres vestidos em uniformes brancos limpíssimos. Pareciam felizes sorrindo para os clientes. Ridículos!


Na faculdade tinha que aguentar Kim Junmyeon e sua forma ridícula de menosprezá-lo por sua sexualidade. Envolveu-se numa briga com o outro e acabou sendo suspenso. Junmyeon havia ficado irreconhecível com todos os socos e chutes dados pelo mais baixo, que ganhou apenas um arranhão um pouco fundo no rosto. Em casa, mal olhava na cara da mãe nem do padrasto, que costumava traí-la com a filha da vizinha, que não passava de uma pirralha de dezessete anos.


— O que o senhor deseja?   - Seus pensamentos foram interrompidos por uma voz levemente rouca.


 Sem olhar para o funcionário, o Do olhou o cardápio. Estava ali havia alguns minutos e ainda não havia decidido o que comer. Só queria enfiar algo garganta abaixo e sair para beber um pouco.


 Novamente, a voz se pronunciou: 


— Posso dar uma sugestão?


Quando finalmente levantou o olhar para o funcionário, avistou o homem mais bonito que já vira na vida. A pele morena se destacava em meio à população coreana sem cor, principalmente naquele uniforme. As mechas dos cabelos castanhos pendiam no topete e o sorriso bem alinhado se destacava por parecer verdadeiro demais nos lábios fardos.


— Fale.  - Consentiu, o cliente. 

— O bolo de chocolate daqui é muito bom.   - Disse, envergonhado. - É o meu favorito e é barato.


Achou aquele garoto adorável. Era uns bom centímetros mais alto que si, mas tinha um ar puro como que infantil. Ele era completamente doce.


— Me traga um bolo de chocolate, príncipe, por favor!  - Pediu, ousando entortar os lábios num quase sorriso.


 As bochechas alheias ficaram avermelhadas pelo apelido, mas curvou-se e saiu andando.


Kyungsoo sabia que não devia fazer aquilo, mas observou por alguns segundos a bunda bem marcada nas calças brancas, em conjunto com as pernas bem delineadas.


Observou os movimentos dele, que falava amigavelmente com os colegas de trabalho. Poucos segundos depois, uma garota apareceu com um pedaço de bolo na bandeja. Kyungsoo notou que o moreno observava de longe, discretamente.


— Aqui está o seu pedido, senhor.   - A garota pôs o prato de bolo em cima da mesa.


 — Este não é meu pedido.   - Falou secamente.


— O senhor está certo dis…


— Absolutamente!  - Diz, interrompendo a garota.   - Poderia chamar o rapaz que me atendeu, por favor?


 A garota suspirou e saiu andando, cochichou algo no ouvido do moreno e saiu emburrada. Um sorrisinho pequeno de satisfação surgiu no rosto bonito e ele caminhou até sua mesa.


— Algum problema com seu pedido, senhor?    - Indagou, inocentemente.


— Sim. Se este fosse meu pedido viria com o seu número do lado, príncipe.


O moreno pareceu não se surpreender com a fala insinuante.


— Este acompanhamento só é entregue ao fim do expediente.   - Disse, seriamente.


O garoto estava a testar sua paciência e ele sabia testá-la. Ele queria testar seu interesse nele.


— Ao menos a gracinha poderia me dizer qual é o seu nome?   - Perguntou.


— O senhor é muito apressado.   - O outro respondeu. - Tenho que me retirar.


 O mais baixo apenas o observou ao longo do dia. Realmente não tinha o que fazer. Se fosse alguma outra pessoa, teria ido embora, porém algo nele prendeu-lhe a atenção. Deveria estar há muito tempo sem sexo


Quando o relógio marcou às seis e meia da noite, o rapaz bonito adentrou uma porta que ficava atrás do balcão e pouco tempo depois apareceu com uma roupa simples preta. Quando ele atravessou a porta de entrada, o cliente correu atrás dele. Por sorte, havia pagado a conta.


— O que pensa que está fazendo, príncipe?   - Chamou pelo outro, o fazendo parar de andar.


 Ele virou-se lentamente com um sorriso no rosto.


— Kim Jongin.  - Falou.


Kyungsoo se aproximou do mais alto.


— Eu sou Do Kyungsoo.   - Apresentou-se. - E você está me devendo um acompanhamento.


— Bom, o acompanhamento que pediu se esgotou. O senhor Do se importaria em recebê-lo em boquete?  - Perguntou despudorado. 


Kyungsoo se assustou com a ousadia alheia, mas sorriu maliciosamente, puxando mais alto e, com um pouco de dificuldade devido a diferença de altura, colou as bocas num beijo lento e quente. Antes que alguém os visse e resolvesse espancá-los, puxou o Kim pela gola para dentro do carro.


Naquela noite, um se rendeu completamente ao outro, dentro daquele carro. O que Kyungsoo não sabia era que desenvolveria a mais pura e bela obsessão pelo gosto do mais alto, e Jongin não imaginava que estaria se condenando, acorrentando-se e jogando a chave fora.


······ 문 하 늘 ······


Jongin sentia-se cansado, porém sorriu ao ver que a mesa de jantar havia ficado bonita. Acabara de fazer quatro anos de casado como o que descobrira ser ano mais velho que si. Depois da longa noite no carro, Kyungsoo passou a frequentar a lanchonete em que trabalhava diariamente, sempre fazendo questão de ser atendido por seu dongsaeng preferido. O sexo casual acabou virando algo a mais desde que o Kim começou a perguntar ao outro como fora o seu dia e as conversas se estenderam. Gostava da forma que Kyungsoo o cuidava exageradamente e Kyungsoo amava sentir que ele era seu.


Coincidentemente, quando o mais baixo saiu de casa e arranjou um emprego na área que acabara de estudar, vivendo sozinho em seu novo apartamento, o pai do moreno recebera as comprovações da sexualidade do filho e o expulsou de casa. Acabou tendo que morar junto do Do, que o apoiou bastante. Um ano depois, oficializaram a união.


Nos primeiros dois anos tudo correra bem. Seu marido agia docemente consigo, continuando a cuidar de si e lhe dando atenção, lhe tratando bem, porém nos últimos dois anos a relação começou a ficar estranha. Kyungsoo mal encostava em si, mal olhava para seu rosto. Aquilo doía na alma do ex-Kim de uma forma inigualável. O marido o convencera de que seria melhor sair do emprego. Jongin dependia do outro emocionalmente e financeiramente. Resolveu culpar o trabalho do menor que parecia torturar sua cabeça, pelo estado do casamento. Ele só precisava amolecê-lo outra vez. Já havia feito antes  não deveria ser difícil. Sorriu ao vê-lo passar pela porta.


— Boa noite!   - Cumprimentou, mostrando um sorriso largo.


— Boa noite.  - O mais claro respondeu secamente. - O que é isso?   - Perguntou, sem demonstrar uma real empolgação.


Jongin se frustrou. 


— Você não lembra?  - Indagou, pondo as mechas que pendiam do topete bem feito atrás da orelha.


— Do que deveria lembrar?  - Rebater o outro, ignorando a mesa posta e apenas enchendo uma das taças de água.


Jongin precisou parar por um minuto, fechando os olhinhos e respirando fundo. Estava se esforçando para ter paciência.


— Hoje é nosso aniversário de casamento.  - Lembrou.


Achou que o Do fosse amolecer e se desculpar, mas ele não indicou expressão nenhuma que mostrasse remorso.


— E daí?


O antes Kim não sabia dizer como as palavras saíram de sua boca.


— Você não vê o quão filho da puta está sendo?   - Gritou. Kyungsoo lhe olhou incrédulo. - Eu nunca fui a porra de uma pessoa romântica, mas eu sou o único que está fazendo alguma coisa nessa merda de casamento.


Nunca, em momento algum durante o relacionamento dos dois, o mais alto levantou a voz para o baixinho, que se aproximou lentamente do outro com um sorriso estranho no rosto. Quando ficou próximo do rosto alheio, ele agarrou com uma mão apertando as bochechas do homem moreno, fazendo com que criasse um bico naqueles lábios. 


— Você é uma gracinha falando assim, Nini.   - O sorriso pareceu até alargar


Fincou as unhas um pouco grandes no rosto do marido, que gemeu pela ardência causada, mas levou a mão ao braço alheio, apertando com força. Uma risada macabra saiu pela garganta do nascido Do.


— Sabe de uma coisa, Nini?   - Se aproximou do ouvido do moreno, falando baixo em seu ouvido.   - Eu não faço nada nesse casamento porque eu não preciso.


Kyungsoo desceu os lábios para o pescoço do outro.


— O que…   - O moreno tentou intervir, mas foi impedido.


— Você depende de mim, amor.   - Kyungsoo dizia, enquanto deixava as mãos passearem pelo tronco esguio e magro do outro.  - Sem mim, quem vai cuidar de você? Quem vai tocar você? Onde você vai morar? Você só tem a mim. Não quer me perder, não é mesmo, amor?


Querendo ou não, Jongin afrouxou o aperto no braço do marido, com o rosto choroso.


— Eu amo você.   - Kyungsoo falou, beijando os lábios grossos de forma casta.   - Obrigado por ser um bom garoto.


······ 문 하 늘 ······


Desde o dia do quarto aniversário de casamento, Jongin evitava se encontrar com o cônjuge, e o mais baixo percebeu isso. Havia passado um mês desde que a discussão ocorreu. Nesse mês, o ex-Kim não ousou olhar em seu rosto e começara a aparecer tarde em casa. Isso afliga Kyungsoo a um nível insandecedor. 


Sinceramente, o próprio se considerava louco. Um louco completamente obcecado por Kim - atual Do - Jongin, e ele culpava o moreno por ter adoçado sua vida tão repentinamente. Jongin cuidava de seus machucados sempre que brigava com Junmyeon, o valentão homofóbico da faculdade e ficava consigo no parque quando discutia com a mãe e o padrasto. Havia se tornado sua luz, e agora ele precisava sentir que essa luz era sua e somente sua.


Passou pela loja de sapatos caros que o cônjuge mais gostava e comprou o par mais caro. Não que o moreno ligasse para o preço em si, mas no início o Do costumava mimá-lo, o que sempre deixara um tanto envergonhado.


Abriu a porta devagar e adentrou o apartamento em passos lentos, querendo surpreender o marido. Assim que entrou, barulhos foram ouvidos do outro lado da porta do quarto do casal. Calmamente, encostou seu ouvido na madeira gélida da porta e pode ouvir com mais clareza: seu marido estava gemendo.


Demorou cerca de dez segundos até que a ficha caísse. Um gosto amargo fixou-se em sua boca e seu estômago revirou. Sua luz estava querendo ir embora? Não poderia deixar. Largou a caixa chique de sapatos no sofá e se dirigiu à gaveta do armário da sala, em que guardava seus "itens de emergência" e retirou o que precisaria, escondendo nos bolsos.


Quando abriu a porta, viu os cacos de seu coração se estraçalharem. Naquele momento, Kyungsoo sentiu que era a própria escuridão. 


— Junmyeon?  - O último homem que imaginou nu em sua cama, era ele.


— Kyungsoo?  - O ruivo estava tão incrédulo quanto ele. 


Jongin entrou em pânico, se cobrindo e começando a chorar de forma contida.


— Kyung…   - Tentou falar, mas foi interrompido.


— Está tudo bem, Nini?  - O mais velho sorriu, aparentemente doce.


— Vocês têm algo?   - O amante musculoso estava surpreso.


Kyungsoo aumentou o sorriso para Junmyeon, sem demonstrar nenhuma mágoa. 


— Achei que odiasse gays, Junmyeon.


Este deixou que suas bochechas ficassem da mesma cor que seus cabelos.


— Kyungsoo, me perdoe…


— Não precisa se desculpar, Suho.  - O traído falou, usando o apelido que ele levava na faculdade.   - Todos cometemos erros e sei que não sabia do meu relacionamento com Jongin. Faça o seguinte, volte amanhã para que conversemos direito. Temos muito o que resolver.


A calma do que falou, assustou o amante, mas anuiu e, após se vestir, se despediu e saiu do apartamento. 


Já sozinhos, Kyungsoo olhou fixamente para Jongin, sem julgamento no olhar. Apenas a mais pura frieza. Jongin aumentou o choro ao ver o homem pálido se aproximar e sorrir para si. O mais baixo lhe deitou sobre seu corpo e acariciou suas costas nuas, ficando em silêncio por um determinado tempo até perguntar:


— Por que fez isso, príncipe? 


Como resposta, o mais novo saiu de seus braços e gritou, tão alto que machucou-lhe a garganta. Deixou o corpo nu e esguio cair pela cama, manchando os lençóis brancos de lágrimas. 


— Eu sinto a sua falta, porra! Eu sinto a sua falta!   - Repetia, um mantra, enquanto chorava como uma criança.


— Eu estou aqui, amor.  - O nascido Do tentou acariciar seu rosto, mas o afastou com um tapa.


— Você não é ele!   - Gritou. - Você não é! 


Jongin soluçava. Havia deixado seu Kyungsoo ir embora. Aquele não era a pessoa por quem se apaixonou. Jamais seria. 


— Eu quero o div…  - Antes que pudesse falar, a seringa adentrou sua pele, deixando-o fraco.


O Do de nascença arrumou seu corpo no chão frio do quarto com cuidado e beijou seu rosto. O que estava deitado mal podia falar. O branco sentou-se na pequena mesa por ali e escreveu algo numa folha de papel, que tratou de deixar sob o criado-mudo. Apesar de ter descoberto a traição a pouco tempo, ele tinha um plano. No fundo, sabia que uma hora Jongin tentaria escapar. Retirou a arma do seu esconderijo no guarda-roupas, fazendo questão de esfregá-la nos lençóis. Jongin apenas teve forças para virar o rosto. Sem expressar sentimento algum, atirou três vezes em lugares do tronco que sabia que o mataria mais lentamente. Sangue escorria pelos furos e pela boca. Kyungsoo sentou-se no chão a seu lado e arrumou o corpo alheio em seus braços, apreciando a obra artística que era os lábios vermelhos do líquido. 


— Você está lindo, príncipe.  - Beijou o topo da cabeça do outro Do e acariciou os cabelos castanhos.  - Eu te amo tanto.


Com o resto de forças que tinha, Jongin negou.


— Eu amo sim. Tanto que machuca.  - Os lábios se dirigiram ao do outro.


 Jongin havia deixado de ser doce. Agora, Do Jongin tinha sabor de sangue e Kyungsoo tinha os lábios sujos pelo sabor de Jongin. Ele estava desvanecendo.


— Vá, meu amor…  - O mais baixo ordenou.  - Vá que eu já estou indo também. Eu apenas preciso ter a certeza…


A respiração tênue foi cortada de vez. Kyungsoo beijou o cadáver pela primeira vez e o devolveu ao chão. E, pondo a arma apontada para sua cabeça e o dedo no gatilho, sussurrou suas últimas palavras: 


— Ficaremos juntos por toda eternidade, meu amor.


······ 문 하 늘 ······


Kyungsoo e Jongin foram encontrados por Kim Junmyeon no dia seguinte, que, desesperado e assustado, chamou a polícia. Com uma pequena investigação não muito levada a sério por se tratar de um casal homossexual, encontraram a carta do Do, que dizia que um homem ruivo o havia prendido no quarto e estava abusando de seu marido. Encontraram as digitais do Kim na arma, e este foi condenado a quatorze anos de prisão por duplo homicídio e ter "forjado" o suicídio de Kyungsoo e o assassinato do cônjuge deste por meio dele.


Notas Finais


Obrigada caso tenha lido até aqui. Me contem o que acharam.


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