História Sacrifice - Malec - Capítulo 3


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Categorias As Crônicas de Bane, As Peças Infernais, Os Instrumentos Mortais
Personagens Abbadon, Alexander "Alec" Lightwood, Aline Penhallow, Camille Belcourt, Catarina Loss, Clary Fairchild (Clary Fray), Hodge Starkweather, Imasu Morales, Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), James "Jem" Carstairs, Jessamine Lovelace, Jocelyn Fairchild, Julian Blackthorn, Lilith, Luke Graymark, Magnus Bane, Maia Roberts, Max Lightwood, Personagens Originais, Ragnor Fell, Raphael Santiago, Robert Lightwood, Sebastian Verlac (Jonathan Christopher Morgenstern), Simon Lewis, Tessa Gray, Valentim Morgenstern, Will Herondale, Woolsey Scott
Tags Malec, Tortura, Violencia
Visualizações 270
Palavras 3.915
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, LGBT, Luta, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá vadias!

Desculpem-me a demora em atualizar a FIC. Pequeno bloqueio que já passou.

Música:First - SoMo

Espero que se divirtam...

Enjoy It ❤

Capítulo 3 - Easy


Fanfic / Fanfiction Sacrifice - Malec - Capítulo 3 - Easy



*** 17/06/2018 - ainda naquela noite ***



Úmido; escuro; empoeirado e cheirando a mofo. Foi a primeira coisa que ela constatou ao abrir os olhos. Ela continuava naquele lugar.


Easy, easy

Pull out your heart

To make the being alone


Olhando em volta, ela notou algo diferente. A sua frente havia uma moça, a mesma moça de sempre; de cabelos castanhos escuros, pele negra, em dois tons mais claros, os olhos castanhos mel, com um caderno em mãos, anotando algumas coisas. Do lado dela estava algo novo, uma espécie de caixa quadriculada marrom.


Easy, easy

Pull out your heart

To make the being alone

Easy, easy


Ela forçou os olhos e gemeu de dor quando tentou mexer os pulsos. Olhou para cima e se viu pendurada no teto pela corda amarrada em seus pulsos. Forçou sua visão novamente e audição. Ouviu a mesma música que ouvia a seis meses soar pelo ambiente hostil.


Easy, easy

You break the bridle to make

Losing control


-Achei que não iria acordar mais. - Ela a ouviu de novo. A voz delicada, porém levemente rouca. Seus olhos encontraram os dela e tudo ficou mais claro.


Easy, easy

Crushed what you're holding

So you can say: Letting go is

Easy, easy


-Você esperava que eu não acordasse. - sua voz saiu mais rouca que o habitual, pela falta de uso dela. - Não é? - perguntou pendendo a cabeça para o lado, a olhando friamente.


Oh, easy, easy

Burn all your things

To make the fight to forget


-Oh, Izzy. - riu roucamente, quase como uma psicopata, se levantando e caminhando até Izzy. - Oh, fácil, fácil. Eu não te quero morta, Izzy, doce Izzy. - a rondava como um predador à espreita.


Easy, oh, easy

Burn all your things

To make the fight to forget

Easy


-Se eu te quisesse morta… - apertou o queixo dela, a forçando olhá-la. - Você já estaria. - sussurrou ameaçadoramente.


Easy, easy

Pull out your heart

To make the being alone


-Eu não vou dar a vocês o que querem. - disse entre dentes.


Easy, easy

Pull out your heart

To make the being alone


-Veremos… - sussurrou de volta, se afastando, no mesmo instante em que a porta de metal foi aberta e um homem entrou.



Easy...




                     *****


A delegacia estava mais movimentada do que de manhã, e Alec ficou um pouco tenso. Todas as provas foram apagadas e as câmeras só mostravam o que Alec queria que os outros vissem. Mas algo o estava perturbando. Como se ele precisasse fazer alguma coisa… Ele só não sabia o que.


-Delegado. - cumprimentou entrando na sala.


-Lightwood. - saudou surpreso. - achei que já tivesse ido embora.


-Não consigo deixar o trabalho aqui. Magnus fugiu e eu não consigui impedir. - Alguém me dá um Oscar de hipocrisia? Qual é! Tomara que quando você for preso te torturem na cadeia por ser tão idiota, Alexander!” Era o que sua mente gritava.


-Eu entendo que se sinta impotente,mas nada foi sua culpa, Alec. - apertou seu ombro o dando um sorriso compreensível. - Eu preciso que faça algo sim, e é descansar. - Alec bufou - Volte para seu apartamento e descanse, amanhã, se você estiver bem, você volta. Okay?


Alec suspirou. De nada adiantaria insistir, então ele apenas assentiu e se retirou da delegacia, indo em direção a sua casa.




Quando ele chegou em seu apartamento, notou algo diferente. A casa estava com cheiro de whisky e charuto. E só havia uma pessoa que ele conhecia que fumava charuto.


-Quantas vezes vou ter que falar pra você não fumar na minha casa, Robert? - perguntou revirando os olhos e acendendo a luz da sala, encontrando seu pai sentado na sua poltrona.


-Como você foi estúpido o suficiente para deixar Magnus Bane escapar? - perguntou entre dentes, se levantando e caminhando até Alec.


-Eu fiz o meu trabalho. Ele tinha capangas e eu estava sozinho, não tinha o que fazer. - grunhiu.


-Você deixou um criminoso escapar, Alec! - exclamou alto.


-Ah, agora você quer falar sobre deixar criminosos escapar, então vamos começar por 2016. - disse no mesmo tom, intimidando Robert - Você deixou, não só Isabelle escapar, como também Magnus Bane e os outros. Deixou eles fugirem com todo aquele dinheiro, e ainda agora, vem me dar sermão por Magnus ter fugido? Ah,por favor, pai. - usou a última palavra com ironia. - Vá embora da minha casa agora. - disse baixo.


-Essa conversa ainda não terminou, Lightwood. - ameaçou Robert, antes de sair do apartamento, batendo a porta.


Alec bateu a cabeça contra a parede e suspirou. Não ia ser nada fácil trabalhar com Magnus com Robert na cola deles.





                    *****


             *** 24/06 ***



Uma semana. Uma semana desde a fuga de Magnus Bane e a delegacia estava mais amena a esse fato. Os policiais resolviam os casos da cidade, vezes ou outra procurando pistas de Magnus, que parecia ter se escondido na última semana.


Alec estava recuperado dos ferimentos da briga com Magnus, e vez ou outra recebia mensagens do mesmo, com nomes de alguns homens. Ele pesquisou cada um dos nomes e fez uma pequena pasta com o que descobriu de cada um deles, como Magnus instruía na mensagem. Perguntaria para ele o motivo daquilo depois.


-Delegado. - A voz de Tessa do outro lado da porta o tirou de seus devaneios.


-Pode entrar.


Tessa entrou e fez um breve cumprimento com as mãos antes de começar a falar.


-Eu terminei o relatório que me pediu. - entregou para Alec uma pasta grossa. - Tem certeza disso? - perguntou receosa.


-Isabelle pode ser minha irmã, mas o que ela fez não foi o certo. - respondeu friamente - Obrigado pela pesquisa sobre ela, Tessa. - sorriu.


-De nada. Algo mais?


-Chame o Will para mim, por favor. - ela assentiu saindo da sala.


O celular de Alec apitou e ele o pegou, vendo a mensagem de Magnus.


Me encontre nesse endereço daqui a 30 minutos”


Abaixo tinha o endereço do lugar.


-Uma loja de roupas para idosos? - perguntou para si mesmo, tentando lembrar de onde conhecia aquele endereço e no mesmo instante Will entrou na sala.


-Delegado. - saudou.


-Will, preciso que você fique supervisionando a delegacia pra mim até eu voltar. - pediu se levantando.


-Posso saber aonde vai? - perguntou curioso.


-Pode ser que eu achei alguém que tenha pistas do paradeiro de Magnus.


-Pode ser?


-Recebi uma mensagem anônima de um endereço. Vou verificar e ver se é verdadeiro. - mentiu.


-O senhor não quer reforços?


-Não, não se preocupe. Eu vou apenas verificar, se for verdade eu chamo o reforço. - Will assentiu e Alec saiu da delegacia.





                  *****


Alec desceu do carro assim que chegou no endereço mandado. Ele estacionou a viatura em um beco escondido e saiu de lá, encontrando Magnus parado perto de uma loja, se aproximou dele.


-Por que um clube de Strippers? - perguntou entediado.


-Bom te ver também, Lightwood. - sarcástico, como sempre. Alec o olhou sem paciência e Magnus suspirou rendido. - Tenho uma informante aqui, que vai nos ajudar a resgatar Isabelle.


-Quem é?


-Podemos entrar? Ou você quer ser visto batendo papo com um criminoso? - Alec suspirou concordando. - Além do mais… - se virou para Alec - Como você sabe que aqui é um clube de Strippers, se é escondido da autoridade? - perguntou malicioso.


-Todo adolescente já veio aqui alguma vez, Magnus. - respondeu revirando os olhos e ele e Magnus entraram na loja.


Eles se aproximaram de um senhor de meia idade e Magnus o entregou um cartão. O homem assentiu e puxou um livro da estante, entregando um envelope de dentro para Magnus.


-Me acompanhem. - pediu e eles o seguiram até o fundo da loja. O senhor abriu uma porta de metal onde eles entraram, e depois o mesmo fechou a porta.


As luzes neon tomaram conta da vista deles enquanto caminhavam pelo corredor, até chegarem no final dele e o espaço amplo e chique que era o clube se fazer visível.


Eles desceram a pequena escada que tinha no final do corredor e olharam em volta. O lugar era grande e charmoso, as paredes eram pretas e azuis escuras. Tinha um bar ao lado esquerdo do lugar com variáveis bebidas. Alguns mini palcos com um pole dance espalhados pelo lugar onde mulheres semi nuas dançavam sensualmente. Mais a frente, um palco largo, com várias mesas redondas em volta, e algumas até mais próximas, como uma área VIP para o show.


Alec e Magnus caminharam até o bar e pediram duas bebidas.


-Obrigado. - agradeceu Magnus a garçonete, que lhe lançou um sorriso sedutor. Alec revirou os olhos internamente.


-Muito bem, cadê ela? - perguntou impaciente.


-Calma, Lightwood. - riu Magnus. - Relaxe, porque as pessoas daqui geralmente não são amigáveis com policiais, e você está muito parecendo um tira do FBI agora. - sussurrou - Se acalme. Para falarmos com ela precisamos fazer como todos aqui.


-Que é…? - perguntou impaciente.


-Precisamos de uma dança particular, querido. - Alec franziu o cenho confuso, porém Magnus apenas o puxou para uma das mesas redondas, um pouco afastadas do palco, e eles se sentaram, no mesmo instante em que as luzes se apagaram e o palco foi iluminado por um único feixe de luz.


Cinco mulheres estavam sentadas em cadeiras, com o cabelo cobrindo o rosto, as pernas abertas levemente e  as mãos nos joelhos.


A música começou a soar pelo ambiente e as cinco garotas começaram a se mexer ao ritmo dela. Os movimentos eram todos perfeitamente sincronizados e sensuais, fazendo homens e mulheres gritarem palavras sujas, como elogios.


Alec revirou os olhos, mas manteve sua atenção na apresentação das garotas. Gritos ecoaram pelo lugar quando as garotas jogaram as cadeiras pro canto do palco e se afastaram, dando a visão de uma moça girando no pole dance, sensualmente. Ela tinha cabelos castanhos escuros, pele negra, em dois tons mais claros, os olhos castanhos mel, delineados por um lápis dourado que destacava a cor. Os lábios rosados naturalmente e usava uma roupa preta, um sutiã trançado e um short preto, curto, colado ao corpo. Os pés continham saltos altos, também pretos.


Todos gritavam e deliravam com a performance da jovem. As outras cinco garotas voltaram ao palco e a estrela do show desceu do pole dance, acompanhando as outras no chão, em uma sensualidade incrível.


Ela desceu do palco ainda dançando e foi andando entre as mesas, tendo notas altas colocado no cós de seu short. Quando a música acabou ela parou diante da mesa onde Magnus e Alec estavam, ouvindo os aplausos soarem por todo o lugar.


Magnus estendeu um envelope branco na direção da moça e o colocou na mão dela. Ela sorriu quando abriu e os encarou com um olhar malicioso.


-Sigam-me rapazes. - disse roucamente, andando até uma das salas reservadas no local, sendo seguida por Alec e Magnus.




                 *****


-Esse é o Alec? - perguntou assim que entraram na sala e trancaram a porta.


-Ele mesmo. - respondeu Magnus.


Ela os guiou até um sofá e os sentou nele, colocando uma música no volume alto. Caminhou para o canto da sala, onde não estaria no enquadro da câmera e apertou um botão, fechando as cortinas diante da grande parede de vidro que tinha no quarto. Depois mexeu rapidamente no celular e se dirigiu até os rapazes com um papel.


-Não temos muito tempo, daqui a pouco eles vão perceber que a câmera parou de funcionar. - disse rápido se abaixando na altura dos dois, os entregando um envelope. - Esse é o endereço onde Isabelle está. O local é cercado por seguranças de fora a fora, todos armados e treinados. - disse andando até um armário e tirando de lá uma chave. - Essa é a cópia da chave da sala de Richard Jonas.


-Já ouvi esse nome. - disse Alec.


-Foi um dos nomes que te mandei para pesquisar. - respondeu Magnus.


-Tem um sistema de segurança no cofre, onde a senha é 325 444 89.


-O que tem no cofre? - perguntou Alec.


-Uma pasta vermelha que contém informações valiosas para nós. - disse séria, ouvindo vozes no lado de fora da porta. - Isabelle está no galpão, em um porão fechado. Pra tirá-la de lá vocês tem que apagar o Jorge, um brutamontes de 2 metros. É ele que tem a chave da porta de Isabelle.


-Certo. - assentiu Alec.


-O quanto mais rápido vocês tirarem Isabelle de lá, mais fácil será. Eu tenho a confiança deles, mas não vai durar por muito tempo, vocês precisam ser rápidos.


Os seguranças do clube giraram a chave na porta e entraram na sala. Encontrando a jovem moça dançando e os dois rapazes bebendo champanhe.


-Algum problema, senhores? - perguntou Magnus, desviando o olhar da moça para os três homens parados na porta. Eles negaram com a cabeça e saíram da sala, no mesmo momento a câmera voltou a pegar.





                  *****


Alec e Magnus saíram da loja e seguiram pela rua, em direção ao beco onde Alec deixou o carro.


-Quem era ela? - perguntou Alec.


-Mary Jane. Ela trabalha comigo faz anos.


-E como ela sabia essas coisas sobre Isabelle?


Magnus respirou fundo e puxou Alec para uma rua estreita.


-Mary trabalha para o Richard a mais de seis meses a mando meu. Ele contém informações que são necessárias para mim. Ela estava lá como minha informante, descobrindo tudo e me passando os detalhes. Quando ela descobriu que eles sequestraram Isabelle, ela deu um jeito de saber onde ela estava. - dizia tudo rapidamente - Eles querem a mim porque tenho informações importantes para eles. Eles acham que Isabelle sabe delas, por isso a sequestraram. - ele olhou na direção do clube e viu dois caras saírem de lá, olhando em volta. - Precisamos ir. - disse andando até a viatura.


Alec olhou na direção dos homens e os viu procurando ele e Magnus pelos becos.


-Alexander. - chamou Magnus e Alec correu até ele, entrando na viatura e dando partida nela.


Assim que Alec saiu do beco e virou o volante, acelerando com o carro, os homens começaram a atirar consecutivamente no carro, tentando fazê-los parar.


Magnus viu quando eles entraram em uma rua qualquer e saíram de lá com carros enormes e pretos.


-Merda!


-O que foi? -


-Estão nos seguindo. - Alec olhou pelo retrovisor e viu mais dois carros se juntarem a perseguição.


Resmungou baixo e acelerou com a viatura. Ele virou a esquerda em uma rua e subiu na calçada, sendo perseguido por um carro atrás dele é outro na rua, bem ao lado.


Ele gritou para as pessoas saírem da frente, atropelando um manequim de loja e o jogando longe.


Mais dois carros vinham a frente e Alec se viu encurralado. A rua era uma encruzilhada, então teve uma idéia.


-Se sobrevivemos a isso, Magnus, eu juro que te matou. - rosnou irritado.


Magnus apenas assentiu e pegou a arma da cintura, carregando-a.


Alexander virou a esquerda em um movimento rápido de volante e acelerou com a viatura com Magnus ao seu lado, que estava com a arma em punhos engatilhada, enquanto a BMW preta os seguia pelas ruas de Seattle.


- Pisa no acelerador e não para. -  ordenou e abaixou o vidro do carro, pondo metade do tronco para fora da viatura com a arma apontada para trás, começou a atirar.


Alec apenas pisou no acelerador e virou a direita em uma rua movimentada, onde várias mesas e cadeiras com pessoas estavam distribuídas pelas duas calçadas. A rua era estreita e ele ligou a sirene rapidamente acelerando com o carro, passando pela rua, jogando algumas mesas que estavam na passagem para longe, vendo as pessoas gritarem e se jogarem no chão enquanto Magnus atirava e recebia tiros de volta.


Delegado Lightwood. Está na escuta?… delegado?


Era a voz de Jace do outro lado do rádio.


À uma perseguição acontecendo nas ruas de Seattle, onde uma viatura da polícia está envolvida com uma BMW preta atrás e Magnus Bane, está ouvindo delegado? Magnus Bane está com metade do corpo para fora da viatura, com uma arma em punhos, está na escuta delegado?


Alec respirou fundo e pensou rápido. Não poderia simplesmente ignorar a chamada, levantaria suspeitas.


- Já estou a caminho!  - respondeu e desativou a rádio.


Ele olhou para o lado e encontrou Magnus com o cenho franzido em dor e o braço esquerdo segurando o direito que sangrava.


- Merda! - murmurou irritado e virou a esquina de uma loja de roupas, entrando no meio do fluxo de carros da avenida.


Ele olhou pelo retrovisor e viu o carro que os perseguia tentar ultrapassar a frente do ônibus.

Sorriu ladino e olhou para Magnus.


- Se segura. - disse firme e então engatou a marcha ré, pisando no freio e segurando firmemente no volante quando o carro foi para trás.


A distância entre a viatura e o ônibus não era muita, mas era o suficiente para o motorista notar o carro voltando e pisar no freio, colidindo com a BMW que os perseguia.


Alec gargalhou divertido ao olhar para trás e ver seu feito. Acelerou novamente e virou a esquerda em uma rua deserta.


Ele freou bruscamente quando viu um Journey vermelho parado impedindo sua passagem. Apoiou o braço no banco de Magnus e segurou firme no volante olhando para trás, vendo um Sorento preto aparecer em seu campo de visão, os encurralando.


- O que vai fazer agora, bonitão? - perguntou sarcasticamente entre dentes.


- Cala a boca, eu tô pensando. - respondeu entre dentes também.


Alec segurou firmemente com as duas mãos o volante e então levantou a cabeça encarando o carro à sua frente. Ele olhou para Magnus e sorriu diabólico.


- Aperte o cinto. - roncou com o carro.


- O que vai fazer? - perguntou prendendo os cintos, vendo Alec mexer no retrovisor e apertar um botão, piscando as luzes traseiras e andando um pouco com o carro para trás.


- Tirar a gente daqui. - respondeu calmo e piscou os faróis da frente, dando um leve tronco para frente como se chamasse o carro para uma briga.


Dito isso ele sorriu e avançou com o carro, o Journey continuava parado, não se importando com a batida que receberia.


O que surpreendeu os dois carros foi que Alec virou a esquerda, entrando e uma rua muito estreita, saindo pelo outro lado, deixando a marca dos pneus marcados na rua ao girar e parar de lado para a rua, onde um dos carros ficou entalado.


Alec abaixou o vidro da viatura e fez um sinal com dois dedos acima da cabeça e piscou para o carro entalado ali, cantando pneus logo depois, vendo pelo retrovisor duas viaturas da polícia logo atrás.


- Pisca pra eles agora! - exclamou irritado


- Calado, Bane. - disse concentrado.


- Vire à direita na próxima rua e siga em frente até encontrar uma casa grande com janelas de vidro. - instruiu Bane.


Uma das viaturas alcançou eles rápido. Alec acelerou na rua e atravessou o cruzamento, no mesmo momento em que um caminhão enorme passava, impedindo que as viaturas o seguissem.


Ele fez alguns desvios até encontrar uma casa, com as mesmas descrições que Bane deu, com a garagem aberta.


Fez uma volta e entrou na garagem com tudo, vendo a porta da mesma se fechar logo depois.


(Coloquem a música)


Alec e Magnus se encararam ofegantes, intercalando os olhares entre os olhos e as bocas um do outro, até que as bocas estivessem coladas em um beijo selvagem e cheio de desejo, com Alec sobre o colo de Magnus, enquanto ambas as mãos tentavam desafivelar as fivelas dos cintos um do outro.


Eles gemiam e arfavam na boca um do outro. A adrenalina tomando conta de seus corpos junto com o desejo, como o fogo e a gasolina, causando um grande e imenso estrago.


Alec desafivelou o cinto de Magnus e tirou o membro dele pra fora, começando a masturbá-lo rapidamente.


Magnus gemeu alto na boca de Alec e agarrou as duas bandas fartas dele por dentro da calça e por cima da cueca, começando a massageá-las, ouvindo Alec gemer e passar a rebolar insesantemente em seu colo.


- Acabamos de ser perseguidos pelo seu pessoal e você quer transar? - perguntou Magnus sem fôlego, não repreendendo de fato, mas rindo sem saber de fato o porque.


- Você fala como se eu tivesse te obrigando a algo. - respondeu ofegante, assim como Magnus, abaixando suas calças.


Alec interrompeu qualquer fala de Magnus quando sentou no membro dele com tudo.


Ele fechou os olhos e abriu a boca em um gemido mudo, ouvindo o som do grito de prazer de Magnus reverbear por todo o carro.


Apoiando uma mão nos ombros de Magnus e a outra na janela, começou a se movimentar sobre o colo dele.


Ele subia e descia com rapidez, rebolando loucamente pelo colo de Magnus, arrancndo gemidos e palavrões do mesmo.


- Magnus… - gemeu manhoso, agarrando os cabelos dele com força, o puxando para um beijo ardente.


- Ah… tão quente e apertado… Ah, céus, Alec! - gemeu arrastado, rasgando a blusa de Alec e arranhando aquela pele branquinha, ouvindo-o gemer e acelerar ainda mais os movimentos.


Eles não ouviram quando o rádio voltou a chamar. Sem querer Magnus esbarrou a mão nele e o fez ligar, chamando a atenção dos dois, que não ligaram e continuaram com os movimentos desconexos, mas não menos enlouquecedores.


Delegado Lightwood, na escuta?


Chamou uma vez


Delgado Lightwood, está me ouvindo? Por favor, responda!


A voz continuava insistente.


- Atenda! - exclamou Magnus, com muito esforço.


- Não! - exclamou e beijou Magnus novamente, apoiando os pés no chão do carro, pegando impulso e cavalgando com mais afinco.


- Porra… aah.. Alexander… - gemeu arrastado no ouvido de Alec, que jogou a cabeça para trás e gritou prazerosamente.


Estava pouco se importando com os barulhos que fazia, apenas apoiou uma mão atrás de si e a outra atrás de Magnus e cavalgou mais rápido, sentindo ele agarrar suas coxas e impulsionar o quadril de encontro ao seu, ajudando nos movimentos.


Alec, dá pra atender essa merda de rádio, por Deus!


A voz de Jace se fez presente novamente e Magnus sorriu perverso, pegando o rádio nas mãos e o levando próximo ao rosto.


- O que… merda!… o que você está fazendo, Magnus?


- Silêncio. Não grite, docinho. - calou Alec com um beijo árduo e então atendeu ao chamado de Jace.


Até que enfim! Que porra, Alec! Por que não atendeu antes?


Magnus lambeu os mamilos de Alec e o viu tender a cabeça para trás, mordendo os lábios até estarem vermelhos vivo, arranhando o vidro e o estofado do carro.


- Não pare, baby. - sussurou rouco antes de atender.


Não sabia que podia falar assim com seu chefe!


Quem é voc… Magnus Bane! Onde está o delegado?


Está bem em cima do…


Alec quicou com força e se contraiu ao redor de Magnus, o beijando rapidamente, impedindo que ele gemesse alto demais.


- Desgraçado! - exclamou baixo, entre dentes.


- Você pediu que eu não parasse - disse tentando soar inocente, enquanto quicava intensamente no colo de Magnus.


MAGNUS!


Num momento seu delegado está recebendo o que merece.


Magnus jogou o rádio no chão, o quebrando em vários pedaços. Jogando Alec para frente, agarrou o membro dele o masturbando e o beijando, tirando o fôlego e a sanidade de Alec, que chegou ao ápice tremendo completamente, se contraindo ao redor de Magnus, rebolando e gemendo em seu ouvido, sentindo ele arranhar suas costas e se derramar em seu interior, gemendo seu nome em alto e bom som, despencando os dois sobre o banco do carro.






                    *****


Mary saiu de seu camarim e seguiu pelo corredor em direção a saída de emergência, parando bruscamente no corredor quando notou dois dos capangas de Richard parados na saída, impedindo passagem. Ela se virou para seguir por outro lado e mais dois apareceram na sua frente. Seu celular, que já estava em mãos na conversa com Magnus, ela rapidamente digitou uma mensagem pra ele e enviou, jogando o celular no chão e pisando em cima com o salto, o quebrando. Ela sentiu quando seguraram seu braço e a imobilizaram pelo pescoço.


- O chefe quer ver você. - disse e colocou um capuz escuro na cabeça dela, batendo com o cano da arma em sua cabeça, a deixando desacordada.




Notas Finais


🌚🌚🌚🌚

Mais uma vez, desculpem a demora em atualizar. Qualquer dúvida sobre o capítulo me perguntem nos comentários.


Adíos vadias! ❤😍


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