História Sacrifice - Capítulo 36


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Doyoung, Jaehyun, Johnny, Jungwoo, Kun, Lucas, Personagens Originais, Ten
Tags Abo, Abo!au, Abo!ua, Alfa, Jaehyun, Jhonny, Johnten, Menções, Mpreg, Nct, Ômega, Songfic, Ten, Texting
Visualizações 118
Palavras 8.965
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Lemon, LGBT, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite \o

Olha eu com atualização em pleno sábado <3

Estava aqui arrumando o capitulo e percebi que ele estava muito grande
MUITO GRANDE MESMO

Entao aqui estou ;3

Espero que gostem de "sentindo"

E pense, foi muito difícil dar um nome a este capitulo. Mas acho que foi uma boa escolha, abrange o capítulo todo.

Me desculpem, não acho que tenha sido um capitulo assim.. bom, mas faz parte e eu me encontro esses dias sem tempo e com uma virose daquelas para pensar em reescrever algo sabe? e mesmo que tivesse em condições acho que não mudaria, ainda mudei muita coisa kaka enfim.

Boa leitura <3
E chamos aos 122 favoritos. Sério, eu não esperava por isso. E muita menos pelos 234 de biblioteca. Obrigada a todos que estão me fazendo sorrir e me sentir satisfeita por estar escrevendo essa estoria que já rendeu bons 36 capitulos <3

Capítulo 36 - Sentindo.


Fanfic / Fanfiction Sacrifice - Capítulo 36 - Sentindo.

 

 

 

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3008

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30.07.08, Segunda-feira.

(14,3)

 

 

 

 

 

O cansaço o permitiu tirar o resto do dia e quase metade da noite dormindo. Mas a fome chegou junto com o ponteiro maior do relógio da cozinha que parou sobre o oito enquanto o menor passava uns poucos milímetros do numero doze.

 Estava exausto, ainda. Estava mais cansado do quê quando chegou e isso não era para estar acontecendo, afinal, o dia tinha sido para dormir, mas talvez fosse apenas seu corpo retornando ao modo preguiçoso de seus dias normais.

Mas estava com fome, então o cansaço não importou muito naquele momento em que ele preparava uma omelete de tirar a fome de qualquer um. Fez também um suco de laranja e levou o prato até a mesa aonde se sentou. O corpo agradeceu o descanso e a barriga pedia por algo, ou era Ricey. Então pensando ser Ricey ele comeu com pressa, mas lento o bastante para se convencer de que estava realmente cansado.

Depois de comer Ten levou a louça que sujou até a pia e a lavou, indo em seguida em direção ao quarto aonde pegou um roupão e em seguida ao corredor do que dava para o quarto principal. Johnny não estava lá, como se era de esperar, então ele simplesmente entrou no banho e saiu do banho e depois se trocou e deitou-se na cama para dormir. Porém, as pernas estavam doendo e o corpo doía igualmente e o sono já não estava ali e não esteve até o relógio que estava acima da escrivaninha ter seus ponteiros chegando igualmente ao numero doze. O livro que mantinha em mãos caiu para o lado e a cabeça enfim sossegou no travesseiro.

 

 

 

E sossegou, até demais.

 

 

 

 

 

 

 

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31.07.08, Terça-feira.

(14,4)

 

 

 

 

 

No quarto principal onde as janelas estavam escancaradas, Johnny, dormia profundamente. Dormia tão profundamente que nem o vento jogando as cortinas da janela contra o vidro o acordavam. Porém acordou, quando o celular vibrou abaixo do travesseiro. Mas até então dormia de forma tão pesada que só despertou quando o celular vibrou pela segunda vez, o fazendo cair de paraquedas de seu quase estado de hibernação.

E ali estava, a possível razão para terem pedido um segundo contato no hospital:

 

— Bom dia, desculpe-me o incomodo – Disse uma voz, do outro lado da linha.

 

Johnny piscou umas três vezes, tentando manter-se acordado. Não era nada familiar e nem processava o porque estava atendendo o celular, até a pessoa dizer olá.

 

— Alô? – Disse ele meio atordoado – Pois não? – Disse enfim sentando-se na cama, piscando os olhos mais algumas vezes a fim de acordar.

— John-san? – A mulher questionou, Johnny murmurou um uhum – A consulta de pré-natal do Seo Ten, seria hoje às oito e meia da manhã – Disse a atendente, olhando a ficha – Terá que ser adiada ou eu posso remarcar para daqui à uma hora, que seria as dez da manhã?

— Consulta? – Johnny questionou, sentando-se.

— Sim, ele remarcou ontem, mas até agora não chegou.

— Pode remarcar – Disse Johnny – Dez horas, não é?

— Sim – Disse a mulher – Chegaram alguns e ocuparam seu lugar, então o encaixei no horário das dez horas.

 

Johnny desligou, já sabendo o que provavelmente tinha feito Ten perder a consulta de pré-natal e sem pestanejar saiu lentamente, caminhando pelo corredor. Parou em frente a porta do quarto de Ten e bateu mas resposta nenhuma veio, então ele abriu a porta e ali estava:

 

— Ei, acorda – Disse ele, parado na porta.

 

Ah claro, ele não acordava assim tão facilmente como ele. Então ele se viu sem alternativa quando pegou o celular no bolso e viu que já eram 09h10min da manhã.

 

— Ten... – Chamou, balançando o que possivelmente poderia ser seu pé, mas ele não acordava então Johnny foi além, o descobriu e cutucou seu braço enquanto o chamava, mas o ômega não acordava – Ten, você vai perder sua consulta – Avisou, enquanto sacolejava seu ombro.

 

Então ele fez aquilo, abriu os olhos, provavelmente se perguntando por que ele estava o acordando, mas estava com sono demais e cansado demais, então voltou a fechar os olhos, mas Johnny não o deixaria dormir.

 

— Ten, sua consulta – Disse ele.

 

E só aí Ten lembrou-se que tinha compromisso. Sentou-se rapidamente na cama, olhando para Johnny e depois para o relógio.

 

— Droga! – Xingou, Johnny riu, mas não era hora de rir – Não ria, perdi minha consulta! – Disse ele, irritado.

— Não perdeu, me ligaram e eu remarquei – avisou, Ten o encarou quase aliviado – mas se não levantar agora e se apressar perderá, pois será as dez horas.

— Chama um taxi pra mim, por favor – pediu, levantando-se apressado.

— Estou de carro – avisou Johnny, rindo ao desviar do ômega – Shortinho legal – Disse ele, ainda vendo Ten puxar a blusa por cima do corpo, o olhando com certa fúriao olhar, mas Sá que ele não sabia que era perca de tempo e que estava atrasado? – Que foi? Vou me arrumar – disse Johnny, saindo do quarto.

Foi em direção ao corredor, sem desvios e entrou no banheiro para tomar uma ducha rápida, quando saiu de lá Ten já estava a espera do banheiro, então Johnny se vestiu e ficou a espera de Ten que não demorou, afinal, não tinham tempo.

E então saíram, apressadamente.

Chegaram no hospital faltando dez minutos para dez, estavam dentro do limite. Ten apenas andou até ao balcão de atendimento e confirmou sua consulta. Se dirigindo então a uma das cadeiras de espera.  Estava sentando em seu lugar quando Johnny voltou com duas caixinhas de suco e algum salgado de cheiro bom.

 

 

— Eu estava com fome – Disse ele, sentando-se ao seu lado – então imaginei que estivesse com mais fome ainda.

 

E não é que ele tinha acertado? Até que Johnny poderia ser útil. Naquele momento Ten já sentia algo como vertigem e a barriga vazia de comida faziam o estomago revirar em uma ânsia só.

 

E afundado em surpresa ele estirou a mão quando Johnny o entregou o lanche – Obrigado Johnny – Agradeceu ele, recebendo.

Comeu, sentindo-se bem novamente e ansioso. As mãos eram chocadas uma na outra de forma agoniante e o suor entre elas? Os lábios eram quem sofriam mais, pois ele mordiscava aqui e ali, olhando para a porta esperando ansiosamente a saída da ultima ômega que tinha entrado.

 

 

— Johnny – chamou Ten, fazendo o alfa que jogava algo no celular o encarar de lado, mas então Ten percebeu que faria a pergunta mais idiota da face da terra, escolhendo troca-la por outro pergunta idiota mas menos idiota do quê a original – Você vai entrar?

— Vou – Disse Johnny, erguendo uma das sobrancelhas quando Ten fechou a boca depois de um ah. Mas era apenas alivio por ter se dado conta que faria uma pergunta idiota a tempo de não fazê-la.

 

Não demorou mais do quê cinco minutos para entrarem ao consultório de Kim Minsung e serem recebidos por seu sorriso e seu comprimento de gente que realmente se importava com suas consultas e sua saúde a de seu bebê.

 

— Há quanto tempo! – Disse Minsung, quando os dois sentaram-se a sua frente.

 

Coloque tempo naquilo, fazia muito, muito tempo mesmo e fora sem um tempo tão corrido. A quanto tempo ele não conseguia comprovar o crescimento alarmante de seu bebê? A umas boas semanas.

 

— Mas fico aliviado que estamos conseguindo ter enfim nossa segunda consulta oficial de pré-natal e que não teve de vir aqui por algum novo imprevisto.

— Estou muito feliz por esse lado também – Disse Ten, Minsung sorriu – Mas eu já estava preocupado por estar a tanto tempo sem uma consulta.

— Mas esteve bem, nessas ultimas semanas.

— Estive – Disse Ten.

— O estresse? Anda o abatendo muito? – Perguntou Minsung, alterando o olhar entre o alfa e o ômega.

— Não me lembro de ter o visto tão estressado nas ultimas semanas.

 

 

O que Minsung não sabia era que na verdade Johnny queria dizer:

Bem, eu não o estressei muito nessas semanas, acredito eu. Não fui o completo idiota que eu era. Não o tratei tão mal assim. Não coloquei a culpa de algo que era minha culpa sobre ele. Não brigamos muito e até que estamos conseguindo nos entender um pouco.

 

 

— Nada fora do normal – Disse Ten, completando.

— Então quero que me contem as relevâncias dessas ultimas semanas – Disse Minsung, pegando uma prancheta e os encarando como quem dizia: Luz, câmera, ação!

 

Ten encarou Johnny e Johnny o encarou até desviar para Minsung.

 

— Que tipo de relevâncias? – Perguntou Johnny,tendo certeza que Ten agradeceu por aquela intervenção.

— Humor, dores, coisas novas, alguns pontos importantes, sendo eles bom ou ruins.

— Ah – Murmurou os dois, fazendo Minsung rir.

— Posso começar pela dor – Disse Ten – Minhas costas doem – Informou – Não é grande coisa, mas dói.

— Sabe o porquê, não é? – Minsung questionou Ten não entendeu a principio seu olhar que apontava a algo – O bebê esta crescendo – Disse.

 

Ten sorriu, se arrumando na cadeira, sentindo-se muito estranho por ter atenção voltada a si.

 

— Ele sentiu febre e dor de estomago – Disse Johnny, encarando Ten – Quê que foi? É relevante, não?

— Isso, é relevante sim – Disse Minsung – Gosto de consultas onde os dois participam, é mais fácil lembrar-se de coisas.

 

Ten não concordava com aquilo, mas também não discordava totalmente. Quem nunca se esqueceu de algum fator importante quando foi a uma consulta?

 

— Ir muito ao banheiro é normal?

— Totalmente – Disse Minsung – A não ser que venha acompanhado de dor ou sangramento – Informou – em caso de qualquer alteração você deve me procurar imediatamente – O medico disse e se Ten não tivesse guardado aquilo na mente não estava preparado para assumir o amor por seu filho.

 

 

E o momento do abate fora iniciado ao fim do questionamento de Kim Minsung que rendeu ainda uns bons risos do ômega nervoso, quando enfim entraram na sala de ecografia. E só piorou quando Ten se viu dentro das roupas hospitalares obrigatórias para aquele fim. Viu-se no fim da linha, no limite de seus esconderijos. Johnny estava ali, não tinha como o impedir de ver o que estava escondendo até agora. Johnny veria sua pequena barriga.

 

Ten negou, mas não havia muito que fazer a não ser sair do pequeno quarto em que se trocou e dar de cara com os dois alfas que o veriam. Mas sua preocupação não era Minsung e sim Johnny.

Não, sua barriga não estava assim, dessa forma tão bem notada, mas era diferente. Era uma diferença tremenda para quem o tinha visto sem mudança alguma ali aquela região.

Envergonhado mesmo, nervoso como nunca, ele sentou-se a espécie de cama usada para os ultrassons e se deitou, tentando manter-se calmo, mas o coração batia sôfrego, tanto de ansiedade para ver como estava seu bebê como vontade de fugir dali. Mas Johnny estava ali, de um lado sentado a um banco, próximo demais e Minsung estava do outro lado, sentado a seu assento, erguendo a roupa hospitalar e o cobrindo com a toalha que pós sobre suas pernas deixando revelado somente sua barriga naquele escuro claro demais. Ten juntou as mãos contra o peito e colocou na cabeça que Johnny não estaria olhando e não olhou para confirmar se ele não estava mesmo.

 

— Lembra-se do que eu disse? – Minsung perguntou, Ten espantou-se, pois estava concentrado demais na tela azul do monitor.

 

Minsung então colocou o gel em sua barriga e ergueu uma de suas sobrancelhas e somente ao Ten lembrou-se do que ele falava:

“Não se surpreenda quando acordar diferente.”

 

Foi um aviso, mas quem disse que ele não se surpreendeu quando enfim acordou assim e quem disse que ele não se surpreendeu com o passar dos dias seguintes? Era sempre uma surpresa; ao dormir; ao acordar; ao respirar.

Mas naquele momento, nem Minsung que via tantas barrigas todos os dias e nem Ten que via a sua própria a todo o momento do dia estava tão surpreso quanto Johnny. Afinal, tinha visto um esboço coberto por uma blusa branca e em seguida por braços que queriam o impedir de ver algo, mas ali estava, a barriga de Ten ao vivo, sendo alisada por aquele gel e por uma maquininha que o trouxe outra surpresa, mas naquele momento Ten estava tão surpreso quanto ele, ou mais.

Foi como a realização final da realidade abatedora que era estar a caminho de ser pai.

Aquela coisinha pequenina, de formas estranhas, era agora um bem maior, com braços maiores, com a cabeça formada, com pernas, com corpo, devia ser minúscula, mas.

— Meu... – Ten murmurou, levando uma mão a boca, em total surpresa.Não conseguiria falar, mesmo que pudesse. Mesmo que seu coração permitisse, mesmo que seu cérebro não o fizesse esquecer-se que tinha pernas.

Era cinza, tudo cinza, o bebê estava bem realístico naquele modo cinza do qual estava tão acostumado das outros ultrassons, mas então a camada de cor fora trocada, para um laranja acobreado. Ou cor mais profunda que aquela.

Ou coisa mais profunda que a ânsia que Ten sentia no peito nem imaginando que Johnny não imaginava olhando aquela cena. Se no mundo, tinha uma coisa que Johnny e Ten poderiam ainda sentir igualmente era aquela catástrofe de sentimentos únicos ao olhar aquela tela se movendo de maneiras estranhas, a  procura de investigar o pequeno que estava por vir ao mundo em alguns meses.

 

Então aquele era o tal do morfológico? – Johnny questionou-se baixinho, quase em pensamento, focando em cada detalhe mostrado na tela. Era uma imagem difícil de engolir, sabe? Era mentira, só podia ser. Ou uma ilusão de óptica ou coisa do cunho, porque não era possível.

Ricey não poderia estar assim, não era?

Minsung riu, dizendo que o bebê dormia e naquele momento Ten emocionou-se, caiu na real mais uma vez. Ele geralmente amava e esperava Ricey nem mais pensando que seria difícil. Já não tinha medo de sofrer e aceitar seu destino, contando que tivesse Ricey.

Johnny por outro lado, um lado bem mais brincalhão e bem humorado deixou aquela passar para não estragar nada. Para não quebrar aquele silencio que o sustentava e o impedia de pirar.

O silencio que fora quebrada pelas batidas do bebê que acordou os batimentos de seu coração que pareceu até nunca sequer ter batido até a chegada daquele momento. Era como uma taquicardia, que união os três interligados numa sincronia só. Cada um em seu próprio mundo, em seu próprio significado, com sua própria contemplação. Sentindo a profundidade daquilo a sua própria maneira.

E Ricey continuou dormindo, fazendo Ten encontrar a primeira das igualdades entre ele e o bebe: O sono.

O bebê estava de costas, mas Minsung conseguiu ver tudo que precisava. Ouviu os batimentos cardíacos e estavam ótimos. Conferiu tudo; a placenta, o útero, as mãos, os pés, a cabeça; o volume de tudo e claro, o sexo. Mas ele não diria e agradeceu pela contribuição do pequeno que não se virou hora nenhuma e continuou dormindo mesmo com suas varias tentativas de acordá-lo ao chacoalhar o transdutor sobre a barriga de Ten, chacoalhando assim tudo dentro de si, inclusive o bebê preguiçoso que não acordou.

 

Foi um longo tempo, que passaram ali dentro. Mas tinha sido tão rápido, tinha sido tão revelador e bom mais ou ao mesmo tempo dava aquela sensação de irrealidade; de sonho. Sabe?

 

Não foi como nas outras consultas, Ten não conseguiu fazer tantas perguntas. Estava surpreso demais com o crescimento do que antes era um pontinho perdido em seu ventre e agora estava ali, tão grande, mas ainda tão pequeno e era assustador e o enchia de ansiedade. Então Minsung disse que ele estava ótimo e passou novos exames e suspendeu o acido fólico e receitou outro remédio para suprir qualquer falta de nutrientes, e claro, remarcou a próxima consulta para dali a quatro semanas, para ver seus resultados de exames e o desenvolvimento de Ricey.

 

Saíram de lá e Ten andava como se segurasse uma pedra nos ombros, uma de cada lado. Queria chorar, estava finalmente sentindo-se em si e todas as imagens e os batimentos do filho lhe vieram a mente.

Ele estava sensível, tinha que aceitar. E ele aceitou, enquanto caminhava em direção a moça que marcaria seus exames ao lado de Johnny, ao se virar para ir ao banheiro.

Saiu de lá, um pouco mais leve e foi então marcar os exames. Os faria numa sexta antes da consulta com Minsung, já que ele geralmente marcava suas consultas para a segunda-feira.

Saiu do hospital, Johnny estava parado escorado ao carro, o esperando. Quando chegou lá não olhou o alfa, apenas dirigiu-se para o outro lado e entrou no carro, afivelando seu cinto e o esperando entrar para irem embora.

 

Seus pais o ligaram ainda naquele dia e ele não se orgulha daquilo e muito menos se sentiu melhor após ignorar elas. Na verdade se sentiu péssimo, mas quanto mais se sentia péssimo mais se sentia chateado consigo mesmo, então acabou por atender a sua mãe. E estavam estranhos, não podiam negar e Ten que preferia não contar mentiras contou uma naquela tarde sem nem pestanejar.

 

“Omma, não irei jantar aí hoje, estou muito indisposto. Podemos marcar para outro dia, amanhã, talvez?”

Mas amanhã seria quarta, o dia mais lotado da agenda de sua mãe que pegava o plantão da tarde e da noite e ainda ficava no centro de pesquisas pela manhã.

Aquilo também não o fez se sentir melhor, mas ele definitivamente não estava preparado emocionalmente para ouvir as razões. Pois mesmo que não fosse comentado, Ricey estava envolvido a tudo e qualquer coisa desse tudo o abalaria naquele dia em especial do qual ele olhava sem parar para as ultimas imagens da ultrassom.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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04.08.08, Sábado.

(15,1)

 

 

 

 

Existem pessoas no mundo que vieram para fazer a diferença. Pessoas que vieram para impulsionar, da mesma forma que existia pessoas que vinham para atrasar a trajetória de qualquer um. Mas Ten conhecia alguém, que o impulsionava e em uma de suas visitas Sora lhe disse o seguinte, sem alteração alguma em sua forma de recordar-se:

 

“Ten, você tem que se mexer.”

 

E então ela deu uma pausa e continuou, como se tentasse o convencer daquilo. O encarava nos olhos, como se desse bronca, mas estava longe de ser aquilo, ele tinha certeza.

 

 ‘”Tem que ajudar seu corpo, para que ele reaja bem a todas as mudanças que ainda sofrerá  e se você não tentar ser ativo será difícil, tudo”.

 

Tá, aquilo ele entendia. Ficar para não era bom para ninguém e Sora tinha razão, ele tinha que se ajudar e apesar de amedrontá-lo ele tentou  entender aquilo como uma dica de ouro, afinal, era uma dica de ouro, de alguém que já tinha passado por aquilo. Então ele decidiu que Iria ouvir a mulher, era para seu bem e do bebê. Ele faria algum tipo de exercício, um que pudesse ser praticado sem muito esforço e com simplicidade, porém, na sexta-feira, as sete horas da manhã, lá estava Sora, o acordando, ao fazer cócegas em seu pé descoberto pelo edredom. Teve um susto quando se acordou e deu de cara com a ômega que parecia transbordar animação. Deve ter ficado da cor do teto – branco – pois após aquilo a mãe de Johnny só faltou se acabar de pedir desculpa e por mais que ele dissesse que não precisava daquilo, ela pedia desculpas. Ten ficou sem saídas e se calou, Sora já estava calada, então os olhares se encontraram e acabaram rindo os dois. Ten acabou levantando logo em seguida, indo em seguida tomar um banho. E Sora se apossou da cozinha da qual parecia conhecer mil vezes mais do que ele. E enquanto Ten tomava banho e Johnny dormia pesadamente de alguma forma, Sora prepara um café maravilhoso para os três na cozinha.

 

Um filho sempre reconheceria os cuidados dos pais, sim. Johnny acordou em um quase estado de sonambulismo e se dirigiu para a cozinha seguindo o cheiro de ovos mexidos e bolo quentinho. Parecia até estar sonhando, mas encontrou a mãe ali. Os cabelos lindos sobre as costas e um sorriso de felicidade e saudade quando o viu entrar na cozinha o deixou com saudade de acordar em casa.

Ten estava ali, sentado a mesa e sua mãe na cozinha preparando o café, como preparava em casa; de forma apressada, porém atenciosa.

 Era uma cena linda, para Ten que realmente pensou aquilo quando viu o filho se aconchegar as costas da mãe atrás de um abraço. Sério, Ten achou lindo, ficou meio surpreso. Então Johnny saiu de lá e veio se sentar a mesa.

 

 

— Que foi? – Murmurou ele, Ten apenas se fez de desentendido.

— O quê? – Murmurou, também. Mas nada mais fora dito,não tinha o que ser.

 

A mulher preparou um verdadeiro banquete, se juntando aos dois minutos depois para tomarem café juntos.

 

 — Caiu da cama? – A mulher perguntou ao filho, do lado.

— Eu acordo cedo omma – Respondeu Johnny, como se aquilo fosse verdade. Pra ela até poderia não ser, já que em casa Johnny acordava sempre tão tarde, mas ali, naquela casa onde ele e Ten morava ele acordava realmente cedo – é impossível dormir muito nessa casa – Disse ele com certa ironia, Ten sentiu aquilo pelo menos,  então ergueu a cabeça para ver ao que ele se referia ao usar aquela ironia toda e lá estava, ele o olhando.

— Que foi? Está dizendo que é por minha causa? – Ten questionou, abismado.

— Claro que não Ten – Johnny respondeu, rindo.

— Já? A está hora da manhã? – Sora questionou, intervindo.

— Quê omma? – Johnny questionou.

— Seu filho não consegue dormir e diz que é minha culpa – Disse Ten, defendendo-se.

— Eu tenho sono leve – Disse Johnny, pela milésima vez – minha audição é muito boa.

— Não se sintam por isso, o bebê irá nascer daqui a uns meses.

 

Johnny riu, irônico, Ten também, mas foi de medo.

 

— Então – Sora disse para tentar mudar de assunto – Vim buscar o Ten para caminharmos – Disse ela.

— Ten é preguiçoso – Johnny cochichou. Mas ele não teve intenção de falar em um volume que ele não ouvisse.

— Eu ouvi – Ten informou.

 

Armou-se um pé de briga novamente e Sora se sentiu perdida ao meio dos dois que pareciam tão acostumados aquilo, mal sabendo ela que estavam sendo amigáveis. Pois se ela visse realmente eles em clima de briga a algumas semanas atrás sairia correndo em busca de ajuda para os separar e impedir um mal maior.

 

— Então gente – Falou ela e ambos a olharam – eu vim busca-lo para caminharmos um pouco, aproveitando a minha folga nessa manhã linda de sexta-feira – Disse ela, sorridente – Então termine de comer e então vista algo confortável.

 

Ten nada disse, Sora já tinha o convencido quando o acordou. Johnny por outro lado pensava qual era o encanto que Ten tinha feito para que sua mãe quisesse passar sua folga com ele caminhando. Mas nada disse, afinal teria uma manhã cheia em frente ao seu computador ou andando com Jaehyun caso ele o chamasse.

Sora estava empenhada em ajuda-lo, então fora por isso que ele tentou vencer a preguiça matinal ao ir para o quarto se vestir com algo confortável. Vestiu algo ainda mais confortável e tirou seu tênis da caixa, novinho em folha. E foram caminhar num parque ecológico de Bukhansan. Ate começarem a cair estava com vontade de voltar para casa e dormir, mas não fez isso, seguiu firme. E Foi ótimo, uma experiência realmente boa. Caminhar naquele parque fora relaxante até demais, além do quê conversaram bastante e falaram sobre o futuro e coisas relacionadas à gravidez. Foi de todo bom.

 

 

Porém aquele dia passou tão rápido quando começou e o dia seguinte chegou, e com ele Ten, se remexia de um lado para o outro na cama não conseguindo se se sentir confortável de maneira alguma. O corpo exausto doía todo em uma fadiga só. As pernas doíam e ardiam pela fadiga e não se fazia nem dez minutos que ele tinha acordado e mesmo que não tivesse a tempo suficiente acordado já tinha chorado umas três vezes, pelo menos.

 Já devia ser umas oito horas da manhã, mas ele não conseguia levantar de tão cansado que estava, era realmente sedentário. Mas não estava bem, sem falar nas dores nas costas, estavam de matar naquela manhã. Parecia até que tinha dormido no chão durante três dias de tão doído que estava. Mas apesar da dor a vida tinha que seguir, não era? Então com esse pensamento rodopiando a cabeça, quase fugindo de lá, ele se sentou, se preparando para encarar aquele sábado.

 

 

— Sábado? – Questionou, tentando desfazer um possível jeito que tinha dado na coluna, mas não, era apenas aquela dor.

 

Olhou para os lados, para o teto e esticou o corpo, caindo de novo sobre a cama. Encarou o teto, mas com o pensamento em Deus, pedindo forças para levantar-se de uma vez por todas.

 

— Eu tenho que levantar! – Disse para si, confiante, arrastando os pés que reclamaram pela corrente fria que por eles passou quando o colocou no chão. Tateou o chão atrás das pantufas, enfiando os pés nelas e se levantando.

 

Manteve o corpo paradinho, se preparando para o primeiro passo, mas antes se espreguiçou, sentindo as costas reclamarem. Mas não importava, enfrentaria aquela dor de cabeça erguida, sim. E era por isso que ele andava, lentamente pelo corredor, com uma mão nas costas e a outra sustentando a mão que estava nas costas. Entrou no quarto, mas o banheiro estava ocupado.

 

— Vai demorar? – Perguntou, batendo na porta.

 

— Não – Respondeu Johnny.

 

 

Mais ele já estava demorando e Ten se pisava com a bexiga apertada, então se sentou numa cadeira de rodinhas que ocupava um espaço até então vazio. Johnny teve a grande ideia de comprar um computador para jogar. Era uma maquinaria só, que mesmo se Ten lesse de cabo a rabo o manual de instruções não entenderia.

Johnny então saiu e ele quase que não se convencia a levantar daquela cadeira, mas levantou e foi para o banheiro tomar banho. Depois do banho voltou para o quarto, parecendo um pinguim enrolado em um edredom dando passos mínimos, mas se distraiu demais ao parar em frente ao espelho de seu quarto. Ele teria que tirar aquele espelho dali.

 

 

— Eu estou apenas engordando – Disse Ten, parado em frente ao espelho, analisando o próprio corpo, como um todo. Era absurdo, seu coração inquietava dentro do peito a cada olhada.

 

 

Riu de si, olhando para o espelho. Mas não acreditava na imagem do espelho, então olhava para baixo. De lá via, uma onda diferente, dar marca de seu umbigo para baixo. Mas dizem que as pessoas não notavam muita diferença no próprio corpo, por estarem tão acostumadas a olhar para ele o dia inteiro. E fazia sentido, não é?

Fazia muito sentido, mas naquela hora ele se sentiu sendo outra pessoa, querendo acreditar que era realmente uma diferença a mais da semana passada. E uma diferença maior ainda da semana anterior à semana passada – e seria sempre assim, mesmo que ele não notasse. Então para comprovar foi até a gaveta da escrivaninha e pegou sua coleção de fotos instantâneas, das quais só ele sabia da existência. A prova real de que havia mudança ali. Trouxe-as para frente do espelho, do qual se olhava. Apenas uma cueca boxe adornava seu corpo, então aproveitou da liberdade para se olhar em frente ao espelho.

Pegou a foto de 12 semanas que tinha tirado e deu uma olhada básica, pegando a de treze semanas e a de quatorze. Estava ali as maiores provas, mesmo que não tivesse olhando-as com atenção. Então olhou detalhadamente a de doze semanas e quase nada estava ali. Olhou depois daquela a de treze semanas e tinha, uma certa diferença em relação a anterior e então olhou a de quatorze e ali sim tinha uma diferença certa  comprovadissíma. Mas então, manteve a foto de quatorze semas próxima ao corpo e olhou a imagem real, de quinze semanas.

Era sábado, era mais uma semana, era mais um motivo de emoção, era mais uma razão para aceitar a sua mais fiel realidade. Sentia-se conectado ao fruto, e ele estava ali, estava crescendo para que visse, agora. Estava sim, sua barriga estava finalmente deferente e era dar orgulho, um orgulho que ele nem sabia que existia.

E para ter certeza daquilo não teve e nem teria que perguntar a alguém, bastou andar para a escrivaninha e pegar seu celular e abrir na galeria, procurando a sua pasta de fotos, da qual tinha a que Johnny tinha tirado alguns dias depois que tinha saído do hospital lá nas tão complicadas oito semanas de gravidez. Tinha o pedido para envia-la e ele enviou e ele a abria naquele instante. Dava zoom, olhava de longe e de perto novamente. Ficou olhando e olhou para todos os detalhes, não tinha nada ali, nada que pudesse dizer: Hm, isso aqui é diferente!

Ten quase engasgou com a própria surpresa quando voltou para frente do espelho e olhou a imagem real, atual.

 

 

— Ricey... – Cochichou ele, alisando a barriga, tão pequena, muito pequena mesmo, mas tão grande.

 

Um pontinho de calmaria, passar as mãos por ali, pela pele, em volta do umbigo, o pescoço doía e a coluna quase o fazia desabar? Sim, obvio a dor só aumentou ao longo do dia, mas Ten conseguiria contar nos dedos os momentos em que ele não esteve em uma posição que o desse visão de sua ainda pequenina barriga de grávido.

Era só uma pequena onda, na linha de seu umbigo para baixo, uma onda bem delineada ao seu quadril, ele via, só ele via. Só ele conseguia ter aquela visão e sentir o que sentia. Felizmente para algumas e infelizmente para outras. Como aquela dor na coluna, ele, só ele sentia e aquilo era injusto.

 

Johnny estava lá na sala, assistindo a algo idiota na TV enquanto Ten estava na cozinha, tentando jantar sua sopa. Tentando. Sua sopa. Mais aquela sopa o dava gastura e não por ser ruim, o gosto era bom. Mas não queria descer.

 

 

— Nem fome eu tenho – Dizia ele, lutando para comer.

 

Jungwoo tinha o alugado, fora o que ele disse assim que atendeu: Irei de alugar, amigo, estou entediado.

Mas mal sabia ele que conversar era o que ainda estava o sustentando, pois o distraia. Jungwoo era o rei da distração.

 

— Você tem que comer – Disse ele – Tem que comer Ten, não pode ficar com fome não – Falava ele, todo preocupado – Você está bem? Tipo, como está sua disposição esses dias?

— Em queda constante – Disse Ten, rindo – Passei o dia deitado, praticamente – disse ele – Tinha que comprar um aparelho digital de medir a pressão, mas nem coragem eu tive de sair do apartamento – Comentou, suspirando.

— Johnny é lerdo assim ou ele faz de propósito?

— Ele não tem que assumir qualquer responsabilidade comigo – Disse ele, mas baixo, não queria que Johnny achasse que de repente estavam falando dele, afinal, não estavam.

— Você está esperando o filho dele Ten – Disse Jungwoo, como se Ten não lembrasse daquilo – Tá, não vou me intrometer, eu não entendo vocês.

— É muito melhor assim, acredite – Disse ele e era verdade – Ah... você poderia me dizer algum remédio, emplasto, sei lá, minhas costas estão doendo muito – Disse, suspirando, atrás de tentar arrumar a coluna em uma posição melhor, mas não tinha posição melhor – Sério, está doendo muito.

— Eu terei que te assumir e cuidar de você?

— Se quiser, estou aqui – Disse Ten, gargalhando.

— Olha olha – Disse Jungwoo, como se o reprendesse, mas ele riu e a bronca foi para o espaço.

— O emplasto?

— Seu louco – Disse Jungwoo, murmurando.

— É dor meu filho – Disse Ten.

— Acho que é melhor comprar spray, além do quê é mais simples de usar – Avisou – Peça algum que tenha duração de no mínimo quatro horas, e que seja um analgésico, você irá conseguir pegar no sono rapidinho – Informou.

— É tudo que eu quero para está noite Jungwoo – Disse, sem muita convicção de que iria comprar o tal spray analgésico naquela noite ainda.

 

Era uma dor que embrulhava o estomago e fazia a cabeça doer, como se não bastasse e nem tentaria mais, abandonando de vez a sopa, ele não conseguia comer mesmo. Jungwoo se calou, ficou na linha o fazendo campainha, Ten então suspirou e endireitou a coluna mais uma vez e depois desceu do banco e seguiu pela sala, iria para o quarto.

 

— Eu acho que deveria ir comprar o spray e tomar uma ducha bem quente – dizia Jungwoo, enquanto ele seguia lentamente para o banheiro ao fazer um desvio da porta do quarto para o correr enquanto murmurava Hm – e depois aplicar o spray por onde doesse e se vestisse confortavelmente e tentasse dormir.

— Será?

— Você ainda tem ousadia de perguntar será? – Jungwoo indagou, rindo. Ten também riu – Vai comprar o spray ou diga a Johnny para ir comprar e faça isso e durma ou tente dormir.

— Tá, eu vou – Avisou, arrumando alguns fios parado em frente ao espelho.

— Eu vou desligar então, tá? E qualquer coisa me ligue.

— Obrigado Jungwoo – Falou Ten.

— Estou aqui pra essas coisas – Disse o outro – Tchau, se cuida e cuidado na rua.

— A farmácia é aqui embaixo.

— E?

 

 

Jungwoo riu, Ten também e então ele desligou, como disse que desligaria e Ten que disse que iria a farmácia tomou uma ducha quente e escovou os dentes e partiu para o quarto, deitando-se com dor mesmo e não demorando por apagar.

 

 

 

 

 

 

 

 

_____

 

 

 

 

 

 

06.08.08, Segunda-feira.

(15,3)

 

 

 

 

 

 

E mais uma manhã chegou e foi embora sem muitas mudanças. E novamente dormiu a noite e acordava agora, sem sentir muitas mudanças ao remexer-se sobre a cama. Ten se espreguiçou, sentindo tudo que aquela semana tinha lhe reservado: Dores.

 

Doeu a cabeça, os braços, até os dedos e como se não tivesse mais nada para doer ia agora até a pele da barriga. Não era exatamente a pele que doía, era mais como se fosse o músculo colado a pele, na lateral da barriga, em ambos os lados. Era uma dor que se unia a dor de suas costas e o dava um misto de dores sem igual. Ele não precisava que o dissesse o motivo de todas aquelas dores novas, afinal, ele sabia muito bem o porque delas. Mas tinha que ter algum remédio para tudo aquilo. E se não fosse remédio seria outra coisa, tão eficiente quando.

 

Poderia ser fraco, poderia até assumir agora, pois aquelas dores estavam o comandando e ele não tinha certeza se era para estar assim, mas não tinha sequer condições de se levantar, não mesmo, então apenas continuou ali, deitado sobre a cama. A barriga roncava de fome, mas era estranho, ele não estava com um pingo sequer de fome, pelo contrario, tinha a sensação de que estava muito cheio.  Sem perceber voltou a dormir e então acordou num susto quando começou a sonhar. Pode ter demorado muito, ou tudo se passou em milésimos de segundos, mas foi de todo desestruturado. Acordou rindo, porém assustado, talvez mais do que na ultima vez que sonhou aquilo, com a borboleta sendo engolida e descendo a sua goela enquanto batia as asas por onde passava. Era confuso, mas tinha certeza de uma coisa. Tinha certeza que era exatamente a mesma sensação; estranha e perturbadora e mesmo acordado o sonho lhe perturbava a cabeça e o fazia se sentir meio louco ao ainda rir, enquanto resolvia se voltava a dormir ou se acordava de vez e saia daquela moleza. Mas sem pestanejar o sono lhe pegou novamente e novamente acordou, ouvindo o bater das asas e as cócegas que ela causava em sua barriga, o sonho tinha apenas continuado de onde havia parado.

Não dormiria mais, não queria sonhar novamente ou entrar de vez naquele sonho. Então manteve os olhos abertos, por mais que estivesse sendo muito difícil. Naquele momento, uma dorzinha diferente pinicava dentro de seu umbigo, era incomodante. Doía na verdade, mas era uma dor estranha e suportável, uma dor que mais parecia com a picada de algum bichinho muito pequeno, e fazia cócegas – era estranho.

O fez se retrair o abdômen e coçar o umbigo, mas a sensação não passava. Só aumentava na verdade e o fazia ter vontade de ir ao banheiro, mas quem disse que ele conseguia levantar?

Não teve jeito,ficou ali deitado, sentindo aquilo por mais alguns segundos até que parou. Já tinha sentindo uma dor parecida, a alguns anos atrás e era normal, todo mundo sentiu alguma vez aquele pinicão no umbigo.

Então ele se sentou e se escorou na cama, para tentar dar um sossego a coluna. Mas reclamou de dor e alivio quando deixou a coluna ereta, se convencendo de vez que talvez ele tivesse que trocar de colchão.

Pegou seus óculos, do qual estava usando muito nos últimos tempos e ficou ali, até se assustar quando sentiu de novo aquelas cócegas novamente em seu umbigo. Era ainda mais estranho, mas era um estranho bom, e aquela ideia sequer passou por sua cabeça, até sentir as cócegas um pouquinho mais para o lado do umbigo. Era como se um peixinho estivesse ali, mudando de lugar e dessa vez não incomodava tanto, só assustava mesmo. Assustava tanto que o deixava com uma sensação de que estava deixando o próprio corpo pouco a pouco.

 

 

— O que é isso? – Questionou, localizando a mão ali, bem centralizada.

 

E não precisava que ninguém o dissesse nada. Nem precisou se convencer por uma segunda vez daquilo, um soluço solitário se apressou por sair de seus lábios e tomou conta do lugar, antes mesmo das gotículas de lagrimas ameaçar cair de seus olhos.

O peito subindo e descendo, até então lentamente passou a fazer uma compilação de soluços entalados, presos. Uma de suas mãos foi até a boca, o coração acelerou, acelerou muito, muito mesmo.

Dizer que estava emocionado era pouco demais, era mais que aquilo, muito mais. Era como um  orgulho sobrenatural que minava de sua pele e o fazia se sentir o ser mais especial do mundo. E não havia duvida, daquela vez não, não havia duvida nenhuma em Ten. Era Ricey, sem duvidas.

O bebê ouve tudo, principalmente o som do coração de seu protetor.

 

Ele sem duvidas ouvia o bater acelerado e era por isso que ele dava sinais mais acelerados ainda. Ten ria entre as lagrimas, segurava-as, mais chorava e quanto mais chorava mais ria. Queria correr, queria muito correr. Subiu a blusa e desceu o tronco pela grande da cama, ficando quase deitado, olhando para a barriga que mexia pele seu choro. Não veria ela mexendo assim, Ricey ainda era muito pequeno para fazer aquilo, mas ele via, no lugar onde sentia aquelas cócegas como se fosse o bater das asas da borboleta que engoliu em seu sonho. Ele via, bem ao lado do umbigo, no lado esquerdo, a pele mexer, como se Ricey dissesse:

Toc Toc, estou aqui. Você já pode me sentir?

Ten concordou, para si mesmo, sentindo-se o bobo mais feliz do mundo. Era o Ricey, era ele. Ele sentia, pouquinho, muito pouquinho, mas sentia algo, sentia algo ali e era ele.

 

— Isso... – e suspirou, enxugando os olhos embaçados e fungando – Não é um sonho, não é?

 

Não Ten, não é um sonho – Pensou ele, uns seis minutos depois, se convencendo de vez.

 

Era o inicio, o inicio de seu momento mais feliz. O momento que ele mais esperava. Sentir o Ricey, de alguma forma, interagindo consigo. Pegou o livrinho, assim que conseguiu se acalmar, mas a mão não saia da barriga e tremia, mas ele continuava a alisando, embora não sentisse mais nada.

 

— Estamos nas quinze semanas – Disse ele, procurando no sumario. O nariz estava escorrendo e os olhos ainda marejados embaçavam as linhas, então ele pegou seus óculos – Eu não li, não li a décima quinta semana Ricey... – Disse – Tinha que ser uma surpresa desse porte, não é?

 

Sim. Foi planejado.

As dores eram daquelas semanas, era normal sentir dores nas costas e no abdômen por conta do afrouxamento dos músculos que se expandiam para dar espaço ao útero que acomodaria um grande bebê em breve. Um grande bebê que já era um grande bebê de dez centímetros e setenta gramas.

 

— Eu tinha que te sentir – Disse Ten, abismado. Os lábios não paravam juntos e era impossível cobrir os dentes brancos, era impossível não sorrir feito um bobo apaixonado – Você já tem 10 cm Ricey – Disse ele, aquela informação que não sabia por não ter lido o livrinho por estar com tanta dor quanto hoje.

 

Mais hoje e daqui para frente a dor seria mais suportável, pois o motivo dela o daria alegria, alguma hora do dia, ao fazer alguma cambalhota lá dentro de sua barriga que desse para ser sentida.

 

Ten descobriu, lendo o livrinho que o bebê é muito ativo depois das quinze semanas e que a cada dia será mais fácil sentir ele, alguma hora do dia, pois ele se mexe muito.

A primeira gestação é normal demorar a sentir, do mesmo jeito que você pode começar a senti-lo desde cedo. É uma coisa que varia muito de pessoa para pessoa. Mas talvez seu desejo de sentir Ricey fosse grande demais, tão grande que ele conseguiu ser o sortudo das quinze semanas.

Naquele dia Ricey mexeu mais duas vezes, onde estava localizado seu umbigo. Era estranho, principalmente ali naquele lugarzinho incomodo do qual ele parecia amar, mas era bom. Tão bom que Ten não conseguia não ficar ansioso por sentir alguma cócega singela, mesmo que fosse ali.

Até imaginou como seria se alguém o pedisse para explicar aquilo enquanto aguardava por sentir aquilo novamente. Mas ele não conseguiria explicar. Quando era abaixo do umbigo dava uma sensação de choque, que coçava e o fazia querer rir, mas era tão fraquinho que ele apenas ria que ele apenas riu, antes de dormir, depois de se convencer que não sentiria novamente.

 

 

 

 

 

_____

 

 

 

 

 

 

 

 

 

10.08.08, Sexta-feira.

(15,7)

 

 

 

 

 

 

 

Era cedinho da manhã quando começou a discutir com o despertador em alguma língua alienígena. Mas acabou cedendo ao sono que o assolava pela manhã, voltando a dormir profundamente assim que desligou o despertador.

Ten tinha começado a ir para o tal do Yoga já fazia dois dias. Era num centro para gestantes, ali mesmo, no centro, a duas quadras de seu apartamento. Era até bom pois pegava um solzinho se fosse pela parte da manhã e pegava um ar fresco de fosse pela tarde.

 

Jungwoo apareceu em seu apartamento na terça-feira, sem nem avisar. Eram quatro horas da tarde quando ele quase o forçou a trocar de roupas e o seguir pelo centro de Bukhansan. As costas doíam e a energia era pouca? Sim, como nunca. Mas ele seguiu firme e forte sendo apoiando pelo Kim que havia encaixado o braço no seu e o arrastava por aí, em passos confortáveis.

Dizia ele que tinha a solução para todas as suas dores e toda a sua falta de coragem e a possível motivação para ser um gestante mais ativo que quer ver o corpo bem e aguentando o tudo que a gravidez proporcionava.

Jungwoo parou então em frente a um centro. Parecia uma academia, mas não era. Tratava-se de um centro onde eram dados aulas de Yoga. Yoga? Seria o Yoga a solução para seus problemas?

Isso fora na terça-feira e Jungwoo o impulsionou a entrar lá e se matricular, para testar. Se ele não gostasse ou visse piora ele simplesmente parasse e partisse para outra solução. Então ele fez o que o amigo dizia e se inscreveu, terminando o resto daquela tarde com um pedaço de torta de morando de fazer esquecer qualquer dor, sabendo que na manhã seguinte tinha compromisso:

Sua aula de Yoga.

 

 

Deixou de se chatear com o despertador, despertando de vez. Era manhã ainda, sete e meia, quando Ten andava pelo corredor, passando as mãos na parede e suspirando profundamente. Não estava com vontade de ir para o Yoga, que era três vezes por semana. Na quarta, quinta e sexta. Mas lá estava ele,  indo para o banheiro, inconformado. Estava com medo de ter se enganado. Ficou tão feliz naquele dia, achando que estava sentindo o pequeno de dez centímetros se mexendo.

 

— Não... eu senti! – Disse, se convencendo, empurrou a porta que estava escorada e tentou não fazer barulho para não acordar o alfa, mas ele já devia ter desistido disso, Johnny sempre acordava.

— Obrigado, despertador – Disse Johnny irônico, Ten riu forçado.

— De nada – Disse Ten, indo até o banheiro.

 

Tomou banho, rapidamente, estava atrasado. As cotas felizmente estavam doendo um pouco menos, depois desses dois dias de Yoga, mas em compensação, uma cólica chata se instalou num lugar onde nem sequer saberia apontar para dizer aonde era exatamente. Era como se fosse em todo o espaço entre os ossos de seu quadril, que descia para algum osso que sustentava seus órgãos. Era uma dor estranha assim, mas quando ele tentou explicar para sua mãe e Sora elas apenas riram pela sua preocupação e disse que era normal, eram cólicas por conta do passar do tempo. Eram dores pélvicas, eram mesmo.

 

Bufou, saindo do banho, os cabelos pingando e os pés descalços no chão ocasionando um barulhinho estranho no piso. Foi até seu quarto, para se arrumar. Mas a roupa que o tinham feito comprar para fazer o Yoga eram muito desconfortável. Não era o seu tipo de roupa. Tratava-se de uma camiseta normal, mas numa malha que esticava, como se fosse roupa própria para praticar esportes e uma calça leguem, do mesmo pano. Não o apertava, mas ficava colocado ao seu corpo, bem colado, principalmente na parte da barriga.

 

— Essa roupa atrapalha o crescimento da minha barriguinha – Comentou ele, esticando a calça naquela parte, afastando-a da barriga.

 

Não usou a blusa e nem usaria. Preferia as suas, pelo menos escondia sua barriga e não, ele não tinha vergonha de sua barriga e nem de ser um gestante, era só, estranho. Não conseguia e nem tinha vontade de mostrar para todo mundo seu orgulho crescendo ali. Saiu enfim do quarto, encontrando Johnny na sala, girando a chave do carro, o encarando logo em seguida.

Ficaram assim, por alguns segundos.

 

— Tem algo errado? – Ten questionou, enfim fechando a porta da qual segurava a maçaneta.

— Vou te deixar no Yoga – Johnny avisou. Ten falaria algo como “Não precisa, estou bem”.

 

Mas não estava.

Johnny percebeu aquilo, percebeu a vários dias.

Não tinham uma relação, era uma das únicas coisas que tinham certeza. Johnny não conseguia sequer considerar Ten um amigo e o pior é que não era certo considerar um inimigo, pois não eram. Mas era complicado os definir como sendo amigos, não por não poderem, mas por não tentarem de verdade, os dois. Mas eles moravam debaixo do mesmo teto, dividiam o sofá, a mesa, o bule e essas coisas e Johnny não era assim tão desligado como todos imaginavam. Ten fazia suas coisas e não o incomodava e ele fazia suas próprias coisas e não atrapalhava Ten em quase nada.

Mas o pegou reclamando de dor. E depois daquilo ficou prestando atenção. Ele andava de forma lenta, sempre, mas naqueles dias estava pior. E sua mãe o ligou e o chamou para ir em casa e ele foi. E levou uns bons carões.

 

“Você pode até não gostar do Ten, mas eu sei que não odeia ele como antes.”

“Mesmo que não sejam um casal , ele precisa de você, está esperando seu filho”

 

Sim, sua mãe disse aquilo e muito mais e ela tinha total razão. Ten não precisava dele em si, eles não precisavam um do outro daquela forma e de nenhuma. Mas eles tinham que se ajudar. Sem falar que quem estava carregando seu filho era Ten e mesmo que ele desse uma de durão ele não era, Ten era sensível e Johnny nem entendia direito como ele conseguia tentar manter aquela fortaleza toda, sabe?

Quem no mundo chora por qualquer coisa quando é durão?

 

E mesmo que Ten dissesse que estava bem ele o levaria para o tal Yoga para melhorar a tal dor nas costas que ele reclamava tanto pelos quatro cantos da casa.

 

— Não adianta dizer que não – Avisou ele, se levantando do sofá.

— Tá? – Disse Ten apenas.

 

Quem se negava uma carona?

 

E foram, saíram do apartamento e desceram pelo elevador  e saíram do prédio. Calados como sempre.

 

— Como está tudo? – Johnny questionou, quando pararam no sinal vermelho.

— Está tudo indo bem – Respondeu Ten, simplista.

 

Ele cortou o assunto, novamente. Ten vinha fazendo aquilo há vários dias. Desde a viagem a Jejusan. Não era como se fossem amigos, mas também não era como se fossem desconhecidos, sabe?

Nos últimos dias, até aquele dia – claro – eles estavam mais amigáveis? Sim, talvez fosse a palavra certa. Mas tudo pareceu voltar a estaca zero depois da viagem.

 

— Você ainda está chateado comigo? – Questionou Johnny, novamente. Ten ficou calado, arrumando o cinto que devia apertar, já que ele não o soltava.

— Chateado? – Ten questionou, mas fora irônico, Johnny reconhecia aquele tom de longe.

— Sim Ten, chateado – Disse Johnny – Não precisamos ser amigos se não quisermos, mas você ficou diferente desde a viagem de Jejusan – Johnny disse e ele sabia que tinha razão e sabia mais ainda que nem o próprio Ten conseguiria desmentir aquilo – Você ficou chateado com seus pais, mas já devem estar  bem, afinal, são seus pais e minha omma, eu nem comento, você parece idolatrar ela e ele a você  – Disse ele, encarando Ten – Vocês não desgrudam – Disse e Ten riu, o encarando enquanto cruzava os braços com um olhar julgador demais – Mas comigo você está estranho.

— Nunca imaginei que você fosse achar estranho por eu estar estranho com você – Ten disse, o encarando – Qual é Johnny? – Indagou ele, sincero.

— Só quero saber se ainda está chateando pelo que aconteceu lá.

— Não estou chateado porque você mentiu pra mim Johnny – Disse Ten, confiando que o outro acreditaria apesar de não poder sequer disfarçar a ironia.

— Você sabe que isso não convence, não é? – Johnny questionou.

— E precisa?

— Claro – Disse ele – Eu sei agora que não gosta de mentiras, mas eu não menti tanto assim.

— Não? – Ten questionou – Além de não terem me incluído no plano, ainda teve coragem de mentir daquela forma? De onde tirou aquelas informações? Perguntou ao Jaehyun por acaso?

— Perguntei – Disse ele. Pra quê mentir?

— Inacreditável – Disse Ten – Jaehyun não deve nem ter se tocado que você estava recolhendo informações para tentar convencer a família Wong de que éramos o casal perfeito.

— Você já conversou com seus pais? – Perguntou Johnny, parando no sinal fechado e encarou Ten, mas nada veio dele, fazendo Johnny se questionar se aquilo tinha acontecido – Não falou com seus pais?

— Ah Johnny! – Murmurou Ten, se chateando. A paciência chegou ao fundo do poço.

— Como quer entender se está evitando querer entender? – Johnny questionou, sério.

— Não me deixaram de fora? – Perguntou Ten, sério, encarando Johnny – Que continue, eu não quero falar sobre nada.

— Tá vendo? – Disse Johnny, perguntando retoricamente – Você está chateado – Disse ele, Ten fingiu não ouvir – Já imaginou a bagunça que seria se nossos pais tivessem dito: Meu filho é um sangue puro, e o filho dos Chin também. Um é um alfa e o outro é um ômega, então nós os obrigamos a casar para poderem ter um filho para que esse filho podesse ajudar a nossa raça a sobreviver – Disse Johnny e aquilo fez a mente de Ten revirar numa agonia só.

— Tudo já está uma bagunça Johnny – Disse Ten, não ousando olhar em direção ao alfa.

— E eu não sei? – Johnny questionou – E tá difícil também, eu sei – Disse Johnny – Eu sou um alfa de dezoito anos que irá começar a universidade em alguns dias e você um ômega de quinze anos que anda por aí chorando por ter dores nas costas – Disse Johnny, rindo, mas não era engraçado – E em breve, seremos nós dois pais de alguém, já somos – Disse ele, como se tentasse se convencer – E embora não tenhamos nada, eu tenho que ajudar você que carrega meu filho e depois que meu filho nascer eu tenho que ajudar ele. Não há que possa ser mudado agora.

— Hm, interessante – Disse Ten, longe demais, de propósito.

— Estou falando sério.

— E você acha que eu não sei? Eu sei, ta? É tudo sério e eu não queria que tivesse tocado neste assunto – Disse, Johnny entendeu – Está se sentindo incomodado pela minha chateação? não se sinta, tá? Eu só preciso processar tudo – Avisou, tentando manter-se calmo, não queria brigar – Eu não sei, não sei nem o que pensar, tá?

— Então vamos parar com essas bobagens – Disse Johnny. E se algum dia Ten teve vontade de entender a mente de Johnny ou pelo menos saber o que tinha nela não tinha mais, era definitivamente mais fácil ser o que cobrava algo.

— E o que quer que eu faça?

— Um trato.

— Um trato? – Indagou Ten.

— Sim, funcionamos a base de tratos – Johnny disse, irônico e o pior é que ele estava certo.

— Engraçadinho – Disse Ten, mas era verdade.

— Ricey depende de nós dois, será assim – Disse Johnny – então, não esconda nada que estava relacionado a ele de mim e isso inclui as coisas estranhas que acontece com você. Como você mesmo disse uma vez, Ricey faz parte de você e enquanto for assim, me diga as coisas, peça para mim fazer o que não pode, entendeu?

— Não batemos em algo e estamos agora dentro de uma ambulância?

— Você me disse para crescer e sempre que tento você faz isso – Disse Johnny, rindo – Sério?

— Você é muito estranho Johnny.

— Que seja – Johnny disse, meio que concordando – Trato feito?

— Ok – Respondeu Ten, simplista – Mas ainda estou chateado.

— Mas eu não tive culpa.

— Teve – Disse Ten – É aqui – Disse ele, apontando para um prédio, aleatoriamente, Johnny freou e parou a frente do tal prédio, estacionando pertinho da calçada – Eu saio as 11h30min – Disse – Se sentir que deve me buscar esteja aqui as 11:30 em ponto ou irei a pé.

— Eu não te entendo – Disse Johnny rindo, vendo o outro sair do carro. Ten apenas deu de ombros.

Era papo reto ou não andavam.

 

 

 

 

 

 

_____

 

 

 

 


Notas Finais


SENTINDO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


RICEY MEXEU!

VESTIGIOS DAS 14 SEMANAS;
SORA E JUNGWOO A SORTE DE TEN.
15 SEMANAS <3
E INICIO DAS 16 SEMANAS <3

OI?

tudo num mesmo capitulo? que rendeu quase 9k palavras? pra quem gosta de capitulo grande ta ai <3

Ten sentiu muitas dores e eu espero que o Yoga ajude ele e Johnny obrigado por "tentar" cuidar do Ten do seu jeito torto.

Porque Johnny se importa se Ten está chateado?

Gostaram do capitulo?

RICEY MEXEU!

Gente, to doente, não sei nem o que to escrevendo e falta 4 min pra acabar o dia onze e eu tenho que postar agora e lá foi.

16 SEMANAS HOJE.

FUI <3


P.S: O capitulo é referente a sexta. Nao foi erro, é assim msm, ta? Rsrs


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