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História Sadness - minsung - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Cap.2


Fanfic / Fanfiction Sadness - minsung - Capítulo 2 - Cap.2



[...] depois da breve conversa que tive com a médica, vou até o quarto em que minha mãe está. Vê-la neste estado me partiu o coração, espero que melhore rápido. Não quero a deixar sozinha nesse hospital, mas infelizmente preciso voltar em casa e pegar roupas limpas tanto para mim como para ela. Saindo dos meus pensamentos, me apresso para chegar em casa. Assim que chego vou em direção ao meu quarto, preciso tomar um banho.


Depois de terminar meu banho e me vestir, vou ao quarto de minha omma que não era muito distante do meu, abro seu guarda-roupa e pego algumas peças da mesma para levar ao hospital, já que ela ficaria alguns dias em observação. Saio do seu quarto e vou andando até a cozinha comer alguma coisa. Felizmente meu pai estava trabalhando durante a tarde, pelo menos não teria ele me atormentando durante o almoço. Depois de comer, saio de casa indo de volta ao hospital. Chegando ao hospital, vou a procura do quarto onde minha omma estava, assim que encontro, entro no mesmo vendo que a mais velha já estava acordada olhando para teto com um olhar indecifrável aos olhos do pequeno Han. Jisung preocupado correu até sua omma deixando as roupas em cima de uma mesinha que tinha ao lado da porta. 


- O-omma você acordou - falei contente olhando a mesma que estava com os olhos abertos.


- Não deveria ter me s-salvado - respondeu a mesma sem me olhar.


- O q-que? Como assim não era para eu ter lhe salvado? queria que eu a deixasse morrer?? - falei tentando conter as lágrimas


- F-filho, eu não quero mais essa vida, eu só queria por um fim nisso tudo e fazer você feliz - falou dessa vez me olhando enquanto chorava 


- Acha que tirando a própria e me deixando com aquele homem me faria feliz?? VOCÊ ACHA?! - a esse ponto as lágrimas já rolavam livremente por minhas bochechas


- Filho, não é bem assim. E-eu pensei...


- Como não é bem assim?! você tentou se matar enquanto eu estava na escola, nem ao menos se despediu, iria me deixar com aquele babaca e agora vem me dizer que as coisas não são assim?? - depois do meu "desabafo", a mesma ficou calada, a única coisa ouvida naquele quarto eram os meus soluços. Assim que a mesma iria falar algo, a médica entrou no quarto para ver como ela estava e fazer algumas perguntas a mesma.


Aproveitei que a médica ficaria conversando com minha omma e saí do hospital o mais rápido possível, estava cansado e precisava descansar um pouco. Assim que chego em casa vou para meu quarto, me deito e durmo.



Depois de passar a tarde inteira dormindo, acabo acordando ouvindo gritos vindos da sala, era meu appa. Estava gritando por minha omma, sem respostas, começou a gritar me chamando. Antes que ele se estresse mais do que já está estressado, desço para saber o que quer comigo.


- Oi Appa - tento falar o mais normal possível 


- Onde está aquela vadia?! - fala se referindo a minha omma


- E-ela deve ter s-saído, não? - tento falar o mais sincero possível 


- Sabe aonde ela foi? - perguntou


- Ela não me avisou nada, e também, eu estava dormindo, não a vi na hora que saiu. - falei mentindo novamente. Dessa vez ele não falou mais nada, apenas foi para seu quarto batendo a porta com força me assustando um pouco. Volto para meu quarto pensando se eu deveria ir visitar minha omma agora ou se eu vou amanhã na hora do almoço. Vou deixar para sair somente amanhã, estou realmente muito cansado para sair hoje.





quebra de tempo ~ 

na escola;





O professor já deu início a primeira aula, felizmente o tempo passou rápido, Minho não tirava os olhos de mim a aula inteira, com certeza irá fazer algo. Quando o professor sai da sala, Minho vem até mim e fala próximo ao meu ouvido.


- Me encontre de trás da quadra em 10 minutos, se não aparecer, será pior - falou rouco saindo da sala e indo em bora. O mais lógico seria eu não ir, certo? Mas tenho medo dele me fazer algo pior, sei bem do que ele é capaz. Depois de uns 7 minutos se passar, vou andando até a parte de trás da escola 


- O que quer comigo? - perguntei sem olha-lo 

- Fico surpreso por ter vindo - respondeu 

- Se não tem nada para falar, irei embora - falei ameaçando ir em bora 

- Eu ainda não fiz o que eu quero - falou com a voz carregada de ódio

- O que p-pretende fazer? - perguntei com medo 

- O que você acha que eu farei com você? - falou se aproximando. Quanto mais ele se aproximava mais eu recuava, me viro para trás e assim que tento correr Changbin e Hyunjin, seus amigos, me seguram impedindo a minha saída do local.


- Achou mesmo que se livraria de mim assim tão fácil? - falou debochado - segurem-no. 


essa foi a última coisa que ouvi depois de receber uma sessão de socos e tapas vindo do Lee, ele socava minha barriga com tanta força que estava me fazendo perder o ar que tinha nos pulmões, já estava fraco, só permanecia ainda de pé porque estava sendo segurado pelos seus amigos, caso contrário, já estaria no chão desacordado. Minho vendo meu estado, deu um último soco no meu estômago me fazendo cuspir um pequena quantidade de sangue, olhou para seus amigos mandando eles me soltarem, de imediato meu corpo se chocou com o chão, a última coisa que vi foram eles indo em bora.


Mesmo estando fraco, tento fazer esforço para levantar, sem sucesso, depois de umas três tentativas, consigo. Vou andando até chegar no banheiro, ao entrar começo a me olhar no espelho, porque eu era tratado desta forma? o que eu fiz na minha vida passada para merecer sofrer tudo isso? até quando? já faz alguns dias que tento parar de me mutilar, tentei por minha mãe, mas agora não consigo mais conter essa dor, eu preciso, meu pulso formigava, necessitando que eu o corte. Sem fazer muito esforço, pego minha tão querida amiga e começo a desenhar na tão bonita tela que era meus pulsos. Depois de fazer os cortes, tentei de alguma forma limpa-los sem que sujasse meu moletom, não quero chamar atenção das pessoas e ser julgado como o depressivo, suicida ou até mesmo dramático. Depois de limpa-los com água e seca-los com um pequeno pedaço de papel, saio do banheiro voltando para minha sala. O tempo tinha passado muito rápido quando estava no banheiro, o professor já estava dando a última aula quando eu voltei, entrei na sala sem que ele percebesse, assim era melhor, seria menos sermões a escutar.

Quando entrei, senti o olhar do Minho sobre mim, abaixei o meu olhar por medo de encara-lo, e sentei na minha cadeira prestando atenção no final da aula. Faltando apenas alguns minutos para a aula acabar o diretor entrou na nossa sala chamando a atenção do professor e os demais. 


- O filho da Sra.Han é desta sala? - perguntou ele

- Sou e-eu? - perguntei um tanto confuso

- Sua mãe esteve recentemente no hospital? - aceno que sim com a cabeça - Então é com você mesmo que preciso conversar. - ao terminar sua frase ele me olhou com um olhar penoso, não estava entendendo a situação, o medo do que estava por ouvir estava presente no pequeno Han.


- A secretaria recebeu uma ligação vinda do hospital que falava sobre sua mãe. - falou me encarando

- O-o que houve?? Ela está bem? o que eles disseram? - perguntei já desesperado

- Eu...sinto muito por sua mãe, infelizmente eles disseram que a pouco tempo ela teve alguns problemas respiratórios e acabou por falecer, meus pêsames.


Cada palavra foi como uma facada no meu coração, não acredito no acabo de escutar, isso não pode ser verdade, não pode. Entro de volta na minha sala com pressa pegando minha mochila com meus materiais e saindo o mais rápido possível. Minha tristeza foi notado por todos, era inevitável não perceber como estava, olhos vermelhos de tantas lágrimas, rosto cansando, corpo machucado pelos socos do Minho, não gosto de chamar atenção, mas desta vez não tive como sair despercebido, estava tão vulnerável. Saio da escola correndo indo até o hospital, precisava a vê-la com meus próprios olhos 


- O-onde ela-a está?? - pergunto a médica que estava cuidando dela 

- Você não pode a vê-la agora, sinto muito.

- MINHA MÃE ESTÁ MORTA E VOCÊ DIZ QUE EU NAO POSSO AO MENOS VÊ-LA??? quem é você para me proibir de vê-la? onde ela está? por favor, eu preciso saber se isto é verdade, que isso não passa de uma mentira, por favor - peço em soluços

- E-eu sinto m-muito por sua perda, m-mas estamos a examinando no momento para tentar c-compreender o que provocou a sua morte. 

- C-como assim o que provocou? Não foi parada respiratória? - perguntei confuso 

- Aparentemente não, estamos tentando descobrir ainda, por favor, fique calmo.


depois de esperar por duas ou mais horas, alguns médicos saem da sala dela vindo até mim e me chamando para entrar em uma sala ao lado. 


- Você era filho dela, certo? - perguntou um médico 

- Sim, sou. 

- Você tem algum irmão? 

- Não, sou filho único

- Esteve no hospital nas últimas 7hrs?

- Não, a última vez que a visitei foi ontem a tarde.

- Onde esteve esta manhã? 

- N-na escola.

- Você mora com seu pai? 

- S-sim 

- Qual a relação que ela tinha com ele? 

- P-por que querem saber sobre isso? Isso não vem ao caso agora. Quero que me expliquem a razão por estarem a examinando.

- Sua mãe não morreu por uma causa natural, ela na verdade foi assassinada.













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