História Sad Boy da rua 15 ( SUSPENSE GAY ) - Capítulo 8


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Categorias Originais
Tags Anjo, Arcanjo, Boys Love, Demônio, Gay, Homossexual, Moreno X Loiro, Yaoi
Visualizações 60
Palavras 1.734
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desânimo me define quanto a esta história, por vários fatores, eu desisti, literalmente, tipo, eu nem sequer ia escrever esse último capítulo, mas, pelo meu amor por esse universo ateu, Ben, Jean, o anjo piranho e o morte irritadinho e obcecado, eu decidi dar um final bem legal pra eles.

Eu organizei o títulos dos últimos capítulos como uma referência a Friends, serie que eu assisti esses dias . Como foi que eu acabei esquecendo dela?

Os últimos capítulos serão divididos em duas partes que eu vou enviar um atrás do outro. Depois é o fim :)
Então leiam com amor, assim como eu escrevi.

Capítulo 8 - Final pt 1


Fanfic / Fanfiction Sad Boy da rua 15 ( SUSPENSE GAY ) - Capítulo 8 - Final pt 1

*** parte 1 - Aquele com a mãe ***

As asas de Ben doíam, ele mal conseguia mexe-las, massageou-as bem, suas penas claras reluziam com o brilho do sol e sua pele estava toda suada, ele tirou a camisa e começou a contar suas tatuagens, enquanto isso, Jean estava andando de um lado para o outro na sala, passava a mão nos cabelos loiros escuros intensamente, roía as unhas de forma inquieta, ele estava conversando com sua mãe ao celular, parecia frustado e estressado.

  - Mãe, eu tenho que viver a minha própria vida! Ele gritava com o celular em um misto de tristeza e ira, lágrimas quentes escorriam pela sua bochecha, e seus óculos estavam embaçados, não dava pra ver os olhos castanhos dele.

- Por favor mãe, eu não fiz esse filho, você fez, lide com as consequências, e tente criar a minha irmã como você não criou a mim! Faça diferente! Mude! Sua voz saía fraca e seus dedos seguravam o celular de forma trêmula.

Ben estava preocupado, tanto que esqueceu completamente da dor que sentia nas suas asas.

Tanto ele quanto Jean, passaram a noite inteira treinando e, de madrugada, a mãe do menino ligou para o seu celular, podre de bêbada, dizendo o quanto ele era "irresponsável" por deixar a irmã dele sozinha, e que ela podia se machucar. Veja bem: quando a mãe chegou, naquela noite, a menina estava em cima de um banco, tentando alcançar uma prateleira alta da cozinha, à procura de biscoitos.

E como era de se esperar, ela quase caiu, se não fosse pela mãe que chegou na hora e a segurou.

  - Jean, à outra coisa que eu preciso conversar com você! A mãe murmurava ao telefone, ela engoliu um vômito que subiu na garganta - Eu vou passa alguns anos fora, em uma clínica de reabilitação para viciados em álcool!

Jean caiu pra trás, ele estava chocado, como iria cuidar de uma criança sozinho? Como ia dar o que ela precisava? Ele não era capaz nem de cuidar dele mesmo, nem com um anjo da guarda particular ele conseguia se virar.

Imagina só, cuidar de uma menininha.

Ben olhou pra Jean que parecia meio tonto, o anjo se levantou e perguntou em um sussurro: " você tá bem?" Jean fez que não e voltou a falar.

  - Mãe como eu vou cuidar dela? Como posso? Ainda estou no ensino médio! Sou um feto ainda!

Um pote de biscoitos caiu no fundo da ligação em seguida o som da irmãzinha dele gritando "desculpas", isso fez ele sorrir, ele percebeu que ainda havia uma alegria no mundo pra ele, mas não por mais de um segundo.

  - Seu tio Sam, um homem bom, vai cuidar de vocês enquanto eu estiver fora *arroto* vai mandar dinheiro todo mês sem falta e virá visitá-los quando puder! A mãe bebeu mais um gole - Só me dê um tempo!

Jean sentiu as lágrimas molhado sua camisa, e só aí, percebeu o quanto parecia patético chorando, ele respirou fundo e estendeu uma mão para trás, para que Ben a segurasse, Ben o fez, e Jean olhou pra ele, com determinação, o rapaz apertou o telefone com tanta força que a ponta dos seus dedos ficaram brancas.

  - Pode ir mãe, procure sua saúde e melhore, porém, é tarde demais quanto á nós! Assim que você for, não precisa mais voltar! Jean sequer tremeu.

  - Filho...!

  - Nunca mas nos verá, não venha! Só ouvirá falar da gente pela tv, quando minha irmã for uma grande dançarina de balé e eu, um médico renomado! Ele cuspia as palavras - Não se preocupe, farei de tudo para que isso aconteça!

  - Jean, não faça isso comigo!

  - Não mãe, está errada, você fez isso consigo mesma! E quando eu chegar em casa pra cuidar da minha irmã, eu não quero ver você lá! Fui claro?

Uma pausa, longa e desconfortável se seguiu.

  - Claro como água! E ela desligou

Jean jogou o telefone no colo e respirou fundo, ele jogou a cabeça pra trás, ela doía, como se estivessem batendo no seu cérebro com pregos, e só depois, ele percebeu que ainda estava de mãos dadas com Ben, que observava toda a cena em silêncio

  - Quanto drama! Ben disse, levantando as sombrancelhas delicadas.

  - Eu que o diga! Mas sabe? É melhor assim: Minha irmã não precisa de uma mulher tóxica como minha mãe na vida dela!

Ben não disse nada, ele apenas pegou um maço de cigarros e entregou pra Jean.

  - Aceita? Esses são bons pra relaxar! São os que fazem um barulhinho! Ele se sentou ao lado de Jean, em um puff cor de rosa da casa do Cupido, eles, por incrível que pareça, ainda estavam na casa dele.

  - Eu vou pega um câncer filha da puta no pulmão! Você sabe disso né?

  - Que se foda! Vamos todos morrer mesmo! Ben nunca havia dito palavras tão sábias.

Jean não fumava, mais aceitou um...




*** Parte 2 - Aquele que engana ***

Cupido considerava Ben como irmão, eles se conheceram na adolescência, ambos com 14 anos, em um ringue de batalha, os meninos lutavam contra trolls gigantescos e borbulhantes, era um jogo sádico que os deuses gostavam: colocavam seus filhos pra lutarem até a morte uns contra os outros, e depois, quando o derramamento de sangue terminava, e só um sobrava vivo, eles simplesmente ressuscitavam seus filhos, como se nada tivesse acontecido. Idiotas!

Ben já havia vencido aquele jogo algumas dezenas de vezes, então, Cupido decidiu se aproximar dele, sabe, para evitar morrer devorado por uma criatura de 5 toneladas.

Ben ajudou Cupido a se esconder, por três dias e quatros noites naquele inferno, ambos ficaram em um ponto cego do ringue, onde os trolls não enxergavam, os dois foram os únicos sobreviventes, eles não comeram, não beberam, e nem fizeram cocô por todo aquele tempo.

Os meninos passaram os dias conversando, um zelando pela vida do outro, assim nasceu uma estranha e forte amizade baseada em confiança e lealdade.

Foi no segundo dia, que Cupido descobriu que Ben estava em um casamento arranjado com a deusa do submundo Laila, desde os 11 anos de idade, ele já estava prometido, comprometido, a menina, hoje mulher, tinha uma paixão platônica e arrebatadora por Ben, coisa de louca.

  - Eu juro que mato essa menina pra você! Cupido declarou, sem nenhum peso.

  - Eu faria o mesmo por você! Ben sorriu, com seus dentes amarelados de tanto fumar cigarros.

Cupido chegou na casa de Ceifador, tinha um plano: ele queria pegar uma poção da morte, tão letal quanto uma víbora e tão discreta quanto uma calcinha bege.

  - Ceifador? Cupido ajeitou seu cabelo esbranquiçado no topo da cabeça e deu uma olhada na sua bunda, em um vidro de carro. ( Pra ver se ela tava durinha e redondinha. )

  
Ceifador estava no jardim, abaixado, plantando flores, seus cabelos negros e pele escura, brilhavam a luz do luar, as mãos, protegidas com luvas de borracha amarelas, já as plantas, pareciam implorar por um pouco de sol.

Pobrezinhas.

Cupido se jogou nas costas abaixadas de Ceifador, com a barriga pra cima, jogando todo o seu peso, de forma infantil mas, ao mesmo tempo bem sexy.

  - Ceifador! Essa história de Ben e guerra do submundo contra o céu, me deu uma canseira, não quer entrar um pouco?

***Parte 3 - Aquele que cuida ***

Jean no começo sentiu raiva, raiva pelo fato de sua mãe exigir muito dele desde pequeno quanto á sua irmã.

Exigia que ele cuidasse dela, desse bons conselhos, que lidasse com suas crises, tristezas e até com as "coisas de mulher", ou seja que ele tivesse uma responsabilidade que não lhe cabia.

Porém, depois de socar alguns muros e apertar bem forte a mão de Ben até seus dedos ficarem roxos e com a circulação comprometida, ele percebeu que, sua irmã só tinha a ele, assim como, ele só tinha a ela, eles dois só tinham um ao outro, e, deviam se proteger, mesmo que isso significasse que Jean nunca pudesse viver sua vida como gostaria.

Ben e Jean chegaram rápido na casa, e logo estranharam, ela estava toda desligada e silenciosa, muito suspeito.

Ben fez um sinal, indicando que entraria primeiro, e depois de alguns minutos, Jean entraria. Ben abriu suas asas em modo de batalha e entrou na casa.

Tudo estava silêncio, nenhuma sombra do mal a vista, ótimo! Todos os móveis estavam no lugar, de repente, Ben não acreditou nos seus olhos, quando viu a sua própria noiva parada perto da escada, ela sorria, com uma batom vermelho vibrante, e olhos azuis frios, ela vestia um vestido longo, negro cheio de cristais brancos, as pernas eram longas e magras, tão longas quanto o salto dos seus sapatos.

  - Ben, não adianta fugir de mim querido!

  - Sai daqui! Ben falou, baixinho, abaixando as asas. - Nem fodendo que é você! Não se sujeitaria a vir até aqui! Ele tentou encostar no rosto branco de porcelana dela mais seus dedos passaram direto, como se colocasse a mão em geleia - Sabia: Você é só uma ilusão programada!

  - Como é inteligente! A ilusão deu um sorriso malicioso - É disso que eu gosto em você! Ela tocou os lábios dele com os seus, mas o seu rosto o atravessou, ela estava jogando.

Ben sentiu um calafrio, alguma coisa estava muito errada, mesmo.

  - Por quê está aqui? O prazo ainda não foi terminado! Eu ainda tenho alguns dias! Ben cruzou os braços e olhou sério para a bela mulher e, infelizmente, sua futura noiva.

Ela andou pelas escadas subindo bem devagarinho, ela tinha o andar de uma gata e a atitude de uma leoa.

  - Eu vi uma criança! Um bela menina, ela dançava lindamente! E eu pensei, por que não levá-la lá pra baixo comigo? Sabe? Pra dançar no nosso casamento meu amor!

Ben não acreditou, ele avançou na ilusão da mulher, esquecendo-se que ela era apenas uma gravação programada, e com um golpe inutil no ar, ela desapareceu com o mesmo sorriso gélido com o qual chegou.

Ben olhou pra trás e escutou um engasgo seco, era Jean, ele tinha escutado tudo.

  - Ela levou? Ela levou a minha irmã? Jean não parecia acreditar, ele caiu de joelhos no chão e abaixou a cabeça. - Minha pulguenta! Ela a levou!

Ben fez que sim, e com sinceridade disse:

  - Vou matá-la da pior forma possível e tratei sua irmã de volta! Eu juro pra você!


Notas Finais


Meh!


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