História Sad Songs - Capítulo 10


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Doyoung, Haechan, Jaehyun, Jungwoo, Lucas, Mark, Taeil, Taeyong, Ten, Winwin, Yuta
Tags 2tae, Markhyuck, Menção Doil, Menção Jaeyong, Menção Luwoo, Menção Yutae, Taeten, Yuwin
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Palavras 2.524
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Slash, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi oi~

Me desculpem a demora, eu fiquei meio presa com estudos essa semana e não tive tempo de fazer quase nada kkkk

Enfim, o cap de hoje traz Dejavu, do NU'EST, que é uma das minhas músicas preferidas recentemente, espero que gostem~

Capítulo 10 - Dejavu



Eram onze da manhã, mas ainda estava escuro. Naquele dia, o sol não surgiu com tanta força e estava chovendo. Taeyong acordou por culpa de um raio.

Sua cabeça estava um tanto dolorida, e ainda estava com dor no quadril por causa da noite anterior. Viu Taeil dormindo pacífico ao seu lado, e então sorriu.

Fora uma experiência um tanto diferente das que tinha antes, mas não foi ruim. Muito ao contrário, ele até gostou.

Mais um trovão, e Tae suspirou. As coisas estavam feias lá fora, realmente chovia demais. Se perguntou se daria para sair de casa. Se mexeu com cuidado na cama para não acordar o mais velho e foi até a cozinha, depois de se vestir.

Calmamente fez uma xícara de café e se sentou sobre a bancada, tomando o café aos poucos. Estava pensando se deveria ver algum filme com Taeil, ou que sabe jogar algum jogo, já que não estava em clima de sair de casa.

Isso até receber uma mensagem.

E não era uma mensagem qualquer, era uma mensagem de sua mãe, e perguntava se ele poderia ir até o aeroporto.

Extremamente confuso, Taeyong perguntou para que. E sua respondeu, claramente, que ela não queria ficar sozinha na chuva.

Tae se assustou com aquilo. O que sua mãe fazia ali? Um tanto aflito, pegou as chaves do carro e mandou uma mensagem para Taeil, por mais que ele estivesse no quarto ao lado, não queria acordá-lo, e ele iria ler a mensagem quando acordasse.

O caminho até o aeroporto era um tanto quanto longo, e Taeyong estava apreensivo. Até tentou ligar o rádio para se acalmar, mas nem a música suave foi capaz de melhorar o clima.

Não foi difícil encontrar sua mãe ali, uma mulher de vestido roxo e guarda-chuva azul semi transparente chamava certa atenção. Assim que a mulher o viu, se aproximou com cuidado do carro, e então sorriu quando Tae abaixou o vidro.

- O que está fazendo aqui? – Perguntou, tentando parecer frio, coisa que não certeza não havia funcionado.

- É uma longa história, mas eu e seu pai estamos finalmente nos divorciando.

- Estão?

- Sim. – Ela entrou no carro. – Eu tenho uma casa aqui em Osaka, e como você estava aqui, pensei em vir.

- Certo...

- Está ficando na casa daquele seu amigo? Como era o nome dele, Yano?

- Yuta.

- Ah, é, Yuta...

- Não, eu... Fiquei na casa de outra pessoa.

- Outra pessoa? Quem? Eu quero conhecer.

- Sei que quer. – Taeyong deixou o estacionamento do aeroporto.

- Mas vamos ao que interessa, você... O encontrou?

- Encontrei. Ontem. – Sua mãe suspirou.

- Como ele está?

- Ele... Sofreu um acidente.

- Acidente? Que tipo de acidente? Ele está bem?

- Está, está. Mas... Foi... Meu pai quem causou. – De repente, o olhar de sua mãe ficou assustador.

- Seu pai fez o que?

- Ele... O empurrou na frente de um carro. – A mulher apenas suspirou, mas Tae sabia que se o senhor Lee estivesse ali, ele já estaria morto em suas mãos.

- Você sabe onde ele está?

- Sei onde ele estuda.

- Eu quero vê-lo. Eu sei que você ainda deve estar bravo comigo, mas pense... Eu fui privada de ver meu filho crescer. Minha criança. Eu preciso vê-lo, por favor. – Tae suspirou agora que parava para pensar, Minhyung tinha os olhos de sua mãe.

- Posso tentar te apresentar, mas não sei como ele vai reagir.

- Não tem problema, não me importo se ele me odiar, só quero vê-lo com meus próprios olhos.

- Minhyung não vai te odiar.

- Minhyung? Eu só me lembro de chamá-lo de Mark... – Após isso, Taeyong se calou, e sua mãe lhe deu o endereço para deixá-la, mas o resto da viagem se passou no completo silêncio.

Não demorou para que Tae deixasse sua mãe em casa, depois de ser obrigado por ela à lhe passar o endereço de onde estava morando atualmente.

Só depois disso se lembrou de pegar o celular, se deparando com uma mensagem de Taeil lhe dizendo para não demorar muito.

Um tanto quanto preocupado, Taeyong dirigiu de volta para casa, aflito, e com uma sensação estranha pelo corpo.

Assim que abriu a porta de casa, porém, foi recebido com um sorriso e um breve selinho.

- Aconteceu alguma coisa, hyung?

- Temos uma visita, e pensei que você iria querer vê-lo. – Taeil calmamente deu um passo para trás, para que o mais novo pudesse entrar, e tamanha foi sua surpresa ao ver Lee Minhyung ali, em seu sofá.

Porém, notou que havia mais alguém ali, o garoto de cabelos rosados que estava no hospital. Os dois se levantaram e cumprimentaram Taeyong, este que parecia meio perdido.

- Ah... O que fazem aqui? – Minhyung suspirou, parecendo um tanto entediado.

- Bem... – Antes que pudesse realmente dizer algo, foi interrompido pelo outro garoto.

- Você é mesmo irmão do Mark?

- Hyung, esse é Donghyuck, a pessoa que me forçou a vir aqui porque estava curioso pra saber se você era realmente meu irmão. – Tae riu fracamente.

- Bem, eu sou...

- Como tem certeza? Quer dizer, vocês nunca se viram antes, e seu irmão pode ser qualquer outra pessoa com o sobrenome Lee em Osaka.

- Hm... As histórias condizem, e seria muito ridículo se fosse tudo apenas uma enorme coincidência. Além disso... – Encarou o rosto do canadense por alguns segundos. – Dá pra notar todo o tipo de semelhança.

- Entre vocês dois? – Donghyuck perguntou, um tanto cético e desacreditado.

- Bom, não exatamente entre nós, mas... Se você comparar o Mark com a mãe... Eles são realmente parecidos.

- Sério? – Foi a vez de Mark perguntar, com os olhos um tanto brilhantes.

- Sim. Além disso, Minhyung... Eu... Meio que acabei de buscá-la no aeroporto.

- Buscá-la? Você diz...

- É, sua mãe. Ela decidiu vir pra Osaka por causa do divórcio...

- Ela vai se divorciar daquele velho louco?

- Parece que sim. Eu espero que sim... – Disse em tom baixo, mais para ele mesmo do que para os outros. Minhyung encarava o chão, parecendo pensativo.

- Eu posso... Conhecê-la? – Ele perguntou, parecendo realmente tímido, como se tivesse vergonha em conhecer a senhora Lee. Vergonha ele teria depois que ela começasse a apertar suas bochechas.

- Claro que pode...

- Mark! – Donghyuck exclamou irritado, como se aquilo fosse um ato de traição. – Você nem sabe se o que eles estão falando é verdade mesmo... – O canadense revirou os olhos, encarando o ruivo com tédio.

- Você pode ir comigo, tudo bem?

- E acabarmos os dois com os órgãos sendo vendidos pro mercado negro? Não, obrigado...

- Você é muito dramático, Hyuck... – Tae quase riu da cena, era algo tão fofo e inocente que o fez sentir falta de quando ele próprio era assim.

- Tá, tudo bem, eu vou, já que você insiste...

- Eu não... Quer saber, tudo bem. Ele pode ir? – O Lee mais velho assentiu, vendo Mark sorrir e Donghyuck ficar com sua melhor cara de preocupação.

- Sua mãe está mesmo aqui? – Ouviu Taeil sussurrar em seu ouvido.

- Ela veio hoje, por isso eu saí sem avisar. Além disso, desculpa por sair sem avisar. – O Moon lhe lançou um sorriso carinhoso.

- Não tem problema. Você quer ver se podemos visitar sua mãe agora? Pra ser bem sincero... Eu também quero conhecê-la.

- Vocês... Talvez se arrependam quando ela começar a falar sobre álbuns de família com fotos antigas e biscoitos.

- Biscoitos?

- Bem... Minha mãe não é a pessoa mais normal do mundo.

- Tal mãe tal filho. – Tae fingiu ficar ofendido, mas apenas sorriu, e então se virou para os dois garotos.

- Vocês... Querem ir agora? Ela acabou de chegar, mas tenho certeza de que vai ficar feliz com a visita. E eu acho que o endereço dela ainda está no meu bolso.

- Bem... – Mark e Donghyuck se entre olharam, como se pudessem ler os pensamentos um do outro, aqueles garotos realmente pareciam ser muito próximos. – Por mim tudo bem... Você pode, Hyuck?

- Só pelo amor, me deixe em casa antes das oito. Tenho quase certeza que meu pai vai surtar se eu voltar tarde, especialmente quando eu decidi sair com você pra ver estranhos...

- Antes das oito, sem problemas. – Taeyong respondeu, e os quatro não demoraram para estar no carro do mais velho entre eles.

Dirigiu sem muita pressa, e tem que admitir que se perdeu duas vezes, mas felizmente conseguiram chegar lá ainda antes das duas da tarde.

Um tanto receoso, Tae desceu do carro primeiro e já foi direto para a porta, não demorando para tocar a campainha, ao mesmo tempo que respirava fundo. Tinha certeza de que sua mãe iria chorar por um tempo.

Não muito tempo depois, a porta se abriu, revelando a mulher de cabelos escuros e expressão cansada e confusa ao ver o filho mais velho ali novamente.

- Taeyonggie! O que faz aqui?

- Omma... Tem... Alguém que queria te ver...

- Alguém... – A mulher olhou por cima do ombro do Lee mais velho, e cobriu a boca com as mãos na mesma hora, os olhos já ficando marejados.

Mais rápida do que os olhos castanhos de Taeyong puderam acompanhar, ela saiu correndo de casa, e sem hesitar um segundo sequer, abraçou o pequeno canadense que parou no meio do caminho para a porta, estático, completamente pego de surpresa pelo abraço repentino da mulher que dizia ser sua mãe.

Minhyung logo se juntou à ela nas lágrimas, Taeil olhava tudo com um sorriso nos lábios, e Donghyuck tentava secar algumas lágrimas também.

Taeyong podia ouvir os dois falando, mas não ouvia palavras concretas.

Quando a senhora Lee finalmente o soltou, segurou seu rosto com as duas mãos e o encarou no fundo dos olhos. Realmente, era impossível negar que Mark Lee não era filho de Lee Choyeon. Era como se ele fosse uma versão mais nova e masculina dela.

Depois de mais alguns minutos, a senhora Lee se afastou alguns passos e encarou os outros três ali com um sorriso que transparecia alívio.

- Vamos entrar, está frio aqui pra vocês. – Os quatro obedeceram sem dizer nada.

A casa era aconchegante e transmitia uma sensação calma, por ser feita principalmente de madeira e pela lareira acesa.

Taeyong e Taeil se sentaram em um dos sofás ali, Mark e Donghyuck se sentaram em outro, e por fim, Lee Choyeon se sentou ao lado do filho mais velho, porém sem tirar os olhos do mais novo.

- Ah... Eu realmente... Estou meio surpresa, quer dizer... Olhe pra você! – A senhora Lee sorriu, e Tae previu que aquele seria o momento onde ao menos três deles começariam a ficar envergonhados. – Cresceu tanto... A última vez que eu pude te abraçar desse jeito você ainda era um bebê tão pequeno... O tempo passou tão rápido assim? – Mark abaixou a cabeça, com o rosto um tanto vermelho. – Você está com 19 agora?

- Sim...

- Uau... Você realmente cresceu muito... Quer dizer, se Deus quiser você ainda pode ficar mais alto que seu irmão, e eu espero que fique...

- Omma.

- Ah, desculpa meu amor, mas pensa comigo, você não é o homem mais alto que eu conheço... Seu pai tem 1,93!

- A senhora tem trinta centímetros à menos que isso, a culpa da minha altura é inteiramente e apenas sua. – Tae respondeu, cruzando os braços como uma criança. Mark o olhava com um olhar de quem estava prestes à rir, e Donghyuck tossia falsamente para abafar o riso.

- Enfim, é um alívio tão grande ver que você está bem, meu filho... Me desculpe. Por ter te deixado, eu deveria ter me esforçado mais, eu fui uma péssima mãe e...

- Omma. – Mark disse, baixo, porém alto o suficiente para que ela ouvisse, e então ficou em silêncio por alguns segundos, como se tentasse achar as palavras certas para dizer. – Não precisa se desculpar... Só... Saber que eu tenho alguém que eu posso realmente chamar de mãe já é bom o suficiente... – Mais uma vez, Lee Choyeon se encontrou em lágrimas.

- Eu... – Ela limpou algumas gotas que insistiam em descer por seu rosto. – Eu vou me esforçar para colocar esses 19 anos em dia. – Mark sorriu pelo rosto determinado da mulher, que respirou fundo. – Bem, bem... Agora, se vocês quiserem me apresentar os outros dois, eu realmente agradeceria.

- Ah. – Minhyung apontou para o ruivo ao seu lado. – Este é Lee Donghyuck, um amigo meu desde que eu vim pro Japão... – Donghyuck, que estava quieto até aquele momento, arregalou os olhos para Mark no momento em que ele disse a palavra amigos, e Tae tinha quase certeza que ele iria bater no moreno ao seu lado.

- Hm... – A senhora Lee ergueu uma sobrancelha. – Seu amigo? – O Lee mais novo abaixou o olhar na mesma hora.

- Ahn, bem... – Mais uma vez, Mark estava corado.

- Sabe, é meio difícil mentir pra mim sobre isso. Eu criei seu irmão por vinte e dois anos e tive que lidar com todo o tipo de namorado que você pode imaginar. Acho que o único namorado do Taeyong que já prestou foi aquele Jaehyun. – Pego de surpresa, Mark e Donghyuck se entre olharam mais uma vez.

- Bem... Nós meio que namoramos faz uns dois anos, mas nunca contamos pra ninguém porque o pai do Hyuck não gosta muito de mim, então...

- Oh, meu amor, tudo bem. Além disso, Donghyuck, certo?

- Ahn... Sim...

- Obrigado por cuidar do Mark por esse tempo. – A senhora Lee agradeceu, e realmente era possível ouvir a gratidão em sua voz.

- Não tem problema. Nem eu sei o que seria desse aqui se não fosse por mim. – E Taeyong já notou que Choyeon e Donghyuck se dariam muito bem.

- E você, querido? – Ela perguntou, dessa vez se direcionando ao Moon.

- Ah, meu nome é Moon Taeil. – O mais velho lançou um de seus sorrisos para a senhora Lee, que sorriu de volta.

- Você é realmente um garoto bonito... É conhecido do Taeyong? – O Lee mais velho revirou os olhos. Era como se ele sequer estivesse ali.

- Sou sim...

- Ele parece um bom partido, Tae...

- Omma...

- O que? É sério...

- Na verdade, a gente meio que... Meio que... – Taeyong se enrolou em sua própria fala. Eles meio que o que? Namoravam? De certa forma, mas ao mesmo tempo não... Ou sim? Era confuso.

- Nós meio que estamos juntos fazem uns meses. – Taeil completou para si, encarando a mulher com o mesmo sorriso.

- Oh! Isso é ótimo. Você parece bem... Experiente.

- Omma! – Sinceramente, Taeyong tinha medo do rumo daquela conversa.

- Com o que você trabalha? – Ela perguntou, ignorando o filho mais velho totalmente.

- Ele é médico, omma. Podemos parar com o interrogatório agora?

- Certo, certo... Alguém esta com fome? – Ela perguntou, já se levantando antes mesmo que pudessem responder, e então ela foi para a cozinha.

Taeyong se virou para Taeil.

- Eu falei que tinham biscoitos no meio da história.




Notas Finais


Espero que tenham gostado desse capítulo que foi bem mais suave do que os outros :3

Até o próximo, bye~


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