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História Sacrilege - Capítulo 1


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Notas do Autor


Fanfic nova nascida depois de ver uns fmvs soltos do ateez e assistir em loop wonderland XD

Esse capítulo é bem suave, só uma introdução. Os próximos podem vir a ser meio pesados ( ou não, depende de cada pessoa). Me esforcei para a fic, então espero que gostem!♡

O que acharam da capa? Fiz ela pelo celular e simplesmente me apaixonei por esse efeito. Achei parecido com uma HQ no estilo Sabrina (ou isso é um delírio meu). No início de cada capítulo vai ter a foto de um membro( a partir do próximo, foto de quem representa cada pecado) para que, quem não conheça bem o ATEEZ, possa se familiarizar com os rostos :)

Ah e o San na fic é loiro e não, na capa ele não está totalmente loiro. Mas isso vcs vão entender ao longo da fic ;)

Falarei mais nas notas finais.

Capítulo 1 - Instruções para a jornada


Fanfic / Fanfiction Sacrilege - Capítulo 1 - Instruções para a jornada

Im Jeongin foi a Esperança antes de mim. Ele foi assassinado com seis meses de idade. Antes dele houve  Ahn Hyejin, ela também nasceu com a marca da Esperança no pulso e foi sequestrada ainda criança. Ninguém sabe o que fizeram com ela, apenas tiveram certeza de sua morte quando veio a chuva de sangue na cidade. Já se passaram duzentos anos desde a última vez que esse mundo esteve em paz e é minha missão trazê-la novamente.

Prazer, sou Choi San, filho do mago e nascido com a marca do Amor.


~~♡~~


Não dá para saber quando e onde a criança "filha" do mago nascerá. Ser "filho" do mago significa nascer com o destino quase certo. Em teoria é chegar aos vinte anos e usar do artifício que lhe for necessário para conquistar a confiança dos Sete e selar o acordo responsável por cem anos de paz. São crianças com dons variados e a capacidade de resistir às tentações.

Obviamente, a humanidade estava em caos e ali haviam pessoas consumidas pela soberba, avareza e ira. Geralmente essas eram as que tentavam matar qualquer filho ou filha do mago ao longo das reencarnações. Eles conseguiram isso duas vezes seguidas e talvez o mundo não aguentaria uma terceira vez.

Eu nasci em um riacho na descida de uma montanha. Minha mãe era de uma tribo isolada que praticava canibalismo e cultuavam a Luxúria. Ela não entendia quem eu era, mas a marca suave em formato de coração no meu pulso a fez me levar imediatamente para o templo que ficava do outro lado da montanha. Templos ainda existem. Alguns para adorarem algum dos Sete e poucos que lutavam contra todas as tentações e esperavam ansiosamente pelo filho ou filha do mago.

O templo para o qual minha mãe me levou era composto por monges do segundo time. Eles tomaram o bebê que eu era dos braços da mulher que me gerou com brutalidade por temerem alguma tragédia, eu imagino. Ela, como esperado de uma mãe que queria muito criar seu filho para orgulhar o deus da Luxúria, fez de tudo para me tomar de volta. Mordeu, arranhou e gritou todo os tipos de coisas para eles. 

Isso fez com que a matassem. Eu vim com a marca do Amor e foi a primeira coisa que me tiraram. Sei que não posso culpá-los. Eles apenas queriam me manter seguro, mas não consigo ignorar o remorso que ficou preso em mim durante uma boa parte da minha vida.

Agora, eu estou conformado e espero pelo meu vigésimo aniversário pelo qual precisei lutar tanto para chegar. Já fui envenenado e quase morto mais vezes do que posso me lembrar. Os monges que mataram minha mãe me protegeram de outros de fora. Alguns conhecidos da tribo da Luxúria na qual nasci ainda tentaram me pegar de volta. Talvez meu pai? Ou aquele que achava ser meu pai junto à todos os outros que também achavam. No fim, eu fui muito bem escondido e eles desistiram.

É confuso mentalizar tudo isso, não é? Também foi pra mim. Só descobri toda minha história pois Moa, um dos monges daqui, anotou tudo no seu caderno velho. Não acho que pretendia me entregar um dia, mas por ter cedido à inveja e morrido após se recusar a comer sua comida, suas coisas ficaram largadas por aí e eu encontrei a alguns meses. Obviamente, fui informado do meu destino, mas nada sobre minha origem até a chegada desse diário. 

Vinte anos. Meu corpo não cresceu tanto e tampouco engordei o suficiente, mas já é amanhã. Talvez eu devesse cortar o cabelo...

— Senhor San, está ocupado?— viro meu rosto ao ouvir a voz e sento na cama. Ele se curva ao ter seus olhos nos meus.

— Não mais. 

— Perdão, senhor... mas o ancião Jun pediu por sua presença no salão branco.

— Estou indo. — ele concorda e sai. A porta está sempre aberta para minha proteção.

É solitário estar aqui. Nunca gostei de ficar longe das outras crianças do templo e, agora que cresci, sinto como se não fosse mais capaz de me enturmar. Infelizmente, eu despertava inveja nelas e aquilo dificultava a purificação do ambiente, dessa maneira, eu fui posto no andar mais alto da pequena construção. Eu consigo entender o porquê da inveja delas. Sempre tive a melhor refeição, por mais que fosse pouco para não correr o risco de atrair a gula até nosso templo, também sempre tive todos os brinquedos que eu pedia e as roupas mais claras e bem costuradas dali. Eu também era o único com permissão para deixar meus cabelos crescerem. Era óbvio que eu teria o melhor, eu era um filho do mago. Eles temiam a idolatria vinda da avareza e mesmo assim continuavam insistindo em me destacar dos demais. Já tentei falar com os monges sobre isso e eles apenas me ignoram.

Suspiro e toco minha pulseira de pano. Encontrei nas coisas de Mao, ele dizia ser do pano que minha mãe usava para conter o sangue que lhe escorria pelas pernas ao chegar no templo. Aparentemente ela não usava roupas pois ele detalhou seu corpo de tal forma que posso imaginá-la parada no grande salão, comigo igualmente nu e sangrento. Ela é bonita na minha mente. 

Levanto da cama e ergo o rosto, seguindo calmamente até o ancião Jun.


~~♡~~


É necessário roupas claras para entrar no salão branco. Mas como sempre estou usando elas, nem mesmo tive o esforço de me trocar. Apenas minha pulseira e meus olhos são escuros em todo meu corpo.

Desço todo o par de escadas enquanto seguro o corrimão. O único som vem dos sinos pendurados nas janelas das salas. Devem ter recolhido as crianças mais cedo hoje. Continuo meu trajeto e bato na porta antes de entrar na sala.

— Pequeno San. — o ancião ergue o rosto e sorri para mim.

Jun é bem velho. As vezes penso que ele é tão velho quanto o templo, mas é apenas exagero da minha mente. A barba já era grisalha quando eu era criança e parece ter ficado cada vez maior ao longo dos anos. Suas costas estão sempre curvadas e a voz rouca nunca subiu de tom para mim, lhe dando um aspecto cansado.

— Ancião. — me curvo e chego mais perto.

Atrás dele há uma mesa baixa de madeira com alguns objetos espalhados.

— Vê os objetos? Serão necessários na sua missão, pequeno San. — começa e fico logo ao lado, observando tudo cuidadosamente enquanto espero sua orientação. — A mochila é onde você deve colocar apenas duas roupas, então escolha cuidadosamente. A garrafa é para água e ao seu lado pode ver algumas barras de cereal. Não coma muito, lembre que a gula é fácil de atrair. 

— O que devo fazer quando elas acabarem? — pergunto. Só há seis ali e tenho certeza de que não poderei encontrar os Sete estando com fome.

— Faça o possível para que durem sua viagem inteira. — o olho com sua resposta.

É impossível. Eu só terei seis dias para procurar e conquistar os Sete, sendo que nem mesmo sei como farei isso.

Apesar de me sentir levemente pressionado, me mantenho quieto e espero que prossiga.

— O mais importante não é isso, pequeno San, mas sim o mapa que está enrolado aí. Não o abra agora, apenas você pode ver o conteúdo. Esse mapa te levará para qualquer um dos Sete. — o ancião suspira e se ajeita na sua almofada. — Dentro da mochila há algo que preparei para que você fique protegido lá fora, olhe quando sair no templo e não deixe que tomem. São relíquias que guardo a muito tempo.

— Sim, ancião. — murmuro e pego tudo, colocando a comida e a garrafa em um bolso menor na lateral e segurando o mapa enrolado. — Devo saber de algo mais?

— Saia antes do amanhecer, mas não antes da meia-noite. Você nasceu antes do raiar do dia e assim deve iniciar sua jornada. — diz e vou até sua frente. — Eu respeito a força dos Sete, apesar de não concordar com seus atos, mas recomendo que comece pelo deus da Preguiça. Os registros mostram que ele é o mais fácil de lidar e pode te ajudar posteriormente. E lembre-se, não deixe que eles te toquem. É a única maneira de você ser afetado pela maldade deles.

— Obrigado... estará aqui quando eu voltar? — pergunto o olhando e vejo um pequeno sorriso ladino nos seus lábios.

— Você não voltará, pequeno San. O que verá irá te mudar, independente dos seus resultados, e esse lugar não será o suficiente. 

Crispo os lábios e nego para o que diz. Não acredito que o templo um dia possa ser insuficiente para mim. 

— Quando eu completar minha missão, não haverá mais pessoas melhores ou piores. Esse lugar será suficiente para todos. — falo e me inclino suavemente antes de sair da sala.


~~♡~~


Volto ao meu quarto e deixo tudo sobre a cama. Observo os objetos que me foram dados e toco a linha preta que prende o mapa em um rolo fino. Ela é felpuda e faz a ponta dos meus dedos coçarem. 

Talvez eu possa abri-lo e matar um pouco a minha curiosidade. Não, melhor esperar para o lado de fora. Não faço ideia do que pode sair daí e não quero trazer mais males para os monges. 

Deixo as coisas ali e vou selecionar minhas roupas. Observo bem todas as opções e nego. Tenho poucas escuras e sei que precisarei delas no escuro, assim como algo quente. Olho ao redor e respiro fundo antes de descer novamente. 

— Senhor San? — ouço a mesma voz de hoje cedo e viro, sorrindo gentilmente. 

— Eu preciso de um favor. — murmuro me aproximando dele. — Pode pedir duas mudas de roupas escuras para alguém do meu tamanho? Preciso de uma mais grossa e outra mais fina. — explico calmo e seus olhos ficam cada vez maiores. — E diga à essa pessoa que pode ficar com minhas roupas quando eu sair.

Ele fica parado na minha frente por alguns segundos antes de acenar e se apressar mais para baixo. Enquanto isso, eu retorno ao meu quarto e entro no banheiro que tenho ali. Me lavo apropriadamente e espero na cama.

— Senhor San. — me chama e vou receber as roupas. — Boa sorte na sua missão, senhor.

— Obrigado, Chani. — murmuro e suas bochechas coram quase imediatamente. Ele não sabia que eu sei seu nome. 

Volto para dentro do quarto e me dispo. Fico com uma regata branca e um short pequeno da mesma cor. Pego a roupa escura de tecido mais fino e visto. A sensação é diferente e um pouco libertadora.

A blusa fica um pouco maior que meu corpo, mas isso a faz parecer mais agradável ao meu ver. A calça é justa e os sapatos cabem perfeitamente. Deixo a outra muda de roupas dentro da mochila, logo acima do que quer que o ancião tenha posto ali e pego uma roupa clara minha, deixando tudo junto. 

Como me foi instruído: duas mudas de roupas na mochila.

Vou na pia do banheiro e coloco água na garrafa, a guardando em seguida. Checo se está tudo certo ali e volto a sentar na cama. Observo meu pulso, onde minha pulseira permanece e a desamarro cuidadosamente.

Segundo as escrituras de Moa, minha marca parecia uma fina cicatriz de navalha em formato de coração, ou melhor, no formato simbólico do amor. Completamente vazado e claro. Acredito que ele tenha descrito errado ou algo aconteceu em algum momento de quando eu era bebê pois minha marca agora tem um pequeno sinal onde deveria haver apenas a cor da minha pele.

Fico observando o pontinho e o cutuco com meu dedo. Ele sempre esteve ali, mas só fui me incomodar com sua presença após ver o que Moa escreveu sobre ele. Não sei se deveria me preocupar e muito menos contar à alguém, então tento me manter neutro e sempre escondo ele e minha marca com o pano da minha mãe. 

Deito na cama enquanto espero o anoitecer vir, tentando me fazer acreditar que tudo funcionará como deve ser.


Notas Finais


Então, capítulo paradinho porque é uma introdução. Me perdoem por possíveis erros e ne avisem, por favor.

Sobre o próximo, eu já tenho pronto e ele ficou E N O R M E. Sério, fiquei chocada.

Sobre as postagens: minhas aulas começam em fevereiro com gosto de gás e minha faculdade me come de todo os lados, então não sei bem como vai ser ( até pq tenho duas fic em andamento além dessa). Mas a fic terá no máximo 9 capítulos, então talvez dê certo.

E finalmente... gostaram? É difícil dizer por esse capítulo, então me digam o que esperam da fic!

E sobre o ATEEZ, qual o bias de vocês? E a música preferidam? ( se não conhecerem, tá tudo bem :) )

Meu bias é Jongho ♡, mas eu derreto por todos pq né, esse negócio de atenção só pro bias não funciona pra mim

E minha música preferida é Twilight ♡♡♡. Apesar de que Horizon desse novo álbum tá uma delícia

Enfim, foi só pra descontrair :)

Obrigada por darem uma chance à fic e por lerem esse monte de coisa das notas.

Até o próximo!

Para leitores novos: minha memória é ruim, então pode ser que eu venha aqui e atualize as notas depois.


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