História Sádica - Capítulo 12


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Dupla Personalidade, Erótico, Hetero, Sadismo, Yuri
Visualizações 65
Palavras 1.185
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Saga, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 12 - Além de mim


Fanfic / Fanfiction Sádica - Capítulo 12 - Além de mim

Noá

Estava pronto para retirar a sua calcinha quando a Alice abriu a porta de repente. Nos entreolhamos os três. A Laura gargalhou alto me contagiando e a Alice sorriu um "mil perdões". 

Não preciso dizer que o clima acabou. Eu libertei a Laura e fui atender a visita inesperada que a Alice veio me anunciar.

Um amigo do passado. Um passado bem distante. Tão distante que, eu só o julgava meu amigo hoje, por ter sido amigo do meu pai, pois era bem jovem quando o conheci.

_ Preciso de um empréstimo _ estava nervoso.

_ Que garantias você me dá, de que eu vou receber? _ fui profissional e ético.

Ninguém em sã consciência, mistura amizade com negócios. Eu em minha consciência não gostava da amizade do meu pai com este homem.

Eu nunca soube o motivo, até descobrir de forma desagradável. Foi assustador e chocante saber que tipo de negócio ele mantém. Se ele não estava indo bem, era melhor assim. Mas se o seu motivo aqui fosse outro, eu lhe daria uma chance. As pessoas mudam, é o que dizem. Eu nunca vi isso acontecer para o melhor. Mas quero ver isto um dia.

_ A nossa amizade.

_ Você teve uma amizade com o meu pai, não comigo. Pode me dizer em que você trabalha?

Ele não sabia da minha descoberta. Não sabia que eu achei uma das suas escravas sexuais acidentalmente. Isso nunca veio a público. Só contei para a Laura, mas nem tudo era verdade no que eu disse.

_ Eu tenho um motel no interior do Peru.

Era lá que ele oferecia as suas escravas. Quem tinha dinheiro podia comprar e levar para casa.

_ Vai me dar ele como garantia?

_ Mas é o meu ganha pão.

_ Eu não faço caridade Osvaldo _ levantei dando a conversa por encerrada. A sua presença aqui, me incomodava. Sentia o cheiro do sangue em minhas narinas e estava me sentindo estranho.

_ Eu serei morto se não pagar minha dívida _ se ajoelhou aos meus pés, chorando _ Por favor? Pela minha amizade com o seu pai? Estará salvando a minha vida.

_ E a sua vida vale tudo isso que você está me pedindo? _ encarei aquele lixo nos olhos e esperei uma resposta sincera.

_ Não _ chorou desesperado parecendo arrependido.

_ Vou te dar este dinheiro pela sua honestidade _ ele me olhava nos olhos incrédulo _ Mas se você voltar aqui algum dia... Eu mesmo vou te torturar até que você morra nas minhas mãos.

Não sei que expressão eu tinha ao dizer, mas o homem arregalou os olhos com medo e tremeu diante de mim.

Deixei ele sozinho e fui até o meu cofre. Eu não podia dar um cheque para ele e, me arriscar a ter o meu nome ligado ao dele.

A Laura me viu, embora não entendesse o que via. Não perguntou nada. Quando lhe entreguei o montante, ele guardou em sua bolsa e saiu.

Fiquei nauseado e vomitei no lavabo mais próximo, logo depois.

 As imagens não me deixavam. Todas as lembranças daquela noite. A terra molhada durante a chuva. O sangue misturado a lama.

Não consegui dormir a noite. As visões nítidas em detalhes me acordaram.

Vaguei pela casa com uma garrafa de whisky. Beber para esquecer e conseguir dormir. Mas quem disse que isso funciona?! Os fantasmas me acompanhavam na minha bebedeira.

_ Eu não sou fraco, papai _ falei para mim mesmo sozinho na sala de estar.

_ Você não é fraco, Noá _ a voz da Laura me surpreendeu.

Usava uma camisa minha e parecia preocupada. Seguiu até mim e ajoelhou entre as minhas pernas me abraçando. Retribuí, eu precisava disso.


 Beijou os meus lábios como se me consolasse e secou as minhas lágrimas. Sorri diante do seu rosto amável e, ela retribuiu.

Me beijou de novo eu larguei a garrafa de lado para abraçar o seu corpo quente de quem dormia até não me ver ao seu lado. Ela me seguiu para cuidar de mim. Eu nunca tive isso.

A sentei em meu colo continuando os beijos, sentindo o seu corpo macio ao meu toque. Fizemos amor no sofá.

_ Você não precisa sofrer sozinho _ ajeitou o meu cabelo.

Olhei em seus olhos. Estava deitado sobre a sua barriga.

_ Eu não sei se devo... _ hesitei.

_ Ouvi você ameaçar aquele homem. Acreditei em você, assim como ele. Mas o que ele fez para despertar esse ódio em você?

Senti que podia confiar e subi para os nossos olhos ficarem na mesma altura.

_ Lembra da história que eu te contei?

_ A história do seu daltonismo?

_ Sim _ estranhei o nome que ela escolheu para a história _ Nem tudo é verdade. Não era um amigo, o dono da escrava. Era o meu pai. E eu não chamei a polícia _ chorei, mas me contive com um suspiro _ Como eu poderia chamar a polícia para o meu pai?

_ O que você fez? _ sua voz mansa e imparcial.

_ Ajudei ele _ baixei o olhar ao dizer, isso me envergonhava.

_ Muito bem _ sorriu e ajeitou o meu cabelo atrás da orelha.

_ O que? _ descri sem entender se havia ouvido direito.

_ Você ajudou alguém a quem amava. Você foi bom.

_ Mas ele... Você ouviu a história. Sabe o que ele estava fazendo. Você sabe o que ele fez quando eu descobri e tentei liberta-la.

_ Sei, sim. O seu pai foi um monstro. Ele merecia ser morto pelo que fez e, ele morreu. Mas você não é culpado por nada disso.

_ Eu devia ter ajudado ela.

_ Você tentou, Noá. Foi mais do que ela esperava, na situação em que estava. Você se importou e, só por isso, eu sei que, ela morreu em paz. Você é bom.

Chorei sobre o seu peito, sendo consolado por ela.

_ Como você pode saber disso e ficar do meu lado?

_ O mundo não está dividido entre o certo e o errado, como pensamos. As vezes, a intenção é mais importante do que o resultado. Você não precisa carregar o mundo nas costas. Você só precisa ser sincero consigo e, reconhecer que, você não pode se cobrar pelo o que os outros fazem _ beijou a minha testa e acariciou o meu rosto.

_ Estou com medo de você, agora _ eu estava calmo, ela conseguiu _ De onde vem toda essa paz para falar sobre um assunto tão pesado?

_ De você. Você me disse que eu não tenho culpa. Você estava certo. É a minha vez de te dizer. Mas, você sabe o motivo desta visita está te fazendo mal, não sabe?

_ Não. O que você quer dizer?

_ Você deu dinheiro para ele, Noá. Por que você não o deixou morrer? Não dá para mudar o passado, mas o presente está nas suas mãos.

_ Você tem razão. A minha consciência está pesada.

Levantei e fui até o telefone fixo. Liguei para um delegado, amigo da família.

_ Eu tenho um problema _falei no meio da conversa _ Osvaldo Fuentes veio a minha casa hoje atrás de um empréstimo. Quando eu neguei, ele pegou da minha casa. Eu sei onde ele mora.

Depois de passar qual era a quantia e o endereço dele, eu desliguei o telefone e, estendi a mão para a Laura _ Vamos dormir.





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