História Sad Beautiful Tragic - 2 Temporada - Capítulo 12


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Palavras 1.362
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Vivi os meus piores dias e momentos durante esse tempo que estive sem postar nada aqui. Eu realmente me senti tão mal com tudo que aconteceu na minha vida que quase tirei a minha própria vida...Sei que pode ser meio "desesperado" postar isso aqui mas só queria deixar claro o motivo do meu sumiço. Agora, uma coisa eu prometi e irei cumprir, que é publicar a história até o fim independente do tempo que levará.

Amo vocês! Boa leitura!

OBS: CAPÍTULO NÃO REVISADO!

Capítulo 12 - Friends? Friends.



Alexa:


Fazia mais de minutos que eu estava dentro de um enorme quarto decidindo se saia dele ou não. A questão era que depois que Ricardo me deixou na casa de Alice, ela havia me mostrado toda à sua casa. Era grande, sofisticada e linda. Alice era uma mulher de classe, dava pra ver pelas roupas que ela usava, todas muito bem sofisticadas e com um certo glamour. 


— Mas mãe eu queria ter ido....


Ouvi uma voz dizer.


— Não Julian! Eu já disse que nos dias de semana é comigo que você tem que ficar.


Essa era voz da Alice.


O que será que estava acontecendo?


Abri a fresta da porta e encarei un garoto. Ele era baixo e possuia cabelos compridos e um par de óculos que o faziam ficar mais engraçado do que ja era. O mesmo bufou e sua mãe desceu as escadas. Me escondi no quarto quando Julian passou pela porta emburrado. Aproveite a deixa e sai do quarto na esperança de conversar com Alice, queria saber mais sobre a minha nova escola, como era a vida em...


Quem é você? 


Tomei um susto quando me virei e encarei o garoto pálido a minha frente.


— Pergunte a sua mãe.


— O quê? Como assim? Minha mãe sabe que você está aqui?


— Sim. 


— Mas como? Quem é você? 


— Meu nome é Alexa. Eu estou aqui para....


— Julian! Alexa!


Alice gritou fazendo nós dois tomarmos um susto.


— Mãe! Quem é essa garota? E porque está na nossa casa?


— Ela é assunto meu Julian. Depois explico isso à você. Agora vai para seu quarto.


— Mas mãe eu....


— Mas nada Julian! Me obedeça.


Ele suspirou e avançou para seu quarto batendo a porta assim que adentrou.


Alice revirou os olhos e depois passou a me encarar novamente. Eu não sei o motivo mas me sentia totalmente deslocada com o jeito que Alice me encarava, parecia que eu não era bem-vinda e que não gostava da minha presença ali naquela casa e agora muito menos perto de Julian.


— Alexa!


Ela gritou chamando a minha atenção.


— Oi. Desculpa.


— Não, tudo bem...Queria conversar com você sobre algumas coisas, me acompanha?


Assenti.


Descemos as escadas em direção à sala, eu estava louca para saber tudo que ela tinha a me falar. Fomos para a sala, me sentei em um dos sofás e Alice fez o mesmo com uma pasta em mãos.


— Então, quero fazer algumas combinações com você


— Claro.


— Alexa você sabe porque está aqui não é mesmo?


Assenti.


— Quero que mantenha-se em seu lugar sempre. Não permito que saia se não for para ir à escola. Não tolero que traga ninguém para essa casa, todas as suas necessidades financeiras serão pagas pelo Ricardo então sugiro que você tera direito a comida, escola e tudo dentro de casa. Fora daqui, eu não tenho responsabilidade de pagar e nem acompanhar você em nada, sugiro que seja uma garota independente e cuide de si própria. Julian é meu único filho, ele frequentará a mesma escola que você mas não quero que se aproxime muito dele, mantenha o minímo de contato possível. Além disso você falará comigo apenas o necessário, sou viúva e cuido da empresa do meu marido então não tenho muito tempo para conversa com criança. Tirando tudo isso você tem acesso ao resto.


Nossa! Quanta informação para uma cabeça só.


— Certo dona Alice, agora me diz Ricardo me visitará?


— Isso deve perguntar a ele. Além do mais ele é responsável por te acompanhar nos compromissos escolares.


— Tudo bem.


Ela sorriu.


— Aqui está a pasta com tudo que você precisará para a escola. Começa na segunda-feira. Eu levo Julian e farei o mesmo com você.


— Obrigada! Agora posso subir? Estou cansada da viagem.


— A vontade.


Sai o mais rápido possível de perto daquela cobra. Lágrimas brotaram diante dos meus olhos. Eu queria chorar, gritar e espernear. Eu odiava Alice, odiava essa pessoa que me fez ficar longe dos meus pais. Eu nunca me imaginei longe deles, sempre era nós três juntos. Uma verdadeira família que me amava, apoiava e protegia...Ah! como eu sentia falta deles


Ao adentrar o quarto me joguei na cama e acabei chorando. Aquela nunca foi a vida que eu quis. Ficar longe dos meus pais, minha única família. Eu me sentia tão sozinha nesse momento...Deixei que todas as lágrimas escapassem dos meus olhos, era a única maneira de poder tirar um pouco daquela dor que eu tinha em meu peito.


— Oi, você.....


A porta foi aberta e eu nem percebi. O garoto Julian adentrou o meu quarto e arregalou os olhos ao me ver chorar.


— O que...você está chorando?


— Não! Ta tudo bem. Eu estou bem.


Ele se aproximou de mim.


— O que minha mãe disse à você?


— Nada Julian! Fica tranquilo. Agora vai para seu quarto e me deixa aqui sozinha.


Ele abaixou o olhar. Parecia decepcionado. Mas era o certo. Se Alice me queria longe dele, era assim que seria feito.


— Me desculpa...Eu não queria incomodar. Só fiquei preocupado porque ouvi seu choro.


— Você ouviu meu choro? Meu deus! — Falei limpando os olhos.


— Mamãe não está em casa. Fica tranquila.


Suspirei aliviada.


— Você tentando me ajudar e eu sendo rude. Me desculpe por isso....


— Tudo bem. Eu meio que já estou acostumado com isso, meu irmão Mike me trata assim algumas vezes.


Nossa! Esse irmão dele devia ser um babaca. Julian parecia ser tão legal.


— Você tem irmãos? — Perguntei puxando assunto.


— Sim. Dois irmãos por parte de pai. Eu sou o do meio. Mike o mais velho e Stephen o mais novo. E você?


— Sou filha única. Sempre quis ter irmãos.


— E porque não teve?


— Eu não sei. Talvez porque meus pais quisessem outro filho...Eu realmente nunca perguntei isso a eles.


— Hmmm, por parte de mãe eu sou o único então meio que entendo isso.


Assenti.


— Você pode me explicar porque está aqui? — Disse curioso mexendo em seus óculos.


— Eu prefiro que sua mãe converse com você sobre isso, eu não posso falar isso com você na verdade nem devia estar falando contigo pois....


— Espera! Minha mãe proibiu que conversasse comigo?


Assenti.


— O que? Mas qual motivo?


— Eu não sei Julian. Estou aqui de favor não quero confusões então deixa isso pra lá.


— Essa minha mãe! — Ele disse batendo com a mão na cabeça.


— Hmmm, mas me diz como é a sua outra família?


Julian me encarou intrigado e depois se sentou próximo a mim começando a falar sobre a sua família. Ele contou de seus irmãos, Stephen e Mike. Stephen era o bebê da casa, Mike era revoltado pois era adotado, e ele era o que tentava manter tudo nos eixos. Ele contou do seu pai e em como ele era parecido com o mesmo intelectualmente, Julian falou da sua madrasta que ele mesmo descreveu como "boadrasta" ele disse que a mesma o tratava como filho e que a mesma nunca o destratou e sempre o incluiu em tudo na família. Isso era legal, já que ele era o único filho de mãe diferente. O garoto também contou do seus sonhos, planos do futuro e tudo aquilo que todos os garotos inteligentes como Julian já tinham em mente. Ouvi tudo atenta. Ele era sortudo por ter uma família como essa, tirando a sua mãe todos pareciam amar e apoia-lo.


— Então quer me contar sobre você?


— Acho melhor não e acho melhor você ir sua mãe pode chegar.....


— Não. Ela foi em uma reunião de trabalho. Demora um pouco. Podemos conversar mais se você quiser....


— Ah! Eu não tenho o que falar de mim.


— Sempre tem. Fale da sua família....


— Somos simples. Minha mãe trabalhava de secretária em uma empresa e meu pai era mecânico.


— Legal. E seus amigos?


— Ah não! Nunca fui boa com amizades....


— Por que? — disse ele curioso.


— Eu não tenho amigos nenhum.


— Bem, então você é a única. Só tenho um amigo.


— Pelo menos tem um...a única pessoa que eu conversava na escola era com um garoto que trabalhava na lanchonete.


Ele riu tímido.


— Certo, acho que podemos resolver isso.


— Isso o quê?


—Esse negócio de não ter amigos....Então....Alexa....Vo...cê, aceita ser minha amiga?


Ri da reação tímida dele.


Julian era adorável.


— Sim Julian, eu aceito ser sua amiga.
 



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