História .sad boy - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Baekhyun, Chanbaek, Chanyeol, Drama, Exo
Visualizações 17
Palavras 1.041
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


heyheyhey~ bom, eu não ia postar essa história por vários motivos, mas como o pessoal da capas club foi super bacana de ter feito a capa (linda por sinal), achei que seria sacanagem não publicar e cá estamos. o plot foi mudado para que eu finalizasse logo e eu espero que gostem. boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Being a mistress on the side

It might not appeal to fools like you

 

A escuridão da noite era iluminada vagamente pela bruxuleante luz que emanava da vela acesa presa ao castiçal de prata. As cortinas fechadas, não permitiam que a luz da rua adentrasse o cômodo, este que era preenchido quase em sua maioria por telas e mais telas com diferentes imagens, contudo, todas tinham algo em comum. Elas tinham a mesma pessoa retratada em suas mais diversas posições e ocasiões.

Byun Baekhyun, com os olhos vermelhos e coberto apenas pela camisa negra de tecido fino e relativamente maior que seu corpo, estava sentado na poltrona capitonê, segurando um copo já quase vazio enquanto se perdia em pensamentos mordendo os lábios finos. O que passava em sua cabeça era praxe de seu cotidiano e estampado em todo canto do seu quarto, conhecido como Park Chanyeol.

O rapaz alto, de físico atraente e boa família, acabara de sair do apartamento, levando consigo a luz que preenchia o imóvel quando se encontravam em meio aos lençóis, pele contra pele, embalados pela sinfonia de gemidos que escapavam quase sem querer. Era como se um fosse inflamável e o outro a chama, ardendo com intensidade quando juntos.

Mirando o primeiro quadro que havia feito do amante, se permitiu vagar para lembrança da primeira vez que o viu. Era tarde de outono e as folhas secas tomavam o chão do pequeno pátio da universidade em que estudavam, Chanyeol segurava um copo nas mãos e recordava tê-lo indagado sobre o que bebia algum tempo depois. Naquele dia, enquanto via o Park caminhar ao lado de uma moça pequena e de aparência frágil, não resistiu ao ímpeto que o levou a pegar o bloco de desenhos e rascunhar o que via, rascunho que tomou forma e cores na mesma noite e agora se encontrava preso a parede do quarto.

Se os quadros que havia pintado contassem histórias, Baekhyun diria que estava em meio a uma biblioteca com os mais diversos gêneros, desde passeios açucarados regados a tons de azul e laranja, a paixão excruciante em vermelho e preto. No entanto, o sentimento que enchia seu peito aquela noite e escorria pelos olhos, era cinza, angustiante, tristeza. Coração partido.

Não fora por escolha própria ter cruzado o caminho de Chanyeol, nem se envolver naquele novelo que a cada dia se tornava maior e emaranhado. Em sua cabeça, a atração que sentiam era provinda de outras vidas e em alguns momentos tinha certeza que jamais seria feliz ao lado do outro. Com razão. O Park era noivo, tinha um futuro brilhante pela frente e a certeza de uma família linda e bem sucedida.

Já Baekhyun...

Baekhyun era artista, amante de poesias e admirador de obras e pintores já há muito haviam morrido, não tinha o que lhe oferecer além do amor mais puro e sincero e que fora rejeitado. O som da porta batendo ainda ecoava em sua cabeça e as lágrimas insistentes banhavam seu rosto como o rio Tamisa há alguns quilômetros dali.

“Me caso na próxima semana. Não podemos mais nos ver”.

A dor era aguda e o Byun, já tonto pelo alto nível de álcool ingerido, levantou-se cambaleando e rumou ao cavalete posto ao lado de sua cama. Pintaria Chanyeol apenas mais uma vez.

Em alguns minutos a tela antes branca, agora exibia tons de marrom, laranja e vermelho. Baekhyun sempre gostara dessas cores, elas lhe transmitiam a sensação de aconchego, de calor, assim como o Park e seria bonito tê-las ali, em sua última pintura.

Embrulhou o quadro em um papel pardo, deixando um pequeno bilhete dentro dele. Colocou um jeans qualquer que estava jogado no chão do quarto e saiu do apartamento, seguindo para a entrada, onde entregou o embrulho para o porteiro e disse para que ele ligasse para o número do cartão depois de três dias. Vendo a situação em que Baekhyun estava - com os cabelos em desordem, os olhos vermelhos, a roupa amassada e fedendo a álcool - o senhor se preocupou, perguntando se ele queria que chamasse alguém. O Byun apenas rejeitou voltando para o quarto, deixando-se tomar mais alguns copos do uísque barato em sua estante.

A companhia de suas obras naquele momento era como tortura, por mais que se esforçasse as lágrimas teimavam em descer e lhe molhar as bochechas. Amaldiçoava o dia em que havia conhecido Park Chanyeol ao mesmo tempo em que trazia na memória momentos marcantes de todos os meses que passaram juntos, meses recheados de juras de amor, marcados a fogo na pele e mente.

Fogo.

 Baekhyun sempre fora atraído pelas belas cores e luz que as chamas do elemento emitia. Era puro, belo, quente e destruidor. Assim como sua relação com o outro. Ele era fogo e Chanyeol, que parecia arder na mesma intensidade, havia se provado o contrário. Chanyeol era faísca, momentâneo. E acabara.

O Byun sabia que se ficasse ali parado, as chamas uma hora lamberiam cada centímetro do seu corpo. Não se importava. O calor, quase atordoante, era bem-vindo e o barulho, como canção de ninar. Sentia-se abraçado, no colo de sua mãe talvez, tanto que a primeira sequer sentiu. Pouco a pouco as chamas se aproximaram de sua cama e conseguia ver a vastidão negra que coloria o papel de parede antes tão belo.

Guardaria apenas os momentos bons. Deixar-se-ia ir apenas com as belas lembranças dos tempos passados ali mesmo, naquele quarto, todos laranja e vermelho. Como agora.

 

He's got the fire and he walks with fame

He's got the fire and he talks with fame

 

O barulho da sirene e as luzes vermelhas preenchiam todo o pequeno bairro enquanto o veículo seguia em alta velocidade ao chamado de incêndio do prédio antigo. De acordo com as informações, o foco teria sido o quarto de um jovem pintor que não resistira. As investigações seriam realizadas e determinariam a causa, contudo, um rapaz alto, segurando um embrulho pardo, sabia o que havia acontecido e gotas no papel denunciavam o quanto ele queria ter evitado isso.

No bilhete, a redenção veio em forma cursiva da bonita caligrafia do Byun. Dizia para que ele não se culpasse, que apenas fosse feliz e que como chama – Baekhyun – uma hora iria arder.

 


Notas Finais


o plot era bem maior e veio a minha mente quando estava ouvindo sad gir da lana del rey, porém, não consegui desenvolver mais do que isso :( bom, a fanfic não está betada, qualquer erro horrível me avisem.


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